Na verdade o texto de hoje começa com aventuras de ontem. Depois de escrever para vocês a galera do colégio veio aqui em casa para tomar umas cervejas, conhecer o apê e irmos para a rua.
Como era véspera de St Patrick’s Day não havia lugar melhor para ir do que no Temple Bar. E para lá fomos. Na verdade Temple Bar é mais do que um bar é o nome de toda uma região em Dublin, como se fosse um bairro.
No Temple Bar tratei de fazer uma “compras”, todo PUB que vou aqui peço para os garçons e pego aquelas bolachas de chopp para minha coleção, mas no Temple Bar tinha que ser algo mais. Lá tinham alguns post cards na parede para você pegar e levar, alguns flyers, carta de wiskyes e coisas mais. Trouxe várias lembrancinhas, inclusive um cardápio e a notinha com a data, valor, pedido e uma imagem do local. Tudo para montar um quadro em casa.
O local parece ser mágico, o Pint é “caro”, 6 euros, mas vale a pena. 2h da manhã eles param de servir cerveja e lá estavam os Irlandeses cantando músicas tradicionais de sua terra e cantos de guerra dos campos de Rugby e outros esportes. Sem falar na banda que tocou durante a noite várias músicas locais, enfim, um local mágico, onde uma blusa da seleção irlandesa pode fazer mágica. Por eu estar vestido com uma blusa da seleção de futebol Irlandesa, vários irlandeses, simpáticos como sempre, vinham e me cumprimentavam e falavam comigo. Realmente pessoas muito patriotas. Fim da noite fomos comer numa parada chamada Abra Kabadra, ou algo assim, eu detestei, hambúrguer para magro, cheio de salada e coisas mais.
Na Grafton encontramos dois Irlandeses muito gente boa, que falaram conosco sobre o jogo de sábado, Irlanda e Inglaterra no rugby, o que parece ser pior que Brasil e Argentina no futebol. Um deles até deu um chapéu de St Patrick’s Day para um amigo nosso. No caminho para casa “ganhamos” vários copos da Heineken, Guinness, Bulmers e outras marcas de cerveja que estavam deixados de lado pelas ruas da cidade.
Hoje acordamos e fomos a rua, vestidos de verde para entrar no clima. As ruas estavam lotadas, todos vestidos de verde, laranja e branco. Crianças com bandeiras e bottons, pessoal pintado na rua, vários trevos de 4 folhas nas camisas. Enfim, um momento de patriotismo muito bonito e empolgante de se ver. A parada não é nada parecida com nosso carnaval, mas é muito legal e bonito de se ver.
Depois da parada fomos a Grafton e entramos na Friday’s para tomar um pint de Guiness. Nada bom pois a Friday’s é um restaurante americano e não tem nada a ver com aquele clima de PUB Irlandês. Então fomos encontrar o resto da galera que estava em um PUB perto do Temple Bar. Um lugar chamado The Dragon, sim lá mesmo.
Nada contra, mas era um PUB para gays, mas o povo estava bebendo lá, pois o pint era 3 euros, metade do preço do Temple Bar. O problema é que mesmo não tendo nada contra, sempre rola aquele bloqueio. Mas como não tínhamos nada a temer, entramos, ficamos lá confraternizamos com alguns franceses e francesas, nossos amigos italianos, Alex e Cláudia e fomos embora do PUB umas 8h. Ai é que eu e Tadeu fizemos nossa primeira refeição, metade de um sanduiche de presunto e mostarda para cada um e um iogurte morango. Cansado demais eu resolvi vir para casa para tomar banho, cozinhar e enfim comer algo e ai veio a minha mais nova descoberta. O alho que compramos aqui é banguela, sim ele não tem dentes. É como se fosse uma cebola, onde você tira a casca que está em volta e ele se torna uma cabeça sem dentes.
Foi bom o dia de hoje, principalmente por poder ver minha família pela web can. St Patrick’s Day é realmente um dia e tanto aqui na Irlanda e que realmente pode ser comparado ao nosso carnaval. Tanto pela forma de festejar como pelo movimento nas ruas.
Amanhã é mais um dia de correr atrás das burocracias daqui. Por isso vou nessa. Amanhã posto mais fotos e mais um texto para vocês.
See you
Igor Reis Moreira Mathias
Um blog que traz idéias, visões, pontos de vista, sobre alguns assuntos que compõem nosso dia-a-dia e que são escritos em alguns dos meus Momentos de Devaneio.
quinta-feira, 17 de março de 2011
quarta-feira, 16 de março de 2011
A Saga de Dublin – Primeira aula Perdida
Depois de ir ontem a noite na Dyces e tomar alguns Pints de várias cervejas diferentes a somente 2 euros cada. Hoje de manhã perdemos a primeira aula. Chegamos cedo em casa ontem era meia noite mais ou menos e já estávamos em casa. Na Dyces encontrei um francês de Bordeoux, Kevin, trocamos uma idéia e foi bom falar com ele, porque tinha que ser all in english e ele gostou do meu inglês e eu do dele. Enfim encontrei um francês que fala inglês sem aquele ù.
Acordei hoje as 7h da manhã com uma sede daquelas, Tadeu acordou também e foi procurar seu passaporte, mas onde ele havia deixado seu passaporte? Procurou, procurou e nada. Até que eu fiquei preocupado e levantei para procurar. Olhamos dentro do armário, das malas, gavetas, de baixo da cama e nada. Até que fui a sala e olhei, os documentos estavam todos atrás de um pacote de passatempo dentro da mochila dele. Enfim não havia perdido, isso seria um transtorno gigante para nós.
Após tudo isso fomos para a escola, mas infeliz ou felizmente perdemos a primeira aula, a chata gramática. Se não entendo gramática nem em português imaginem como me perco em inglês. Além de ter que andar para todo lugar aqui em Dublin, cada vez que vou para a sala de aula subo 89 degraus e paga ir ao banheiro desço e subo os mesmos 89 degraus. Acho que além de mais careca, vou voltar para o Brasil mais magro.
Depois da aula fomos ao banco, para o restante da galera abrir a conta. Descobri um país pior que o Brasil para isso. Cerca de 20 minutos para abrir cada conta. Mas a atendente, Anne, era muito gente boa. Até deu um esporro em mim e no Tadeu, pois estávamos a falar em português um com o outro. Ai quando voltamos ao inglês ela disse que era pra continuarmos assim, pois nosso inglês estava bom.
E assim fomos, aquele grupo de uns 10 brasileiros mais a Claudia, uma italiana que conhecemos, tirar a carteira de estudante da Trinity College. Chegamos na Grafton St e mais uma vez nosso grupo se dividiu, cheio de gente e vitrines, uma galera ficou para traz e eu e Bruno fomos para a Trinity. Lá tiramos nossa carteira de estudante e nos despedimos combinando de nos encontrar mais tarde. Amanhã é St Patrick’s Day e as comemorações vão de hoje até sábado, e como o povo Irlandês quase não bebe, já viram né.
Depois de nos despedir da galera eu e Tadeu fomos ao Tesco, mercado aqui, pois precisávamos comprar algumas coisas que faltavam. Lá compramos várias comidas prontas por preços bem baixos e mais alguns legumes e complementos, como batata e cogumelos irlandeses. O problema foi na hora de pagar, mercado com auto-serviço, você mesmo paga e passa seus produtos, HORRÍVEL, ficamos meio perdidos mas enfim conseguimos pagar.
Agora estou em casa, hoje almocei mais cedo, 19h. Com direito a arroz, camarão, batatas e cogumelos irlandeses. Delicioso, ainda mais depois de um dia inteiro andando.
Daqui a pouco vamos em algum lugar e amanhã vamos festejar nas ruas. Todos vestidos de verde e tomando cerveja em algum PUB. Hoje postei fotos no meu facebook, confiram lá.
Abraços.
See you soon
Igor Reis Moreira Mathias
Acordei hoje as 7h da manhã com uma sede daquelas, Tadeu acordou também e foi procurar seu passaporte, mas onde ele havia deixado seu passaporte? Procurou, procurou e nada. Até que eu fiquei preocupado e levantei para procurar. Olhamos dentro do armário, das malas, gavetas, de baixo da cama e nada. Até que fui a sala e olhei, os documentos estavam todos atrás de um pacote de passatempo dentro da mochila dele. Enfim não havia perdido, isso seria um transtorno gigante para nós.
Após tudo isso fomos para a escola, mas infeliz ou felizmente perdemos a primeira aula, a chata gramática. Se não entendo gramática nem em português imaginem como me perco em inglês. Além de ter que andar para todo lugar aqui em Dublin, cada vez que vou para a sala de aula subo 89 degraus e paga ir ao banheiro desço e subo os mesmos 89 degraus. Acho que além de mais careca, vou voltar para o Brasil mais magro.
Depois da aula fomos ao banco, para o restante da galera abrir a conta. Descobri um país pior que o Brasil para isso. Cerca de 20 minutos para abrir cada conta. Mas a atendente, Anne, era muito gente boa. Até deu um esporro em mim e no Tadeu, pois estávamos a falar em português um com o outro. Ai quando voltamos ao inglês ela disse que era pra continuarmos assim, pois nosso inglês estava bom.
E assim fomos, aquele grupo de uns 10 brasileiros mais a Claudia, uma italiana que conhecemos, tirar a carteira de estudante da Trinity College. Chegamos na Grafton St e mais uma vez nosso grupo se dividiu, cheio de gente e vitrines, uma galera ficou para traz e eu e Bruno fomos para a Trinity. Lá tiramos nossa carteira de estudante e nos despedimos combinando de nos encontrar mais tarde. Amanhã é St Patrick’s Day e as comemorações vão de hoje até sábado, e como o povo Irlandês quase não bebe, já viram né.
Depois de nos despedir da galera eu e Tadeu fomos ao Tesco, mercado aqui, pois precisávamos comprar algumas coisas que faltavam. Lá compramos várias comidas prontas por preços bem baixos e mais alguns legumes e complementos, como batata e cogumelos irlandeses. O problema foi na hora de pagar, mercado com auto-serviço, você mesmo paga e passa seus produtos, HORRÍVEL, ficamos meio perdidos mas enfim conseguimos pagar.
Agora estou em casa, hoje almocei mais cedo, 19h. Com direito a arroz, camarão, batatas e cogumelos irlandeses. Delicioso, ainda mais depois de um dia inteiro andando.
Daqui a pouco vamos em algum lugar e amanhã vamos festejar nas ruas. Todos vestidos de verde e tomando cerveja em algum PUB. Hoje postei fotos no meu facebook, confiram lá.
Abraços.
See you soon
Igor Reis Moreira Mathias
terça-feira, 15 de março de 2011
A Saga de Dublin – Primeira Festa
Hoje foi complicado acordar, fomos dormir as 2h da manhã de ontem aqui e para acordar as 7:40 foi complicado.
A cada dia que passa nosso PortInglês fica mais apurado. Hoje me peguei falando com o Alessandro, o italiano que mora na host family com o Bruno, e terminando a fazer em um “também né”.
Estou tendo que me reacostumar com as aulas e tals, na faculdade eu entrava e saia na hora que queria, agora tenho que agüentar as chatas aulas de inglês no primeiro horário. Já no segundo o tempo voa, um Irish (Irlandês) chamado Billy nos da aula e ele é muito gente boa sua aula voa.
Depois da aula hoje fomos ao banco abrir nossa conta, porém só 4 de nós pode abrir, a conta demora em média 20 minutos para ser aberta e assim a mulher do banco mando o restante voltar amanhã. Enquanto uma galera abria a conta, eu fui para a Grafton St. Comprei um cel e uma máquina fotográfica, depois de amanhã é St Patrick’s Day, dia do padroeiro da Irlanda, feriado nacional e espécie de carnaval local. Todos na rua, sem beber, pois beber na rua na Irlanda é proibido, mas dentro dos PUBs é totalmente liberado, aliás, acho até que é anti-ético não beber em um PUB Irlandês.
Depois da Grafton o pessoal que foi abrir conta nos encontrou e voltamos na Penney’s, hoje consegui comprar blusas de frio a 3 euros e o Bruno achou um casacão de 30 por 16. Depois disso tudo aquele grupo de brasileiros e italiano tinha que ir em algum lugar, e na Irlanda, nada melhor que um PUB para comemorar.
Terça aqui é dia de Dyces, um PUB onde um Pint, copo de 500ml, de cerveja sai a 2 euros e ninguém paga pra entrar até as 19h. Fomos para lá tomamos alguns Pints e chegamos em casa meio altos. Aí é que vem o problema. Cozinhar. A fome estava negra, ainda mais depois de beber, rolo então aquele arroz, bife e ovo. Delicioso, ainda mais com a fome que eu tava.
Agora já são 01:10 e nada de eu durmir. Vou arrumar minhas coisas e deitar, talvez eu consiga dormir. Um abração e até breve.
Igor Reis Moreira Mathias
A cada dia que passa nosso PortInglês fica mais apurado. Hoje me peguei falando com o Alessandro, o italiano que mora na host family com o Bruno, e terminando a fazer em um “também né”.
Estou tendo que me reacostumar com as aulas e tals, na faculdade eu entrava e saia na hora que queria, agora tenho que agüentar as chatas aulas de inglês no primeiro horário. Já no segundo o tempo voa, um Irish (Irlandês) chamado Billy nos da aula e ele é muito gente boa sua aula voa.
Depois da aula hoje fomos ao banco abrir nossa conta, porém só 4 de nós pode abrir, a conta demora em média 20 minutos para ser aberta e assim a mulher do banco mando o restante voltar amanhã. Enquanto uma galera abria a conta, eu fui para a Grafton St. Comprei um cel e uma máquina fotográfica, depois de amanhã é St Patrick’s Day, dia do padroeiro da Irlanda, feriado nacional e espécie de carnaval local. Todos na rua, sem beber, pois beber na rua na Irlanda é proibido, mas dentro dos PUBs é totalmente liberado, aliás, acho até que é anti-ético não beber em um PUB Irlandês.
Depois da Grafton o pessoal que foi abrir conta nos encontrou e voltamos na Penney’s, hoje consegui comprar blusas de frio a 3 euros e o Bruno achou um casacão de 30 por 16. Depois disso tudo aquele grupo de brasileiros e italiano tinha que ir em algum lugar, e na Irlanda, nada melhor que um PUB para comemorar.
Terça aqui é dia de Dyces, um PUB onde um Pint, copo de 500ml, de cerveja sai a 2 euros e ninguém paga pra entrar até as 19h. Fomos para lá tomamos alguns Pints e chegamos em casa meio altos. Aí é que vem o problema. Cozinhar. A fome estava negra, ainda mais depois de beber, rolo então aquele arroz, bife e ovo. Delicioso, ainda mais com a fome que eu tava.
Agora já são 01:10 e nada de eu durmir. Vou arrumar minhas coisas e deitar, talvez eu consiga dormir. Um abração e até breve.
Igor Reis Moreira Mathias
segunda-feira, 14 de março de 2011
A Saga de Dublin – Primeiro dia de Aula
Hoje foi o primeiro dia de aula e para cumprir os protocolos o Tadeu chegou atrasado, tudo bem que eu também cheguei atrasado com ele, mas acordamos as 8:30 para entrarmos as 9:00.
Chegando na escola, aquele esporrinho básico e com classe, porque chegamos atrasado e eu mandei logo aquele português para falar com o Bruno. Depois de feito os testes, eu, Bruno e Tadeu fomos alocados em nossas salas, cada um em um nível de inglês diferente. Tadeu no Avançado, eu no Intermediário Avançado e o Bruno eu não sei ainda. Conhecemos um Italiano, não lembro o nome, que mora com o Bruno na Home Stay, um rapaz da Arábia Saudita, Abdula, que mora com o Leonardo de Curitiba.
Uma coisa eu digo, nem sempre ficar em moradia estudantil é mais vantajoso do que casa de família. Chegamos eu e Tadeu, sem tomar café da manhã, na escola e lá estava o Bruno com a pança cheia, lanchinho pro almoço e tinha atá jantado ontem. Aliás almoço e janta eu nem conheço mais. Desde que cheguei em Dublin comi um foot long (30cm) no Subway e um pão com queijo e presunto em casa. Agora a noite é que eu e Tadeu fomos ao mercado e conseguimos fazer compras, mas isso eu já falo a seguir.
Na parte da tarde a escola nos forneceu um pequeno e rápido tour pela cidade, onde um professor nos levou e foi falando sobre as coisas. Passamos pelo St. Stephen’s Green Garden, um local muito bonito, pela Grafton Street, uma espécie de calçadão com um várias lojas de caras a baratas, Trinity College, a faculdade mais antiga e clássica da Irlanda, fomos até a O’Connel Street e Parnell, ruas famosas de Dublin. Terminamos o tour em um pub onde a escola nos pagou um copo de cerveja. Eu e outras pessoas preferimos tomar a conhecida Guinness, marca registrada de Dublin, já Tadeu e o Bruno, se não me engano, tomaram a já nossa conhecida Heineken.
Eu, particularmente, gostei muito da escola, e parece que os meninos também. Minha sala tem 5 brasileiros, contando comigo, 1 francês, 1 francesa, 1 espanhola, 1 chilena e um maluco da Coréia do Sul. O que é muito bom pois ai todos falam somente em inglês durante as aulas.
Como na hora do almoço fomos tentar comprar o celular, acabei ficando sem almoço, pois saímos da escola as 13h para voltar as 14h. Compramos um chip da Vodafone aqui fala de graça com outro e custa 9 centavos de euro para ligação para telefone fixo no Brasil, sem contar que todo brasileiro aqui tem um. Depois de todo tour pela cidade fizemos quase que um caminho de volta e voltamos a Penny’s Store, sim esse nome mesmo, para comprar roupas de frio, já que aqui ta muito frio ainda. Lá encontramos calças jeans a 6 euros, casacão contra chuva e tals por 25 euros, blusa de frio por 6 também, enfim, uma loucura só.
Chegamos em casa lá pelas 19h e fomos enfim comer algo, primeira refeição do dia, comemos um pão com queijo e presunto, registramos nossos chips e fomos pra rua outra vez, dessa vez no Lidl, um mercado aqui perto de casa.
Mercado aqui é muito diferente, achei meio desorganizado, mas não achei caro, na verdade até que é em conta. Compramos o básicão, macarrão, alguns enlatados, carne, frango e até mesmo alguns vegetais.
Depois disso tudo viemos pra casa tomar aquele banho, fazer a janta, que foi a primeira refeição de verdade em Dublin, macarrão com molho branco e pedaços de frango. Mas para completar meu dia meu adaptador de tomada quebrou e tive que pegar o do Tadeu. AVISO: Jamais comprem adaptador de tomada nas lojas BAGAGGIO, são uma bosta e caros.
Agora vou deitar, já são 1h da manhã em Dublin e amanhã tenho aula as 9h, e não posso chegar atrasado.
Um abraço a todos.
Igor Reis Moreira Mathias
Chegando na escola, aquele esporrinho básico e com classe, porque chegamos atrasado e eu mandei logo aquele português para falar com o Bruno. Depois de feito os testes, eu, Bruno e Tadeu fomos alocados em nossas salas, cada um em um nível de inglês diferente. Tadeu no Avançado, eu no Intermediário Avançado e o Bruno eu não sei ainda. Conhecemos um Italiano, não lembro o nome, que mora com o Bruno na Home Stay, um rapaz da Arábia Saudita, Abdula, que mora com o Leonardo de Curitiba.
Uma coisa eu digo, nem sempre ficar em moradia estudantil é mais vantajoso do que casa de família. Chegamos eu e Tadeu, sem tomar café da manhã, na escola e lá estava o Bruno com a pança cheia, lanchinho pro almoço e tinha atá jantado ontem. Aliás almoço e janta eu nem conheço mais. Desde que cheguei em Dublin comi um foot long (30cm) no Subway e um pão com queijo e presunto em casa. Agora a noite é que eu e Tadeu fomos ao mercado e conseguimos fazer compras, mas isso eu já falo a seguir.
Na parte da tarde a escola nos forneceu um pequeno e rápido tour pela cidade, onde um professor nos levou e foi falando sobre as coisas. Passamos pelo St. Stephen’s Green Garden, um local muito bonito, pela Grafton Street, uma espécie de calçadão com um várias lojas de caras a baratas, Trinity College, a faculdade mais antiga e clássica da Irlanda, fomos até a O’Connel Street e Parnell, ruas famosas de Dublin. Terminamos o tour em um pub onde a escola nos pagou um copo de cerveja. Eu e outras pessoas preferimos tomar a conhecida Guinness, marca registrada de Dublin, já Tadeu e o Bruno, se não me engano, tomaram a já nossa conhecida Heineken.
Eu, particularmente, gostei muito da escola, e parece que os meninos também. Minha sala tem 5 brasileiros, contando comigo, 1 francês, 1 francesa, 1 espanhola, 1 chilena e um maluco da Coréia do Sul. O que é muito bom pois ai todos falam somente em inglês durante as aulas.
Como na hora do almoço fomos tentar comprar o celular, acabei ficando sem almoço, pois saímos da escola as 13h para voltar as 14h. Compramos um chip da Vodafone aqui fala de graça com outro e custa 9 centavos de euro para ligação para telefone fixo no Brasil, sem contar que todo brasileiro aqui tem um. Depois de todo tour pela cidade fizemos quase que um caminho de volta e voltamos a Penny’s Store, sim esse nome mesmo, para comprar roupas de frio, já que aqui ta muito frio ainda. Lá encontramos calças jeans a 6 euros, casacão contra chuva e tals por 25 euros, blusa de frio por 6 também, enfim, uma loucura só.
Chegamos em casa lá pelas 19h e fomos enfim comer algo, primeira refeição do dia, comemos um pão com queijo e presunto, registramos nossos chips e fomos pra rua outra vez, dessa vez no Lidl, um mercado aqui perto de casa.
Mercado aqui é muito diferente, achei meio desorganizado, mas não achei caro, na verdade até que é em conta. Compramos o básicão, macarrão, alguns enlatados, carne, frango e até mesmo alguns vegetais.
Depois disso tudo viemos pra casa tomar aquele banho, fazer a janta, que foi a primeira refeição de verdade em Dublin, macarrão com molho branco e pedaços de frango. Mas para completar meu dia meu adaptador de tomada quebrou e tive que pegar o do Tadeu. AVISO: Jamais comprem adaptador de tomada nas lojas BAGAGGIO, são uma bosta e caros.
Agora vou deitar, já são 1h da manhã em Dublin e amanhã tenho aula as 9h, e não posso chegar atrasado.
Um abraço a todos.
Igor Reis Moreira Mathias
domingo, 13 de março de 2011
A Saga de Dublin – Início da Viagem
14:30 da tarde em Volta Redonda, os carros começam a chegar para levar e também para irem se despedir de 3 malucos que resolveram se aventurar na terra dos duendes.
Aos poucos chegou a Ranger, o 206 do Pomps com Natty, Saloma e Madella, chegaram também Tadeu e seus pais no eternizado Fox Vermelho, Badaui e seu Celtinha mágico com Rapha e Renato dentro e por fim o Corolla com o Tio do Bruno, sua mãe, seu padrasto, mas onde estava o Bruno? Lógico que um dos meus parceiros enrolados teria que comprar aos 48 do segundo tempo aquele mágico adaptador de tomada universal.
E assim fomos, descendo a serra, tomando cuidado para evitar multas por conta dos trocentos radares de 40 km/h. Chegamos ao aeroporto e beleza, mas onde estavam as vagas do estacionamento? Aeroporto Brasileiro em fim de carnaval, achar vaga é mais difícil que achar deputado que trabalha segunda feira em Brasília.
Após todo estes acontecimentos, lá fomos nós para a fila do Cech-In, despachar as malas, digo as malas de verdade e não as outras, e lá estava, mais um vez, mais enrolado do que nunca, o Tadeu tendo que mexer em sua bagagem por causa de uma tesourinha de criança que queria levar a Irlanda para cortar os lacres de sua mala. Enquanto isso, nosso amigo Rapha, estoquia os gringos, se passando por um atendente da Aerolineas Argentinas e cobrando por informações e fotos, cobrando em Euro e Dolár diga-se de passagem, até ser advertido pela segurança do aeroporto.
Fomos fizemos um lanche, e ai começaram as despedidas, após a entrega das carta-fotos, Ciça, Mika e Demutti foram embora, isso é o que pensávamos, porque elas voltariam para nos abalar emocionalmente de novo lá embaixo. Onde todos se reuniram deram as mãos e rezaram para que nossa viagem fosse um sucesso. Foi ai que recebi também a carta da Natty, a camisa do Fla do Renato e onde ganhamos a camisa de Braz com a assinatura de toda gangue. Gangue essa que cantaria mais uma vez o mais consagrado La la ia da história, Hey Jude, na versão Banda Soverte de Açaí, agora a consagrada assinatura desse bando.
E lá fomos nós, eu, Tadeu e Bruno, esperar pelo avião para Madri, lógico que babando por aquele monte de coisas do free shop. Eu escapei, mas Tadeu e Bruno já começaram comprando, o primeiro um adaptador de tomada e o segundo uma camisa da seleção canarinho.
Ficamos sentados por mais ou menos 2 horas até escutar, ou achar que tínhamos escutado, aquela voz de tele-sexo com fanhura nos chamar para o embarque. E lá fomos os três bonitões e? Não era nossa fila, nossa fila era do outro lado, aquele lado era somente para os assentos 30 a 50 e nós estávamos no 23. Erros aparte, enfim entramos no avião, eu morrendo de medo para variar, o Bruno reclamando e dizendo que helicóptero é muito pior e o Tadeu que nem falava. Nesse momento minha maior preocupação era, será que o motorista verificou o óleo, a calibragem dos pneus e a água do radiador? Se o motor bate como íamos encostar a aeronave no meio do Atlântico?
Para alegria a geral da nação eu consegui dormir mas acordei ao fim do Bravura Indômita, a rádio do avião era tão boa que era só colocar o fone que todo mundo dormia. Chego a janta e eu preferi por comer pasta, que era um tipo de ravióli que acabo virando meio que uma lasanha. Enquanto isso o Bruno, que for sorteado e ficou no meio de um casal de velhinhos, que dormiram o vôo todo, e um Holandês que não fez diferente dos velinhos. E eu estava lá, naquela poltrona que o Thielman não caberia, e que eu mal cabia, empurrando um pouco o Tadeu pro lado.
Após a bela visão, em meio a tanta nuvem, uma bela montanha coberta de neve, enfim chegamos a Madri. No Barajas, aeroporto espanhol, é que começou toda confusão. Eu e Tadeu passamos pela imigração, enquanto o Bruno foi mandado para um portão paralelo. De um lado o Bruno fazendo sinais e imitando um avião com os braços abertos, e do outro eu e Tadeu gritando, mandando ele voltar e tomando esporro da guardinha espanhola. Após rodar todo aeroporto e sair de uma ponta dele para outra, chegamos ao tão sonhado portão H6, onde perguntamos sobre o Bruno e o rapaz da Ibéria disse que ele poderia ter sido retido para maiores informações. Já no hora do embarque, na boca da ponte para o avião descobrimos que o Bruno já havia feito o embarque. Cheguei dentro do avião e nada, dessa vez o Bruno que iria do meu lado e nada. Até que chega um ônibus e lá estava o Bruno e mais uma renca de brasileiros que também haviam sido informados de forma equivocada.
Embarque feito, apaguei, mas apaguei de lesar e ter que a aeromoça me acordar para eu entrar em posição de pouso. Foi nesse momento que entendi o porquê a Irlanda é chamada de Ilha Esmeralda. Grandes e lindos campos verdes, cercados por paredões de rocha, imagens lindíssimas, até achamos um pedaço de praia, para felicidade do Bruno. Nessa hora já estávamos mais relaxados, pois no vôo sentou um Curitibano na minha frente, uma loirinha, e um cara de Paraisópolis, sim a cidade vizinha de Brazópolis, que também iam para a Atlas School.
Na imigração eu, a loirinha e o Paraíso passamos tranqüilos, enquanto Bruno, Tadeu e o Curitiba ficaram retidos e tiveram que conversar com eles novamente. Enquanto isso eu corria para pegar a mala dos malas. Após o final feliz entramos em dois táxis.
Ao chegar em NewMarket St, o novo endereço do Tadeu e o meu, ficamos perdidos a procurar nossa casa por conta de um erro de digitação, onde era para constar New Market House estava escrito New Market Hall, ainda bem que estamos na Irlanda e o povo Irlandês parece ser muito simpático. Um jovem logo notou nossa desorientação, ofereceu ajuda e até mesmo ligou de seu celular para o celular do responsável pela nossa moradia, que logo chegou e nos resgatou. Chegando em casa foi muito bom sentir aquele cheirinho de churrasco, que estava acontecendo em um dos apês aqui. Logo que nos informamos e fomos a rua. Fomos dar uma passeada e ir atrás de um celular da Vodafone que parece oferecer ligações para o Brasil a 9 centavos o minuto. Muito mais barato que ligar da minha casa para casa do Pomps em Braz. Demos uma volta, compramos alguns artigos para frio e uma camisa de Rugby da seleção Irlandesa. Após não comer por umas 14h um Subway foi nossa salvação.
De olho no relógio passamos num mercadinho compramos leite, pão, queijo, um presunto muito louco e lógico, 2 latas de Guiness para vermos o Fla-Flu e comemorar nossa chegada a terra dos leprechauns. Mas nada nisso tudo foi melhor do que tomar banho e achar uma carta da minha mãe escondida na minha nécessaire.
Aos amigos e familiares digo que estamos todos bem. O Bruno disse que está numa mansão e que ia para um PUB com sua host family aqui. Eu e Tadeu estamos vendo Fla-Flu em um link muito louco, tomando cerveja e conversando com nossa colega de casa, casa que por sinal é muito boa, mas falto aquela televisão.
Igor Reis Moreira Mathias
Aos poucos chegou a Ranger, o 206 do Pomps com Natty, Saloma e Madella, chegaram também Tadeu e seus pais no eternizado Fox Vermelho, Badaui e seu Celtinha mágico com Rapha e Renato dentro e por fim o Corolla com o Tio do Bruno, sua mãe, seu padrasto, mas onde estava o Bruno? Lógico que um dos meus parceiros enrolados teria que comprar aos 48 do segundo tempo aquele mágico adaptador de tomada universal.
E assim fomos, descendo a serra, tomando cuidado para evitar multas por conta dos trocentos radares de 40 km/h. Chegamos ao aeroporto e beleza, mas onde estavam as vagas do estacionamento? Aeroporto Brasileiro em fim de carnaval, achar vaga é mais difícil que achar deputado que trabalha segunda feira em Brasília.
Após todo estes acontecimentos, lá fomos nós para a fila do Cech-In, despachar as malas, digo as malas de verdade e não as outras, e lá estava, mais um vez, mais enrolado do que nunca, o Tadeu tendo que mexer em sua bagagem por causa de uma tesourinha de criança que queria levar a Irlanda para cortar os lacres de sua mala. Enquanto isso, nosso amigo Rapha, estoquia os gringos, se passando por um atendente da Aerolineas Argentinas e cobrando por informações e fotos, cobrando em Euro e Dolár diga-se de passagem, até ser advertido pela segurança do aeroporto.
Fomos fizemos um lanche, e ai começaram as despedidas, após a entrega das carta-fotos, Ciça, Mika e Demutti foram embora, isso é o que pensávamos, porque elas voltariam para nos abalar emocionalmente de novo lá embaixo. Onde todos se reuniram deram as mãos e rezaram para que nossa viagem fosse um sucesso. Foi ai que recebi também a carta da Natty, a camisa do Fla do Renato e onde ganhamos a camisa de Braz com a assinatura de toda gangue. Gangue essa que cantaria mais uma vez o mais consagrado La la ia da história, Hey Jude, na versão Banda Soverte de Açaí, agora a consagrada assinatura desse bando.
E lá fomos nós, eu, Tadeu e Bruno, esperar pelo avião para Madri, lógico que babando por aquele monte de coisas do free shop. Eu escapei, mas Tadeu e Bruno já começaram comprando, o primeiro um adaptador de tomada e o segundo uma camisa da seleção canarinho.
Ficamos sentados por mais ou menos 2 horas até escutar, ou achar que tínhamos escutado, aquela voz de tele-sexo com fanhura nos chamar para o embarque. E lá fomos os três bonitões e? Não era nossa fila, nossa fila era do outro lado, aquele lado era somente para os assentos 30 a 50 e nós estávamos no 23. Erros aparte, enfim entramos no avião, eu morrendo de medo para variar, o Bruno reclamando e dizendo que helicóptero é muito pior e o Tadeu que nem falava. Nesse momento minha maior preocupação era, será que o motorista verificou o óleo, a calibragem dos pneus e a água do radiador? Se o motor bate como íamos encostar a aeronave no meio do Atlântico?
Para alegria a geral da nação eu consegui dormir mas acordei ao fim do Bravura Indômita, a rádio do avião era tão boa que era só colocar o fone que todo mundo dormia. Chego a janta e eu preferi por comer pasta, que era um tipo de ravióli que acabo virando meio que uma lasanha. Enquanto isso o Bruno, que for sorteado e ficou no meio de um casal de velhinhos, que dormiram o vôo todo, e um Holandês que não fez diferente dos velinhos. E eu estava lá, naquela poltrona que o Thielman não caberia, e que eu mal cabia, empurrando um pouco o Tadeu pro lado.
Após a bela visão, em meio a tanta nuvem, uma bela montanha coberta de neve, enfim chegamos a Madri. No Barajas, aeroporto espanhol, é que começou toda confusão. Eu e Tadeu passamos pela imigração, enquanto o Bruno foi mandado para um portão paralelo. De um lado o Bruno fazendo sinais e imitando um avião com os braços abertos, e do outro eu e Tadeu gritando, mandando ele voltar e tomando esporro da guardinha espanhola. Após rodar todo aeroporto e sair de uma ponta dele para outra, chegamos ao tão sonhado portão H6, onde perguntamos sobre o Bruno e o rapaz da Ibéria disse que ele poderia ter sido retido para maiores informações. Já no hora do embarque, na boca da ponte para o avião descobrimos que o Bruno já havia feito o embarque. Cheguei dentro do avião e nada, dessa vez o Bruno que iria do meu lado e nada. Até que chega um ônibus e lá estava o Bruno e mais uma renca de brasileiros que também haviam sido informados de forma equivocada.
Embarque feito, apaguei, mas apaguei de lesar e ter que a aeromoça me acordar para eu entrar em posição de pouso. Foi nesse momento que entendi o porquê a Irlanda é chamada de Ilha Esmeralda. Grandes e lindos campos verdes, cercados por paredões de rocha, imagens lindíssimas, até achamos um pedaço de praia, para felicidade do Bruno. Nessa hora já estávamos mais relaxados, pois no vôo sentou um Curitibano na minha frente, uma loirinha, e um cara de Paraisópolis, sim a cidade vizinha de Brazópolis, que também iam para a Atlas School.
Na imigração eu, a loirinha e o Paraíso passamos tranqüilos, enquanto Bruno, Tadeu e o Curitiba ficaram retidos e tiveram que conversar com eles novamente. Enquanto isso eu corria para pegar a mala dos malas. Após o final feliz entramos em dois táxis.
Ao chegar em NewMarket St, o novo endereço do Tadeu e o meu, ficamos perdidos a procurar nossa casa por conta de um erro de digitação, onde era para constar New Market House estava escrito New Market Hall, ainda bem que estamos na Irlanda e o povo Irlandês parece ser muito simpático. Um jovem logo notou nossa desorientação, ofereceu ajuda e até mesmo ligou de seu celular para o celular do responsável pela nossa moradia, que logo chegou e nos resgatou. Chegando em casa foi muito bom sentir aquele cheirinho de churrasco, que estava acontecendo em um dos apês aqui. Logo que nos informamos e fomos a rua. Fomos dar uma passeada e ir atrás de um celular da Vodafone que parece oferecer ligações para o Brasil a 9 centavos o minuto. Muito mais barato que ligar da minha casa para casa do Pomps em Braz. Demos uma volta, compramos alguns artigos para frio e uma camisa de Rugby da seleção Irlandesa. Após não comer por umas 14h um Subway foi nossa salvação.
De olho no relógio passamos num mercadinho compramos leite, pão, queijo, um presunto muito louco e lógico, 2 latas de Guiness para vermos o Fla-Flu e comemorar nossa chegada a terra dos leprechauns. Mas nada nisso tudo foi melhor do que tomar banho e achar uma carta da minha mãe escondida na minha nécessaire.
Aos amigos e familiares digo que estamos todos bem. O Bruno disse que está numa mansão e que ia para um PUB com sua host family aqui. Eu e Tadeu estamos vendo Fla-Flu em um link muito louco, tomando cerveja e conversando com nossa colega de casa, casa que por sinal é muito boa, mas falto aquela televisão.
Igor Reis Moreira Mathias
sábado, 12 de março de 2011
Até Breve
Primeiramente me desculpo com alguns leitores, mas é impossível fazer esse texto sem citar alguns autores já consagrados.
Até breve. Sim, soa melhor que adeus. Adeus parece ser pra sempre, até breve da a impressão de um pequeno desencontro. Sei que para alguns será adeus. Sabemos como a vida é e infelizmente ela nos causa certas baixas ao longo do caminho, mas espero que para a grande maioria seja um até logo.
Não fiquem tão felizes, escondam estes sorrisos, eu vou, mas eu volto, tenho muito a atrapalhar e curtir com vocês ainda.
Muitos vão sem a vontade de voltar. Mas como vou viver sem carnaval e samba enredo, sem feijoada e cachaça, sem Flamengo e Maracanã, e principalmente, sem meus amigos e minha família.
Vou sentir falta do Nicky me lambendo pra acordar, da Sofia me pedindo comida, da Nina latindo pra quem invadir meu quarto, da Babi chorando porque acabou a água. Como não sentir falta da Marcella fazendo tudo, minha mãe e meu pai me chamando pro Gugas e o Iago querendo ir nas festas comigo.
Será difícil comer um churrasco que não seja do Pomps, ou ir pras baladas sem o Renan, ter aquele papo cabeça na balada sem o Salomão do lado, ver jogo do Fla sem o Renato. Quem vai bater no peito e dizer que tem coração de pedra Ivan? Como vou viver só com sol, sem a Natty pra chamar chuva e fazer aquela oratória, a Cecília para desabafar e me dar esporro, a Mika pra nos alegrar com sua beleza e a Demutti para me demonstrar todo carinho e ter aqueles papos sobre sexo no MSN. Como vou ao banco sem ver aquela linda e simpática atendente eim Paulinha? Onde farei pré se não na casa da Sheilinha e companhia. Ainda bem que para a Lescura estarei sempre no twitter, onde também poderei ler as reclamações do Periard e as palhaçadas do cabeção. Como serão as peladas sem Zico e a galera? Quem vai ficar chorando na pelada se não o Rapha? Quem vai levar a levar a galera da carro se não o Badauí? Quem vai atrasar minhas viagens se não a Elisa? Quem vai arrumar uma amiga se não a Nayara? E que amiga por sinal!
Como me disseram, 1 ano, 12 meses, 365 dias, 8760 horas. Passa rápido. Já já estou aqui de volta para os churrascos na piscina e as caronas com 800 pessoas dentro do carro. Como cantou Milton Nascimento “seja o que vier, venha o que vier, qualquer dia amigo eu volto a te encontrar, qualquer dia amigo, a gente vai se encontrar.”
Mas nem tudo é tristeza. Estamos indo em uma oportunidade única em nossas vidas, conhecer lugares novos, cultura nova, aprender um idioma. Tomar porrada, levantar, apanhar de novo e levantar. Crescer, sair do rabo da saia da mamãe. Me virar por mim mesmo, sem pleonasmos. Aprender com a vida.
Tenham certeza, todos vocês, citados ou não, farão muita falta e serão nossa maior razão para regressar para casa. E voltaremos, de uma forma ou de outra, estaremos sempre com vocês assim como vocês estarão sempre conosco.
Mas é isso, como diz a música “então fica assim: a gente se encontra em outra ocasião, na festa junina, festa de peão, no bar da esquina. O MUNDO É TÃO PEQUENO AFINAL.”
Amo todos Vocês
Igor Reis Moreira Mathias
Até breve. Sim, soa melhor que adeus. Adeus parece ser pra sempre, até breve da a impressão de um pequeno desencontro. Sei que para alguns será adeus. Sabemos como a vida é e infelizmente ela nos causa certas baixas ao longo do caminho, mas espero que para a grande maioria seja um até logo.
Não fiquem tão felizes, escondam estes sorrisos, eu vou, mas eu volto, tenho muito a atrapalhar e curtir com vocês ainda.
Muitos vão sem a vontade de voltar. Mas como vou viver sem carnaval e samba enredo, sem feijoada e cachaça, sem Flamengo e Maracanã, e principalmente, sem meus amigos e minha família.
Vou sentir falta do Nicky me lambendo pra acordar, da Sofia me pedindo comida, da Nina latindo pra quem invadir meu quarto, da Babi chorando porque acabou a água. Como não sentir falta da Marcella fazendo tudo, minha mãe e meu pai me chamando pro Gugas e o Iago querendo ir nas festas comigo.
Será difícil comer um churrasco que não seja do Pomps, ou ir pras baladas sem o Renan, ter aquele papo cabeça na balada sem o Salomão do lado, ver jogo do Fla sem o Renato. Quem vai bater no peito e dizer que tem coração de pedra Ivan? Como vou viver só com sol, sem a Natty pra chamar chuva e fazer aquela oratória, a Cecília para desabafar e me dar esporro, a Mika pra nos alegrar com sua beleza e a Demutti para me demonstrar todo carinho e ter aqueles papos sobre sexo no MSN. Como vou ao banco sem ver aquela linda e simpática atendente eim Paulinha? Onde farei pré se não na casa da Sheilinha e companhia. Ainda bem que para a Lescura estarei sempre no twitter, onde também poderei ler as reclamações do Periard e as palhaçadas do cabeção. Como serão as peladas sem Zico e a galera? Quem vai ficar chorando na pelada se não o Rapha? Quem vai levar a levar a galera da carro se não o Badauí? Quem vai atrasar minhas viagens se não a Elisa? Quem vai arrumar uma amiga se não a Nayara? E que amiga por sinal!
Como me disseram, 1 ano, 12 meses, 365 dias, 8760 horas. Passa rápido. Já já estou aqui de volta para os churrascos na piscina e as caronas com 800 pessoas dentro do carro. Como cantou Milton Nascimento “seja o que vier, venha o que vier, qualquer dia amigo eu volto a te encontrar, qualquer dia amigo, a gente vai se encontrar.”
Mas nem tudo é tristeza. Estamos indo em uma oportunidade única em nossas vidas, conhecer lugares novos, cultura nova, aprender um idioma. Tomar porrada, levantar, apanhar de novo e levantar. Crescer, sair do rabo da saia da mamãe. Me virar por mim mesmo, sem pleonasmos. Aprender com a vida.
Tenham certeza, todos vocês, citados ou não, farão muita falta e serão nossa maior razão para regressar para casa. E voltaremos, de uma forma ou de outra, estaremos sempre com vocês assim como vocês estarão sempre conosco.
Mas é isso, como diz a música “então fica assim: a gente se encontra em outra ocasião, na festa junina, festa de peão, no bar da esquina. O MUNDO É TÃO PEQUENO AFINAL.”
Amo todos Vocês
Igor Reis Moreira Mathias
sexta-feira, 4 de março de 2011
Despedidas
Ainda faltam 8 dias mas as despedidas não param de ocorrer. Seja despedida do Cana, que te deixa feliz, ou a despedida de algumas pessoas.
A vida é engraçada, do nada conhecemos alguém, que simpatizamos, gostamos e agora fará falta também.
É o último beijo, o último abraço, o último deslizar de mãos sobre seus cabelos. Ou talvez não, mas isso só vamos saber daqui a um ano, ou menos. Vou com a vontade e disposição para voltar somente antes do carnaval do ano que vem, que ainda não sei quando será.
Queria acreditar que quando eu voltar tudo estará tranqüilo e no mesmo lugar. Mas já parto com a certeza que não, mesmo aos 45 minutos do segundo tempo, tem sempre um Pet para meter um gol né. Até dia 12, acho que ainda teremos muitos capítulos nessa novela da vida.
Ainda faltam 8 dias mas já chorei tanto, já fiquei tão triste ao me despedir de algumas pessoas. Ainda faltam 8 dias mas já fiquei tão feliz ao ver pessoas que ainda estarão muito tempo ao meu lado, pessoas que, assim como eu vou sentir, sentirão minha falta.
Amanhã é carnaval, cada dia uma despedida diferente, despedida de algo ou alguém. Amanhã é carnaval e tristeza e carnaval são duas palavras que não combinam, quase antônimos naturais. Acho que na nova regra ortográfica, tristeza e carnaval deveriam ser proibidos de constar na mesma frase, ou melhor, no mesmo texto.
Assim agora é curtir o carnaval, curtir com amigos, bebendo, zoando, rindo. Cada dia será uma nova despedida, e assim tenho que valorizar cada segundo que terei com eles.
O carnaval, assim como outras coisas, infelizmente, duram pouco, mas como já disseram por aí, “só o que é bom dura tempo bastante pra se tornar inesquecível.”
Igor Reis Moreira Mathias
A vida é engraçada, do nada conhecemos alguém, que simpatizamos, gostamos e agora fará falta também.
É o último beijo, o último abraço, o último deslizar de mãos sobre seus cabelos. Ou talvez não, mas isso só vamos saber daqui a um ano, ou menos. Vou com a vontade e disposição para voltar somente antes do carnaval do ano que vem, que ainda não sei quando será.
Queria acreditar que quando eu voltar tudo estará tranqüilo e no mesmo lugar. Mas já parto com a certeza que não, mesmo aos 45 minutos do segundo tempo, tem sempre um Pet para meter um gol né. Até dia 12, acho que ainda teremos muitos capítulos nessa novela da vida.
Ainda faltam 8 dias mas já chorei tanto, já fiquei tão triste ao me despedir de algumas pessoas. Ainda faltam 8 dias mas já fiquei tão feliz ao ver pessoas que ainda estarão muito tempo ao meu lado, pessoas que, assim como eu vou sentir, sentirão minha falta.
Amanhã é carnaval, cada dia uma despedida diferente, despedida de algo ou alguém. Amanhã é carnaval e tristeza e carnaval são duas palavras que não combinam, quase antônimos naturais. Acho que na nova regra ortográfica, tristeza e carnaval deveriam ser proibidos de constar na mesma frase, ou melhor, no mesmo texto.
Assim agora é curtir o carnaval, curtir com amigos, bebendo, zoando, rindo. Cada dia será uma nova despedida, e assim tenho que valorizar cada segundo que terei com eles.
O carnaval, assim como outras coisas, infelizmente, duram pouco, mas como já disseram por aí, “só o que é bom dura tempo bastante pra se tornar inesquecível.”
Igor Reis Moreira Mathias
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