quinta-feira, 31 de março de 2011

A Saga de Dublin – Alugando uma casa

Mais um dia de aula, nem tão chato como os outros, os professores trocaram essa semana e tenho gostado muito. O problema hoje era a gripe que me pegou de jeito e eu tava meio derrubado.

Saímos da aula, fomos em um Tesco procurar remédio, sim aqui se vende alguns tipos de remédio no mercado. Nada encontrado a não ser uma pastilha de mel com alguma coisa que mais parece pastilha de Pinho Sol.

Do Tesco partimos para busca de uma nova casa, chegando no lugar, o gente boa do cara disse que sentia muito mas não alugaria a casa para quatro pessoas. Beleza, mas porque não disse isso ontem no celular quando ligamos para ele e falamos que éramos 4? Despencamos lá na casa do cacete pra nada.

De lá voltamos para escola, Tadeu e Bruno foram pesquisar mais casas e eu resolvi almoçar, num pub ali do lado da escola mesmo, comida boa e como chegamos no final o cara caprichou no meu prato e do Renato.

Voltei para escola falei com os meninos e a decisão tomada foi ligar para a Joan e alugar o primeiro apê que tínhamos visto. Reunião marcada as 4h. Enquanto isso eu zoava a Tatiana na escola. Ela ta morando com um indiano, que na verdade é do Paquistão e parece que mentiu um monte para ela. Eu tive que lançar aquele manjado refrão do Rappa, “boom boom boom um homem bomba”, depois das brincadeiras cedi o PC para ele procura por uma nova casa, uma semana após ela ter mudado para a casa do indiano paquistanês.

Chegada as 4h fomos ao encontro da Joan, lógico que chegamos atrasados, eu e Tadeu apenas, já que o Bruno tinha ido para casa e o Alessandro estava na aula. Chegamos e saímos, precisamos voltar no SPAR para sacar dinheiro para dar a entrada de 500 euros que seguraria o negócio. Pagamento feito, dados anotados, agora só falta enviar cópia de uns documentos nossos, achar mais um para morar conosco e assinar o contrato. Acho que semana que vem podemos mover para a casa. A lógico, precisamos contratar internet, TV a cabo e comprar uma TV.

De lá para casa, saiu um antigo morador da minha casa provisória, o Ike, e chegou um cara de Vitória-ES, Felipe. Parece ser um cara gente boa e já tá aqui tomando uma cerveja com a gente. Cerveja que alguém trouxe aqui para casa e deixou de recordação, que bom!

Agora após o banho é hora de escrever e já ficar pronto, hoje temos uma excursão pela escola as 8h da noite para um pub que tem dança e música típicas da Irlanda. Eu amo minha escola, primeiro dia nos leva pra um pub, tem excursão para pub, semana que vem visita a fábrica de Guinness e no fim do mês visita a fábrica da Jameson. Que coisa ótima.

Vou lá, amanhã falo mais da minha noite para vocês.

Bye

Igor Reis Moreira Mathias

quarta-feira, 30 de março de 2011

A Saga de Dublin – A cidade dos prédios sem números

Mais um dia começou, e como de costume, após da Dyceis, todos de ressaca e perdendo no mínimo a primeira aula. Eu cheguei para a segunda, Bruno acho que foi nas duas, já o Tadeu perdeu as duas e o Alessandro, que tem aulas a tarde 2 vezes por semana, perdeu o dia todo de aula.

Da Atlas resolvemos ir, eu e Bruno, para minha casa provisória procurar pela definitiva. Enquanto isso o Tadeu estava em casa procurando alguns anúncios e trocando mensagens comigo. Cheguei em casa, era hora de fazer almoço, fiz um arroz e mandei uma carne com batata congelada pro microondas e mandei brasa.

Enquanto eu fazia meu almoço, Bruno e Tadeu procuravam por uma casa na internet. Achamos várias coisas, vários anúncios de casas e apartamentos que já tinham sido alugados. Marcamos de ter uma reunião amanhã, a Joan nos ligou falando que aquela primeira casa que tínhamos visto voltou ao mercado e tivemos uma reunião marcada para hoje as 8 e meia da noite.

Alessandro veio nos encontrar em casa, enquanto ele chegava eu fiquei esperando e Tadeu e Bruno foram para o lugar do apartamento para irem encontrando o pessoa lá. Alessandro chegou, fomos ao encontro dos meninos e nada de achar o lugar. Rodamos, rodamos, ligamos e ligamos e nada de achar.

É engraçado, a maioria dos prédios aqui não tem número, muitos são identificados por nomes, que muitas vezes não estão escritos nas suas fachadas. Resultado, perdidos em Dublin procurando pelo apê.

Fomos, voltamos e achamos. Lugar maneiro, mas com centenas de pessoas para ver, saímos e já tinha gente para entrar e ver, o cara anotou nossos nomes, dados, e lá estavam mais um milhão de pessoas anotadas no formulário. Minha opinião, o apê é bom, mas falta um freezer, que não tem e o cara não vai colocar, e como tem muita gente procurando ele não vai querer fazer um contrato de 10 meses ou 9, todo especialzinho se tem gente para pagar por um ano inteiro. Assim amanhã vamos no lugar que marcamos e se não der certo ligamos para a Joan e fechamos negócio, isso se o apartamento ainda estiver disponível.

Vamos que vamos, a procura da casa perfeita.

Agora vou lá, terminar minha janta e falar com o pessoal na internet.

Cheers

Igor Reis Moreira Mathias

terça-feira, 29 de março de 2011

A Saga de Dublin – Mais vale um banheiro pequeno do que uma casa gigante

Primeira lição a se aprender em Dublin. Gostou do apê, alugue! Procurar e querer ficar negociando fode sua vida.

Hoje foi dia de ir pra escola, almoçar na Diceys e voltar para procurar casa. Horas e horas. Sites e Sites. Casas e casas. E nada. Eu quero uma casa perto da escola e da Grafton, Bruno quer uma casa novinha e muito boa, Tadeu uma mais barata e o Alessandro prefere uma casa que seja no lado sul do rio. Tantos quereres e nada.

A primeira casa que tínhamos visto e achávamos ser a nossa carta na manga, já se foi, outros tantos bons anúncios, já eram. Mas ainda faltam 1 semana e meia, ainda vamos arrumar algo.

O dia de hoje não teve nada de extraordinário, saímos da escola as 5 da tarde, procurando casa, almoçamos na Diceys e voltamos a Dyceis a noite para tomar uma cerveja. Hoje 4 pints foram o bastante para eu voltar para casa de boa, não queria mais ficar lá, algo me faltava. Voltei para escrever, falar sobre meu dia, ligar para alguém, falar com meus amigos no MSN e com meus pais pela can.

Faz tão pouco tempo, mas já fazem tanta falta. Desde a comida e as lambidas dos meus cachorros, aos meus amigos, amores e família.

Mas vamos ao lado bom, saiu a programação de abril da escola, teremos feriadão na páscoa, sem aula sexta, sábado e domingo (normal) e segunda. Por isso estamos planejando uma viagem. Pensamos em leste europeu com Rep. Tcheca, Hungria e Bulgária ou então Londres e Escócia. Não sei ainda, mas vamos a algum lugar, agora é pesquisar a Ryanair e ver qual lugar está mais barato.

Esse mês teremos visita da escola a fábrica da Guinness e da Jameson, uísque Irlandês. Hoje to meio puto também, perdi a luva de couro do meu avô, uma mão eu não sei onde está, to puto com isso, mas ta passando.

É isso, esses dias de agora tendem a ser mais calmos, pois estaremos a procura de casa, vamos atualizando vocês por aqui.

See you

Igor Reis Moreira Mathias

segunda-feira, 28 de março de 2011

A Saga de Dublin – Tirando Visto

Chegou o tão temido dia, o dia de tirar, ou não, o visto. Documentação pronta, cartas na mão, lá fomos nós três tirar nosso visto. Mas antes passamos em um lugar para ver dois apartamentos. Chegamos ao local, do lado da escola e do lado da Grafton, sem falar que ficava a uns 100 metros daquele pub gay do Paddy’s Day. O cara nos levou logo no primeiro e mais barato, e lá estávamos, eu, Tadeu, Bruno e Alessandro.

Vimos o primeiro e já olhamos um para o outro com o ar de aprovação; O rapaz ofereceu mostrar o segundo, 100 euros mais caro, mas que seria melhor. Quando chegamos no segundo quase pulamos um no colo do outro e gritamos “fechado”. Mas ai enfim o cara resolveu nos falar que o dono do apartamento só aceitava 3 pessoas na casa. A cara de decepção era geral, já eu queria enforcar o gente boa que gastou nosso tempo atoa. O Alessandro nem falava, simplesmente acendeu um cigarro e saiu andando.

Pegamos e resolvemos ir para o GNIB, departamento responsável pela emissão dos vistos e tals aqui. Chegando lá que confusão, burocracia pior e mais bagunçada que no Brasil. Você primeiro entrava em uma fila, ficava uns 15 minutos, mostrava seus documentos, pegava uma senha e sentava para aguardar. A senha constava, “há 100 pessoas na sua frente”, algo parecido com uma eternidade, já que alguns colegas nossos tinham ido para lá as 11h da manhã e ainda nem tinham sido atendidos, isso era 2 e 20 da tarde. Foi aí que resolvemos dar uma volta, tomar um chocolate quente, comprar umas lembranças da Irlanda, ir ver tênis, ficar puto pois não tinha o tênis do meu tamanho, cruzar o rio de novo, achar outra filial da loja de tênis, enfim comprar o meu La Coste, ir para a loja da GAP, não achar nada interessante, ver óculos numa loja e enfim voltar para o GNIB, e mesmo assim ainda haviam 15 pessoas na nossa frente. Chegamos as 2 e 20 e saímos as 6 e 30 da tarde. Mais de três horas, mas enfim com o visto na mão, com data para 5 de janeiro de 2012.

Isso não quer dizer que eu ou os meninos vamos voltar em janeiro, só quer dizer que da Irlanda nós vamos sair em janeiro. Mas quem sabe não rola ai um mochilão ou até mesmo morar 1 ou 2 meses em Paris. Suposições e mais suposições. Vamos ver.

Do GNIB ainda fomos na Penneys, sim de novo, achamos alguns sapatos por 3 euros, camisa a 3, calça a 7 e enfim entendemos o porque de até mendigo aqui andar bem vestido, sem falar que até mendigo fala inglês fluente aqui. Mas acabamos não comprando nada, inverno já acabou e vamos nos virar com o que temos aqui.

De lá para casa e dia de fazer arroz, feijão (enlatado mas feijão), batata frita (no forno para ser menos gordurenta) e bife (na verdade alguns pedaços de carne picados). Ou seja fechei a noite com aquele genérico de um prato brasileiro, mas foi muito bom. Amanhã é dia de procurar casa, almoçar na Dyceis e quiçá voltar a Dyceis a noite para tomar alguns pints a 2 euros.
Mas amanhã eu falo de amanhã.

Bjundas e Abracetas

Igor Reis Moreira Mathias

domingo, 27 de março de 2011

A Saga de Dublin – Irlanda do Norte

Para manter nossa tradição chegamos atrasados na escola para ir pra excursão. Mas Bruno e Alessandro foram piores do que eu e Tadeu nessa vez. Entramos no ônibus, aliás micro-ônibus onde eu mais parecia uma sardinha enlatada, gordo em banco pequeno é foda. Coitado do Alessandro, ele foi do meu lado até Belfast, acho que roubei um pouco do banco dele.

Chegando em Belfast fomos direto ao Hostel, aliás, para mim que sou novo nessa parada de Hostel, me amarrei. Tudo bem que dividi o quarto com 7 cabeças, 6 conhecidos e um cara doidão lá. Lugar maneiro, limpo, banheiro legal, enfim, eu tava em uma capital européia, no hostel é que eu não ia ficar né.

Saímos para comprar uns sanduíches e tals, ai veio o primeiro problema, não tínhamos esterlinas, aquela moeda horrível, sem nexo e totalmente impossível de descobrir o valor facilmente. Tivemos que pagar nos cartões de débito, mas sempre acima do valor de 5 pounds. Do micro mercado pra um pub, era sábado depois de 10 horas da manhã então já podíamos beber. Foi aí que o Tadeu resolveu almoçar, e ai mais uma vez chegamos atrasados no hostel para encontrar o pessoal do colégio que estava a nossa espera para ir para o city tour.

Entramos em uns taxis pretos, na verdade só o nosso era vermelho, ótimo sinal aliás, preto, vermelho. Enfim, entramos nos táxis e fomos conhecer paredes, isso mesmo, paredes, apesar de o dia ter sido fantástico em Belfast, lá você conhece paredes. Paredes pintadas em homenagem a seus mártires, paredes que separavam protestantes de católicos, paredes com foto de ídolos, parede e mais parede. Parece que parede para os norte irlandeses são como batata para seus irmãos do sul. Brincadeiras a parte, eu achei interessante conhecer um pouco da história deles, apesar de ser quase impossível entender seu inglês Neandertal. Se não fosse nosso professor para nos repetir a história depois, acho que estaria perdido até agora. Sem falar nas paredes que tinham UFF escrito, isso mesmo, UFF, mas não em relação a nossa tão amada Universidade Federal Fluminense e sim a Ulster Freedon Figthers, uma espécie de organização de resistência deles lá e tals. Ao contrário do Brasil, ser da UFF na Irlanda do Norte não é boa idéia.

Do city tour fomos rodar no centro da cidade e fomos até um shopping que tem um mirante que da para ver alguns pontos importantes da cidade, inclusive os guindastes e o estaleiro onde foi construído o Titanic. Aliás é a primeira vez que vejo alguém se gabar por algo que não funcionou. Os caras tem até festa de 100 anos do Titanic programada. Do city tour resolvemos ir para um pub, apesar de estarmos no norte, para aprender sobre a cultura deles, nada melhor que um pub também.

Fomos primeiro ao The Crown, cartão postal e o mais badalado pub da cidade. Mas entramos com um pé e já saímos com o outro, parecia que estava rolando um baile da associação de aposentados, só tinha corão lá. Foi ai que fomos para o pub do lado, mas nada mudou, a não ser o preço do pint que era muito mais barato até as 7 horas da noite. Entramos no primeiro ambiente, quando fomos ao segundo, descobrimos nossa diversão da noite, nos proteger das coroas. O lugar abarrotado de gente, música irlandesa tocando, fomos pegar cerveja e uma coroa agarra o Alessandro, do nada grita o Bruno, “passaram a mão em mim”, Tadeu começa a reclamar do assédio das mulheres e do nada uma mulher começa da dançar encostada em mim. Nos retiramos do lugar, fomos ao outro lado, pegamos cerveja e voltamos para um cantinho onde ficamos meio quietos e até conhecemos uma galera de Manchester.

Já eram 7 horas e tínhamos que estar no hostel as sete e meia, resolvemos ficar pela rua mesmo, até porque não queríamos nos atrasar novamente. Hora de comer um sanduba, tomar um todinho e ir finalmente para o The Crown. Lá encontramos o pessoal da nossa escola e tomamos uma até resolver ir para o bar do lado, afinal a música já tinha acabado e já tinha mudado a cara do pessoal. Foi que no meio da noite me aparece o Alessandro com o John, Shan, Joan, enfim, sei lá o nome do cara, um americano da Califórnia, muito gente boa e muito bêbado também. Do nada ele mando descer uma rodada com 5 guinness para nós e nos ganhou de cara. Até que fomos para o porão do bar em um outro ambiente, ele subiu para ir no banheiro e sumiu. Ainda bem que tenho uma foto para provar que eu não tava vendo duendes. Aliás que ambiente estranho, primeira vez na minha vida que vejo um banheiro unissex em uma balada. Nem preciso falar da zona que fizemos.

Fim de balada, hora de comer aquele fat food pegar um táxi, com o Alessandro gritando a cada mudança de valor, já que tínhamos sacado poucos pounds e estávamos contando moedas para pagar o táxi. Juntamos as moedas, que aqui valem muito, pagamos o táxi e chegamos aterrorizando no nosso quarto. Acordamos o brasileiro, o camaronês e o cara do congo da nossa escola. Mas não tinha como ser diferente, o Bruno escondeu a chave do guarda bagagem de mim. Dormimos as 4 e acordamos as 8. Tomamos um banho, infelizmente são 3 chuveiros pertos e tive o desprazer de ver o Bruno tomando banho na minha frente. Hora de tomar um café e partir para Rope Bridge.

Só digo uma coisa, viajar pelo interior da Irlanda é uma experiência única, estradinhas, vilarejos, ovelhas e gramas verdíssimas, igual aos filmes que retratam sobre esse país. Fomos a Larrybane, onde fica a tal de Carryck-a-rede e a Rope Bridge, a primeira uma ilha e a segunda uma ponte de corda. Lugar maravilhoso, visual fantástico e um silêncio divino. Nem preciso falar sobre o cagaço de passar por essa ponte que balança pra caramba a uns 20, 30 metros de um monte de pedra. O lugar era tão bonito que na volta, sim chegamos atrasados ao ônibus, mas porque estávamos sentados uns num banquinho outros numa pontezinha, olhando e se maravilhando com o lugar. Lugar este de onde já podíamos avistar a Escócia.

De Larrybane direto para Giants Causeway, uma das maravilhas naturais do planeta. Um lugar, feito pela mãe natureza, mas que mais parece ter sido feito por humanos, ou até mesmo por gigantes como reza a lenda. Reza a lenda que havia uma gigante escocês e um gigantes irlandês, e um dia eles resolveram construir uma ponte que ligasse um país ao outro para se enfrentar e ver quem era mais forte. Um belo dia o gigante irlandês conseguiu ver o escocês e o achou muito grande. Usando toda sua brasilidade, ele foi para casa e falou com sua mulher, que o colocou num berço e fingiu que fosse seu filho. Quando o gigante escocês chegou a sua casa, sua mulher o convidou para entrar e ele conheceu o “filho” de seu inimigo. O gigante escocês aterrorizado com o tamanho do suposto bebê, fugiu e no meio do caminho destruiu a ponte que havia construído. Restando a base irlandesa e resquícios na escócia.

Essa base irlandesa é chamada de Giants Causeway, um lugar realmente mágico e muito lindo. Com pedras que parecem ter sido talhadas a mão, formando espécies de escadas. Como bons brazucas, levamos a bandeira do Brasil, que minha madrinha me deu, e tiramos várias fotos pela viagem, tanto nos giants quanto na rope bridge. Sempre atraindo olhares estrangeiros. Acho que as pessoas amam os brasileiros, é nos ver e abrir um sorriso.

Dos Giants para casa, dessa vez dormindo a maior parte do caminho. Em casa a bela surpresa, banheiro com luz queimada, dia de tomar banho com porta aberta. Mas hoje tive uma bela surpresa, quando fui aprontar a janta, o Tadeu já estava com o macarrão cozido, o restante do meu molho esquentado e as almôndegas enlatadas prontas. Comi bem, janta gostosa e agora era hora de escrever.

Só não posso esquecer de registrar no texto de hoje que os lugares que fomos hoje, Giants of Causeway e Rope Bridge, eram tão fodas que até o Bruno elogiou. Coisa difícil de se ver.

Amanhã é dia de aula, com turma nova, vou nessa.

Abraços

Igor Reis Moreira Mathias

sexta-feira, 25 de março de 2011

Canção do Intercâmbio

Tantos já fizeram alguma Parafrase do Gonçalves Dias, que estava eu aqui e resolvi tentar. Ficou meio muito ruim mas resolvi postar.


Minha terra tem caipirinha,
Pão de queijo feijoada e torresmo
A comida da terrinha
Não parece com a daqui mesmo

Nossa comida tem mais temperos
Nossos pratos tem mais cores
Nossas refeições mais sal
Mas como sou hipertenso não ligo para isso

Em andar por alguns mercados
Achei feijão enlatado
Na minha terra tem PF,
Self- Service e a La Carte

Minha terra tem comidas
Que eu até encontro aqui
Mas vou ter que pagar uma fortuna
Para falar que eu comi
Minha terra tem pagode e sertanejo
Onde canta até o Molejo

Não permita Deus que acabe meus créditos
Só assim consigo falar no celular
Seja com meus amigos e minha família
Quem sabe um dia eu volto para cá
Só para fazer compras
Ou mostrar pros meu piá

Igor Reis Moreira Mathias

A Saga de Dublin – Procurando casa, conhecendo David e cantando no PUB

O dia começou muito bem, acordei, criei coragem, levantei da cama e fui para a cozinha, até então o Tadeu não ia para aula. Só depois que eu comi, fiz meu lanche e tudo mais é que o meu companheiro de quarto resolveu ir para escola. Resultado, atrasados de novo, mas de boa o Song Ho sempre chega depois de mim. Na segunda aula resolvemos que íamos para Kildade Shopping, um shopping num lugarejo aqui perto cheio de Outlets, mas como a passagem dava uns 20 euros para ir e voltar, acabamos desistindo e fomos procurar casa para morar.

Sentamos nos PCs da escola e começamos a procura, achamos algumas e mandamos alguns emails. Logo, logo recebemos uma ligação, um apê perto do que estou morando aqui. E lá fomos ver, casa legal, 3 quartos, 2 camas de casal, cama de solteiro, banheiro, sala, cozinha, mas as camas ainda eram um problema. Perguntamos a moça e ela disse que tinha certeza que pelo menos um dos quartos ela conseguia colocar camas de solteiro, que o contrato talvez pudesse ser para 10 meses e que precisaria de nossas referências e extratos bancários para comprovar que podemos arcar com as dívidas.

O apê era legal, mas, cheio de coisinhas, fomos procurar mais lugares. Mas antes paramos num Take Away aqui perto de casa e compramos uma comida, fomos para casa, almoçamos e nada de pesquisas, pois ainda estávamos sem internet. O jeito então era voltar para a escola. Lá fomos, pegamos mais alguns lugares, ligamos para outros e enfim resolvemos ir para nosso Happy Hour, lógico que antes de chegar ao primeiro PUB paramos em várias lojas de roupas, tênis e óculos ao longo da Grafton.

No primeiro PUB, fomos logo pedindo uma Paulaner, cerveja encorpada, de trigo, muito boa. Resolvemos sentar na parte de fora, onde conhecemos David, um “jovem senhor” que nos falou um pouco mais sobre a Itália, país do nosso amigo Alessandro, falou sobre as recessões que o país passou, a história de imigração irlandesa, sobre a França, ópera, estudar inglês, morar em Londres e várias outras coisas. Foi muito bom, primeiro pois consegui entender 99% das palavras, e segundo pois o David é um senhor muito gente boa, falou que geralmente está naquele PUB e que era pra voltarmos lá qualquer dia para conversamos mais. Mas uma coisa eu notei, falar inglês é como respirar, você não pode parar para pensar como se faz, simplesmente tem que fazer. Já tentou parar para ver como é respirar? Você geralmente faz força para continuar e tals, é como o inglês, simplesmente mude a opção da linguagem para inglês e fale, garanto que será muito mais fácil do que tentar pensar em falar. È algo que tem que se tornar natural.

Conselhos e percepções a parte, foi hora de dar uma volta, coisa que o Alessandro mais gosta, ele não consegue ficar em um PUB só, ele que sempre fazer caminhadas alcológicas pela cidade, conhecendo vários lugares num mesmo dia. Mas hoje acabamos voltando ao PUB do jogo Irlanda e Inglaterra, lugar legal e com alguns petiscos interessantes. Descobrimos uma espécie de doritos lá que você compra um refil e eles repõem quanta vezes você pedir. Muito bom, ou como diria o Italiano, “Maneiro pacaralho”. Sim estamos ensinando nossa língua para ele, a maioria besteiras, como o “muito gostosa”, diferentes nomes para pinto e coisas do tipo. Mas não achem vocês que só ele aprende. Aprendemos alguns palavrões em italiano e até ganhamos um convite para conhecer a Sardenha.

No mesmo PUB estava rolando uma espécie de clube de Karaokê e adivinhem, Tadeu, Alessandro e Ike resolveram cantar Beatles. Foi legal, cantaram bem o “Let it be”, para delírio do meu amigo Renatinho, e até foram solicitados para fazer um bis, mas no “She’s got a ticket to ride” não foram tão bem.

Do “The Back of the Border” viemos para casa, onde finalmente pude acessar a internet, falar com minha família, alguns amigos, postar meu texto, colocar fotos, vídeos e até descobrir sobre o mais novo empregado do Brasil, Ivan Murad Gotango Panzé da Silva, parabéns mulecão.

Amanhã vou para Belfast, capital da Irlanda do Norte, sim há mais do que uma Irlanda, já são meia noite e meia, tenho que arrumar malas e acordar as 9 para ir pra escola pegar o busão. Espero conseguir escrever amanhã, já postar, acho que será meio difícil.

Bjundas

Igor Reis Moreira Mathias