Não sei porque o espanto nesses últimos dias. Não sei porque de todo esse alarde. Aliás acho que sei, as notícias chegaram ao jornal das 8 e ao noticiário de domingo. Ai sim o brasileiro fica bravo, reclama, faz protesto. Realmente roubar todos os dias pode, mas roubar e aparecer no noticiário é sacanagem.
Brasileiro é como chifrudo otário. Dar pra outro pode, mas que seja no motel ou outro lugar, agora quando pega ela com outro na tua cama, ai ferrou. Ai vira anti-ético, fica bravo e por fim vai la na Casas Bahia e compra uma cama nova, em 10 vezes sem juros lógico.
Parece que o jeito para melhorar o país seria uma ditadura, fechar câmara, fechar senado, fechar tudo, mas no fim, alguém vai abrir os bolsos e pronto. A dita vai ser dura pra uns e mole pra outros.
Eu já cheguei a conclusão que o problema não é só no Brasil e sim na humanidade. O ser humano é a raça mais desprezível que já habitou esse planeta, consome recursos naturais, recursos minerais e consome muito, recursos financeiros. Mas o que esperar de um ser que se julga supremo e acredita que o valor é ditado por cores e desenhos diferentes estampados em um pedaço de papel.
O ser humano realmente é uma raça desgraçada, mas parece que o brasileiro é pior ainda. No Japão o político é pego roubando e tem o peito de se matar, em outros lugares o povo vai pra rua bater panela, no Brasil o povo vai pra rua tentar ganhar a parte dele também.
Só em um país com um povo tão apático para um político dizer que 20 mil reais não dá para ele passar o mês. Meu amigo se 20 mil não da pra você passar o mês o que dá na tua cabeça quando você vota o salário mínimo? O que você acha de um trabalhador que ganha 600 conto por mês?
É revoltante ver o que fazem e o povo não fazer NADA. Ai chega na semana seguinte o pessoal lá de cima vota um término provisório de seus trocentos vencimentos anuais e o povo pensa, “Viu a Globo ajudo nóis”. Ajudou nada, semana que vem eles votam novamente e agora ao invés de 18 vão ser 20, 20 salários em uma ano de 12 meses, 56 diárias de viagem em um mês de no máximo 31 dias, números que só existem no Brasil, um país do faz de conta, onde o povo finge que briga e os representantes fingem que ligam.
E ainda há quem diga que Deus é brasileiro. Brasileiro uma ova, acho que o desgosto dele é olhar aqui pra baixo e ver o que somos capazes de fazer, ou melhor, o que não somos capazes.
Dá vontade de chorar, você ligar sua TV e ver que no nordeste a senhorinha não tem dinheiro pra comprar água pra família, enquanto o grande filho da profissional do sexo está gastando, ou fingindo que gasta, uma soca de dinheiro com coisas desnecessárias.
Acorda BRASIL, nem tudo é Micareta, Carnaval, Futebol, MMA e cerveja. Acorda porque somos um gigante adormecido, com potencial de andar a passos muito mais largos do que estamos dando hoje.
É triste ver que o sistema está todo destruído e que a solução seja talvez uma chuva de uma semana, uma semana chovendo gasolina, deixando tudo escuro, até que alguém tenha a ótima idéia de acender uma vela, mas aí, JÁ ERA.
Igor Reis Moreira Mathias
Um blog que traz idéias, visões, pontos de vista, sobre alguns assuntos que compõem nosso dia-a-dia e que são escritos em alguns dos meus Momentos de Devaneio.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
terça-feira, 3 de abril de 2012
O toque que faltava
O Gato de botas já não teve bota, o Aladin já foi só um ladrão, Rei Arthur era só um cavalariço, a Cinderela só uma serviçal, o Shrek só um ogro e o príncipe também já foi sapo, porque eu não poderia também mudar.
Mudanças existem e as vezes elas vem pra melhor. E comigo foi assim, num determinado momento de minha vida, minha bota, lâmpada, espada, sapatinho de cristal, minha princesa apareceu e com um beijo, e seu jeitinho de ser me mudou completamente.
Eu que já fui um cara que tinha muito medo do futuro, hoje só rezo para que ele chegue logo e que essa distância acabe para podermos por todos nossos sonhos em prática.
Como toda princesa que se preze, a minha também teve seu castelo no momento do noivado. E a simbologia do castelo vai além do “simples” fato de uma princesa ter que seguir esses protocolos. O castelo simboliza o amor que assim como o castelo, irá resistir às coisas que passamos, será um amor forte e bem consolidado, assentado numa base de pedra rígida, que nem o tempo irá destruir. Sim nem o tempo, pois para mim a morte não é o fim e sim o começo de outra etapa. E acho que comigo já foi assim.
Porque 2 pessoas sairiam de cantos distintos, em datas parecidas e iriam se encontrar na terra do conto de fadas? Nem a interferência de um Leprechaum explicaria isso.
Leprechaum esse que nos abençoou com um lindo arco-íris que nos mostrava o caminho de nossa felicidade.
A distância existe, mas é com o amor que ela vai ser superada. Aliás, que forma melhor de superar um problema se não com o amor?! E assim será, o tempo passará, mas o Castelo vai continuar no alto da montanha, resistindo ao sol, ao frio, a chuva e aos passar dos dias.
E assim só me resta pedir desculpa pelo erros, melhorar os pontos fracos e esperar o tempo trazer minha princesa de volta pra mim.
Igor Reis Moreira Mathias
Mudanças existem e as vezes elas vem pra melhor. E comigo foi assim, num determinado momento de minha vida, minha bota, lâmpada, espada, sapatinho de cristal, minha princesa apareceu e com um beijo, e seu jeitinho de ser me mudou completamente.
Eu que já fui um cara que tinha muito medo do futuro, hoje só rezo para que ele chegue logo e que essa distância acabe para podermos por todos nossos sonhos em prática.
Como toda princesa que se preze, a minha também teve seu castelo no momento do noivado. E a simbologia do castelo vai além do “simples” fato de uma princesa ter que seguir esses protocolos. O castelo simboliza o amor que assim como o castelo, irá resistir às coisas que passamos, será um amor forte e bem consolidado, assentado numa base de pedra rígida, que nem o tempo irá destruir. Sim nem o tempo, pois para mim a morte não é o fim e sim o começo de outra etapa. E acho que comigo já foi assim.
Porque 2 pessoas sairiam de cantos distintos, em datas parecidas e iriam se encontrar na terra do conto de fadas? Nem a interferência de um Leprechaum explicaria isso.
Leprechaum esse que nos abençoou com um lindo arco-íris que nos mostrava o caminho de nossa felicidade.
A distância existe, mas é com o amor que ela vai ser superada. Aliás, que forma melhor de superar um problema se não com o amor?! E assim será, o tempo passará, mas o Castelo vai continuar no alto da montanha, resistindo ao sol, ao frio, a chuva e aos passar dos dias.
E assim só me resta pedir desculpa pelo erros, melhorar os pontos fracos e esperar o tempo trazer minha princesa de volta pra mim.
Igor Reis Moreira Mathias
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Greve Da Segurança Pública
Parece que a moda pegou e como vem acontecendo agora em todo carnaval, uma coisa é lançada na Bahia e acaba que outros estados aderem a modinha. Depois do "Tchubirabirom" e do "Rebolation", parece que a moda desse ano é a Greve da Polícia.
Eu não vou discutir aqui se é certo ou errado o trabalhador fazer greve, isso é um direito incontestável, porém, entretanto, todavia e contudo, nem tudo que é lícito é ético.
Na Bahia esse ano, como parece que acontece com tudo lá, a greve acabou virando festa. Invasão da assembleia, policial armado contra o povo, possibilidade de enfrentamento entre polícia e exército, uma bagunça e não uma greve. Só faltou um trio elétrico com o movimento sindical em cima e os manifestantes vestidos com abadá. Agora ta na hora das pessoas aprenderem a pedir e interpretar as coisas, como diria o baixinho "Greve é greve bagunça é bagunça".
Eu, sinceramente, não concordo com essa greve, já que todo policial é concursado e na hora do concurso está lá no edital bem marcado, em negrito quase fluorescente sublinhado e em itálico, o valor que ele vai receber após um mês de trabalho. Porém é direito da pessoa não trabalhar, e em contrapartida do empregador não pagar por cada de falta.
Concordo que os policiais e bombeiros deveriam ganhar muito mais, e vou além, proponho que tenham um aumento de 600% no estado do Rio, vindo a receber mais de 7 mil reais por mês, porém caso algum deles venha a ser pego fazendo qualquer coisa de irregular, o mesmo seria expulso da corporação e preso, sem direito a julgamento, pois o fim do mundo é você ver algumas pessoas que deveriam fazer cumprir a lei, abusando delas ou as infringindo.
É triste ver algumas classes reclamarem, algumas fazem greve quase todo ano, como é o caso do poder judiciário, sai ano entra ano, as vezes o ano nem chega acabar, eles fazem greve, reivindicam melhores salários. Realmente viver com um salário de juiz é difícil, chega uma hora que você não tem mais em que gastar, aí já viu, começa a ter que comprar o mesmo produto em cor diferente só para ter o prazer de comprar. Prazer sim, porquê comprar é um prazer e dependendo do tipo serviço pode até mesmo ser um prazer sexual.
Mas como em tudo na vida há sempre uma lição a ser tirada e temos que saber tirar proveito de disso. Assim sendo porquê não adotar essa moda da greve em outros setores? Eu acho que com os salários atuais quem deveria fazer greve são as domésticas, empregados do comércio, frentistas, garis e até mesmo o ultrage de ver uma greve dos aposentados. Essas classes sim recebem mal e ainda não tem ninguém para pagar um chopinho.
Que tal talvez nós consumidores fazermos uma greve de pagamento de impostos!? Enquanto o governo não providenciar plenas condições de saúde, educação, segurança, saneamento, transporte e etc, nós não vamos pagar impostos ou não vamos trabalhar, parando a economia nacional. Porquê em um país onde o povo ganha 600 reais e o representante do povo ganha 24 mil, o certo é aceitar ir trabalhar por milzão e depois se arrepender e cruzar os braços para ver se a mamãe governo passar a mão na cabeça do filhão concursado ou invés de pedir demissão e procurar por outra vaga no mercado de trabalho.
Mas nem tudo esta perdido um dia isso muda. Eu acredito. Porque por enquanto quando eu começo a ver as coisas funcionando de forma diferente eu sempre sou surpreendido pela minha mãe dizendo: "Filhão acorda, ta na hora de ir trabalhar".
Eu não vou discutir aqui se é certo ou errado o trabalhador fazer greve, isso é um direito incontestável, porém, entretanto, todavia e contudo, nem tudo que é lícito é ético.
Na Bahia esse ano, como parece que acontece com tudo lá, a greve acabou virando festa. Invasão da assembleia, policial armado contra o povo, possibilidade de enfrentamento entre polícia e exército, uma bagunça e não uma greve. Só faltou um trio elétrico com o movimento sindical em cima e os manifestantes vestidos com abadá. Agora ta na hora das pessoas aprenderem a pedir e interpretar as coisas, como diria o baixinho "Greve é greve bagunça é bagunça".
Eu, sinceramente, não concordo com essa greve, já que todo policial é concursado e na hora do concurso está lá no edital bem marcado, em negrito quase fluorescente sublinhado e em itálico, o valor que ele vai receber após um mês de trabalho. Porém é direito da pessoa não trabalhar, e em contrapartida do empregador não pagar por cada de falta.
Concordo que os policiais e bombeiros deveriam ganhar muito mais, e vou além, proponho que tenham um aumento de 600% no estado do Rio, vindo a receber mais de 7 mil reais por mês, porém caso algum deles venha a ser pego fazendo qualquer coisa de irregular, o mesmo seria expulso da corporação e preso, sem direito a julgamento, pois o fim do mundo é você ver algumas pessoas que deveriam fazer cumprir a lei, abusando delas ou as infringindo.
É triste ver algumas classes reclamarem, algumas fazem greve quase todo ano, como é o caso do poder judiciário, sai ano entra ano, as vezes o ano nem chega acabar, eles fazem greve, reivindicam melhores salários. Realmente viver com um salário de juiz é difícil, chega uma hora que você não tem mais em que gastar, aí já viu, começa a ter que comprar o mesmo produto em cor diferente só para ter o prazer de comprar. Prazer sim, porquê comprar é um prazer e dependendo do tipo serviço pode até mesmo ser um prazer sexual.
Mas como em tudo na vida há sempre uma lição a ser tirada e temos que saber tirar proveito de disso. Assim sendo porquê não adotar essa moda da greve em outros setores? Eu acho que com os salários atuais quem deveria fazer greve são as domésticas, empregados do comércio, frentistas, garis e até mesmo o ultrage de ver uma greve dos aposentados. Essas classes sim recebem mal e ainda não tem ninguém para pagar um chopinho.
Que tal talvez nós consumidores fazermos uma greve de pagamento de impostos!? Enquanto o governo não providenciar plenas condições de saúde, educação, segurança, saneamento, transporte e etc, nós não vamos pagar impostos ou não vamos trabalhar, parando a economia nacional. Porquê em um país onde o povo ganha 600 reais e o representante do povo ganha 24 mil, o certo é aceitar ir trabalhar por milzão e depois se arrepender e cruzar os braços para ver se a mamãe governo passar a mão na cabeça do filhão concursado ou invés de pedir demissão e procurar por outra vaga no mercado de trabalho.
Mas nem tudo esta perdido um dia isso muda. Eu acredito. Porque por enquanto quando eu começo a ver as coisas funcionando de forma diferente eu sempre sou surpreendido pela minha mãe dizendo: "Filhão acorda, ta na hora de ir trabalhar".
sábado, 17 de dezembro de 2011
É Hora de Repensar
Como é possível uma pessoa colocar a cabeça no travesseiro e dormir sabendo que desviou verba da merenda, do saneamento ou da saúde que deveria ser direcionado a salvar alguém.
Roubo de dinheiro público, desvio de verba, entre outros, deveriam ser considerados crimes de assassinato doloso, aquele com intenção de matar. Sim parece radical, mas se você for ver toda a cadeia de atuação desta ação você há de concordar comigo.
Quantas crianças em nosso país tem como sua única refeição a merenda servida no colégio? Quantas pessoas morrem por ano em estradas esburacadas, com falta de sinalização? Quantos morrem por não terem um leito em um hospital ou por falta de remédio? Quantos deixam de viver por terem adquirido uma doença relacionada a falta de saneamento?
Infelizmente acho que nossa conta passa dos milhares, e mesmo que ficasse em uma única morte que fosse, uma vida perdida é uma vida que não há como ser resgatada.
Infelizmente a grande esmagadora, para não falar quase absoluta, parte dos políticos agem e administram as verbas públicas de acordo com o que eles pensam ser melhor para eles. A pracinha que vai dar mais votos, aquele show que tantos querem, aquela ambulância de segunda. Tudo girando em torno daquele pensamento egoísta do que será mais vantajoso em termos de votos para mim.
Muito se discute em nosso país sobre a questão da legenda, e ai vem a velha pergunta. A quem pertence a vaga, ao político ou a legenda? Desculpe meus caros doutores, acho que desvirtuamos um pouco as coisas. A vaga pertence ao POVO, é ele quem elege o senhor como REPRESENTANTE e não como mandatário.
Os políticos já passaram da hora de entender que eles lá estão com o dever de representar e lutar pelo melhor daquelas pessoas que confiaram a ele o direito de escolha direito de direcionamento do nosso tão suado imposto. Imposto esse pago para prover as necessidades COLETIVAS e não necessidades individuais. Entendam de uma vez por todas, vocês sem nós nada são, nós sem vocês somos talvez a salvação.
Porque não ouvir as necessidades, pegar seu carro de luxo e ir rodar por um bairro pobre e ver que pessoas passam fome e necessidade, enquanto você paga putas e Sexjets com o dinheiro suado do proletariado.
Muitos declaram a política como profissão, enquanto isso não deveria passar de um hobby, ou no máximo, uma segunda atividade exercida. Mas infelizmente em nosso país ser político virou profissão vantajosa, por todo o salário e benefícios adquiridos e isso deveria ser diferente as pessoas deveriam se interessar por política e por trabalhar com isso para contribuir com o melhor para nossa nação, dar idéias e gerar lucros sociais a uma grande parcela, atuar na política pelo simples fato de ter um sorriso e um obrigado como retribuição de seu esforço. Política deveria ser projeto social e não profissão legalizada.
Infelizmente esse cenário não faz parte somente de nosso país, esse é um mal que assola boa parte da humanidade,pois infelizmente esse egoísmo alienado está inserido no gene humano, então onde houver a raça humana haverá tal mediocridade. A única boa notícia é a que Darwin nos deu, dizendo que tendemos a evoluir e melhorar em certos aspectos. Dessa forma, um dia, talvez, possamos ver na felicidade geral um motivo maior do que um enriquecimento pessoal.
Igor Reis Moreira Mathias
Roubo de dinheiro público, desvio de verba, entre outros, deveriam ser considerados crimes de assassinato doloso, aquele com intenção de matar. Sim parece radical, mas se você for ver toda a cadeia de atuação desta ação você há de concordar comigo.
Quantas crianças em nosso país tem como sua única refeição a merenda servida no colégio? Quantas pessoas morrem por ano em estradas esburacadas, com falta de sinalização? Quantos morrem por não terem um leito em um hospital ou por falta de remédio? Quantos deixam de viver por terem adquirido uma doença relacionada a falta de saneamento?
Infelizmente acho que nossa conta passa dos milhares, e mesmo que ficasse em uma única morte que fosse, uma vida perdida é uma vida que não há como ser resgatada.
Infelizmente a grande esmagadora, para não falar quase absoluta, parte dos políticos agem e administram as verbas públicas de acordo com o que eles pensam ser melhor para eles. A pracinha que vai dar mais votos, aquele show que tantos querem, aquela ambulância de segunda. Tudo girando em torno daquele pensamento egoísta do que será mais vantajoso em termos de votos para mim.
Muito se discute em nosso país sobre a questão da legenda, e ai vem a velha pergunta. A quem pertence a vaga, ao político ou a legenda? Desculpe meus caros doutores, acho que desvirtuamos um pouco as coisas. A vaga pertence ao POVO, é ele quem elege o senhor como REPRESENTANTE e não como mandatário.
Os políticos já passaram da hora de entender que eles lá estão com o dever de representar e lutar pelo melhor daquelas pessoas que confiaram a ele o direito de escolha direito de direcionamento do nosso tão suado imposto. Imposto esse pago para prover as necessidades COLETIVAS e não necessidades individuais. Entendam de uma vez por todas, vocês sem nós nada são, nós sem vocês somos talvez a salvação.
Porque não ouvir as necessidades, pegar seu carro de luxo e ir rodar por um bairro pobre e ver que pessoas passam fome e necessidade, enquanto você paga putas e Sexjets com o dinheiro suado do proletariado.
Muitos declaram a política como profissão, enquanto isso não deveria passar de um hobby, ou no máximo, uma segunda atividade exercida. Mas infelizmente em nosso país ser político virou profissão vantajosa, por todo o salário e benefícios adquiridos e isso deveria ser diferente as pessoas deveriam se interessar por política e por trabalhar com isso para contribuir com o melhor para nossa nação, dar idéias e gerar lucros sociais a uma grande parcela, atuar na política pelo simples fato de ter um sorriso e um obrigado como retribuição de seu esforço. Política deveria ser projeto social e não profissão legalizada.
Infelizmente esse cenário não faz parte somente de nosso país, esse é um mal que assola boa parte da humanidade,pois infelizmente esse egoísmo alienado está inserido no gene humano, então onde houver a raça humana haverá tal mediocridade. A única boa notícia é a que Darwin nos deu, dizendo que tendemos a evoluir e melhorar em certos aspectos. Dessa forma, um dia, talvez, possamos ver na felicidade geral um motivo maior do que um enriquecimento pessoal.
Igor Reis Moreira Mathias
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
O Ogro e a Princesa
Era uma vez a história de um Ogro e uma princesa. O ogro como sempre gordo e preguiçoso e a princesa linda como nos contos de fadas, loira, bonita, inteligente, esforçada e extremamente batalhadora.
Um dia na terra dos duendes, onde se fala gaélico e onde ambos foram para estudar sobre poções mágicas e bebidas negras, houve o encontro que veio a mexer com os dois. Como em todo conto de fadas, a princesa foi relutante a primeira vista, mas acabou se rendendo ao charme do ogro.
Muito aconteceu nesse caminho, desentendimentos, conversas, desculpas, mas algo era indiscutível, ao se verem ambos balançavam. Com a ajuda de um samurai japonês, uma Cabocla do agreste, uma tímida Drúida entendedora de sabores e cheiros, e os cavaleiros que acompanhavam o ogro, ambos acabaram se rendendo a este encantamento que foi acionado ao cruzarem seus olhares.
Tudo começou ali nos dados oficiais do reino, onde bebidas negras e poções eram vendidas a preços baixíssimos e de onde a carruagem partira deixando a princesa para traz. Com a impossibilidade dela seguir para casa o ogro ofereceu a sua para que a princesa e a Druida repousarem.
Chegando a sua simples cabana o ogro fez questão de dormir no chão com suas convidadas mostrando ali que não era somente um ser de carcaça estranha. E assim foram entre celebrações do reino, inclusive uma em que os soldados do rei tiveram que intervir por conta de um alarme de ataque acionado indevidamente a banquetes nas terras botinais.
Sobreviveram a desentendimentos, malandros e malandras, a distância, já que o ogro sempre sonhou desbravar os reinos tão tão distantes, e por mais que tivessem tentado ficar longe acabaram se rendendo aos encantos e voltaram a se encontrar.
Porém eis que o ogro começou a ficar sem forças, cansado, viu a necessidade de retornar ao seu reino e começou a sentir feitiços que assombravam sua mente, sofrendo de feitiços que somente a princesa veio a saber e ajudar a retirar.
Enquanto puderam, ambos viveram felizes, compartilhando receitas e poções, visitaram reinos, riram, foram companheiros e por fim choraram. Dizem que foi a princesa a responsável maior pelo ogro ter conseguido desbravar tantos reinos e conseguir ficar tanto tempo fora de sua casa e que o ogro nunca conhecera uma princesa que o respeitasse, valorizasse e gostasse tanto dele.
Com tudo isso acontecendo com o ogro, ele acabou voltando para casa, verde por conta de um presente da princesa, e sentindo que um pedaço seu ficara para traz.
Atualmente o ogro e a princesa continuam essa saga de provação, mesmo parecendo haver um feitiço para os repelir. Ambos mantém contato por seus espelhos mágicos a fim de que um dia possam se encontrar novamente, e que nesse reino maravilhoso possam ser felizes juntos.
Hoje o ogro aprende uma de suas maiores lições, esperar. Esperar a fim de que tudo isso valha a pena, valha como valeu todo o resto. Hoje o ogro se sustenta e espera, espera que a princesa realize seu sonho, de ser uma das melhores magas dos sabores que o mundo já viu.
Enquanto isso o ogro espera, espera trabalhando e semeando uma terra, que um dia será muito fértil.
E assim continua o ogro, esperando e rezando para que tudo se resolva da forma como tem que ser. E que seja da forma como ele e a princesa querem.
Ogre Is breá le Banphrionsa
Iogr Reis Moreira Mathias
Um dia na terra dos duendes, onde se fala gaélico e onde ambos foram para estudar sobre poções mágicas e bebidas negras, houve o encontro que veio a mexer com os dois. Como em todo conto de fadas, a princesa foi relutante a primeira vista, mas acabou se rendendo ao charme do ogro.
Muito aconteceu nesse caminho, desentendimentos, conversas, desculpas, mas algo era indiscutível, ao se verem ambos balançavam. Com a ajuda de um samurai japonês, uma Cabocla do agreste, uma tímida Drúida entendedora de sabores e cheiros, e os cavaleiros que acompanhavam o ogro, ambos acabaram se rendendo a este encantamento que foi acionado ao cruzarem seus olhares.
Tudo começou ali nos dados oficiais do reino, onde bebidas negras e poções eram vendidas a preços baixíssimos e de onde a carruagem partira deixando a princesa para traz. Com a impossibilidade dela seguir para casa o ogro ofereceu a sua para que a princesa e a Druida repousarem.
Chegando a sua simples cabana o ogro fez questão de dormir no chão com suas convidadas mostrando ali que não era somente um ser de carcaça estranha. E assim foram entre celebrações do reino, inclusive uma em que os soldados do rei tiveram que intervir por conta de um alarme de ataque acionado indevidamente a banquetes nas terras botinais.
Sobreviveram a desentendimentos, malandros e malandras, a distância, já que o ogro sempre sonhou desbravar os reinos tão tão distantes, e por mais que tivessem tentado ficar longe acabaram se rendendo aos encantos e voltaram a se encontrar.
Porém eis que o ogro começou a ficar sem forças, cansado, viu a necessidade de retornar ao seu reino e começou a sentir feitiços que assombravam sua mente, sofrendo de feitiços que somente a princesa veio a saber e ajudar a retirar.
Enquanto puderam, ambos viveram felizes, compartilhando receitas e poções, visitaram reinos, riram, foram companheiros e por fim choraram. Dizem que foi a princesa a responsável maior pelo ogro ter conseguido desbravar tantos reinos e conseguir ficar tanto tempo fora de sua casa e que o ogro nunca conhecera uma princesa que o respeitasse, valorizasse e gostasse tanto dele.
Com tudo isso acontecendo com o ogro, ele acabou voltando para casa, verde por conta de um presente da princesa, e sentindo que um pedaço seu ficara para traz.
Atualmente o ogro e a princesa continuam essa saga de provação, mesmo parecendo haver um feitiço para os repelir. Ambos mantém contato por seus espelhos mágicos a fim de que um dia possam se encontrar novamente, e que nesse reino maravilhoso possam ser felizes juntos.
Hoje o ogro aprende uma de suas maiores lições, esperar. Esperar a fim de que tudo isso valha a pena, valha como valeu todo o resto. Hoje o ogro se sustenta e espera, espera que a princesa realize seu sonho, de ser uma das melhores magas dos sabores que o mundo já viu.
Enquanto isso o ogro espera, espera trabalhando e semeando uma terra, que um dia será muito fértil.
E assim continua o ogro, esperando e rezando para que tudo se resolva da forma como tem que ser. E que seja da forma como ele e a princesa querem.
Ogre Is breá le Banphrionsa
Iogr Reis Moreira Mathias
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
A Saga de Dublin – Teclada Final
Apesar de meu abandono a saga nas últimas batalhas, aqui estou eu para me despedir e deixar um pouco do que sinto gravado na minha memória virtual.
Foram 8 meses e meio, longe de casa, aprendendo, se virando e mantendo também alguns maus hábitos.
Que experiência, inenarrável e incalculável o valor dela para mim. Tanto aconteceu, tanto poderia acontecer.
Primeiramente agradeço aos meus pais que me apoiaram de todas as formas nesse sonho, aos meus irmãos por todo apoio moral e amparo aos meus pais e meus amigos que sempre incentivaram. Deixo aqui também um agradecimento especial a algumas pessoas que foram muito importantes para mim aqui nessa aventura. Bruno e Tadeu, que vieram comigo, Alex, Ivan, Alban, Japa, Natasha, Enila que foram grandes amigos e Paula, a qual eu devo também grande parte dessa jornada.
E lá se foram, ao total uns 35 mil quilômetros, ou mais, viajados, 20 países, várias pessoas, muitas experiências, um aprendizado sem tamanho. Dos tartarugas ninja na Itália aos Cavaleiros do Zodíaco na Grécia, foi assim.
Lembro-me agora de quando cheguei, aquele cara perdido, que tomou um susto ao não entender o que o cara do táxi falava. Lembro da viagem de vinda, nos perdendo uns dos outros, barrados na imigração. Lembro-me do primeiro dia de aula, primeira saída, primeira Guinness, primeira viagem, primeiro beijo. Foram tantos começos, para agora tudo chegar a um grande fim. Mas todo fim da de frente com um grande começo, um começo diferente, com experiências e pessoas do ciclo anterior.
Foram tantos os aprendizados, aprender a falar inglês, alguma coisa do espanhol e italiano e até mesmo do português convivendo com pessoas de vários cantos do Brasil.
Hoje não vou prolongar afinal já falei muito durante todo esse tempo que estive aqui fora.
Vou me indo, de volta a vida que deixei, a qual pegarei de outra forma, acabaram as férias, agora é o mundo real a minha espera, com algumas novas aquisições e também com perdas. Quero ver como será chegar em casa e não ter uma lambida da Babi.
Mas isso é a vida, e ela continua, independente do que aconteça, amanhã será sempre outro dia. Mais uma vez, obrigado a todos que me ajudaram nesse caminho, obrigado a todos que deixaram algum ensinamento para mim. Minha vida com certeza não será a mesma depois disso.
E assim dou até logo a vocês. Após 8 meses e meio, uma nova forma de vida nasce dando fim A Saga de Dublin e adicionando mais um capítulo a Saga da Vida.
Mas antes de partir faço um adendo no texto, o que não constava no original, mas após uma volta pela rua hoje a tarde em Dublin eu senti a necessidade de escrever um pouco mais.
Hoje a tarde depois que encontrei a Paula, fui descer pela Grafton. Enquanto eu andava eu realizava que essa seria a última vez que eu fazia isso, por enquanto. Que loucura, passei pela Trinity e chegando em frente ao Temple Bar resolvi parar em um PUB bem vazio para tomar a última pint de Guinness nessa experiência, e chorar. Sentado em um canto do PUB eu chorava enquanto via a foto e a carta que deixarei, chorava, lembrava dos amigos que foram e que ficam, do amor que deixarei. Chorei compulsivamente por uns 15 minutos, me sentindo uma criança, mas chorava, sozinho, com meu pint de Guinness, eu chorei.
Depois disso tomei rápido minha cerveja e fui indo para casa, no caminho, olhava para traz em tom de despedida. Assim eu fiz com a Christ Church e a St Patricks, igrejas que fizeram parte do meu dia a dia nesses últimos 8 meses e pouco. Hoje elas pareciam mais bonitas, maiores, mais imponentes.
Enfim acho que agora é isso. Foi ótimo conhecer pessoas e lugares nesse país maravilhoso que é a Irlanda e nesse continente maravilhoso que é a Europa.
Obrigado a todos
Igor Reis Moreira Mathias
Foram 8 meses e meio, longe de casa, aprendendo, se virando e mantendo também alguns maus hábitos.
Que experiência, inenarrável e incalculável o valor dela para mim. Tanto aconteceu, tanto poderia acontecer.
Primeiramente agradeço aos meus pais que me apoiaram de todas as formas nesse sonho, aos meus irmãos por todo apoio moral e amparo aos meus pais e meus amigos que sempre incentivaram. Deixo aqui também um agradecimento especial a algumas pessoas que foram muito importantes para mim aqui nessa aventura. Bruno e Tadeu, que vieram comigo, Alex, Ivan, Alban, Japa, Natasha, Enila que foram grandes amigos e Paula, a qual eu devo também grande parte dessa jornada.
E lá se foram, ao total uns 35 mil quilômetros, ou mais, viajados, 20 países, várias pessoas, muitas experiências, um aprendizado sem tamanho. Dos tartarugas ninja na Itália aos Cavaleiros do Zodíaco na Grécia, foi assim.
Lembro-me agora de quando cheguei, aquele cara perdido, que tomou um susto ao não entender o que o cara do táxi falava. Lembro da viagem de vinda, nos perdendo uns dos outros, barrados na imigração. Lembro-me do primeiro dia de aula, primeira saída, primeira Guinness, primeira viagem, primeiro beijo. Foram tantos começos, para agora tudo chegar a um grande fim. Mas todo fim da de frente com um grande começo, um começo diferente, com experiências e pessoas do ciclo anterior.
Foram tantos os aprendizados, aprender a falar inglês, alguma coisa do espanhol e italiano e até mesmo do português convivendo com pessoas de vários cantos do Brasil.
Hoje não vou prolongar afinal já falei muito durante todo esse tempo que estive aqui fora.
Vou me indo, de volta a vida que deixei, a qual pegarei de outra forma, acabaram as férias, agora é o mundo real a minha espera, com algumas novas aquisições e também com perdas. Quero ver como será chegar em casa e não ter uma lambida da Babi.
Mas isso é a vida, e ela continua, independente do que aconteça, amanhã será sempre outro dia. Mais uma vez, obrigado a todos que me ajudaram nesse caminho, obrigado a todos que deixaram algum ensinamento para mim. Minha vida com certeza não será a mesma depois disso.
E assim dou até logo a vocês. Após 8 meses e meio, uma nova forma de vida nasce dando fim A Saga de Dublin e adicionando mais um capítulo a Saga da Vida.
Mas antes de partir faço um adendo no texto, o que não constava no original, mas após uma volta pela rua hoje a tarde em Dublin eu senti a necessidade de escrever um pouco mais.
Hoje a tarde depois que encontrei a Paula, fui descer pela Grafton. Enquanto eu andava eu realizava que essa seria a última vez que eu fazia isso, por enquanto. Que loucura, passei pela Trinity e chegando em frente ao Temple Bar resolvi parar em um PUB bem vazio para tomar a última pint de Guinness nessa experiência, e chorar. Sentado em um canto do PUB eu chorava enquanto via a foto e a carta que deixarei, chorava, lembrava dos amigos que foram e que ficam, do amor que deixarei. Chorei compulsivamente por uns 15 minutos, me sentindo uma criança, mas chorava, sozinho, com meu pint de Guinness, eu chorei.
Depois disso tomei rápido minha cerveja e fui indo para casa, no caminho, olhava para traz em tom de despedida. Assim eu fiz com a Christ Church e a St Patricks, igrejas que fizeram parte do meu dia a dia nesses últimos 8 meses e pouco. Hoje elas pareciam mais bonitas, maiores, mais imponentes.
Enfim acho que agora é isso. Foi ótimo conhecer pessoas e lugares nesse país maravilhoso que é a Irlanda e nesse continente maravilhoso que é a Europa.
Obrigado a todos
Igor Reis Moreira Mathias
sábado, 22 de outubro de 2011
31
Hoje resolvi vir aqui, tirar um pouquinho do tempo que estou tendo em Lisboa para escrever, acho que tem faltado um pouco disso para mim, afinal escrever é uma forma que encontrei de limpar a mente, extravasar sem o medo e a vergonha do julgamento alheio.
Fazem exatos 224 dias que saí do Brasil rumo ao sonho de morar na Europa, rumo ás tão sonhadas viagens e o curso de inglês.
Hoje faltam 32 dias, e assim como foi antes de vir para cá, agora começo a me dividir, vivendo entre Brasil e Irlanda, pensando na volta, as diferenças, a vida e compartilhando a pergunta do poeta, "como será o amanhã"?
Foram 224 dias, várias viagens, vários lugares, várias pessoas. Destas últimas, umas levarei para toda a vida, outras conversarei na internet para saber como vai a vida e outras nem perderei meu tempo em querer saber o que se passa.
224 dias muita coisa aconteceu, muita coisa eu aprendi e acho que volto para casa um pouco diferente. Fiz coisas que jamais achei que faria, encarei fatos que jamais achei que encararia, mas algumas coisas continuarão a mesma, afinal a gente poda as pontas mas a essência é sempre a mesma.
Ninguém muda a essência, aprendemos com a vida, agimos diferente, mas somos atingidos da mesma forma, a única diferença é que sabemos que há reparo para o capô e o teto pode ser desamassado, mas os dados amigo, continuarão sempre viciados.
Faltam 31 dias dos quais 10, pelo menos, ainda estarei viajando, me sobram 21 dias em Dublin, ou 3 semanas, tanta coisa para fazer, tanto tempo para isso tudo.
Ao fim terão sido 8 meses e meio, 36 semanas e pouco, 255 dias, de pura experiência. Morar fora de casa, viver com as diferenças de cada um, diferenças mais que de comportamento, diferenças de cultura, diferenças de atitudes, diferenças. Acho que essa palavra junto com experiência definem muito bem tudo isso, e é diferente que chegaremos e diferente é como as coisas estarão.
Hoje sinto falta até da bagunça do meu irmão no quarto, de acordar com os cachorros latindo, e para a vida inteira, os choros das 7h, né Bah.
E assim será, há muita luta pela frente e nós não podemos parar, afinal amanhã é outro dia, dia de lutar, dia de levantar a cabeça e agradecer, agradecer o simples fato de acordar.
Igor Reis Moreira Mathias
Fazem exatos 224 dias que saí do Brasil rumo ao sonho de morar na Europa, rumo ás tão sonhadas viagens e o curso de inglês.
Hoje faltam 32 dias, e assim como foi antes de vir para cá, agora começo a me dividir, vivendo entre Brasil e Irlanda, pensando na volta, as diferenças, a vida e compartilhando a pergunta do poeta, "como será o amanhã"?
Foram 224 dias, várias viagens, vários lugares, várias pessoas. Destas últimas, umas levarei para toda a vida, outras conversarei na internet para saber como vai a vida e outras nem perderei meu tempo em querer saber o que se passa.
224 dias muita coisa aconteceu, muita coisa eu aprendi e acho que volto para casa um pouco diferente. Fiz coisas que jamais achei que faria, encarei fatos que jamais achei que encararia, mas algumas coisas continuarão a mesma, afinal a gente poda as pontas mas a essência é sempre a mesma.
Ninguém muda a essência, aprendemos com a vida, agimos diferente, mas somos atingidos da mesma forma, a única diferença é que sabemos que há reparo para o capô e o teto pode ser desamassado, mas os dados amigo, continuarão sempre viciados.
Faltam 31 dias dos quais 10, pelo menos, ainda estarei viajando, me sobram 21 dias em Dublin, ou 3 semanas, tanta coisa para fazer, tanto tempo para isso tudo.
Ao fim terão sido 8 meses e meio, 36 semanas e pouco, 255 dias, de pura experiência. Morar fora de casa, viver com as diferenças de cada um, diferenças mais que de comportamento, diferenças de cultura, diferenças de atitudes, diferenças. Acho que essa palavra junto com experiência definem muito bem tudo isso, e é diferente que chegaremos e diferente é como as coisas estarão.
Hoje sinto falta até da bagunça do meu irmão no quarto, de acordar com os cachorros latindo, e para a vida inteira, os choros das 7h, né Bah.
E assim será, há muita luta pela frente e nós não podemos parar, afinal amanhã é outro dia, dia de lutar, dia de levantar a cabeça e agradecer, agradecer o simples fato de acordar.
Igor Reis Moreira Mathias
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