quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A Saga de Dublin – Veneza e Bruxelas

Noite mal dormida, véspera de andar de avião novamente e assim vamos nós, apesar de andar mais de avião do que de ônibus por aqui eu ainda detesto essa merda.

Chegamos ao aeroporto, check-in feito e nosso vôo era tão cedo que nem algumas partes do free-shop estavam abertas.

Já no vôo eu apaguei, não tinha dormido direito na noite anterior e ai já viu. Só acordei quando passávamos por cima dos Alpes que a Paula me chamou para ver pela janela do avião aquele mar branco de neve sobre as montanhas com alguns vilarejos próximos. Muito bonita a vista do lugar.

Logo chegamos a Veneza onde fomos pegar o ônibus para Mestre, local que ficava nosso hotel. Chegamos em Mestre o ônibus parou diretamente na estação de trem onde nós já aproveitamos para fazer um lanche/almoço e não perder tempo.

Da estação fomos para o hotel onde fizemos check in e onde pegamos informações sobre o ônibus e onde comprar a passagem, na loja de tabaco.

Tudo arrumado, quarto visitado, mala largada, fomos para Veneza. Lá chegando começamos a nos infiltrar pelas vielas da cidade até achar alguns escritos na parede que nos levaria a Piazza San Marco onde tudo ficou mais fácil.

Rodamos a praça, os arredores, entramos na igreja e fomos ver as gôndolas, no centro de informações compramos um passeio que fomos fazer lá pelas 4 horas da tarde. Passeio legal e tals, faz parte do pacote mas que não é tudo aquilo que esperava.

Fim de tarde resolvemos então começar a procura por algum lugar para comer e tomar uma cerveja, o problema é que Veneza é composta por um monte de casas amontoadas por todos os cantos e assim eu que fui falando “Pode ir Paula o caminho é por aqui, certeza que já passamos aqui antes” acabei me encontrando perdido num cantão lá. Até que achamos uma italiana e nós falamos em português e ela respondia em italiano para acharmos a direção, bom foi descobrir que estávamos do outro lado da ilha.

Voltamos então e fomos andando, até achar um restaurante onde resolvemos comer e beber. A Paula tomou uma Castelo Rosa e eu uma outra cerveja que não lembro, depois enquanto ela comia um verdadeiro espaguete a bolonhesa eu comia um cappeleti de porco com molho branco e funghi secchi, maravilhoso, o problema é que vinha menos que no Spoleto mas foi bom.

Andamos mais e mais e por fim chegamos a Piazza Roma para pegar o ônibus e voltar para o nosso hotel. Chegar lá o foda foi conviver com aquela TV italiana que nada passava direito e tudo em italiano lógico, mas que saudades que deu da Globo.
Dia seguinte hora de partir para Bruxelas, dessa vez pegando um busão de linha normal em Mestre.

Chegamos no aeroporto, check in feito e fomos para o free-shop, e que free-shop, só marca sinistra, só coisa legal, sem falar na loja que vendia altos defumados e embutidos, os quais eu e Paula acabamos comendo alguma coisa.

Pegamos o vôo e antes mesmo de decolar a Paula já estava dormindo. Logo eu também apaguei e rapidamente chegamos a Bruxelas. No aeroporto enquanto esperávamos na fila para comprar o bilhete do ônibus, um taxista apareceu e ofereceu a oportunidade de irmos para a cidade por 20 euros, 7 a mais que o normal, mas depois de toda uma negociação de uma velhinha que veio conosco de Veneza ele acabou cedendo e fazendo por 15, o que nos fez escolher o meio mais rápido e confortável, o táxi.

No caminho a velhinha muito simpática e conhecedora de 5 línguas, conversou bastante com a Paula. Quando chegamos na cidade ela ainda nos mostrou aonde ir e o que fazer, uma simpatia.

Chegamos, vimos o que íamos fazer, compramos um mapinha e pegamos o metrô, primeira parada, Atomium e Mini-Europa. Tiramos algumas fotos pelo lado de fora do Atomium, até porque eu não ia pagar para subir lá e nada fazer.

Fomos então para a Mini-Europa, muito legal, uma atração totalmente criada e muito interessante. Lá vimos pontos turísticos de todos os países que fazem parte da união européia e algumas curiosidades como o trem que vai da Inglaterra para a França por debaixo do mar.

Foi legal ver algumas coisas que já tinha visto de perto antes e poder notar a quantidade de detalhes que foram colocados em cada miniatura.

Da mina-europa partimos para o centro de Bruxelas onde íamos ver a Grand-Place, uma praça magnífica no coração da cidade. Ali aproveitamos para ver umas lojas de chocolates e cervejas, alguns suvenires e também comer o tão famoso waffle com chocolate.

Dali fomos ver o Manneken Pis uma estátua de um menininho fazendo xixi que é um dos pontos turísticos da cidade. Apesar de não ser nada demais não pode faltar nas fotos de recordação.

Rodamos a procura de um bar e enfim achamos um onde experimentamos 2 cervejas belgas, muito boas por sinal.

Com o tempo já se esgotando, corremos para ver o parlamente europeu o parque do cinqüentenário e o arco que existe por lá.
De lá voltamos para o centro, compramos uns chocolates e nos dirigimos para o ônibus para voltamos ao aeroporto, essa noite seria longa, dormiríamos lá por conta do horário do vôo e a falta de ônibus nesse horário.

Chegando lá a Paula foi logo achando um lugar menos pior e estendendo as mantas que tínhamos levado aqui de casa. Eu não queria dormir, para dormir no vôo e acabei encontrando um brasileiro com que conversei boa parte da noite, até que me rendi ao sono e fui dar uma descansada lá pelas 2 horas da manhã. As 4 já estamos de pé para fazer o check in e as 6 e pouco pegar o vôo.

Vôo para Dublin pego, agora era hora de vir para Dublin e descansar.

Agora é esperar a próxima.

Igor Reis Moreira Mathias

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A Saga de Dublin – Última Semana de Aula

A semana começou como sempre, tempo estranho, aula já entediante e eu chegando só na segunda aula.

Foi uma semana diferente, onde cada dia de aula parecia ser o último e onde todo dia eu pensava o que estaria fazendo na semana seguinte. Já que estarei de férias da escola e fazendo nada por aqui.

Perdi aula outro dia e ontem a tarde resolvi passar na Argos e comprar uma máquina de cortar cabelo para eu poder cortar o meu com a ajuda da Paula. E foi o que fiz, acabei o almoço, almoçamos e enquanto ela se trocava eu comecei a cortar meu cabelo com a nova máquina, já que a que eu trouxe do Brasil não funciona por conta da voltagem das tomadas.

Fui fazendo uns caminhos de rato até que a Paula chegou para consertar, ela finalizou o trabalho e fez as aparagens na ponta e foi trabalhar, enquanto eu limpava a bagunça e dava os acertos finais. Foda foi ver que cada dia estou mais careca do que nunca.

Hoje foi dia de acordar, ir para a primeira aula e fazer o teste que tem toda sexta. Após a primeira aula, fomos para o prédio principal para que eu pudesse receber o certificado de conclusão e tudo mais. Hoje também era último dia do Rafael, Carla, Flávia e do Arthur, tiramos umas fotos e hora de voltar para a segunda aula.

Fim da aula voltei para o prédio principal onde eu comi e bebi algo e fui me preparar para o teste do TOEIC, um teste internacional que testa conhecimentos de inglês e tals. Como sempre eu e Tadeu não estudamos para a prova e fomos com nosso conhecimento acumulado ao longo desses 6 meses de aula.

O teste é tranqüilo, só é um pouco extenso, e o listening nem é difícil mas ele te confunde por não ter onde marcar a resposta no começo e tals e você pode se perder tentando alguma coisa auxiliar, fora isso, correndo e sem parar muito para pensar na morte da bezerra eu acabei o teste faltando menos de 5 minutos para o fim do tempo regulamentar, isso porque eu fui o primeiro dos 3 que aplicaram para esse exame.

Agora estou em casa e daqui a pouco vou dar uma olhada no preço das cervejas na loja aqui do lado.

Abraços

Igor Reis Moreira Mathias

domingo, 11 de setembro de 2011

A Saga de Dublin – Semana do Cinema

Mais uma semana se passou, menos um semana em Dublin, penúltima semana de aula. Essa semana como as outras Dublin continuou frio e chuvoso, com exceção de ontem que abriu maior solão por aqui.

O destaque da semana vai para os vários filmes que assisti, quando falo em vários, são muitos mesmo, desde clássicos como a Lista de Schindler a Carros 2. Durante esses dias também bookei os hostels da viagem para Itália, Grécia e a da viagem para Espanha e Portugal.

Outro fato que marcou acho que foi a porradaria aqui na porta de casa, entre um irish, um indiano e um negro. Não sabemos até agora o que realmente aconteceu, nós só escutamos a vitrine de uma loja aqui quebrando e fomos ver os caras só estavam se empurrando e correndo até 2 policiais chegarem. Aliás que polícia rápida, em menos de 5 minutos já haviam 5 viaturas, 2 bicicletas e 2 policiais a pé, sendo duas dessas viaturas umas vans que tem até umas grades no vidro para evitar pedradas e tals.

Ao fim quando os policiais pegaram os outros dois caras o irish começou a gritar e os guardas os deitaram no chão, 3 caras segurando o rapaz, o algemaram e o prenderam de forma que ele até chorava. A polícia aqui parece ser meio apavorada até demais para coisas básicas como essa.

Mas enfim, essa semana também me marcou por eu acordar com meu computador apitando por conta de um gol do Vasco e ai eu decidir assistir o Flamengo e ter a decepção diante do Corinthians.

Tirando brigas e jogos foi uma semana interessante no assunto culinária, comigo fazendo o bolo de cenoura, salmão ao molho de mostarda e outras coisas.

Além disso foi uma semana importante na família mas parece que tudo corre bem.

Agora essa semana passa a ser a última semana de curso, a qual eu pretendo aproveitar, e na outra semana vou para Veneza e Bruxelas.

E agora vou nessa, ver se acabo de ver um filme aqui.

Abraços

Igor Reis Moreira Mathias

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Qual a lógica do sistema?

A sociedade atual é algo que me desperta curiosidade. Se pararmos para notar, somos seres mais estranhos do que as gerações anteriores, principalmente se avaliarmos alguns assuntos como moda, música e o próprio estilo de vida.

Atualmente a moda é não estar na moda. Usar cores que não combinam, calças coloridas, roupas rasgadas, calças sem cintos e etc. Voltamos a usar coisas que eram tidas como fora de moda, coleções baseadas em modas passadas.

Na música cada vez mais damos valor a músicas que não contém letras, somente batidas. Antes as letras eram apreciadas, pensadas, interessantes. Agora nem sequer existem mais, ou se existem muitas vezes nem fazem sentido.

Nas festas o que se vê são jovens com instrução e educação que se drogam cada vez mais em busca de um estado de êxtase. Antes as pessoas iam para festas para confraternizar, se divertir e tals, hoje vão para ficar loucos se drogar e chegar em casa sem lembrar do que passou, pagamos por uma amnésia forçada. Mas se tudo isso é tão bom porquê queremos esquecer?

Na arte paramos de apreciar paisagens, figuras, rostos, vida, ARTE, para apreciar amontoados de rabiscos em cores diferentes, ou monocromáticos, ou até mesmo sem nada como o sugestivo quadro “The Empty”, que não passa de uma tela branca vazia. Nesse assunto precisamos de críticos que nos falem o que eles acham que o artista sentia no momento que pintou aquele quadro. Não somos capazes nem de formar nossa própria opinião ou expressar nossos sentimentos.

No atual momento vivemos de reclamar que é domingo e o fim de semana acabou, reclamar que “amanhã é segunda” e teremos uma semana inteira pela frente. Quantas pessoas gostariam de ter mais essa semana pela frente, quantas pessoas dariam toda sua fortuna para ter a pessoa amada por mais uma semana ou até mesmo um dia sequer.

Estamos vivendo em um mundo onde olhamos o pobre e achamos que ele é infeliz, olhamos o rico e o achamos a pessoa mais feliz do mundo. Mas estamos muito enganados, e digo isso por experiência pessoal, o lado mais pobre da minha família é muito mais feliz do que o lado rico.

O pior de tudo é sabe que eu também sou assim, compro algumas roupas pela etiqueta, quadro por artista e rezo a semana inteira para chegar o fim de semana.

Está na hora de refletir, descobrir se queremos ser seres de fim de semana que atravessam a semana toda em busca do final de semana prometido, ou seres humanos apreciadores de cada passo na vida.

Igor Reis Moreira Mathias

domingo, 4 de setembro de 2011

A Saga de Dublin – Rotina na Irlanda

Como já era esperado após um tempo a rotina começou a se estabelecer em Dublin e cada dia tem menos a ser falado e para parar de ficar nessa de “eu fui para a aula vim para casa e dormi” eu agora estou escrevendo com menos freqüência.

Pois então quinta-feira sem mais o que fazer foi somente dia de ir para aula e voltar para casa mesmo e depois ficar vendo filmes.

Sexta de boa em casa também somente planejando o que faríamos no fim de semana e sexta foi dia de escolher o mais novo morador da nossa casa, Rafael ou Rafaeli um francês.

De noite eu sai de casa e fui para a casa da Paula ficar por lá. Dormimos ai sábado de manha fomos para o mercado comprar as coisas já que tínhamos combinado de comer carne ao molho madeira.

Como já estávamos no mercado aproveitamos para comprar uns pães diferentes de grão que tem no Lidl perto da casa dela. Tudo comprado era hora de ir para casa.

Procurei a receita na net e enquanto a Paula preparava um bolo de fubá cremoso eu ia fazendo o almoço. Carne pronta era hora de almoçar, confesso que o almoço ficou bom e o bolo melhor ainda.

Comida pronta nos arrumamos e fomos para a rua na T D Max, uma loja no St Stephens que vendo roupas de marca num preço mais barato, onde eu rodei, rodei e achei algumas coisas interessantes que até devo voltar para comprar amanhã, mas acabei indo para a Penneys antes para ver se tinha algo interessante. Na Penneys só vi a calça jeans mesmo, a 10 euros valeu até comprar 2.

Voltamos para casa a Natasha abriu um quebra cabeça de mil peças e fomos montando enquanto tomávamos uma cerveja. Cansado após começar a montar o jogo de mil peças fomos para cama e apagamos.

Hoje acordei e fui no mercado, que é em frente a casa da Paula, e acabei comprando mais pão e uma costelinha ao molho barbecue para o almoço.

Fizemos almoço e a Paula fez mais um bolo para levar para o serviço dela, depois fomos ver hostels para ela e por fim vim para casa onde iria fazer compras.

Quando estávamos saindo para fazer compra vimos o caminhão do bombeiro e o carro da polícia, do nada eles subiram uma escada, entraram no apartamento do segundo andar e segundo tudo indica, colocaram comida e água para o cachorro daqui da frente que parece estar sozinho a uns três dias.
Após o acontecimento fomos para o mercado mas o mesmo estava fechado, voltamos para casa onde eu arrumei a cozinha e fui cozinhar algo enquanto assisto ao tenebroso jogo do flamengo. Desse jeito ta difícil.

Agora vou me indo.

Abraços

Igor Reis Moreira Mathias