terça-feira, 19 de julho de 2011

A Saga de Dublin – Viena na Áustria e Praga na Rep. Tcheca

Após acordar mais um dia em Bratislava e pegar aquele café da manhã, fomos para a estação de trem pegar um desses que iria para Viena. Segundo o rapaz do hostel a viagem seria muito mais bonita de trem.

Nada de mais durante a viagem e no fim de suas 1 hora e 10 minuto, aproximadamente, eu já cambaleava ameaçando pegar no sono, até que avistamos o fim da linha e tivemos que descer. Viena, ao contrário das outras cidades, estava nublada e chovendo um pouco. Logo que chegamos tivemos que colocar as roupas ante chuva para poder ir até ao trem e ao metrô.

Um pouco de dificuldade para nos comunicar no começo mas logo, logo fomos nos virando. O único problema é que eu, Iago, Victor e Letícia compramos passagem no valor de meia e só depois descobrimos que este desconto era somente para crianças. Ainda bem que nenhum fiscal apareceu.

Chegamos a estação de metrô do hostel e de frente já tinha um Spar. Como estava chovendo um pouco eu e Victor resolvemos ir comprar coisas para fazer um macarrão de almoço. Entramos, olhamos e achamos uma Skol, sim a cerveja brasileira, mas em embalagem um pouco diferente e escrito padrão internacional em inglês.

Compramos as coisas, saimos do Spar e fomos para o hostel que ficava a menos de 2 minutos caminhando dali. Chegamos ao local que parecia ser um puta hostel, muito bem localizado, cheio de pompa, mas que acabou nos dando uma certa dor de cabeça.

Quando cheguei eu havia feito reserva para todos no mesmo quarto, porém só ficariamos assim no primeiro dia segundo o rapaz do hostel por conta de um erro no sistema deles e um alagamento que teve em um andar.

Pegamos então a chave e resolvemos averiguar para ver o que tava rolando, chegamos ao quarto e havia uma goteira no teto, mas haviam feito trocas em nossa reserva e nos cobrado a mais por isso. Assim o pessoal foi reclamar e acabamos ganhando uma parte do dinheiro de volta e café da manhã, que eram 4 euros a parte, para todos os dias grátis.

Menos insatisfeitos fomos la preparar o rango, problema era que a cozinha não era lá essas coisas e demorou um pouco para fazer a comida nos fogareiros.

Barriga cheia, subimos para o quarto fomos nos preparar para começar a rodar em Viena. Conversamos no hostel e descobrimos que para nós seria interessante comprar um passe de ônibus Hop on Hop of de 24h.

Fomos então até o centro, tentamos negociar, negociação falhou mas compramos mesmo assim e fomos fazer parte do tour, isso já eram lá pelas 5h da tarde. Logo chegou um ônibus, subimos e fomos para o que seria a primeira parada do dia, uma espécie de roda gigante construída de vagões de trem em 1890, aproximadamente. Porém além disso no lugar era um baita parque de diversões por onde rodamos e fui acelerando meu irmão, se não ele participaria de tudo naquele lugar.

Saimos do parque e eu e Iago estavamos naquela vontade de fazer xixi. Foi então que avistamos na rua um banheiro químico, e naquela onda de achar que país desenvoldido tudo é diferente nos estrepamos. O banheiro não devia ser limpado a um século mais ou menos, com cocôs de todas as eras diferentes da Terra, nojento mas aliviante. Logo voltamos para o ponto e pegamos o ônibus novamente. Passamos pela região do novo curso do rio Danúbio, passamos próximo a alguns pontos turísticos e enfim chegamos ao ponto final onde trocaríamos para outra linha do busão para vermos o que faríamos no dia seguinte.

Pegamos a linha vermelha e lá fomos nós vendo o Imperial Palace, Museum Quarter, St Stephens Cathedral e enfim descendo em um parque próximo ao hotel Hilton. O parque é muito legal e tem estátuas de vários nomes famosos. Havia no parque também um andarilho amigo dos patos, um cara que parece ser morador de rua mas que alimenta os patos do local e o qual os patos respeitam bem. E foi o Iago começar a dar pedacinhos de maça aos patos que o cara ficou meio com ciúmes, começou a alimentá-los novamente e logo os patos noa abandonaram. Continuamos a rodar o parque e tals até cansar e ir para a estação de metrô próxima ao local e irmos para o hostel.

Chegando lá os nossos planos foram frustados já que o Spar estava fechado, então tivemos que correr atrás de comida. Eu não aguentava mais Mac, mas também não tava afim de comer a comida chinesa que tinha ali perto, até que o japa achou um lugar que tinha umas promoções de kebab e de Pizza e fomos pegar comida lá para comer. A pizza não estava lá essas coisas, mas era muito melhor do que comer Mac novamente.

Jantamos, eu fiquei vegetando e o Iago foi com o pessoal comprar nossas passagens de busão para Praga. Voltou arrumamos umas coisas e fomos dormir.

Dia seguinte acordamos cedo e fomos ao café da manhã que tinhamos ganhado. Café bom cheio de opções, não era nenhum café de hotel 4 ou 5 estrelas mas para um hostel já era algo muito bom, com direito a queijo, presunto, uma moltadela louca e até mesmo salame, para alegria dos meus amigos brasileiros Renan, Tadeu, e Bruno Vicente.

Comemos, fizemos uns sandubas para levar e fomos embora, afinal para fazer tudo que queríamos teríamos que correr um pouco. O dia estava lindo então resolvemos partir logo para o tour.

Chegamos a State Opera, ponto inicial do bus, e fomos fazer a linha azul, que incluia o Schonbrunn Pacale, o museu de história militar, que pulamos, e o Belvedere Palace. O primeiro palácio é um lugar muito bonito, inspirado em Versailles e com um monumento maravilhoso ao fundo de seu jardim, que também é muito lindo e é contemplado pela maravilhosa fonte aos seus fundos, próximo a entrada do jardim zoológico de Viena. Ficamos lá por um tempo, fizemos juz a nossa brasileirisse e o Iago foi mijar no meio do mato do palácio.

Do alto do jardim monumento da para se ver parte de Viena do alto e contemplar a linda vista da cidade. Descemos e lá embaixo encontramos uma orquesta sinfônica japonesa que se apresentava nos fundos do palácio gratuitamente e que foi muito legal. Mais legal foi ver os japoneses emocionados com as palmas chorarem de orgulho.

Do Schonbrunn Pacale partimos rumo ao Belvedere Palace, o qual eu não achei tão bonito quanto o primeiro mas que tem todo um tom histórico, já que foi lá que na década de 50 o território austríaco foi devolvido ao seu povo e voltou a se tornar um país independente em um acordo assinado pelos EUA, Rússia, Inglaterra e França. Foi nessa palácio também que o Iago sentou no cantinho perto do banco, ligou pagode no seu celular e alegrou a gringaiada, que passava aos batuques e risos próximos a nós dois.

Logo pegamos o ônibus de volta e fomos para a ópera pegar a outra linha e rodar a cidade. Entramos na linha vermelha e fomos em direção a St Stephens Cathedral, rodamos, dormimos e nada do ôbinus parar lá, foi quando no fim do tour perguntamos ao guia e ele disse que havia morrido algo como o último filho do Kaises, ou algo assim, e por isso a rua estava fechada. Não entendi direito mas parece que o cara era importante.

Descemos novamente na ópera e fomos rodar o resto a pé. Começamos ali mesmo e fomos comprar o imã de geladeira da minha mãe e as minhas bandeirinhas com com o Iago. Mas na alegria de meu irmão ele acabou acidentalmente derrubando uma lembrancinha lá, aquelas com água e coisinhas brancas que simulam neve, e tivemos que pagar por esta também. Mas logicamente já que pagamos, levamos a parada, só quebrou o vidro então dava para utilizar ainda.

Fomos andando até que recebi uma ótima ligação com boas noticias e continuamos até o palácio imperial, onde havia um telão transmitindo ao vivo o enterro do célebre defunto. Vislumbramos o lugar e logo partimos para a praça em frente ao Leopold Museum e onde se encontra a estátua de Maria Tereza, lugar muito legal também. Partimos de lá e fomos em direção ao parlamente austríaco, uma bela construção baseada nos moldes romanos, com uma bela estátua de Athenas a sua frente e duas mulheres simbolizando os poderes executivo e legislativo.

Mais a frente encontramos o Rathaus Platz mais um ponto turístico local, mas que estava realizando uma feirinha a sua frente e não deu para ser devidamente apreciado, passamos logo depois pelo teatro nacional e pela universidade, até que resolvemos sentar em um Mac, tomar uma água e logo depois partir para compras das coisas da janta e depois passar pela igreja que esteve fechada durante todo o dia. E assim fomos, chegamos, conseguimos entrar na igreja, vimos várias pessoas voltando do velério, todo acervo sendo desmontado e dali partimos para casa.

Chegamos no hostel, eu e Iago fomos para um quarto e o pessoal para outro, já que por erro deles ficamos separados na segunda noite. O único problema nisso tudo foi o sumiço do chinelo do Iago, que foi achado no dia seguinte antes de fazermos o check out. Tomamos um banho e descemos para cozinhar. Chegamos na cozinha onde havia um grupo de espanhóis e os esperamos acabar para começar a montar nosso aparato. O único problema é que o grupo misto de franceses, americanos e a holandesa que chegaram depois de nós não tiveram a mesma educação e começaram a disputar a cozinha conosco.

Enquanto lavavamos a louça os americanos iam roubando os pratos, enquanto eu ligava o fogareiro a holandesa roubava-me uma boca. Sem problemas, visão sistemeca existe para isso. Eles pensaram nos pratos e na boca mas esqueceram que precisariam de mais de uma boca e de talheres e copos para comer. E assim foi. Logo eu separei todos nossos talheres, o japa pegou outros pratos, pegamos os copos e assumimos lugar nos sofazinhos para comer, enquanto eles pensavam estar indo bem. Ocupei a melhor boca do fogareiro e enquanto isso a holandesa cozinhava o macarrão dela em uma outra e pensava cozinhar o tomate em outra boca, que eu e japa morríamos de rir pois já sabiamos que não funcionava.

Enquanto nós fizemos, arroz, purê, mini chicken e um mechidão de ovo, eles acabaram somente o macarrão com molho de tomate e enquanto comíamos eles aguardavam por lugares, copos e talheres para fazerem a refeição. O problema do povo do primeiro mundo é achar que a galera do terceiro é trouxa, mas nesse mundo globalizado estamos ficando um pouco espertos.

Passado o engraçado incidente o Iago foi imprimir nossas passagens enquanto eu falava com o japa. Tudo pronto fomos dormir para levantar cedo no dia seguinte. Foda foi ver as americanas rindo de mim que estava, estou, igual a um panda, com a cara marcada do óculos e ver a chinesa puta com o Iago roncando a noite. Quer privacidade vai pra um hotel.

Acordamos no dia seguinte, catamos as coisas, tomamos café, fizemos mais uns sandubas e pegamos nosso busão rumo a Praga. O problema no busão dessa vez é que entramos e estava vazio, assim cada um catou um lugar e achou que ia sozinho, até aparecer uns austríacos folgados e sentarem ao nosso lado. Eles não eram folgados por conta disso e sim pois quebraram uma parte do bus, um ia roubando espaço do meu banco quando deixei meu cutuvelo de presente para a costela dele, o outro queria dormir no colo do Iago e todos eles fediam a desodorante vencido e cigarro. Mas fora isso a viagem de ônibus entre Viena e Praga é muito bonita podendo-se ver castelos, algumas cidades bonitas e várias plantações, como a de Girassol que a Paula já tinha me dito ser muito linda.

Chegamos em praga, trocamos uma grana, pegamos o metrô e viemos para o hostel. Chegamos tivemos que trocar mais dinheiro para pagar o hostel a vista, já que não aceitam cartão, fizemos check in, fomos ao mercado, compramos algumas coisas e fomos cozinhar. Dessa vez passamos um perrengue com uns porcão aqui do hostel que usavam as panelas e as paradas e só jogavam uma água e diziam ter lavado as coisas.

Demos uma limpadinha na cozinha e começamos a preparação do nosso risoto e bife. Fizemos, comemos e logo fomos capotar, todos nas camas e eu no cafofo do tablado na parte de cima do quarto, que eu fico sozinho mas faz um pouco mais de calor. E por causa do calor acordei a noite e fui deitar um pouco na madeira gelada para ver se passava. Depois de acordar todo duro, voltei para a cama onde fiquei até o outro dia cedo.

Logo acordamos, tomamos café e fomos em direção do destrito do castelo. Passamos pela ponte Charles e suas várias esculturas de santo e fomos ao igreja de São Nicolau, fomos subindo o morro rumo ao castelo, que na verdade é um complexo com o palácio, igrejas e tals. Vimos o palácio, suas igrejas, a troca da guarda e logo estavamos na praça do lado de fora. Lugar esse que o Iago resolveu acabar de arrancar a sola de seu tênis e transformá-lo em uma sapatilha. Rodamos mais um pouco ali pelo lugar e logo descemos para ver um pouco mais do centro velho e voltar para fazer almoço, as 5 horas da tarde, no hostel. Almoçamos, alguns dormiram, entre eles eu, enquanto outros ficaram na cozinha conversando e bebendo com o pessoal do hostel, caso do meu irmão. Eu estava meio triste, fiquei um pouco pelo quarto, rezei, tomei um banho para refrescar corpo e mente e depois fui comprar uma pizza com o Iago, japa e sua irmã. Compramos, comemos e logo fui dormir.

Acordamos hoje, tomamos aquele café da manhã, conversei com um inglês que quer visitar Rondônia, falei para ele tirar uma foto lá e me mandar para eu acreditar que existe, brincadeira, e fomos para a rua. Eu sinceramente não achei Praga tudo que as pessoas falavam, achei Viena, Budapeste e até Cracóvia melhores do que aqui, mas é um lugar que valeu conhecer, principalmente pela torre com o relógio astronômico e os apóstolos que aparecem para tocar o sino de hora em hora com o esqueleto da morte que puxa o cabinho do sino e o músico que toca uma música no alto da torre toda hora.

Bom mas hoje começamos pelo centro velho, fomos ver alguns monumentos nessa parte da cidade próxima ao hostel, que fica a menos de 2 minutos andando da torre e da praça velha. Fomos hoje a praça Venceslau, Stavovské Divadio, fomos descendo rumo a praça central e encontramos uns amigos de Dublin, o Rafael e a Flavinha. Conversamos, trocamos informações sobre a viagem nos despedimos e depois fomos almoçar.

Almoçamos no KFC, onde ficamos um bom tempo tomando refri e chá no nosso inesgotável refil e comendo nosso balde de frango frito, enfim um fast food com bastante carne para me alegrar. O problema é o enjoo que o Iago está sentindo agora.

Passamos pela ponte Charles novamente, fomos a igreja do Menino Jesus de Praga, onde comprei alguns suveniers e peguei alguns santinhos, voltamos e conferimos a batida entre um Tram e um carro, nada demais só um encostão mesmo e voltamos para o centro.

Fomos comprar as lembrancinhas, imas e bandeirinhas, o pessoal foi para o hostel e eu resolvi andar um pouco mais pelo centro antigo sozinho, tirei algumas fotos, observei o lugar, a torre do relógio astronômico e igreja Tyn.

Voltei ao hostel onde subi e tomei aquele banho para refrescar e agora estou aqui escrevendo e colocando o blog em dia.

Agora vou me ir, amanhã partimos para Berlim cedo.

Fui

Igor Reis Moreira Mathias

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