quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Greve Da Segurança Pública

Parece que a moda pegou e como vem acontecendo agora em todo carnaval, uma coisa é lançada na Bahia e acaba que outros estados aderem a modinha. Depois do "Tchubirabirom" e do "Rebolation", parece que a moda desse ano é a Greve da Polícia.
Eu não vou discutir aqui se é certo ou errado o trabalhador fazer greve, isso é um direito incontestável, porém, entretanto, todavia e contudo, nem tudo que é lícito é ético.

Na Bahia esse ano, como parece que acontece com tudo lá, a greve acabou virando festa. Invasão da assembleia, policial armado contra o povo, possibilidade de enfrentamento entre polícia e exército, uma bagunça e não uma greve. Só faltou um trio elétrico com o movimento sindical em cima e os manifestantes vestidos com abadá. Agora ta na hora das pessoas aprenderem a pedir e interpretar as coisas, como diria o baixinho "Greve é greve bagunça é bagunça".

Eu, sinceramente, não concordo com essa greve, já que todo policial é concursado e na hora do concurso está lá no edital bem marcado, em negrito quase fluorescente sublinhado e em itálico, o valor que ele vai receber após um mês de trabalho. Porém é direito da pessoa não trabalhar, e em contrapartida do empregador não pagar por cada de falta.

Concordo que os policiais e bombeiros deveriam ganhar muito mais, e vou além, proponho que tenham um aumento de 600% no estado do Rio, vindo a receber mais de 7 mil reais por mês, porém caso algum deles venha a ser pego fazendo qualquer coisa de irregular, o mesmo seria expulso da corporação e preso, sem direito a julgamento, pois o fim do mundo é você ver algumas pessoas que deveriam fazer cumprir a lei, abusando delas ou as infringindo.

É triste ver algumas classes reclamarem, algumas fazem greve quase todo ano, como é o caso do poder judiciário, sai ano entra ano, as vezes o ano nem chega acabar, eles fazem greve, reivindicam melhores salários. Realmente viver com um salário de juiz é difícil, chega uma hora que você não tem mais em que gastar, aí já viu, começa a ter que comprar o mesmo produto em cor diferente só para ter o prazer de comprar. Prazer sim, porquê comprar é um prazer e dependendo do tipo serviço pode até mesmo ser um prazer sexual.

Mas como em tudo na vida há sempre uma lição a ser tirada e temos que saber tirar proveito de disso. Assim sendo porquê não adotar essa moda da greve em outros setores? Eu acho que com os salários atuais quem deveria fazer greve são as domésticas, empregados do comércio, frentistas, garis e até mesmo o ultrage de ver uma greve dos aposentados. Essas classes sim recebem mal e ainda não tem ninguém para pagar um chopinho.

Que tal talvez nós consumidores fazermos uma greve de pagamento de impostos!? Enquanto o governo não providenciar plenas condições de saúde, educação, segurança, saneamento, transporte e etc, nós não vamos pagar impostos ou não vamos trabalhar, parando a economia nacional. Porquê em um país onde o povo ganha 600 reais e o representante do povo ganha 24 mil, o certo é aceitar ir trabalhar por milzão e depois se arrepender e cruzar os braços para ver se a mamãe governo passar a mão na cabeça do filhão concursado ou invés de pedir demissão e procurar por outra vaga no mercado de trabalho.

Mas nem tudo esta perdido um dia isso muda. Eu acredito. Porque por enquanto quando eu começo a ver as coisas funcionando de forma diferente eu sempre sou surpreendido pela minha mãe dizendo: "Filhão acorda, ta na hora de ir trabalhar".

sábado, 17 de dezembro de 2011

É Hora de Repensar

Como é possível uma pessoa colocar a cabeça no travesseiro e dormir sabendo que desviou verba da merenda, do saneamento ou da saúde que deveria ser direcionado a salvar alguém.

Roubo de dinheiro público, desvio de verba, entre outros, deveriam ser considerados crimes de assassinato doloso, aquele com intenção de matar. Sim parece radical, mas se você for ver toda a cadeia de atuação desta ação você há de concordar comigo.

Quantas crianças em nosso país tem como sua única refeição a merenda servida no colégio? Quantas pessoas morrem por ano em estradas esburacadas, com falta de sinalização? Quantos morrem por não terem um leito em um hospital ou por falta de remédio? Quantos deixam de viver por terem adquirido uma doença relacionada a falta de saneamento?

Infelizmente acho que nossa conta passa dos milhares, e mesmo que ficasse em uma única morte que fosse, uma vida perdida é uma vida que não há como ser resgatada.

Infelizmente a grande esmagadora, para não falar quase absoluta, parte dos políticos agem e administram as verbas públicas de acordo com o que eles pensam ser melhor para eles. A pracinha que vai dar mais votos, aquele show que tantos querem, aquela ambulância de segunda. Tudo girando em torno daquele pensamento egoísta do que será mais vantajoso em termos de votos para mim.

Muito se discute em nosso país sobre a questão da legenda, e ai vem a velha pergunta. A quem pertence a vaga, ao político ou a legenda? Desculpe meus caros doutores, acho que desvirtuamos um pouco as coisas. A vaga pertence ao POVO, é ele quem elege o senhor como REPRESENTANTE e não como mandatário.

Os políticos já passaram da hora de entender que eles lá estão com o dever de representar e lutar pelo melhor daquelas pessoas que confiaram a ele o direito de escolha direito de direcionamento do nosso tão suado imposto. Imposto esse pago para prover as necessidades COLETIVAS e não necessidades individuais. Entendam de uma vez por todas, vocês sem nós nada são, nós sem vocês somos talvez a salvação.
Porque não ouvir as necessidades, pegar seu carro de luxo e ir rodar por um bairro pobre e ver que pessoas passam fome e necessidade, enquanto você paga putas e Sexjets com o dinheiro suado do proletariado.

Muitos declaram a política como profissão, enquanto isso não deveria passar de um hobby, ou no máximo, uma segunda atividade exercida. Mas infelizmente em nosso país ser político virou profissão vantajosa, por todo o salário e benefícios adquiridos e isso deveria ser diferente as pessoas deveriam se interessar por política e por trabalhar com isso para contribuir com o melhor para nossa nação, dar idéias e gerar lucros sociais a uma grande parcela, atuar na política pelo simples fato de ter um sorriso e um obrigado como retribuição de seu esforço. Política deveria ser projeto social e não profissão legalizada.

Infelizmente esse cenário não faz parte somente de nosso país, esse é um mal que assola boa parte da humanidade,pois infelizmente esse egoísmo alienado está inserido no gene humano, então onde houver a raça humana haverá tal mediocridade. A única boa notícia é a que Darwin nos deu, dizendo que tendemos a evoluir e melhorar em certos aspectos. Dessa forma, um dia, talvez, possamos ver na felicidade geral um motivo maior do que um enriquecimento pessoal.

Igor Reis Moreira Mathias

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O Ogro e a Princesa

Era uma vez a história de um Ogro e uma princesa. O ogro como sempre gordo e preguiçoso e a princesa linda como nos contos de fadas, loira, bonita, inteligente, esforçada e extremamente batalhadora.

Um dia na terra dos duendes, onde se fala gaélico e onde ambos foram para estudar sobre poções mágicas e bebidas negras, houve o encontro que veio a mexer com os dois. Como em todo conto de fadas, a princesa foi relutante a primeira vista, mas acabou se rendendo ao charme do ogro.

Muito aconteceu nesse caminho, desentendimentos, conversas, desculpas, mas algo era indiscutível, ao se verem ambos balançavam. Com a ajuda de um samurai japonês, uma Cabocla do agreste, uma tímida Drúida entendedora de sabores e cheiros, e os cavaleiros que acompanhavam o ogro, ambos acabaram se rendendo a este encantamento que foi acionado ao cruzarem seus olhares.

Tudo começou ali nos dados oficiais do reino, onde bebidas negras e poções eram vendidas a preços baixíssimos e de onde a carruagem partira deixando a princesa para traz. Com a impossibilidade dela seguir para casa o ogro ofereceu a sua para que a princesa e a Druida repousarem.

Chegando a sua simples cabana o ogro fez questão de dormir no chão com suas convidadas mostrando ali que não era somente um ser de carcaça estranha. E assim foram entre celebrações do reino, inclusive uma em que os soldados do rei tiveram que intervir por conta de um alarme de ataque acionado indevidamente a banquetes nas terras botinais.

Sobreviveram a desentendimentos, malandros e malandras, a distância, já que o ogro sempre sonhou desbravar os reinos tão tão distantes, e por mais que tivessem tentado ficar longe acabaram se rendendo aos encantos e voltaram a se encontrar.

Porém eis que o ogro começou a ficar sem forças, cansado, viu a necessidade de retornar ao seu reino e começou a sentir feitiços que assombravam sua mente, sofrendo de feitiços que somente a princesa veio a saber e ajudar a retirar.

Enquanto puderam, ambos viveram felizes, compartilhando receitas e poções, visitaram reinos, riram, foram companheiros e por fim choraram. Dizem que foi a princesa a responsável maior pelo ogro ter conseguido desbravar tantos reinos e conseguir ficar tanto tempo fora de sua casa e que o ogro nunca conhecera uma princesa que o respeitasse, valorizasse e gostasse tanto dele.

Com tudo isso acontecendo com o ogro, ele acabou voltando para casa, verde por conta de um presente da princesa, e sentindo que um pedaço seu ficara para traz.

Atualmente o ogro e a princesa continuam essa saga de provação, mesmo parecendo haver um feitiço para os repelir. Ambos mantém contato por seus espelhos mágicos a fim de que um dia possam se encontrar novamente, e que nesse reino maravilhoso possam ser felizes juntos.

Hoje o ogro aprende uma de suas maiores lições, esperar. Esperar a fim de que tudo isso valha a pena, valha como valeu todo o resto. Hoje o ogro se sustenta e espera, espera que a princesa realize seu sonho, de ser uma das melhores magas dos sabores que o mundo já viu.

Enquanto isso o ogro espera, espera trabalhando e semeando uma terra, que um dia será muito fértil.

E assim continua o ogro, esperando e rezando para que tudo se resolva da forma como tem que ser. E que seja da forma como ele e a princesa querem.

Ogre Is breá le Banphrionsa

Iogr Reis Moreira Mathias

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A Saga de Dublin – Teclada Final

Apesar de meu abandono a saga nas últimas batalhas, aqui estou eu para me despedir e deixar um pouco do que sinto gravado na minha memória virtual.

Foram 8 meses e meio, longe de casa, aprendendo, se virando e mantendo também alguns maus hábitos.

Que experiência, inenarrável e incalculável o valor dela para mim. Tanto aconteceu, tanto poderia acontecer.

Primeiramente agradeço aos meus pais que me apoiaram de todas as formas nesse sonho, aos meus irmãos por todo apoio moral e amparo aos meus pais e meus amigos que sempre incentivaram. Deixo aqui também um agradecimento especial a algumas pessoas que foram muito importantes para mim aqui nessa aventura. Bruno e Tadeu, que vieram comigo, Alex, Ivan, Alban, Japa, Natasha, Enila que foram grandes amigos e Paula, a qual eu devo também grande parte dessa jornada.

E lá se foram, ao total uns 35 mil quilômetros, ou mais, viajados, 20 países, várias pessoas, muitas experiências, um aprendizado sem tamanho. Dos tartarugas ninja na Itália aos Cavaleiros do Zodíaco na Grécia, foi assim.

Lembro-me agora de quando cheguei, aquele cara perdido, que tomou um susto ao não entender o que o cara do táxi falava. Lembro da viagem de vinda, nos perdendo uns dos outros, barrados na imigração. Lembro-me do primeiro dia de aula, primeira saída, primeira Guinness, primeira viagem, primeiro beijo. Foram tantos começos, para agora tudo chegar a um grande fim. Mas todo fim da de frente com um grande começo, um começo diferente, com experiências e pessoas do ciclo anterior.

Foram tantos os aprendizados, aprender a falar inglês, alguma coisa do espanhol e italiano e até mesmo do português convivendo com pessoas de vários cantos do Brasil.

Hoje não vou prolongar afinal já falei muito durante todo esse tempo que estive aqui fora.

Vou me indo, de volta a vida que deixei, a qual pegarei de outra forma, acabaram as férias, agora é o mundo real a minha espera, com algumas novas aquisições e também com perdas. Quero ver como será chegar em casa e não ter uma lambida da Babi.

Mas isso é a vida, e ela continua, independente do que aconteça, amanhã será sempre outro dia. Mais uma vez, obrigado a todos que me ajudaram nesse caminho, obrigado a todos que deixaram algum ensinamento para mim. Minha vida com certeza não será a mesma depois disso.

E assim dou até logo a vocês. Após 8 meses e meio, uma nova forma de vida nasce dando fim A Saga de Dublin e adicionando mais um capítulo a Saga da Vida.

Mas antes de partir faço um adendo no texto, o que não constava no original, mas após uma volta pela rua hoje a tarde em Dublin eu senti a necessidade de escrever um pouco mais.

Hoje a tarde depois que encontrei a Paula, fui descer pela Grafton. Enquanto eu andava eu realizava que essa seria a última vez que eu fazia isso, por enquanto. Que loucura, passei pela Trinity e chegando em frente ao Temple Bar resolvi parar em um PUB bem vazio para tomar a última pint de Guinness nessa experiência, e chorar. Sentado em um canto do PUB eu chorava enquanto via a foto e a carta que deixarei, chorava, lembrava dos amigos que foram e que ficam, do amor que deixarei. Chorei compulsivamente por uns 15 minutos, me sentindo uma criança, mas chorava, sozinho, com meu pint de Guinness, eu chorei.

Depois disso tomei rápido minha cerveja e fui indo para casa, no caminho, olhava para traz em tom de despedida. Assim eu fiz com a Christ Church e a St Patricks, igrejas que fizeram parte do meu dia a dia nesses últimos 8 meses e pouco. Hoje elas pareciam mais bonitas, maiores, mais imponentes.

Enfim acho que agora é isso. Foi ótimo conhecer pessoas e lugares nesse país maravilhoso que é a Irlanda e nesse continente maravilhoso que é a Europa.

Obrigado a todos

Igor Reis Moreira Mathias

sábado, 22 de outubro de 2011

31

Hoje resolvi vir aqui, tirar um pouquinho do tempo que estou tendo em Lisboa para escrever, acho que tem faltado um pouco disso para mim, afinal escrever é uma forma que encontrei de limpar a mente, extravasar sem o medo e a vergonha do julgamento alheio.

Fazem exatos 224 dias que saí do Brasil rumo ao sonho de morar na Europa, rumo ás tão sonhadas viagens e o curso de inglês.

Hoje faltam 32 dias, e assim como foi antes de vir para cá, agora começo a me dividir, vivendo entre Brasil e Irlanda, pensando na volta, as diferenças, a vida e compartilhando a pergunta do poeta, "como será o amanhã"?

Foram 224 dias, várias viagens, vários lugares, várias pessoas. Destas últimas, umas levarei para toda a vida, outras conversarei na internet para saber como vai a vida e outras nem perderei meu tempo em querer saber o que se passa.

224 dias muita coisa aconteceu, muita coisa eu aprendi e acho que volto para casa um pouco diferente. Fiz coisas que jamais achei que faria, encarei fatos que jamais achei que encararia, mas algumas coisas continuarão a mesma, afinal a gente poda as pontas mas a essência é sempre a mesma.

Ninguém muda a essência, aprendemos com a vida, agimos diferente, mas somos atingidos da mesma forma, a única diferença é que sabemos que há reparo para o capô e o teto pode ser desamassado, mas os dados amigo, continuarão sempre viciados.

Faltam 31 dias dos quais 10, pelo menos, ainda estarei viajando, me sobram 21 dias em Dublin, ou 3 semanas, tanta coisa para fazer, tanto tempo para isso tudo.

Ao fim terão sido 8 meses e meio, 36 semanas e pouco, 255 dias, de pura experiência. Morar fora de casa, viver com as diferenças de cada um, diferenças mais que de comportamento, diferenças de cultura, diferenças de atitudes, diferenças. Acho que essa palavra junto com experiência definem muito bem tudo isso, e é diferente que chegaremos e diferente é como as coisas estarão.

Hoje sinto falta até da bagunça do meu irmão no quarto, de acordar com os cachorros latindo, e para a vida inteira, os choros das 7h, né Bah.

E assim será, há muita luta pela frente e nós não podemos parar, afinal amanhã é outro dia, dia de lutar, dia de levantar a cabeça e agradecer, agradecer o simples fato de acordar.

Igor Reis Moreira Mathias

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A Saga de Dublin – Cagliari, Roma, Atenas e Milão

Era madrugada quando saímos de casa. Rumo ao aeroporto de Dublin para fazer uma escala em Bruxelas e depois enfim chegar a Cagliari, cidade de nosso amigo Alessandro.

Pegamos o vôo, dormimos muito e logo estávamos na capital Belga. Lá pela primeira vez na minha vida tive que apresentar cartão de crédito, passagem de saída do país e etc para que a imigração carimbasse meu passaporte. É complicado ter passaporte azul e não vermelho.

Em Bruxelas, levei os meninos a porta do aeroporto e pisamos lá fora, agora eles podem dizer que pisaram na Bélgica, brincadeira a parte, fomos é ver o sol que para nós agora é motivo de felicidade.

Fizemos check in e logo já estávamos na área de embarque, um dos lugares mais caros para se comer no mundo, absurdo.

Um tempo depois embarcamos no vôo para Cagliari, um dos vôos mais bonitos que já fiz. Bonito pelo fato de lá de cima poder notar os diferentes tons de azul que constituem as praias sardas.

Já em solo italiano fomos seguindo o fluxo para saída quando notamos na porta a nossa espera o nosso galã italiano, usando seu famoso Ray Ban e a nossa espera. Que felicidade encontrar o velho amigo, que de cara já foi pagando uma rodada da tão famosa ichnusa, a cerveja sarda.

Enquanto acabamos a primeira rodada lá foi chegando ele, Ivan, nosso amigo espanhol, e agora a festa estava formada, reunião de cúpula da Animal House, e para começar bem, fomos tomar a segunda rodada de cerveja.

Do aeroporto partimos para a casa do Alex, onde haviam várias outras cervejas a nossa espera, assim como um salaminho muito bom e um pão sardo também delicioso. Foi o tempo de trocarmos de roupa e partir para a praia e dar aquela tão esperada mijada no mediterrâneo.

A praia que agora já não estava cheia, primeiro pelo horário e segundo por já não ser temporada de verão na Europa. Lugar bonito, ao pé de um morro chamado de Cela Del Diablo, em alusão a uma lenda da luta entre ele e um anjo, onde o mesmo caiu sentado lá formando tal relevo.

Tomamos algumas cervejas, rimos um pouco, colocamos o papo em dia e logo fomos de volta para casa nos aprontar para o jantar. Jantar que ocorreu em um restaurante ao lado da casa do Alex. Mas que comida. De cara pedimos cada um uma bruschetta, em maioria de queijo com salmão e o Tadeu uma de anchova.

Da bruschetta que foi acompanhada por um ótimo vinho branco, nós partimos para as pizzas, uma para cada como manda o roteiro. Enquanto o Bruno ia de prosciutto crudo, o Alex de uma picante, eu com uma de queijo e cogumelos e o Tadeu uma outra muito louca, o Ivan bateu o Record da noite pedindo uma de fiore de zucca, flor de abobrinha, e ovas de peixe, a melhor pedida da noite.

Após o jantar fomos seguir o padrão italiano e engatamos em uma grappa, uma espécie de cachaça feita de uva, café karallis e uma cerveja para terminar.

Do restaurante fomos dar uma volta na rua, comer um sorvete e tomar mais uma cerveja no topo de um palácio construído em um morro na parte mais antiga da cidade. Vista maravilhosa e companhia show de bola. Depois disso era hora de ir para casa pois estavam todos mortos e precisamos dormir.

No dia seguinte fomos tomar um café da manhã a italiana, com um suquinho de laranja, café e um brioche. De lá partimos para a Cella Del Diablo, onde o Alex nos levaria para uma caminhada de umas 2 horas, até o topo para termos a melhor vista de Cagliari e depois vermos lindas praias quase desertas. Vistas fantásticas, caminhada maluca, mas que valeu muito a pena. De lá mortos de cansados, após andar umas 2 horas sob o sol de meio dia, sem uma garrafinha de água, fomos para uma praia privada onde fica um restaurante de um antigo jogador do Cagliari, tomar uma água, uma cerveja e nos refrescar no mar. Legal era ver a galera pulando quando os peixinhos mordiam os pés pegando carne morta.

Da praia fomos na casa da mãe do Alex pegar o carro para ir ao mercado e mais tarde ter o jantar da mama. Depois dessas atividades o Alex nos levou para conhecer uma parte central da cidade.

De noite voltamos a casa da mãe dele, onde nos ofereceram um puta jantar, com um tagliatele maravilhoso de entrada, depois um involtine e porpetas, mais um ótimo pão e de sobremesa uma torta de frutas do bosque, bom demais, foi acho o auge de toda a viagem, até porque o jardim que a mãe dele tem na cobertura deu um toque a mais em nosso jantar. Muito bom!

Para terminar a noite fomos para casa tomar umas cervejas e jogar Risko, uma espécie de WAR, onde rimos demais e jogamos até altas horas da noite.

No dia seguinte, acordamos já tarde e fomos a parte antiga da cidade comer a famosa carne de cavalo local. Após o almoço era hora de começar as despedidas e levar o maricón ao aeroporto, onde tomamos mais uma rodada de cerveja e licor até que o Ivan entrasse no portão de embarque e voltasse para Espanha.
Voltamos a Cagliari, rodamos mais um pouco, tomamos mais umas cervejas, conversamos e logo já era hora de ir para o aeroporto, onde nos despedimos do Alex, agradecemos pela nossa maravilhosa viagem e deixamos o convite para que ele fosse nos visitar no Brasil.

Em Cagliari pegamos nosso vôo rumo a Roma, onde chegamos já tarde da noite e dividimos um táxi até o hostel. No hostel só tivemos tempo de perguntar o local de um restaurante e rodar meio perdido várias vezes até achar um barzinho com um tiazão que nos preparou um panini maravilhoso. Barriga cheia, era hora de tomar banho e ir dormir.

No dia seguinte acordamos e fomos andando até a Catedral de San Giovanni, uma maravilhosa igreja em Roma, de onde fomos andando para o Coliseu. No Coliseu encontramos alguns brasileiros que trocamos informações e logo já estávamos lá dentro.

O lugar é muito interessante, chega até mesmo a ser bonito, apesar de toda sua rusticidade e de sua idade, muito legal visita, mas tínhamos que dar continuidade e logo estávamos no Palatino, uma área ao lado do Coliseu onde acontecem várias escavações e onde se localizava o antigo Foro Romano. Muito interessante.

Andamos pacaramba e de lá fomos para o Monumento a Vittorio Emanuele, um puta prédio todo branco de mármore, com grandes estátuas de bronze, acho que é o mais bonito monumento de Roma.

Dali fomos ao Campidoglio e logo depois fomos almoçar em um lugar que não sabíamos vender comida congelada. Parece que alguns lugares por ali no centro oferecem um preço melhor mas também vendem a você uma espécie de lasanha de micro ondas mas daquelas bem ruizinhas. Pelo menos encheu a barriga.

De pança cheia resolvemos dar o sprint final e ir até a Fontana di Trevi tirar umas fotos e comprar uns suvenires. De lá voltamos para casa e tomamos um banho para encontrar o Ricardo, um antigo flatmate.

Para encontrá-lo fomos a um lugar até bem legal próximo ao hostel onde ele nos apresentou um casal de amigos bem simpáticos e onde não ficamos muito tempo por estarmos cansados e ser meio caro.

No segundo dia em Roma, fomos para o Vaticano, visitamos a praça de São Pedro e a Basílica e onde depois fomos visitar o Museu do Vaticano. A conclusão que eu tirei foi, não doar mais dinheiro a igreja e sim a quem precisa, pois a igreja já tem bastante. É muita ostentação, muito desperdício de dinheiro, se um terço de todo aquele acervo fosse vendido, acho que poderíamos começar a lutar contra a fome no planeta. É muita coisa.

O lugar é maravilhoso, corredores todos decorados, a Capela Sistina é maravilhosa, mas é muito exagero.

Do vaticano fomos andar pela rua e passar pelo Castelo de Sant’Angelo, Piazza Navona, Pantheon e voltar mais uma vez a Fontana di Trevi para vê-la a noite. De lá fomos para o hostel, de onde nenhum de nós conseguiu sair devido a todo o cansaço.

No dia seguinte, cedo fomos encontrar o Riccardo na Piazza Del Popolo, para darmos uma volta por Roma com ele. Passamos pelas Escadarias Espanholas, Piazza Navona, Pantheon, Piazza Del Popolo, passando em um restaurantezinho legal onde nos serviram uma deliciosa lazanha, acompanhada pelo vinho da casa e um cafezinho.Por fim fomos para um boteco italiano tomar drinks e cerveja a 2 euros, com direito a um pratinho de amendoim e batata a cada nova rodada. De lá saímos meio loucos até e fomos para uma região onde há vários barzinhos em Roma, encontrar mais um vez aquele casal de amigos do Riccardo.

Lá fomos em um lugar que rolava uma comida free se comprasse cerveja, onde comemos demais e depois fomos tomar vinho da casa em um outro lugar. De lá então resolvemos picar mula para casa, antes passando por uns lugares que o Riccardo nos levou, onde pudemos apreciar a vista de Roma a noite, muito bonito.

Em casa foi tempo de tomar banho e correr para cama, afinal já era tarde e íamos acordar cedo para pegar um táxi e ir para o aeroporto.

Acordamos, pegamos um táxi, que nos meteu a mão, e fomos para o aeroporto, lá pegamos o avião e partimos rumo a Atenas.

Chegamos em Atenas pegamos o metro e fomos para nosso hotel, que nos transferiu para outro hotel que foi até melhor. Resolvemos então ir para a rua e lá notamos o porque a Grécia está em greve. O país parece um lugar de terceiro mundo mesmo, tudo zoneado, lixo demais nas ruas, lugares meio estranhos e várias, mas várias lojas fechadas.

Pegamos o metro para a Acrópolis e lá vimos os recados de greve geral no dia seguinte, ônibus, metro, tram, tudo parado, não sabíamos como iríamos para o aeroporto no dia seguinte. Fomos para Acrópole onde encontramos um taxista na frente, já combinamos o dia seguinte entre uma mistura de inglês, português, grego e linguagem dos sinais e ficamos mais tranqüilos.

Dali pegamos nosso ingresso e fomos subir para as ruínas. Mais uma vez, é interessante como um lugar só de ruínas e coisas “quebradas” pode ser tão lindo. De lá de cima se tem uma ótima vista da cidade e foi um lugar onde sentei a sombra e pude curtir uma tranqüilidade que não curtia a tempos.

Rodamos tudo por lá, vimos os anfiteatros, arena e fomos terminar na rua, já próximo as ruínas do Templo de Zeus, essa não tão interessante pois encontra-se bem destruída. De lá fomos ao estádio olímpico, onde em 1896 as olimpíadas modernas começaram e onde se acende o fogo olímpico para todos os jogos.

Com o tempo já meio feio resolvemos voltar para casa, mas antes passando em um restaurante grego para comer. Comemos várias coisas, Gyros de porco, de frango, torta de espinafre, etc, etc e no fim 9 euros para cada, o bom de viajar por esses lugares é o preço da comida.

Voltamos para o hotel onde tomamos os computadores e providenciamos um rodízio a fim de segurá-los para o jogo do Flamengo e Fluminense, nem preciso falar o pito que eu e Bruno tomamos após o segundo gol do Botinelli, já era tarde na Grécia, 6 horas de diferença para o Brasil, e nós gritando no saguão do hotel.

No dia seguinte foi só tempo de acordar, tomar aquele café, voltar a dormir e partir para encontrar o tiozinho do táxi que nos levaria ao aeroporto.

Após toda uma palhaçadinha no raio x, mostrando todos os nossos suvenires pegamos nosso vôo e fomos a Milão.

Em Milão conhecemos a decepção de ver nosso ferrado rent room, a tia não falava inglês e aquilo não valia o preço que tínhamos pago, mas pelo menos tínhamos um teto para dormir e um banheiro para tomar banho. Chegamos deixamos as malas e fomos para a praça Duomo. Lá aproveitamos para tirar fotos, o local é bem bonito e contando com a ajuda de uns brasileiros que nos deram seu mapa lá fomos jantar em um lugar muito bom, mas muito bom mesmo, comendo aquela pizza deliciosa e tomando um vinho. Com a pança cheia e a tomado um vinhozinho já era hora de ir para casa e capotar.

Acordamos no dia seguinte, tomamos um banho, botamos mochilas nas costas e fomos tomar café na lanchonete. Lá eu tomei um verdadeiro chocolate quente, nunca vi algo como aquilo, parecia chocolate derretido mesmo, delicioso e acompanhado por um belo panini.

De lá voltamos ao Duomo onde vimos o Teatro Scala, a Igreja, a Galeria, estátua de da Vinci e de onde fomos para o castelo da cidade e o parque que há atrás dele, onde demos uma descansada, apreciamos o visual e voltamos a andar. Fomos a porta do museu da Vinci mas devido ao tempo acabamos não entrando, mas aproveitamos para comer e tomar um refri no mercado que tinha lá.

De onde partimos para o quadrilátero da moda, uma vizinhança só de lojas TOP do TOP, vigiadas por seguranças gigantescos e onde você só entra se eles quiserem que você compre algo de lá.
Como não estávamos a fim de gastar nada lá, fomos dar mais uma volta na rua, onde passamos próximo a loja do Milan onde parecia que haveria a presença de algum jogador ou algo do tipo, já que tinha uma grande fila e vários seguranças tomando conta. Como eu nem ligo para eles, pegamos o metro e fomos pegar o ônibus para o aeroporto.

No aeroporto peguei o pior vôo da minha vida, com vários saculejos e etc, coisa que eu detesto mas graças a Deus chegamos bem em casa.

Foi uma ótima viagem, passando desde os tartarugas ninja e chegando aos cavaleiros do zodíaco, agora é esperar a próxima. Rumo a Barcelona, Lisboa, Madri e Marrakesh.

Um abraço

Igor Reis Moreira Mathias

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A Saga de Dublin – Veneza e Bruxelas

Noite mal dormida, véspera de andar de avião novamente e assim vamos nós, apesar de andar mais de avião do que de ônibus por aqui eu ainda detesto essa merda.

Chegamos ao aeroporto, check-in feito e nosso vôo era tão cedo que nem algumas partes do free-shop estavam abertas.

Já no vôo eu apaguei, não tinha dormido direito na noite anterior e ai já viu. Só acordei quando passávamos por cima dos Alpes que a Paula me chamou para ver pela janela do avião aquele mar branco de neve sobre as montanhas com alguns vilarejos próximos. Muito bonita a vista do lugar.

Logo chegamos a Veneza onde fomos pegar o ônibus para Mestre, local que ficava nosso hotel. Chegamos em Mestre o ônibus parou diretamente na estação de trem onde nós já aproveitamos para fazer um lanche/almoço e não perder tempo.

Da estação fomos para o hotel onde fizemos check in e onde pegamos informações sobre o ônibus e onde comprar a passagem, na loja de tabaco.

Tudo arrumado, quarto visitado, mala largada, fomos para Veneza. Lá chegando começamos a nos infiltrar pelas vielas da cidade até achar alguns escritos na parede que nos levaria a Piazza San Marco onde tudo ficou mais fácil.

Rodamos a praça, os arredores, entramos na igreja e fomos ver as gôndolas, no centro de informações compramos um passeio que fomos fazer lá pelas 4 horas da tarde. Passeio legal e tals, faz parte do pacote mas que não é tudo aquilo que esperava.

Fim de tarde resolvemos então começar a procura por algum lugar para comer e tomar uma cerveja, o problema é que Veneza é composta por um monte de casas amontoadas por todos os cantos e assim eu que fui falando “Pode ir Paula o caminho é por aqui, certeza que já passamos aqui antes” acabei me encontrando perdido num cantão lá. Até que achamos uma italiana e nós falamos em português e ela respondia em italiano para acharmos a direção, bom foi descobrir que estávamos do outro lado da ilha.

Voltamos então e fomos andando, até achar um restaurante onde resolvemos comer e beber. A Paula tomou uma Castelo Rosa e eu uma outra cerveja que não lembro, depois enquanto ela comia um verdadeiro espaguete a bolonhesa eu comia um cappeleti de porco com molho branco e funghi secchi, maravilhoso, o problema é que vinha menos que no Spoleto mas foi bom.

Andamos mais e mais e por fim chegamos a Piazza Roma para pegar o ônibus e voltar para o nosso hotel. Chegar lá o foda foi conviver com aquela TV italiana que nada passava direito e tudo em italiano lógico, mas que saudades que deu da Globo.
Dia seguinte hora de partir para Bruxelas, dessa vez pegando um busão de linha normal em Mestre.

Chegamos no aeroporto, check in feito e fomos para o free-shop, e que free-shop, só marca sinistra, só coisa legal, sem falar na loja que vendia altos defumados e embutidos, os quais eu e Paula acabamos comendo alguma coisa.

Pegamos o vôo e antes mesmo de decolar a Paula já estava dormindo. Logo eu também apaguei e rapidamente chegamos a Bruxelas. No aeroporto enquanto esperávamos na fila para comprar o bilhete do ônibus, um taxista apareceu e ofereceu a oportunidade de irmos para a cidade por 20 euros, 7 a mais que o normal, mas depois de toda uma negociação de uma velhinha que veio conosco de Veneza ele acabou cedendo e fazendo por 15, o que nos fez escolher o meio mais rápido e confortável, o táxi.

No caminho a velhinha muito simpática e conhecedora de 5 línguas, conversou bastante com a Paula. Quando chegamos na cidade ela ainda nos mostrou aonde ir e o que fazer, uma simpatia.

Chegamos, vimos o que íamos fazer, compramos um mapinha e pegamos o metrô, primeira parada, Atomium e Mini-Europa. Tiramos algumas fotos pelo lado de fora do Atomium, até porque eu não ia pagar para subir lá e nada fazer.

Fomos então para a Mini-Europa, muito legal, uma atração totalmente criada e muito interessante. Lá vimos pontos turísticos de todos os países que fazem parte da união européia e algumas curiosidades como o trem que vai da Inglaterra para a França por debaixo do mar.

Foi legal ver algumas coisas que já tinha visto de perto antes e poder notar a quantidade de detalhes que foram colocados em cada miniatura.

Da mina-europa partimos para o centro de Bruxelas onde íamos ver a Grand-Place, uma praça magnífica no coração da cidade. Ali aproveitamos para ver umas lojas de chocolates e cervejas, alguns suvenires e também comer o tão famoso waffle com chocolate.

Dali fomos ver o Manneken Pis uma estátua de um menininho fazendo xixi que é um dos pontos turísticos da cidade. Apesar de não ser nada demais não pode faltar nas fotos de recordação.

Rodamos a procura de um bar e enfim achamos um onde experimentamos 2 cervejas belgas, muito boas por sinal.

Com o tempo já se esgotando, corremos para ver o parlamente europeu o parque do cinqüentenário e o arco que existe por lá.
De lá voltamos para o centro, compramos uns chocolates e nos dirigimos para o ônibus para voltamos ao aeroporto, essa noite seria longa, dormiríamos lá por conta do horário do vôo e a falta de ônibus nesse horário.

Chegando lá a Paula foi logo achando um lugar menos pior e estendendo as mantas que tínhamos levado aqui de casa. Eu não queria dormir, para dormir no vôo e acabei encontrando um brasileiro com que conversei boa parte da noite, até que me rendi ao sono e fui dar uma descansada lá pelas 2 horas da manhã. As 4 já estamos de pé para fazer o check in e as 6 e pouco pegar o vôo.

Vôo para Dublin pego, agora era hora de vir para Dublin e descansar.

Agora é esperar a próxima.

Igor Reis Moreira Mathias