segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A Saga do Gigante

Hoje por mais uma vez tive o prazer de ver o gigante de perto. Dessa vez em um banquete em família para celebrar a ida de um dos guerreiros para a terra dos duendes. Um encontro muito bom para dizer um até logo ao príncipe, ao gigante e a rainha.

O triste é ver que cada dia que passa esse reino parece mais ameaçado. O príncipe já aparece com sinais de desgastes em suas pernas, por conta de suas longas caminhadas. A rainha vem abatida há tempos por conta de seu vício ligado a planta do fumo. Já o gigante agora parece mais lento.

Não come como comia, não bebe como bebia, não corre como corria, mas graças ao grande protetor do Reino, ele ainda ri e faz brincadeiras como fazia. Ao mesmo tempo em que é triste ver o Ilitide Dementador Alemão levando suas lembranças e afetando sua capacidade de reter novas e breves memórias, é magistral ver a paixão que ele ainda tem pela rainha, pedindo por beijos e abraços, e a felicidade que tem em viver.

Presenciar tais cenas são coisas que te dão força e vontade de viver, pois até adoecido o gigante e a rainha lá estão, dando força para que tudo de certo.
Agora o guerreiro só se preocupa em conquistar terras mais baixas, para que a família real não precise continuar a subir as montanhas para dormir em seu palácio. Que a princesa e o outro príncipe consigam resolver isso junto com a cavalaria.

No fim do banquete e já no palácio a rainha disse algo que o guerreiro se sentiu obrigado a discordar. Já com lágrimas nos olhos e no auge da despedida, a rainha alegou não ter grandes dotes a enviar junto ao guerreiro, mas mal sabe ela que deu a ele muito mais do que qualquer fortuna de um reinado poderia comprar, coisas como honra, dignidade, educação e amor. Qualidades que serão muitos mais importantes do que dotes em qualquer lugar do planeta.

E assim o guerreiro parte para o povoado a fim de fazer seus preparativos finais para essa jornada. Parte com a esperança de voltar e ainda poder presenciar um longo reinado.

Vida longa aos Reis!

Igor Reis Moreira Mathias

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O espetáculo do aumento

Eleição vai eleição vem e os palhaços continuam. Não me refiro aos Tiriricas da vida que habitam o planalto central e sim a nós, o povo brasileiro, todos aqueles que habitam do Oiapoque ao Chuí.

No começo do ano, uma seção, que mais parecia uma reunião, da Câmara, que não durou nem um dia, decidiu pelo aumento do salário de deputados, ministros, presidente, vice, e outros personagens desse circo. Um aumento que para alguns cargos chegou a ser de aproximadamente 160%.

Enquanto isso, na platéia, o povo assistiu ao espetáculo de mais de dois dias de discussão para aprovar um aumento de incríveis R$5 reais, já que desde de 01/01/2011 o salário mínimo já valia como R$540 por conta de uma medida provisória. Nessas horas eu penso, será que esse aumento de R$5 reais foi por conta da nova promoção do MC Donald’s, para todo brasileiro assalariado poder comer uma vez por mês um Cheddar MCMelt? Só pode.

Enfim, segundo especialistas se o mínimo chegar a R$545 o povo terá um ganho real de R$2 o suficiente para comer um salgado com refresco na cantina da UFF. Desculpem as apologias, mas gordo só pensa em comida.

Durante todo espetáculo de aprovação do salário dos deputados eu não vi em nenhum momento o Ministro da Fazenda, aquela do Ronald MC Donald IA IA Ô, fazer estudos e analisar quanto custaria aos cofres brasileiros cada real de aumento em seus salários. Mas para a aprovação do mínimo do povo ele foi a TV e até mesmo ao centro do picadeiro, quero dizer a Câmara dos Deputados para dizer que cada real de aumento geraria uma despesa de 300 milhões aos cofres públicos.

Ou seja, o grandioso aumento de R$5 gerou um buraco de 1,5 bilhão aos cofres públicos, enquanto o aumento dos deputados gerou um efeito cascata que deu um rombo de 2 bilhões aos estados e municípios, uma vez que o cálculo do salário dos deputados estaduais e vereadores é calculado com base no salário dos deputados federais. Prestem bem atenção 2 bilhões somente aos estados e municípios, não levei em conta o buraco gerado nas contas da união.

Mas é isso aí gente, no circo nós pagamos o espetáculo para os palhaços fazerem a festa.

Igor Reis Moreira Mathias

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Irlanda, lá vamos nós

É impressionante esse sentimento de escritor que começa tomar a minha alma e a dos meus parceiros de viagem. Abro Facebook e lá está o Bruno discursando sobre nossa chegada ao solo Irlandês.

Não teve como deixar de curtir, texto bom, engraçado e realista. Com um pouco de citações, coisa que vivo a fazer, xingamentos, momento Tadeu, e lógico, aquela reclamação que é peculiar do Bruno.

É interessante conversar com eles, e ver suas opiniões, ambos sofremos deste misto de sentimentos e desse medo do desconhecido. É entrar na internet e vir uma janela, alguém entre nós três sempre tem uma reportagem, postagem de blog ou novidades sobre a ilha esmeralda para falar com os outros.

Já foram lidos tantos formulários, modos de preparo de CV, dicas de baladas, dicas de economias e viagens. Tantas dicas, notícias, formas de proceder. Parece tão difícil, mas deve ser tão fácil.

Esse ano o tempo vai voar, quando olharmos o curso já estará terminando, logo logo estaremos programando nossa eurotrip, se Deus quiser, voltaremos a nossa segunda casa, ficamos mais um pouco e enfim regressamos para nossa devida casa.

Lembro como se fosse ontem de comentar com o Bruno que eu e Tadeu queríamos ir para o Canadá, fazer intercâmbio. Ai o Bruno fala que estava pensando em ir para Irlanda com um amigo nosso. Por pura coincidência isso aconteceu no fim de semana que fomos visitar nossas amigas que tinham acabado de voltar de uma experiência destas.

Foi o Bruno comentar sobre Irlanda que pensei: “na Europa e fala inglês, é pra lá que eu vou”. Aos poucos fomos pesquisando, nos interando sobre o assunto e por fim fechamos o negócio, enfim tínhamos uma data de ida.

Agora ficamos aqui com este sentimento pré-viagem. Mas Deus sabe o que faz, acredite ou não Tadeu, mas ele sabe. Ontem limpando meu Orkut, destas comunidades que vivem a mudar de nome, achei uma antiga comunidade que eu participava, “Um dia eu vou para Europa”. Engraçado, sempre tive esse sonho de conhecer o velho continente. Desde criança preferia Paris a Disney.

Quando vejo, estou eu hoje no centro tomando passe, pensando sobre a viagem, pedindo para que dê tudo certo, quando vira o senhor que estava me dando passe e diz: “Que o Jesus esteja com você em qualquer lugar”. Depois dessa fiquei mais tranqüilo, mas a confusão de sentimento ainda me abala.

Igor Reis Moreira Mathias

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Eu , eu mesmo e minha mente

Curioso a forma como me sinto, é um misto de ansiedade, medo, felicidade e tristeza. Me sinto dividido, parte de mim quer muito ir e não vê a hora de entrar no avião, mas outra parte anda chorona, emotiva.

É muito estranho, estou eu na piscina e vejo a galera reunida, fico feliz, mas ao mesmo tempo triste por ser uma das últimas vezes que faço isso por agora. Levo comida a minha cachorra que é velhinha e penso que quando eu voltar ela pode não estar aqui. Assim como ela, outras coisas podem não estar aqui, ou estarem e até mesmo melhor.

É “só” um ano. Sim, mas nesse breve momento muita coisa pode mudar. Quando eu voltar meu irmão já pode ser calouro de alguma faculdade e ter carteira de motorista, minha irmã pode ter arrumado um namoradinho. Sei lá, acho que vivo um dos melhores momentos de minha vida, cercado de pessoas que amo, amigos sempre na minha casa, amigos felizes, família bem. Acho que tudo isso é meio que um medo de voltar e essa fase ter passado.

Faltam 20 dias. São tantas despedidas para reencontros futuros. São tantas despedidas para sempre. É uma esperança tão grande em ter um crescimento pessoal anormal, um aprendizado de vida, conhecer lugares fantásticos e pessoas sensacionais. É tanta coisa e ao mesmo tempo não é nada.

Caraca que loucura! E o tempo voa. Quando vejo já foi uma semana, olho pro lado to no carnaval, fecho os olhos escuto a galera na despedida, abro e estou eu lá, chorando horrores ao dizer até logo no aeroporto.

Juro que não queria ver ninguém chorar no aeroporto, mas eu mesmo não vou me segurar. Só queria saber se vai ser um choro de felicidade, afinal é um sonho que se realiza, se é um choro de tristeza, ao deixar temporariamente tudo aqui, se é medo do desconhecido. Tanto se.

Mas uma coisa é certeza, minha gratidão a minha família e amigos. Pelo apoio incondicional, por me dar estes momentos, pré-viagem, inesquecíveis. E também aquele agradecimento em especial para meus pais que literalmente compraram e bancaram essa idéia.

Agora é esperar. Dia 12 de março de 2011, dia que nunca esquecerei. Agora é parar de pensar nessas coisas, começar a preparar o texto de despedida e partir pro abraço com o Bruno e o Tadeu.

Os leprechauns que nos aguardem!

Igor Reis Moreira Mathias

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Há 18 anos atrás ...

Lembro-me como se fosse ontem, chegava a minha casa um rapaz todo enrolado em panos. Ao lado meus pais, com um sorriso que não tinha como esconder seu contentamento.

A princípio é lógico que não gostei muito da idéia, era alguém para competir espaço comigo. Mas com o passar do tempo fui me apaixonando pela idéia, ao ponto de não saber viver sem você.

Quantas discussões, impasses e brigas. Quantos sorrisos, olhares, ajudas e momentos felizes. Como já te disse, talvez se fosse você escrevendo hoje, não fosse preciso todo um texto para explicar minha gratidão e paixão por você, em uma frase você simplificaria tudo de uma forma que nenhuma outra pessoa faria.

Desculpa por ser exigente e grosso, mas certa vez você escreveu, “uma pequena vitória para um grande homem”, este grande homem, na sua visão, quer criar um gigante muito maior e melhor do que ele.

Dizem que amigos são irmãos que tivemos a oportunidade de escolher, neste caso me considero muito sortudo, pois além de amigos que escolhi, Deus me concedeu você e nossa irmã, sem ao menos eu ter que procurar.

Menino, criança, jovem rapaz. Homem cujo nome significa “o que suplanta, aquele que vence”, saiba que eu sempre, presente ou não, neste mundo ou em outro lugar qualquer, estarei ai para o que você precisar. Hoje ou daqui a 50 anos.

Obrigado por tudo, se hoje sou este grande homem, muito devo a você, que literalmente, nasceu marcado a vencer.

Igor Reis Moreira Mathias

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A sinceridade custa caro

Quem nunca mentiu de leve ou ocultou algo que atire a primeira pedra.

A sinceridade é uma qualidade que muitos vêem como defeito, afinal quem está preparado para as verdades?

Falar a verdade pode significar a perda de um casamento, de uma amizade e inúmeras outras coisas. Mas não ganhamos nada sendo sinceros? Acho que sim, principalmente a confiança das pessoas.

Mentir é para os fracos, que tem medo de assumir seus erros e temem as conseqüências dos mesmos. Mentir é uma alternativa fácil e covarde, você erra e encobre isso enganando a outra pessoa. E parece que mentir é mais bem aceito que ser sincero.

Quando falamos algumas verdades às pessoas acabam brigando e não aceitando o que falamos. Parece que a mentira é mais bem aceita que a verdade na sociedade atual. O que é triste, já que, na minha opinião, é muito melhor lidar com pessoas sinceras do que com os mentirosos.

Mas nem todos são assim, há que goste e até mesmo prefira viver sendo enganado. Pessoas mentem para se inserir em grupos sociais, mentem para conseguir relacionamentos, mentem para conseguir promoções.

O problema é que uma simples mentira é o suficiente para acabar com toda uma confiança, digamos que a mentira é a arma que destrói o principal pilar da confiança.
Como construir uma relação sem confiança? Como dar sua empresa em alguém que não confia? Como ter amigos em quem não podemos confiar?

Ai está mais um dilema que temos em nossa sociedade. Mas é isso ai, infelizmente vivemos um tempo onde aparência é melhor que essência.

Igor Reis Moreira Mathias

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Carnaval

Tem época melhor que esta que vai do pré-carnaval até o próprio carnaval? Blocos ensaiando, festas em clubes, cidadezinhas montando seus palcos, grandes cidades limpando suas apoteoses do samba.

Sim! Samba, marchinha, festa na praça, escola de samba, blocos, grêmio recreativo. Pra mim isso é carnaval, a festa brasileira, festa do povo.

Me desculpem os baianos, mas micareta tem o ano todo. E me desculpem os paulistas mas desfiles e escolas são as do Rio, o resto é o resto.

Gosto do carnaval tradicional, como em Recife, Rio e Minas. Recife e seus blocos tão antigos quanto sua animação. Minas e seu carnaval de rua animado ao som de bandas locais, que relembram e homenageiam os velhos carnavais. O Rio com seus blocos que lotam avenidas e suas escolas que fazem o espetáculo da terra, onde torcedores de todas escolas sentam lado a lado, torcem juntos e onde escolas homenageiam outras escolas e as ajudam a ressurgir das cinzas.

É de arrepiar o simples fato de escutar o esquenta da bateria e sua eterna homenagem ao setor 1, o termômetro do samba.

Quando chega o réveillon já estamos preocupados com o carnaval, não é a toa que para nós, brasileiros, o ano só começa depois do carnaval. Já tem o ano novo Chinês, o ano novo Islâmico, porque não transformar o carnaval em ano novo Brasileiro?!

Vem carnaval. Vou depois de ti e volto a tempo de poder te ver de novo.

Igor Reis Moreira Mathias