segunda-feira, 27 de junho de 2011

A Saga de Dublin – Preparando Para a Chegada do Meu Irmão

Dia de aula como toda segunda feira, mas hoje acho que foi o pior dia de aula no assunto atenção. Eu estava tão cansado que praticamente dormi toda a primeira aula. Não que eu tenha chegado a dormir efetivamente, mas é que passei ao menos 1 hora da aula pescando e tentando manter os olhos abertos.

Fim da aula fui na Camden comprar leite e vim para casa. Me despedi da Paula e fui com o Tadeu para o mercado fazer as compras da semana. No fim das comprar apareceu o Bruno para nos ajudar a carregar as coisas.

Viemos para casa, preparei aquele almoço e depois do almoço enfim fui descansar. Acordei e logo depois recebi uma ligação do meu pai. O vôo do meu irmão que era para sair as 4 horas da tarde foi remarcado para as 9 horas da noite e assim ele só vai chegar amanhã as 7 horas da noite aqui em Dublin.

Agora estou eu aqui resolvendo o resto das coisas em relação as nossas viagens programadas.

Vou fazer uma janta e partir para a cama, se não só durmo amanhã perto da hora de ir para a escola.

Valew

Igor Reis Moreira Mathias

A Saga de Dublin – Comida de Festa Junina

O dia começou agitado, acordando atrasado, tendo que levantar e correr para a casa do japa com a Paula para comprar o restante das coisas e cozinhar tudo ainda.

Saímos de casa carregando panelas, achocolatado, fermento e um tabuleiro de bolo de cenoura. Fomos ao Lidl da Parnell compramos pão, pimentão e uma sério de outras coisas. Passamos no Tesco compramos o que faltava e partimos para a casa do Victor.

Chegamos lá ele estava na porta para nos receber. Entramos e chegando no apartamento já era possível sentir o cheio do feijão cozinhando. A Paula assumiu o feijão, eu e japa fomos cortar as carnes e picar o bacon para o feijão.

Feijão quase pronto foi hora de eu assumir o fogão e começar a preparar a massa de bolo de chocolate. A sem falar no bolo de cenoura que fiz após escrever o texto de ontem. Minha mãe na web can dando as dicas e eu lá movendo a massa rumo a um delicioso bolo.

Massa do bolo pronto, parti para picar o restante da carne. Depois de picar toda a carne com o japa, assumi o controle para fazer a massa de pão de queijo e colocá-los no forno. Enquanto eles assavam eu ia fazendo a canjiquinha.

Canjiquinha pronta fui fazer o vinho quente, a decepção do dia. Depois de tudo correr certinho e ficar gostoso eu assumo que o vinho quente não ficou tão bom assim. Mas saldo geral do dia comida deliciosa e bebida também.

Após tudo ficar pronto, descemos com as coisas até o estacionamento e começamos o ataque a comida. Bolo de cenoura, chocolate, cri cri de amendoim, pipoca, canjiquinha, feijão amigo, espetinho de carne, linguicinha, vinho quente, quentão de vinho e cerveja.

Nem preciso falar que comi demais e bebi também, afinal a Paula, eu e o japa mandamos muito bem na cozinha hoje, modéstia a parte.

Agora vou lá, depois de um dia desses só quero tomar banho e dormir.

Fui

Igor Reis Moreira Mathias

sábado, 25 de junho de 2011

A Saga de Dublin – Glendalough

Acordamos cedo mas como sempre chegamos atrasados para ir para a excursão da escola. Hoje iríamos para Glendalough, pouco de gravação do filme Coração Valente, também nas proximidades foram gravados trechos do Resgate do Soldado Ryan e no parque nacional de Wicklow também foi filmado PS Eu te Amo.

Lugar maravilhoso, mata verdíssima como de habitual na Irlanda, nascentes de água, cachoeiras, lago e até alguns irishs loucos nadando no lago geladíssimo.

Andamos em meio a mata, na trilha destinada a turistas, chegamos ao lago e lá almoçamos, perto dos patos que ali habitavam. A cidade se revelou o 3° melhor lugar que estive na ilha da Irlanda, perdendo somente para os Cliffs e os Giants Causeway.

Levantamos fomos rodar mais pelo local, andamos mais em meio a mata, que parece ter sido plantada a mão, com a distância entre as árvores quase seguindo um padrão e quase seguindo um alinhamento, mas tudo isso criado de forma natural.

Andamos até a outra parte do lago, onde da de costas para um paredão que parece ser uma cachoeira de pedras. Voltamos e fomos nos encontrar no centro de visitantes para ver um filme sobre o lugar e pegar uma guia para nos levar até o local onde ficam os restos do mosteiro onde St Kevin supostamente viveu entre os séculos V e VII.

As casas, igrejas e torres parecem ser dos séculos XI e XII construídos de pedras e em meio a um grande cemitério.

Lugar interessante mais meio estranho, levando em conta que odeio cemitérios. Mas fora isso foi muito interessante ver algumas dessas igrejas e casas por dentro, principalmente a última que exalava um cheiro de musgo muito forte que me deu até ânsia de vômito.

Voltamos do passei, dormi na volta de uma forma que parecia que eu tinha acabado de fechar os olhos e abrir na porta da escola. Na vinda para casa passamos em um mercado para comprar aquele pó Royal para fazer o bolo de cenoura para comermos amanhã.

Agora vou nessa fazer o meu bolo.

Bjundas

Igor Reis Moreira Mathias

A Saga de Dublin – Chuchu Refogado com Bisteca de Porco

Hoje era dia de comprar as coisas para fazer umas comidas de festa junina no domingo. Assim depois da aula lá fomos eu, Paula e Japa comprar as coisas. Primeiro passamos no brasileiro para comprar carne. Do brasileiro fomos a Dunees comprar palito de churrasquinho e depois fomos para a Parnell onde achamos um mercado asiático que vendia chuchu, quiabo, salsicha, mortadela e até coco verde.

Compramos algumas coisas, fomos ao Lidl, compramos o restante e fomos carregados para a casa do japa. Do lidl fomos ao outro mercadinho brasileiro onde achamos canjiquinha e outras coisas gostosas.

Chegamos na casa do japa, descarregamos as bolsas e mochilas e fomos cozinhar. Paula ficou encarregada do purê e da salada, eu da bisteca de porco, japa do refogado de chuchu e a Natasha do arroz.

Como sempre eu fui o último a deixar a comida pronta, até porque geralmente a carne é que demora mais.

Almoço pronto, comemos, até demais e depois fomos ver vídeos no youtube. Vimos o king size of Rio de Janeiro, a mendiga polícia federal militar civil com CPF CNPJ expedido em Hong Kong e por fim Adnet, o mestre dos mestres.

Saímos da casa do japa e fomos andando pela chuva que não parava, passei na Penneys comprei uma camisa xadrez e voltamos para a chuva.

Fomos até a casa da Paula e cheguei em casa as 10 horas da noite, isso porque sai da casa do japa as 7 horas. Chuva braba, frio e eu andando vagarosamente pela rua. Foi tempo de chegar em casa, tomar banho e ver 10 minutos de filme para apagar.

Amanhã é Glendalough no condado de Wicklow.

Igor Reis Moreira Mathias

quinta-feira, 23 de junho de 2011

A Saga de Dublin – Malahide Castle

O dia começou e hoje era dia de ir a Malahide ver o pequeno castelo que tem lá. Fim da aula, pegamos fomos a casa da Paula comer, junto com a Enila e a Natasha. Chegamos na casa da Paula com os congelados já eram 2 horas, horário que a excursão estava marcada. Mas nós estávamos ao lado do DART e o pessoal ainda teria que ir para lá.

Comemos rapidíssimo, levantamos e fomos correndo para o DART, na porta do mesmo encontramos toda a galera e ficamos tranqüilos.

Pegamos o trem e lá fomos para a cidadezinha vizinha ver seu pequeno e adorável castelo. Antes de chegar ao monumento demos uma parada para ver o cais da cidade e algumas outras coisas legais.

Tempo dado saímos correndo em direção ao castelo, pois tínhamos horário marcado e acabamos chegando atrasados. Mas antes de chegar ao castelo, passamos por uma trilha no meio de um lugar lá muito legal, todo arborizado, mata e tals, muito bonito.

Entramos no castelo e fomos vendo, interessante desse castelo é que podemos ver mobília da época, tapeçaria, roupas, quadros e outras coisas que as vezes não encontramos em outros castelos aqui.

Saímos do castelo quase que expulsos, pois chegamos atrasados e o mesmo já estava praticamente fechado. Quando saímos chegamos a estação do DART e o próximo trem só passaria em meia hora. Foi hora de decidir voltar a cidadezinha, dar um mojocão e comer alguma coisa.

Quanto ao banheiro usei o da Starbucks e a comida achamos uma pizza por 5 euros no Spar onde você mesmo montava. Logicamente colocamos um monte de queijo, bacon, presunto, frango e milho.

Voltamos para a estação de trem e lá começamos a comer e acabamos dentro do trem. Chegamos em Dublin e vim para casa. Hoje não tem janta por aqui, pelo menos feita por mim.

Vou me nessa.

Igor Reis Moreira Mathias

A Saga de Dublin – Frango ao Vinho Branco

Acordei mais cedo, tomei café e resolvi fazer um frango diferente hoje. Descongelei, coloquei mostarda, o alho, sal e para finalizar botei de molho no vinho com ervas. Fui para aula e deixei o frango de molho.

Ao fim da aula convidamos a Enila para se juntar ao nosso almoço. A Paula foi comprar mais coisas para salada, compramos uns limões também, viemos para casa e a Paula ainda foi na esquina comprar mais frango para a Enila.

Botei o frango de molho, joguei um limãozinho e fui fazer as outras coisas.

Arroz no fogo, croquete de batata fritando, feijão fervendo, refogado de espinafre com ovo, era então hora do gran finale, o frango.

Ele demorou mas ficou pronto, o Bruno não quis pois não gosta muito de frango, então eu ainda fui premiado de comer o dele. Modéstia a parte a parada ficou gostosa e o frango ficou cozido e molhado por dentro, uma delicia mesmo, aprovado pela crítica presente.

Depois do almoço dei aquela deitada na sala e fomos ver um filme. Invictus. Após algumas cochiladas no filme, que teve gente que dormiu ele todo né, era hora de fazer o jantar já. E lá fui eu. Macarrão com mushrooms ao molho de tomate com gorgonzola.

Fim da comidaria era hora de dormir né.

Comecei a ver o sétimo filme da saga Harry Potter mas acabei pegando no sono e fui dormir. Amanhã é dia do Malahide Castle.

Fuis

Igor Reis Moreira Mathias

quarta-feira, 22 de junho de 2011

A Saga de Dublin – Paris

E chegou o grande dia, dia de conhecer umas das cidades que mais sonhei em minha vida, Paris. Acordei as 3 e 20 da manhã e fui para a casa de Enila pegar o táxi.

Fomos para o aeroporto e lá começou o friozinho na barriga, afinal se eu tivesse nascido para voar eu teria asas ou então um estoque infinito de Red Bull.

Chegamos em Beuvais, cidade próxima de Paris onde fica o aeroporto que a Ryanair voa aqui, pegamos o ônibus e fomos para a cidade luz.

Chegamos e logo fomos ao metrô para ir para o hostel e lá tivemos a primeira surpresa de Paris. Metro extremamente sujo, pichado, com anúncios a toda hora de batedores de carteira e um pessoal muito estranho. Isso tudo sem falar na galera que só anda sem pagar as taxas.

Fomos para o hostel, almoçamos fizemos check-in e quando eram umas 3 e meia da tarde resolvemos sair e ver algumas coisas naquele primeiro dia. Resolvemos ir para a praça da república e para a Bastilha. Depois de lá fomos para a região do Pompidou e resolvemos voltar ao hostel para ir jantar.

A noite decidimos por ir tirar fotos no Moulin Rouge e jantar em um restaurante que nossa amiga Paula tinha dado de dica. Chegamos ao restaurante, que era um lugar bem simples, mas a um preço legal e bem gostoso por sinal. Comemos foundie de queijo e de carne e junto já vinha um vinho por conta da casa, mas o mesmo era servido em uma mamadeira. Sem falar no lugar que só tinha duas mesonas grandes e de cada lado comia uma galera junta.

Depois do restaurante fomos rodar para achar o Moulin Rouge. Vizinhança muito louca, cheio de casas de danças eróticas e sexy shops, mas também o que esperar da vizinhança do cabaré mais famoso do mundo?

Voltamos para o hostel onde fomos dormir e acordar bem para o dia seguinte.

Acordamos e o dia estava menos nublado então resolvemos ir ver o símbolo maior de Paris, a Torre Eiffel. Pegamos o metro e fomos em sentido a estação Trocadero. Aliás eu recomendaria a todos que fossem lá fazer o mesmo. Pegar o metro e ir em direção a estação Trocadero, pois você vai naquele suspense de como é, sem ver aquela pontinha da torre e quando sai da estação do metro e vira a esquerda lá está ela.

E foi assim conosco, quando saímos e vimos a torre do nada ao nosso lado foi uma grande surpresa. Na hora as pernas bambearam, a Enila começou a chorar, e eu já imediatamente rezei a agradeci a Deus por ter uma oportunidade daquelas. Sem falar que pensei na minha madrinha, que já sabia de alguma forma que eu iria me surpreender e pediu que eu pensasse nela nessa hora.

Tiramos inúmeras fotos, negociamos preço de réplicas da torre, entramos na fila e mofamos para subir lá. Quando estávamos chegando na boca do caixa eles fecharam a subida para o topo da torre pois o mesmo estava lotado de gente. Assim sendo compramos o bilhete para os primeiro e segundo andares do local.

E lá fomos nós, dentro de um elevador lotado, tomando conta dos bolsos, com medo dos ladrões, e chegamos ao segundo andar. Logo demos de cara com a maravilhosa vista de Paris do alto, com o Arco do Triunfo de um lado, a Escola militar de outro, a igreja do sagrado coração e as outras inúmeras atrações do lugar. Ficamos lá por meia hora a uma hora tirando fotos e aproveitando o frio, já que eu tinha saído de casa sem casaco naquele dia.

Descemos e demos de cara com um vendedor de bilhetes do Bateaux Mouche e compramos os mesmos de uma vez, já que queríamos fazer um passeio pelo rio Sena. Da torre fomos descendo o campado próximo a ela até chegar a escola militar. Não sem para no meio do caminho para falar com um dos milhões de vendedores de réplicas da torres, fugir das falsas ciganas e até mesmo das pessoas vestidas de macaco, que usam fantasias para tirar sua atenção e roubar suas coisas. Já ia me esquecendo das mudas que falam, e que vem pedir dinheiro dizendo ser mudas, mas entendem tudo que você fala e se reúnem em um canto para conversar entre si. Mas o mais incrível de todo esse pessoal era o conhecimento político que eles tinham. Me viram com a camisa do Brasil e vieram falando de Lula, depois Dilma e quando eu falei que não compraria com eles assim eles falaram do José Serra.

Da escola militar lanchamos e fomos para o Invalides, mas no meio do caminho o sapato da Enila rasgou e tivemos que voltar a procura de um sapato para substituição. Comprado o sapato em uma loja mais ou menos próxima voltamos ao Invalides, onde tivemos a melhor revelação de Paris. Nós com o nosso cartão do GNIB, nosso visto aqui na Irlanda, não pagaríamos na maioria dos museus e afins por sermos estudantes europeus com menos de 26 anos. Esse cartão/visto que nos custou 150 euros só em Paris me fez poupar uns 70 euros de entradas em museus e palácios.

Entramos no Invalides, finalmente, e só teríamos tempo para ver o túmulo de Napoleão Bonaparte e foi o que fizemos, já que o lugar fechava as 6 da tarde. De lá partimos para as redondezas do Louvre, onde não pagamos também, mas que fecharia somente as 10 da noite.

Quando eu estava no Brasil achava que essa história de as pessoas falarem que para conhecer o Louvre precisa-se de um mês aproximadamente era balela, mas não, o lugar contém realmente parte da história da humanidade. Isso sem falar na mundialmente badala Mona Lisa, um quadro médio e sem graça, na minha opinião. Parece que os caras chegavam em um lugar e mandavam cortar os monumentos que lá existiam, botavam em um barco e levavam para a França. Para ter uma idéia tinha até um mausoléu inteiro dentro do lugar e também as colunas te um templo gigante que eles dominaram. E após muito rodar cansamos e resolvemos ir para o hostel descansar, tomar um banho e voltar para tirar fotos a noite no arco do triunfo, ópera e Louvre. E foi o que fizemos, após este cansativo dia fomos dormir para andar mais no dia seguinte.

O dia seguinte começou quente, com Arco do Triunfo do lado da Champs Elysee. Mais uma vez não pagamos para entrar, mas como o elevador estava quebrado tivemos que subir os 284 degraus na perna com muito fôlego e paciência. Vista maravilhosa, um pouco de chuva quando subimos mas céu limpo quando chegamos ao topo, parecia a Irlanda.

Descemos, vimos o túmulo do soldado desconhecido que ali se encontra e decidimos rodar o segundo metro quadrado mais caro do mundo, os campos Elíseos franceses, a Champs Elysee. Em meio a muitas marcas famosas foi na Louis Vuitton que entramos, tava chovendo tanto que tivemos que nos abrigar nessa caríssima loja. E como já estávamos lá decidimos ver os preços. E logo que vimos a chuva parou e saímos fora, um lugar que um lenço custa em torno de 600 euros não é um bom lugar para se esconder da chuva. Descemos a Champs Elysee, paramos na praça da concórdia. Lugar legal, mas mais um vez um monumento que parece ter sido roubado, um obelisco que parece ter chegado em Paris de barco, tirado de algum lugar do mundo.

Descemos os jardins do Louvre e paramos em frente ao mesmo para tirarmos mais fotos. De lá fomos para Notre Dame, onde a fila se encontrava desorganizada e gigantesca, o que aproveitamos e furamos a mesma bem lá na frente, em reclamações e nem mesmo ser vistos.

Vimos a igreja por dentro, seus lindos vitrais, mas não subimos para fotografar as conhecidas gárgulas da igreja. Quando saímos começou a chover, foi então que corremos e fomos a rua próxima comprar as lembrancinhas da viagem.

Enquanto o pessoal se concentrava em um loja eu saia rodando as outras atrás de lojas mais baratas e com maior diversidade. E assim foi até eu achar a bolsa que compraria para minha irmã, peguei também a minha bandeirinha da França, o ima de geladeira e a canequinha.

Da igreja para o Pantheon, um túmulo de celebridades francesas, entre eles Victor Hugo, Mari Cury e outros artistas da nação. Pena que o local estava fechado e só o vimos por fora, o que até foi o bastante, tendo em vista que ver túmulos não é um programa muito legal.

Do Pantheon fomos para a Galerie Lafayette, uma espécie de camelô para falsos ricos. Ir para Paris e dizer que comprou lá para mim não pareceu vantagem nenhuma, essa de comprar uma bolsa de quem for lá, dividir no cartão de crédito e entrar na fila para pedir restituição de Tax Free só podia ser coisa de falso rico. O local é até bonito, arquitetura interessante, belos adornos mas o povo lá dentro em sua maioria são a classe média esbanjadora. Famosos comedores de sardinha e arrotadores de salmão. Mas enfim.

De lá eu e Enila resolvemos ir para a Sacré-Cœur ver a igreja e a vista de Paris por cima perto do por do sol. Chegamos a vizinhança da igreja e lá mais parecia aquelas cenas de filmes americanos que se passam no Brooklin. Subimos mais algumas escadas e lá estávamos na tão longínqua igreja. Ao entrar no local soltei aquela foto com flash, o suficiente para tomar um esporro do cão de guarda do lugar. Vimos a mesma por dentro e logo saímos para ter a vista da cidade, que por sinal era maravilhosa.

Voltamos para o metro, onde eu realmente tive medo, pessoal estranho, mal encarado, mas logo passou e fomos tranqüilos até nossa conexão. Chegamos no hostel, tomamos banho, comprei comida e fui comendo dentro do metro para chegarmos a tempo do Bateaux Mouche, chegamos faltando dois minutos para zarpar e logo corremos para pegar nosso lugar. Passeio fantástico contando as histórias dos lugares que se encontram a cabeceira do rio Sena. Vale o ingresso fácil, ainda mais quando a sua amiga leva uma garrafa de champagne.

Saímos do barco, tomando aquele puxão de orelha por estarmos atrasando a parada querendo tirar fotos no lugar. Saímos correndo de lá e fomos para a Torre Eiffel tirar fotos a noite, lugar lindo de dia e maravilhoso também a noite, ainda mais com a luz que da a impressão de a torre ser um farol e quando a torre pisca como uma árvore de natal. Da torre demos um pulo a Igreja de St German mas a mesma estava apagada e nem parecia ser isso tudo.

Voltamos para o hostel onde a Enila nesta noite dormiu escondido.

Acordamos no outro dia para correr para Versailles, pegamos o trem e fomos, na chegada já descobrimos que não pagaríamos por conta do VIP, ou quer dizer GNIB. Quando lá chegamos a fila se encontrava gigante e por conta disso e outros fatores, resolvi abandonar a fila e correr para fazer os jardins do palácio, já que diziam ser melhor que o palácio em si, e era verdade. Fiz o jardim em uma hora aproximadamente numa correria danada, mas dando para ver os principais pontos do luxuoso e fantástico jardim do rei.

Saindo do jardim encontrei uma colega na beira da fila e resolvi fazer o palácio. Aliás acho que Luiz XIV é o pai do consumismo moderno, se você ver a casa que o cara começou a construir para si, com portão de ouro e outras coisas também, você entenderá o porque digo isso.

Fiz o palácio rapidamente, afinal era só ver alguns quartos e salas e ouro e coisas caras que eu acabei acelerando e voltando para Paris. Na cidade luz eu ainda pretendia fazer o D’orsay, um reduto de arte consagrada mundialmente, voltar ao Invalides e ver a exposição de armaduras, Madeleine e Ópera de manhã.

E assim eu fui, parando somente para comer um croissant e um salgado de queijo de almoço. Cheguei no D’orsay enfrentei aquela fila padrão mas novamente escapei de pagar a entrada. Entrei e lá dei de cara com um mundo de cultura. Era tanta coisa que não sabia para onde olhar, quadros de Van Gogh, Monet, Renoir, Manet, Court entre outros. Isso sem falar em escultores como Rodin.

De lá partir para a fila de tickets do Invalides para pegar meu ingresso 0800 e correr para a exposição de armaduras que fecharia em 1 hora. Corri, vi toda a exposição, muito interessante por sinal e já peguei o metro e parti para a Madeleine. Igreja linda, com arquitetura dos templos gregos. Tempo para algumas fotos e olhar por dentro da mesma.

Saindo de lá dei uma passada rápida pela ópera, tirei fotos e fui ver se achava um doce lá para comprar para minha irmã, ma não achei. Voltei ao hostel, tomei aquele banho, sai para rua de pijama mesmo, comprei um big Mac e partir para dormir.

Acordamos no dia seguinte, pegamos o busão fomos para o aeroporto. Lá achei que ia rodar pois minha mala estava bem cheia, mas depois da pesagem vi que ela só tinha 8.8 kg o que me salvava de pagar os 40 euros a mais. Passamos pelo raio x e fomos ao free shop. Lá eu só comprei um chocolate suíço para minha mãe e uns terrines para meu pai.

Compras feitas, check in pronto, era hora de enfim pegar o avião e voltar para casa. Passando um apertozinho na volta quando o avião sacolejou um pouco e eu obviamente fiquei com medo.

Cheguei em Dublin, passei no caminho para comprar um negócio. Vim para casa, mas quando o pai viaja os filhos não limpam a casa e nem fazem compras né. E assim foi, cheguei em casa, cozinhei e ainda por cima fomos fazer compras aquele dia.

Foi o tempo de voltar para casa fazer janta, deitar e dormir.

Até a próxima viagem.

Igor Reis Moreira Mathias