Chegou o tão temido dia, o dia de tirar, ou não, o visto. Documentação pronta, cartas na mão, lá fomos nós três tirar nosso visto. Mas antes passamos em um lugar para ver dois apartamentos. Chegamos ao local, do lado da escola e do lado da Grafton, sem falar que ficava a uns 100 metros daquele pub gay do Paddy’s Day. O cara nos levou logo no primeiro e mais barato, e lá estávamos, eu, Tadeu, Bruno e Alessandro.
Vimos o primeiro e já olhamos um para o outro com o ar de aprovação; O rapaz ofereceu mostrar o segundo, 100 euros mais caro, mas que seria melhor. Quando chegamos no segundo quase pulamos um no colo do outro e gritamos “fechado”. Mas ai enfim o cara resolveu nos falar que o dono do apartamento só aceitava 3 pessoas na casa. A cara de decepção era geral, já eu queria enforcar o gente boa que gastou nosso tempo atoa. O Alessandro nem falava, simplesmente acendeu um cigarro e saiu andando.
Pegamos e resolvemos ir para o GNIB, departamento responsável pela emissão dos vistos e tals aqui. Chegando lá que confusão, burocracia pior e mais bagunçada que no Brasil. Você primeiro entrava em uma fila, ficava uns 15 minutos, mostrava seus documentos, pegava uma senha e sentava para aguardar. A senha constava, “há 100 pessoas na sua frente”, algo parecido com uma eternidade, já que alguns colegas nossos tinham ido para lá as 11h da manhã e ainda nem tinham sido atendidos, isso era 2 e 20 da tarde. Foi aí que resolvemos dar uma volta, tomar um chocolate quente, comprar umas lembranças da Irlanda, ir ver tênis, ficar puto pois não tinha o tênis do meu tamanho, cruzar o rio de novo, achar outra filial da loja de tênis, enfim comprar o meu La Coste, ir para a loja da GAP, não achar nada interessante, ver óculos numa loja e enfim voltar para o GNIB, e mesmo assim ainda haviam 15 pessoas na nossa frente. Chegamos as 2 e 20 e saímos as 6 e 30 da tarde. Mais de três horas, mas enfim com o visto na mão, com data para 5 de janeiro de 2012.
Isso não quer dizer que eu ou os meninos vamos voltar em janeiro, só quer dizer que da Irlanda nós vamos sair em janeiro. Mas quem sabe não rola ai um mochilão ou até mesmo morar 1 ou 2 meses em Paris. Suposições e mais suposições. Vamos ver.
Do GNIB ainda fomos na Penneys, sim de novo, achamos alguns sapatos por 3 euros, camisa a 3, calça a 7 e enfim entendemos o porque de até mendigo aqui andar bem vestido, sem falar que até mendigo fala inglês fluente aqui. Mas acabamos não comprando nada, inverno já acabou e vamos nos virar com o que temos aqui.
De lá para casa e dia de fazer arroz, feijão (enlatado mas feijão), batata frita (no forno para ser menos gordurenta) e bife (na verdade alguns pedaços de carne picados). Ou seja fechei a noite com aquele genérico de um prato brasileiro, mas foi muito bom. Amanhã é dia de procurar casa, almoçar na Dyceis e quiçá voltar a Dyceis a noite para tomar alguns pints a 2 euros.
Mas amanhã eu falo de amanhã.
Bjundas e Abracetas
Igor Reis Moreira Mathias
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