quarta-feira, 22 de junho de 2011

A Saga de Dublin – Paris

E chegou o grande dia, dia de conhecer umas das cidades que mais sonhei em minha vida, Paris. Acordei as 3 e 20 da manhã e fui para a casa de Enila pegar o táxi.

Fomos para o aeroporto e lá começou o friozinho na barriga, afinal se eu tivesse nascido para voar eu teria asas ou então um estoque infinito de Red Bull.

Chegamos em Beuvais, cidade próxima de Paris onde fica o aeroporto que a Ryanair voa aqui, pegamos o ônibus e fomos para a cidade luz.

Chegamos e logo fomos ao metrô para ir para o hostel e lá tivemos a primeira surpresa de Paris. Metro extremamente sujo, pichado, com anúncios a toda hora de batedores de carteira e um pessoal muito estranho. Isso tudo sem falar na galera que só anda sem pagar as taxas.

Fomos para o hostel, almoçamos fizemos check-in e quando eram umas 3 e meia da tarde resolvemos sair e ver algumas coisas naquele primeiro dia. Resolvemos ir para a praça da república e para a Bastilha. Depois de lá fomos para a região do Pompidou e resolvemos voltar ao hostel para ir jantar.

A noite decidimos por ir tirar fotos no Moulin Rouge e jantar em um restaurante que nossa amiga Paula tinha dado de dica. Chegamos ao restaurante, que era um lugar bem simples, mas a um preço legal e bem gostoso por sinal. Comemos foundie de queijo e de carne e junto já vinha um vinho por conta da casa, mas o mesmo era servido em uma mamadeira. Sem falar no lugar que só tinha duas mesonas grandes e de cada lado comia uma galera junta.

Depois do restaurante fomos rodar para achar o Moulin Rouge. Vizinhança muito louca, cheio de casas de danças eróticas e sexy shops, mas também o que esperar da vizinhança do cabaré mais famoso do mundo?

Voltamos para o hostel onde fomos dormir e acordar bem para o dia seguinte.

Acordamos e o dia estava menos nublado então resolvemos ir ver o símbolo maior de Paris, a Torre Eiffel. Pegamos o metro e fomos em sentido a estação Trocadero. Aliás eu recomendaria a todos que fossem lá fazer o mesmo. Pegar o metro e ir em direção a estação Trocadero, pois você vai naquele suspense de como é, sem ver aquela pontinha da torre e quando sai da estação do metro e vira a esquerda lá está ela.

E foi assim conosco, quando saímos e vimos a torre do nada ao nosso lado foi uma grande surpresa. Na hora as pernas bambearam, a Enila começou a chorar, e eu já imediatamente rezei a agradeci a Deus por ter uma oportunidade daquelas. Sem falar que pensei na minha madrinha, que já sabia de alguma forma que eu iria me surpreender e pediu que eu pensasse nela nessa hora.

Tiramos inúmeras fotos, negociamos preço de réplicas da torre, entramos na fila e mofamos para subir lá. Quando estávamos chegando na boca do caixa eles fecharam a subida para o topo da torre pois o mesmo estava lotado de gente. Assim sendo compramos o bilhete para os primeiro e segundo andares do local.

E lá fomos nós, dentro de um elevador lotado, tomando conta dos bolsos, com medo dos ladrões, e chegamos ao segundo andar. Logo demos de cara com a maravilhosa vista de Paris do alto, com o Arco do Triunfo de um lado, a Escola militar de outro, a igreja do sagrado coração e as outras inúmeras atrações do lugar. Ficamos lá por meia hora a uma hora tirando fotos e aproveitando o frio, já que eu tinha saído de casa sem casaco naquele dia.

Descemos e demos de cara com um vendedor de bilhetes do Bateaux Mouche e compramos os mesmos de uma vez, já que queríamos fazer um passeio pelo rio Sena. Da torre fomos descendo o campado próximo a ela até chegar a escola militar. Não sem para no meio do caminho para falar com um dos milhões de vendedores de réplicas da torres, fugir das falsas ciganas e até mesmo das pessoas vestidas de macaco, que usam fantasias para tirar sua atenção e roubar suas coisas. Já ia me esquecendo das mudas que falam, e que vem pedir dinheiro dizendo ser mudas, mas entendem tudo que você fala e se reúnem em um canto para conversar entre si. Mas o mais incrível de todo esse pessoal era o conhecimento político que eles tinham. Me viram com a camisa do Brasil e vieram falando de Lula, depois Dilma e quando eu falei que não compraria com eles assim eles falaram do José Serra.

Da escola militar lanchamos e fomos para o Invalides, mas no meio do caminho o sapato da Enila rasgou e tivemos que voltar a procura de um sapato para substituição. Comprado o sapato em uma loja mais ou menos próxima voltamos ao Invalides, onde tivemos a melhor revelação de Paris. Nós com o nosso cartão do GNIB, nosso visto aqui na Irlanda, não pagaríamos na maioria dos museus e afins por sermos estudantes europeus com menos de 26 anos. Esse cartão/visto que nos custou 150 euros só em Paris me fez poupar uns 70 euros de entradas em museus e palácios.

Entramos no Invalides, finalmente, e só teríamos tempo para ver o túmulo de Napoleão Bonaparte e foi o que fizemos, já que o lugar fechava as 6 da tarde. De lá partimos para as redondezas do Louvre, onde não pagamos também, mas que fecharia somente as 10 da noite.

Quando eu estava no Brasil achava que essa história de as pessoas falarem que para conhecer o Louvre precisa-se de um mês aproximadamente era balela, mas não, o lugar contém realmente parte da história da humanidade. Isso sem falar na mundialmente badala Mona Lisa, um quadro médio e sem graça, na minha opinião. Parece que os caras chegavam em um lugar e mandavam cortar os monumentos que lá existiam, botavam em um barco e levavam para a França. Para ter uma idéia tinha até um mausoléu inteiro dentro do lugar e também as colunas te um templo gigante que eles dominaram. E após muito rodar cansamos e resolvemos ir para o hostel descansar, tomar um banho e voltar para tirar fotos a noite no arco do triunfo, ópera e Louvre. E foi o que fizemos, após este cansativo dia fomos dormir para andar mais no dia seguinte.

O dia seguinte começou quente, com Arco do Triunfo do lado da Champs Elysee. Mais uma vez não pagamos para entrar, mas como o elevador estava quebrado tivemos que subir os 284 degraus na perna com muito fôlego e paciência. Vista maravilhosa, um pouco de chuva quando subimos mas céu limpo quando chegamos ao topo, parecia a Irlanda.

Descemos, vimos o túmulo do soldado desconhecido que ali se encontra e decidimos rodar o segundo metro quadrado mais caro do mundo, os campos Elíseos franceses, a Champs Elysee. Em meio a muitas marcas famosas foi na Louis Vuitton que entramos, tava chovendo tanto que tivemos que nos abrigar nessa caríssima loja. E como já estávamos lá decidimos ver os preços. E logo que vimos a chuva parou e saímos fora, um lugar que um lenço custa em torno de 600 euros não é um bom lugar para se esconder da chuva. Descemos a Champs Elysee, paramos na praça da concórdia. Lugar legal, mas mais um vez um monumento que parece ter sido roubado, um obelisco que parece ter chegado em Paris de barco, tirado de algum lugar do mundo.

Descemos os jardins do Louvre e paramos em frente ao mesmo para tirarmos mais fotos. De lá fomos para Notre Dame, onde a fila se encontrava desorganizada e gigantesca, o que aproveitamos e furamos a mesma bem lá na frente, em reclamações e nem mesmo ser vistos.

Vimos a igreja por dentro, seus lindos vitrais, mas não subimos para fotografar as conhecidas gárgulas da igreja. Quando saímos começou a chover, foi então que corremos e fomos a rua próxima comprar as lembrancinhas da viagem.

Enquanto o pessoal se concentrava em um loja eu saia rodando as outras atrás de lojas mais baratas e com maior diversidade. E assim foi até eu achar a bolsa que compraria para minha irmã, peguei também a minha bandeirinha da França, o ima de geladeira e a canequinha.

Da igreja para o Pantheon, um túmulo de celebridades francesas, entre eles Victor Hugo, Mari Cury e outros artistas da nação. Pena que o local estava fechado e só o vimos por fora, o que até foi o bastante, tendo em vista que ver túmulos não é um programa muito legal.

Do Pantheon fomos para a Galerie Lafayette, uma espécie de camelô para falsos ricos. Ir para Paris e dizer que comprou lá para mim não pareceu vantagem nenhuma, essa de comprar uma bolsa de quem for lá, dividir no cartão de crédito e entrar na fila para pedir restituição de Tax Free só podia ser coisa de falso rico. O local é até bonito, arquitetura interessante, belos adornos mas o povo lá dentro em sua maioria são a classe média esbanjadora. Famosos comedores de sardinha e arrotadores de salmão. Mas enfim.

De lá eu e Enila resolvemos ir para a Sacré-Cœur ver a igreja e a vista de Paris por cima perto do por do sol. Chegamos a vizinhança da igreja e lá mais parecia aquelas cenas de filmes americanos que se passam no Brooklin. Subimos mais algumas escadas e lá estávamos na tão longínqua igreja. Ao entrar no local soltei aquela foto com flash, o suficiente para tomar um esporro do cão de guarda do lugar. Vimos a mesma por dentro e logo saímos para ter a vista da cidade, que por sinal era maravilhosa.

Voltamos para o metro, onde eu realmente tive medo, pessoal estranho, mal encarado, mas logo passou e fomos tranqüilos até nossa conexão. Chegamos no hostel, tomamos banho, comprei comida e fui comendo dentro do metro para chegarmos a tempo do Bateaux Mouche, chegamos faltando dois minutos para zarpar e logo corremos para pegar nosso lugar. Passeio fantástico contando as histórias dos lugares que se encontram a cabeceira do rio Sena. Vale o ingresso fácil, ainda mais quando a sua amiga leva uma garrafa de champagne.

Saímos do barco, tomando aquele puxão de orelha por estarmos atrasando a parada querendo tirar fotos no lugar. Saímos correndo de lá e fomos para a Torre Eiffel tirar fotos a noite, lugar lindo de dia e maravilhoso também a noite, ainda mais com a luz que da a impressão de a torre ser um farol e quando a torre pisca como uma árvore de natal. Da torre demos um pulo a Igreja de St German mas a mesma estava apagada e nem parecia ser isso tudo.

Voltamos para o hostel onde a Enila nesta noite dormiu escondido.

Acordamos no outro dia para correr para Versailles, pegamos o trem e fomos, na chegada já descobrimos que não pagaríamos por conta do VIP, ou quer dizer GNIB. Quando lá chegamos a fila se encontrava gigante e por conta disso e outros fatores, resolvi abandonar a fila e correr para fazer os jardins do palácio, já que diziam ser melhor que o palácio em si, e era verdade. Fiz o jardim em uma hora aproximadamente numa correria danada, mas dando para ver os principais pontos do luxuoso e fantástico jardim do rei.

Saindo do jardim encontrei uma colega na beira da fila e resolvi fazer o palácio. Aliás acho que Luiz XIV é o pai do consumismo moderno, se você ver a casa que o cara começou a construir para si, com portão de ouro e outras coisas também, você entenderá o porque digo isso.

Fiz o palácio rapidamente, afinal era só ver alguns quartos e salas e ouro e coisas caras que eu acabei acelerando e voltando para Paris. Na cidade luz eu ainda pretendia fazer o D’orsay, um reduto de arte consagrada mundialmente, voltar ao Invalides e ver a exposição de armaduras, Madeleine e Ópera de manhã.

E assim eu fui, parando somente para comer um croissant e um salgado de queijo de almoço. Cheguei no D’orsay enfrentei aquela fila padrão mas novamente escapei de pagar a entrada. Entrei e lá dei de cara com um mundo de cultura. Era tanta coisa que não sabia para onde olhar, quadros de Van Gogh, Monet, Renoir, Manet, Court entre outros. Isso sem falar em escultores como Rodin.

De lá partir para a fila de tickets do Invalides para pegar meu ingresso 0800 e correr para a exposição de armaduras que fecharia em 1 hora. Corri, vi toda a exposição, muito interessante por sinal e já peguei o metro e parti para a Madeleine. Igreja linda, com arquitetura dos templos gregos. Tempo para algumas fotos e olhar por dentro da mesma.

Saindo de lá dei uma passada rápida pela ópera, tirei fotos e fui ver se achava um doce lá para comprar para minha irmã, ma não achei. Voltei ao hostel, tomei aquele banho, sai para rua de pijama mesmo, comprei um big Mac e partir para dormir.

Acordamos no dia seguinte, pegamos o busão fomos para o aeroporto. Lá achei que ia rodar pois minha mala estava bem cheia, mas depois da pesagem vi que ela só tinha 8.8 kg o que me salvava de pagar os 40 euros a mais. Passamos pelo raio x e fomos ao free shop. Lá eu só comprei um chocolate suíço para minha mãe e uns terrines para meu pai.

Compras feitas, check in pronto, era hora de enfim pegar o avião e voltar para casa. Passando um apertozinho na volta quando o avião sacolejou um pouco e eu obviamente fiquei com medo.

Cheguei em Dublin, passei no caminho para comprar um negócio. Vim para casa, mas quando o pai viaja os filhos não limpam a casa e nem fazem compras né. E assim foi, cheguei em casa, cozinhei e ainda por cima fomos fazer compras aquele dia.

Foi o tempo de voltar para casa fazer janta, deitar e dormir.

Até a próxima viagem.

Igor Reis Moreira Mathias

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