Mais um dia de aula, nem tão chato como os outros, os professores trocaram essa semana e tenho gostado muito. O problema hoje era a gripe que me pegou de jeito e eu tava meio derrubado.
Saímos da aula, fomos em um Tesco procurar remédio, sim aqui se vende alguns tipos de remédio no mercado. Nada encontrado a não ser uma pastilha de mel com alguma coisa que mais parece pastilha de Pinho Sol.
Do Tesco partimos para busca de uma nova casa, chegando no lugar, o gente boa do cara disse que sentia muito mas não alugaria a casa para quatro pessoas. Beleza, mas porque não disse isso ontem no celular quando ligamos para ele e falamos que éramos 4? Despencamos lá na casa do cacete pra nada.
De lá voltamos para escola, Tadeu e Bruno foram pesquisar mais casas e eu resolvi almoçar, num pub ali do lado da escola mesmo, comida boa e como chegamos no final o cara caprichou no meu prato e do Renato.
Voltei para escola falei com os meninos e a decisão tomada foi ligar para a Joan e alugar o primeiro apê que tínhamos visto. Reunião marcada as 4h. Enquanto isso eu zoava a Tatiana na escola. Ela ta morando com um indiano, que na verdade é do Paquistão e parece que mentiu um monte para ela. Eu tive que lançar aquele manjado refrão do Rappa, “boom boom boom um homem bomba”, depois das brincadeiras cedi o PC para ele procura por uma nova casa, uma semana após ela ter mudado para a casa do indiano paquistanês.
Chegada as 4h fomos ao encontro da Joan, lógico que chegamos atrasados, eu e Tadeu apenas, já que o Bruno tinha ido para casa e o Alessandro estava na aula. Chegamos e saímos, precisamos voltar no SPAR para sacar dinheiro para dar a entrada de 500 euros que seguraria o negócio. Pagamento feito, dados anotados, agora só falta enviar cópia de uns documentos nossos, achar mais um para morar conosco e assinar o contrato. Acho que semana que vem podemos mover para a casa. A lógico, precisamos contratar internet, TV a cabo e comprar uma TV.
De lá para casa, saiu um antigo morador da minha casa provisória, o Ike, e chegou um cara de Vitória-ES, Felipe. Parece ser um cara gente boa e já tá aqui tomando uma cerveja com a gente. Cerveja que alguém trouxe aqui para casa e deixou de recordação, que bom!
Agora após o banho é hora de escrever e já ficar pronto, hoje temos uma excursão pela escola as 8h da noite para um pub que tem dança e música típicas da Irlanda. Eu amo minha escola, primeiro dia nos leva pra um pub, tem excursão para pub, semana que vem visita a fábrica de Guinness e no fim do mês visita a fábrica da Jameson. Que coisa ótima.
Vou lá, amanhã falo mais da minha noite para vocês.
Bye
Igor Reis Moreira Mathias
Um blog que traz idéias, visões, pontos de vista, sobre alguns assuntos que compõem nosso dia-a-dia e que são escritos em alguns dos meus Momentos de Devaneio.
quinta-feira, 31 de março de 2011
quarta-feira, 30 de março de 2011
A Saga de Dublin – A cidade dos prédios sem números
Mais um dia começou, e como de costume, após da Dyceis, todos de ressaca e perdendo no mínimo a primeira aula. Eu cheguei para a segunda, Bruno acho que foi nas duas, já o Tadeu perdeu as duas e o Alessandro, que tem aulas a tarde 2 vezes por semana, perdeu o dia todo de aula.
Da Atlas resolvemos ir, eu e Bruno, para minha casa provisória procurar pela definitiva. Enquanto isso o Tadeu estava em casa procurando alguns anúncios e trocando mensagens comigo. Cheguei em casa, era hora de fazer almoço, fiz um arroz e mandei uma carne com batata congelada pro microondas e mandei brasa.
Enquanto eu fazia meu almoço, Bruno e Tadeu procuravam por uma casa na internet. Achamos várias coisas, vários anúncios de casas e apartamentos que já tinham sido alugados. Marcamos de ter uma reunião amanhã, a Joan nos ligou falando que aquela primeira casa que tínhamos visto voltou ao mercado e tivemos uma reunião marcada para hoje as 8 e meia da noite.
Alessandro veio nos encontrar em casa, enquanto ele chegava eu fiquei esperando e Tadeu e Bruno foram para o lugar do apartamento para irem encontrando o pessoa lá. Alessandro chegou, fomos ao encontro dos meninos e nada de achar o lugar. Rodamos, rodamos, ligamos e ligamos e nada de achar.
É engraçado, a maioria dos prédios aqui não tem número, muitos são identificados por nomes, que muitas vezes não estão escritos nas suas fachadas. Resultado, perdidos em Dublin procurando pelo apê.
Fomos, voltamos e achamos. Lugar maneiro, mas com centenas de pessoas para ver, saímos e já tinha gente para entrar e ver, o cara anotou nossos nomes, dados, e lá estavam mais um milhão de pessoas anotadas no formulário. Minha opinião, o apê é bom, mas falta um freezer, que não tem e o cara não vai colocar, e como tem muita gente procurando ele não vai querer fazer um contrato de 10 meses ou 9, todo especialzinho se tem gente para pagar por um ano inteiro. Assim amanhã vamos no lugar que marcamos e se não der certo ligamos para a Joan e fechamos negócio, isso se o apartamento ainda estiver disponível.
Vamos que vamos, a procura da casa perfeita.
Agora vou lá, terminar minha janta e falar com o pessoal na internet.
Cheers
Igor Reis Moreira Mathias
Da Atlas resolvemos ir, eu e Bruno, para minha casa provisória procurar pela definitiva. Enquanto isso o Tadeu estava em casa procurando alguns anúncios e trocando mensagens comigo. Cheguei em casa, era hora de fazer almoço, fiz um arroz e mandei uma carne com batata congelada pro microondas e mandei brasa.
Enquanto eu fazia meu almoço, Bruno e Tadeu procuravam por uma casa na internet. Achamos várias coisas, vários anúncios de casas e apartamentos que já tinham sido alugados. Marcamos de ter uma reunião amanhã, a Joan nos ligou falando que aquela primeira casa que tínhamos visto voltou ao mercado e tivemos uma reunião marcada para hoje as 8 e meia da noite.
Alessandro veio nos encontrar em casa, enquanto ele chegava eu fiquei esperando e Tadeu e Bruno foram para o lugar do apartamento para irem encontrando o pessoa lá. Alessandro chegou, fomos ao encontro dos meninos e nada de achar o lugar. Rodamos, rodamos, ligamos e ligamos e nada de achar.
É engraçado, a maioria dos prédios aqui não tem número, muitos são identificados por nomes, que muitas vezes não estão escritos nas suas fachadas. Resultado, perdidos em Dublin procurando pelo apê.
Fomos, voltamos e achamos. Lugar maneiro, mas com centenas de pessoas para ver, saímos e já tinha gente para entrar e ver, o cara anotou nossos nomes, dados, e lá estavam mais um milhão de pessoas anotadas no formulário. Minha opinião, o apê é bom, mas falta um freezer, que não tem e o cara não vai colocar, e como tem muita gente procurando ele não vai querer fazer um contrato de 10 meses ou 9, todo especialzinho se tem gente para pagar por um ano inteiro. Assim amanhã vamos no lugar que marcamos e se não der certo ligamos para a Joan e fechamos negócio, isso se o apartamento ainda estiver disponível.
Vamos que vamos, a procura da casa perfeita.
Agora vou lá, terminar minha janta e falar com o pessoal na internet.
Cheers
Igor Reis Moreira Mathias
terça-feira, 29 de março de 2011
A Saga de Dublin – Mais vale um banheiro pequeno do que uma casa gigante
Primeira lição a se aprender em Dublin. Gostou do apê, alugue! Procurar e querer ficar negociando fode sua vida.
Hoje foi dia de ir pra escola, almoçar na Diceys e voltar para procurar casa. Horas e horas. Sites e Sites. Casas e casas. E nada. Eu quero uma casa perto da escola e da Grafton, Bruno quer uma casa novinha e muito boa, Tadeu uma mais barata e o Alessandro prefere uma casa que seja no lado sul do rio. Tantos quereres e nada.
A primeira casa que tínhamos visto e achávamos ser a nossa carta na manga, já se foi, outros tantos bons anúncios, já eram. Mas ainda faltam 1 semana e meia, ainda vamos arrumar algo.
O dia de hoje não teve nada de extraordinário, saímos da escola as 5 da tarde, procurando casa, almoçamos na Diceys e voltamos a Dyceis a noite para tomar uma cerveja. Hoje 4 pints foram o bastante para eu voltar para casa de boa, não queria mais ficar lá, algo me faltava. Voltei para escrever, falar sobre meu dia, ligar para alguém, falar com meus amigos no MSN e com meus pais pela can.
Faz tão pouco tempo, mas já fazem tanta falta. Desde a comida e as lambidas dos meus cachorros, aos meus amigos, amores e família.
Mas vamos ao lado bom, saiu a programação de abril da escola, teremos feriadão na páscoa, sem aula sexta, sábado e domingo (normal) e segunda. Por isso estamos planejando uma viagem. Pensamos em leste europeu com Rep. Tcheca, Hungria e Bulgária ou então Londres e Escócia. Não sei ainda, mas vamos a algum lugar, agora é pesquisar a Ryanair e ver qual lugar está mais barato.
Esse mês teremos visita da escola a fábrica da Guinness e da Jameson, uísque Irlandês. Hoje to meio puto também, perdi a luva de couro do meu avô, uma mão eu não sei onde está, to puto com isso, mas ta passando.
É isso, esses dias de agora tendem a ser mais calmos, pois estaremos a procura de casa, vamos atualizando vocês por aqui.
See you
Igor Reis Moreira Mathias
Hoje foi dia de ir pra escola, almoçar na Diceys e voltar para procurar casa. Horas e horas. Sites e Sites. Casas e casas. E nada. Eu quero uma casa perto da escola e da Grafton, Bruno quer uma casa novinha e muito boa, Tadeu uma mais barata e o Alessandro prefere uma casa que seja no lado sul do rio. Tantos quereres e nada.
A primeira casa que tínhamos visto e achávamos ser a nossa carta na manga, já se foi, outros tantos bons anúncios, já eram. Mas ainda faltam 1 semana e meia, ainda vamos arrumar algo.
O dia de hoje não teve nada de extraordinário, saímos da escola as 5 da tarde, procurando casa, almoçamos na Diceys e voltamos a Dyceis a noite para tomar uma cerveja. Hoje 4 pints foram o bastante para eu voltar para casa de boa, não queria mais ficar lá, algo me faltava. Voltei para escrever, falar sobre meu dia, ligar para alguém, falar com meus amigos no MSN e com meus pais pela can.
Faz tão pouco tempo, mas já fazem tanta falta. Desde a comida e as lambidas dos meus cachorros, aos meus amigos, amores e família.
Mas vamos ao lado bom, saiu a programação de abril da escola, teremos feriadão na páscoa, sem aula sexta, sábado e domingo (normal) e segunda. Por isso estamos planejando uma viagem. Pensamos em leste europeu com Rep. Tcheca, Hungria e Bulgária ou então Londres e Escócia. Não sei ainda, mas vamos a algum lugar, agora é pesquisar a Ryanair e ver qual lugar está mais barato.
Esse mês teremos visita da escola a fábrica da Guinness e da Jameson, uísque Irlandês. Hoje to meio puto também, perdi a luva de couro do meu avô, uma mão eu não sei onde está, to puto com isso, mas ta passando.
É isso, esses dias de agora tendem a ser mais calmos, pois estaremos a procura de casa, vamos atualizando vocês por aqui.
See you
Igor Reis Moreira Mathias
segunda-feira, 28 de março de 2011
A Saga de Dublin – Tirando Visto
Chegou o tão temido dia, o dia de tirar, ou não, o visto. Documentação pronta, cartas na mão, lá fomos nós três tirar nosso visto. Mas antes passamos em um lugar para ver dois apartamentos. Chegamos ao local, do lado da escola e do lado da Grafton, sem falar que ficava a uns 100 metros daquele pub gay do Paddy’s Day. O cara nos levou logo no primeiro e mais barato, e lá estávamos, eu, Tadeu, Bruno e Alessandro.
Vimos o primeiro e já olhamos um para o outro com o ar de aprovação; O rapaz ofereceu mostrar o segundo, 100 euros mais caro, mas que seria melhor. Quando chegamos no segundo quase pulamos um no colo do outro e gritamos “fechado”. Mas ai enfim o cara resolveu nos falar que o dono do apartamento só aceitava 3 pessoas na casa. A cara de decepção era geral, já eu queria enforcar o gente boa que gastou nosso tempo atoa. O Alessandro nem falava, simplesmente acendeu um cigarro e saiu andando.
Pegamos e resolvemos ir para o GNIB, departamento responsável pela emissão dos vistos e tals aqui. Chegando lá que confusão, burocracia pior e mais bagunçada que no Brasil. Você primeiro entrava em uma fila, ficava uns 15 minutos, mostrava seus documentos, pegava uma senha e sentava para aguardar. A senha constava, “há 100 pessoas na sua frente”, algo parecido com uma eternidade, já que alguns colegas nossos tinham ido para lá as 11h da manhã e ainda nem tinham sido atendidos, isso era 2 e 20 da tarde. Foi aí que resolvemos dar uma volta, tomar um chocolate quente, comprar umas lembranças da Irlanda, ir ver tênis, ficar puto pois não tinha o tênis do meu tamanho, cruzar o rio de novo, achar outra filial da loja de tênis, enfim comprar o meu La Coste, ir para a loja da GAP, não achar nada interessante, ver óculos numa loja e enfim voltar para o GNIB, e mesmo assim ainda haviam 15 pessoas na nossa frente. Chegamos as 2 e 20 e saímos as 6 e 30 da tarde. Mais de três horas, mas enfim com o visto na mão, com data para 5 de janeiro de 2012.
Isso não quer dizer que eu ou os meninos vamos voltar em janeiro, só quer dizer que da Irlanda nós vamos sair em janeiro. Mas quem sabe não rola ai um mochilão ou até mesmo morar 1 ou 2 meses em Paris. Suposições e mais suposições. Vamos ver.
Do GNIB ainda fomos na Penneys, sim de novo, achamos alguns sapatos por 3 euros, camisa a 3, calça a 7 e enfim entendemos o porque de até mendigo aqui andar bem vestido, sem falar que até mendigo fala inglês fluente aqui. Mas acabamos não comprando nada, inverno já acabou e vamos nos virar com o que temos aqui.
De lá para casa e dia de fazer arroz, feijão (enlatado mas feijão), batata frita (no forno para ser menos gordurenta) e bife (na verdade alguns pedaços de carne picados). Ou seja fechei a noite com aquele genérico de um prato brasileiro, mas foi muito bom. Amanhã é dia de procurar casa, almoçar na Dyceis e quiçá voltar a Dyceis a noite para tomar alguns pints a 2 euros.
Mas amanhã eu falo de amanhã.
Bjundas e Abracetas
Igor Reis Moreira Mathias
Vimos o primeiro e já olhamos um para o outro com o ar de aprovação; O rapaz ofereceu mostrar o segundo, 100 euros mais caro, mas que seria melhor. Quando chegamos no segundo quase pulamos um no colo do outro e gritamos “fechado”. Mas ai enfim o cara resolveu nos falar que o dono do apartamento só aceitava 3 pessoas na casa. A cara de decepção era geral, já eu queria enforcar o gente boa que gastou nosso tempo atoa. O Alessandro nem falava, simplesmente acendeu um cigarro e saiu andando.
Pegamos e resolvemos ir para o GNIB, departamento responsável pela emissão dos vistos e tals aqui. Chegando lá que confusão, burocracia pior e mais bagunçada que no Brasil. Você primeiro entrava em uma fila, ficava uns 15 minutos, mostrava seus documentos, pegava uma senha e sentava para aguardar. A senha constava, “há 100 pessoas na sua frente”, algo parecido com uma eternidade, já que alguns colegas nossos tinham ido para lá as 11h da manhã e ainda nem tinham sido atendidos, isso era 2 e 20 da tarde. Foi aí que resolvemos dar uma volta, tomar um chocolate quente, comprar umas lembranças da Irlanda, ir ver tênis, ficar puto pois não tinha o tênis do meu tamanho, cruzar o rio de novo, achar outra filial da loja de tênis, enfim comprar o meu La Coste, ir para a loja da GAP, não achar nada interessante, ver óculos numa loja e enfim voltar para o GNIB, e mesmo assim ainda haviam 15 pessoas na nossa frente. Chegamos as 2 e 20 e saímos as 6 e 30 da tarde. Mais de três horas, mas enfim com o visto na mão, com data para 5 de janeiro de 2012.
Isso não quer dizer que eu ou os meninos vamos voltar em janeiro, só quer dizer que da Irlanda nós vamos sair em janeiro. Mas quem sabe não rola ai um mochilão ou até mesmo morar 1 ou 2 meses em Paris. Suposições e mais suposições. Vamos ver.
Do GNIB ainda fomos na Penneys, sim de novo, achamos alguns sapatos por 3 euros, camisa a 3, calça a 7 e enfim entendemos o porque de até mendigo aqui andar bem vestido, sem falar que até mendigo fala inglês fluente aqui. Mas acabamos não comprando nada, inverno já acabou e vamos nos virar com o que temos aqui.
De lá para casa e dia de fazer arroz, feijão (enlatado mas feijão), batata frita (no forno para ser menos gordurenta) e bife (na verdade alguns pedaços de carne picados). Ou seja fechei a noite com aquele genérico de um prato brasileiro, mas foi muito bom. Amanhã é dia de procurar casa, almoçar na Dyceis e quiçá voltar a Dyceis a noite para tomar alguns pints a 2 euros.
Mas amanhã eu falo de amanhã.
Bjundas e Abracetas
Igor Reis Moreira Mathias
domingo, 27 de março de 2011
A Saga de Dublin – Irlanda do Norte
Para manter nossa tradição chegamos atrasados na escola para ir pra excursão. Mas Bruno e Alessandro foram piores do que eu e Tadeu nessa vez. Entramos no ônibus, aliás micro-ônibus onde eu mais parecia uma sardinha enlatada, gordo em banco pequeno é foda. Coitado do Alessandro, ele foi do meu lado até Belfast, acho que roubei um pouco do banco dele.
Chegando em Belfast fomos direto ao Hostel, aliás, para mim que sou novo nessa parada de Hostel, me amarrei. Tudo bem que dividi o quarto com 7 cabeças, 6 conhecidos e um cara doidão lá. Lugar maneiro, limpo, banheiro legal, enfim, eu tava em uma capital européia, no hostel é que eu não ia ficar né.
Saímos para comprar uns sanduíches e tals, ai veio o primeiro problema, não tínhamos esterlinas, aquela moeda horrível, sem nexo e totalmente impossível de descobrir o valor facilmente. Tivemos que pagar nos cartões de débito, mas sempre acima do valor de 5 pounds. Do micro mercado pra um pub, era sábado depois de 10 horas da manhã então já podíamos beber. Foi aí que o Tadeu resolveu almoçar, e ai mais uma vez chegamos atrasados no hostel para encontrar o pessoal do colégio que estava a nossa espera para ir para o city tour.
Entramos em uns taxis pretos, na verdade só o nosso era vermelho, ótimo sinal aliás, preto, vermelho. Enfim, entramos nos táxis e fomos conhecer paredes, isso mesmo, paredes, apesar de o dia ter sido fantástico em Belfast, lá você conhece paredes. Paredes pintadas em homenagem a seus mártires, paredes que separavam protestantes de católicos, paredes com foto de ídolos, parede e mais parede. Parece que parede para os norte irlandeses são como batata para seus irmãos do sul. Brincadeiras a parte, eu achei interessante conhecer um pouco da história deles, apesar de ser quase impossível entender seu inglês Neandertal. Se não fosse nosso professor para nos repetir a história depois, acho que estaria perdido até agora. Sem falar nas paredes que tinham UFF escrito, isso mesmo, UFF, mas não em relação a nossa tão amada Universidade Federal Fluminense e sim a Ulster Freedon Figthers, uma espécie de organização de resistência deles lá e tals. Ao contrário do Brasil, ser da UFF na Irlanda do Norte não é boa idéia.
Do city tour fomos rodar no centro da cidade e fomos até um shopping que tem um mirante que da para ver alguns pontos importantes da cidade, inclusive os guindastes e o estaleiro onde foi construído o Titanic. Aliás é a primeira vez que vejo alguém se gabar por algo que não funcionou. Os caras tem até festa de 100 anos do Titanic programada. Do city tour resolvemos ir para um pub, apesar de estarmos no norte, para aprender sobre a cultura deles, nada melhor que um pub também.
Fomos primeiro ao The Crown, cartão postal e o mais badalado pub da cidade. Mas entramos com um pé e já saímos com o outro, parecia que estava rolando um baile da associação de aposentados, só tinha corão lá. Foi ai que fomos para o pub do lado, mas nada mudou, a não ser o preço do pint que era muito mais barato até as 7 horas da noite. Entramos no primeiro ambiente, quando fomos ao segundo, descobrimos nossa diversão da noite, nos proteger das coroas. O lugar abarrotado de gente, música irlandesa tocando, fomos pegar cerveja e uma coroa agarra o Alessandro, do nada grita o Bruno, “passaram a mão em mim”, Tadeu começa a reclamar do assédio das mulheres e do nada uma mulher começa da dançar encostada em mim. Nos retiramos do lugar, fomos ao outro lado, pegamos cerveja e voltamos para um cantinho onde ficamos meio quietos e até conhecemos uma galera de Manchester.
Já eram 7 horas e tínhamos que estar no hostel as sete e meia, resolvemos ficar pela rua mesmo, até porque não queríamos nos atrasar novamente. Hora de comer um sanduba, tomar um todinho e ir finalmente para o The Crown. Lá encontramos o pessoal da nossa escola e tomamos uma até resolver ir para o bar do lado, afinal a música já tinha acabado e já tinha mudado a cara do pessoal. Foi que no meio da noite me aparece o Alessandro com o John, Shan, Joan, enfim, sei lá o nome do cara, um americano da Califórnia, muito gente boa e muito bêbado também. Do nada ele mando descer uma rodada com 5 guinness para nós e nos ganhou de cara. Até que fomos para o porão do bar em um outro ambiente, ele subiu para ir no banheiro e sumiu. Ainda bem que tenho uma foto para provar que eu não tava vendo duendes. Aliás que ambiente estranho, primeira vez na minha vida que vejo um banheiro unissex em uma balada. Nem preciso falar da zona que fizemos.
Fim de balada, hora de comer aquele fat food pegar um táxi, com o Alessandro gritando a cada mudança de valor, já que tínhamos sacado poucos pounds e estávamos contando moedas para pagar o táxi. Juntamos as moedas, que aqui valem muito, pagamos o táxi e chegamos aterrorizando no nosso quarto. Acordamos o brasileiro, o camaronês e o cara do congo da nossa escola. Mas não tinha como ser diferente, o Bruno escondeu a chave do guarda bagagem de mim. Dormimos as 4 e acordamos as 8. Tomamos um banho, infelizmente são 3 chuveiros pertos e tive o desprazer de ver o Bruno tomando banho na minha frente. Hora de tomar um café e partir para Rope Bridge.
Só digo uma coisa, viajar pelo interior da Irlanda é uma experiência única, estradinhas, vilarejos, ovelhas e gramas verdíssimas, igual aos filmes que retratam sobre esse país. Fomos a Larrybane, onde fica a tal de Carryck-a-rede e a Rope Bridge, a primeira uma ilha e a segunda uma ponte de corda. Lugar maravilhoso, visual fantástico e um silêncio divino. Nem preciso falar sobre o cagaço de passar por essa ponte que balança pra caramba a uns 20, 30 metros de um monte de pedra. O lugar era tão bonito que na volta, sim chegamos atrasados ao ônibus, mas porque estávamos sentados uns num banquinho outros numa pontezinha, olhando e se maravilhando com o lugar. Lugar este de onde já podíamos avistar a Escócia.
De Larrybane direto para Giants Causeway, uma das maravilhas naturais do planeta. Um lugar, feito pela mãe natureza, mas que mais parece ter sido feito por humanos, ou até mesmo por gigantes como reza a lenda. Reza a lenda que havia uma gigante escocês e um gigantes irlandês, e um dia eles resolveram construir uma ponte que ligasse um país ao outro para se enfrentar e ver quem era mais forte. Um belo dia o gigante irlandês conseguiu ver o escocês e o achou muito grande. Usando toda sua brasilidade, ele foi para casa e falou com sua mulher, que o colocou num berço e fingiu que fosse seu filho. Quando o gigante escocês chegou a sua casa, sua mulher o convidou para entrar e ele conheceu o “filho” de seu inimigo. O gigante escocês aterrorizado com o tamanho do suposto bebê, fugiu e no meio do caminho destruiu a ponte que havia construído. Restando a base irlandesa e resquícios na escócia.
Essa base irlandesa é chamada de Giants Causeway, um lugar realmente mágico e muito lindo. Com pedras que parecem ter sido talhadas a mão, formando espécies de escadas. Como bons brazucas, levamos a bandeira do Brasil, que minha madrinha me deu, e tiramos várias fotos pela viagem, tanto nos giants quanto na rope bridge. Sempre atraindo olhares estrangeiros. Acho que as pessoas amam os brasileiros, é nos ver e abrir um sorriso.
Dos Giants para casa, dessa vez dormindo a maior parte do caminho. Em casa a bela surpresa, banheiro com luz queimada, dia de tomar banho com porta aberta. Mas hoje tive uma bela surpresa, quando fui aprontar a janta, o Tadeu já estava com o macarrão cozido, o restante do meu molho esquentado e as almôndegas enlatadas prontas. Comi bem, janta gostosa e agora era hora de escrever.
Só não posso esquecer de registrar no texto de hoje que os lugares que fomos hoje, Giants of Causeway e Rope Bridge, eram tão fodas que até o Bruno elogiou. Coisa difícil de se ver.
Amanhã é dia de aula, com turma nova, vou nessa.
Abraços
Igor Reis Moreira Mathias
Chegando em Belfast fomos direto ao Hostel, aliás, para mim que sou novo nessa parada de Hostel, me amarrei. Tudo bem que dividi o quarto com 7 cabeças, 6 conhecidos e um cara doidão lá. Lugar maneiro, limpo, banheiro legal, enfim, eu tava em uma capital européia, no hostel é que eu não ia ficar né.
Saímos para comprar uns sanduíches e tals, ai veio o primeiro problema, não tínhamos esterlinas, aquela moeda horrível, sem nexo e totalmente impossível de descobrir o valor facilmente. Tivemos que pagar nos cartões de débito, mas sempre acima do valor de 5 pounds. Do micro mercado pra um pub, era sábado depois de 10 horas da manhã então já podíamos beber. Foi aí que o Tadeu resolveu almoçar, e ai mais uma vez chegamos atrasados no hostel para encontrar o pessoal do colégio que estava a nossa espera para ir para o city tour.
Entramos em uns taxis pretos, na verdade só o nosso era vermelho, ótimo sinal aliás, preto, vermelho. Enfim, entramos nos táxis e fomos conhecer paredes, isso mesmo, paredes, apesar de o dia ter sido fantástico em Belfast, lá você conhece paredes. Paredes pintadas em homenagem a seus mártires, paredes que separavam protestantes de católicos, paredes com foto de ídolos, parede e mais parede. Parece que parede para os norte irlandeses são como batata para seus irmãos do sul. Brincadeiras a parte, eu achei interessante conhecer um pouco da história deles, apesar de ser quase impossível entender seu inglês Neandertal. Se não fosse nosso professor para nos repetir a história depois, acho que estaria perdido até agora. Sem falar nas paredes que tinham UFF escrito, isso mesmo, UFF, mas não em relação a nossa tão amada Universidade Federal Fluminense e sim a Ulster Freedon Figthers, uma espécie de organização de resistência deles lá e tals. Ao contrário do Brasil, ser da UFF na Irlanda do Norte não é boa idéia.
Do city tour fomos rodar no centro da cidade e fomos até um shopping que tem um mirante que da para ver alguns pontos importantes da cidade, inclusive os guindastes e o estaleiro onde foi construído o Titanic. Aliás é a primeira vez que vejo alguém se gabar por algo que não funcionou. Os caras tem até festa de 100 anos do Titanic programada. Do city tour resolvemos ir para um pub, apesar de estarmos no norte, para aprender sobre a cultura deles, nada melhor que um pub também.
Fomos primeiro ao The Crown, cartão postal e o mais badalado pub da cidade. Mas entramos com um pé e já saímos com o outro, parecia que estava rolando um baile da associação de aposentados, só tinha corão lá. Foi ai que fomos para o pub do lado, mas nada mudou, a não ser o preço do pint que era muito mais barato até as 7 horas da noite. Entramos no primeiro ambiente, quando fomos ao segundo, descobrimos nossa diversão da noite, nos proteger das coroas. O lugar abarrotado de gente, música irlandesa tocando, fomos pegar cerveja e uma coroa agarra o Alessandro, do nada grita o Bruno, “passaram a mão em mim”, Tadeu começa a reclamar do assédio das mulheres e do nada uma mulher começa da dançar encostada em mim. Nos retiramos do lugar, fomos ao outro lado, pegamos cerveja e voltamos para um cantinho onde ficamos meio quietos e até conhecemos uma galera de Manchester.
Já eram 7 horas e tínhamos que estar no hostel as sete e meia, resolvemos ficar pela rua mesmo, até porque não queríamos nos atrasar novamente. Hora de comer um sanduba, tomar um todinho e ir finalmente para o The Crown. Lá encontramos o pessoal da nossa escola e tomamos uma até resolver ir para o bar do lado, afinal a música já tinha acabado e já tinha mudado a cara do pessoal. Foi que no meio da noite me aparece o Alessandro com o John, Shan, Joan, enfim, sei lá o nome do cara, um americano da Califórnia, muito gente boa e muito bêbado também. Do nada ele mando descer uma rodada com 5 guinness para nós e nos ganhou de cara. Até que fomos para o porão do bar em um outro ambiente, ele subiu para ir no banheiro e sumiu. Ainda bem que tenho uma foto para provar que eu não tava vendo duendes. Aliás que ambiente estranho, primeira vez na minha vida que vejo um banheiro unissex em uma balada. Nem preciso falar da zona que fizemos.
Fim de balada, hora de comer aquele fat food pegar um táxi, com o Alessandro gritando a cada mudança de valor, já que tínhamos sacado poucos pounds e estávamos contando moedas para pagar o táxi. Juntamos as moedas, que aqui valem muito, pagamos o táxi e chegamos aterrorizando no nosso quarto. Acordamos o brasileiro, o camaronês e o cara do congo da nossa escola. Mas não tinha como ser diferente, o Bruno escondeu a chave do guarda bagagem de mim. Dormimos as 4 e acordamos as 8. Tomamos um banho, infelizmente são 3 chuveiros pertos e tive o desprazer de ver o Bruno tomando banho na minha frente. Hora de tomar um café e partir para Rope Bridge.
Só digo uma coisa, viajar pelo interior da Irlanda é uma experiência única, estradinhas, vilarejos, ovelhas e gramas verdíssimas, igual aos filmes que retratam sobre esse país. Fomos a Larrybane, onde fica a tal de Carryck-a-rede e a Rope Bridge, a primeira uma ilha e a segunda uma ponte de corda. Lugar maravilhoso, visual fantástico e um silêncio divino. Nem preciso falar sobre o cagaço de passar por essa ponte que balança pra caramba a uns 20, 30 metros de um monte de pedra. O lugar era tão bonito que na volta, sim chegamos atrasados ao ônibus, mas porque estávamos sentados uns num banquinho outros numa pontezinha, olhando e se maravilhando com o lugar. Lugar este de onde já podíamos avistar a Escócia.
De Larrybane direto para Giants Causeway, uma das maravilhas naturais do planeta. Um lugar, feito pela mãe natureza, mas que mais parece ter sido feito por humanos, ou até mesmo por gigantes como reza a lenda. Reza a lenda que havia uma gigante escocês e um gigantes irlandês, e um dia eles resolveram construir uma ponte que ligasse um país ao outro para se enfrentar e ver quem era mais forte. Um belo dia o gigante irlandês conseguiu ver o escocês e o achou muito grande. Usando toda sua brasilidade, ele foi para casa e falou com sua mulher, que o colocou num berço e fingiu que fosse seu filho. Quando o gigante escocês chegou a sua casa, sua mulher o convidou para entrar e ele conheceu o “filho” de seu inimigo. O gigante escocês aterrorizado com o tamanho do suposto bebê, fugiu e no meio do caminho destruiu a ponte que havia construído. Restando a base irlandesa e resquícios na escócia.
Essa base irlandesa é chamada de Giants Causeway, um lugar realmente mágico e muito lindo. Com pedras que parecem ter sido talhadas a mão, formando espécies de escadas. Como bons brazucas, levamos a bandeira do Brasil, que minha madrinha me deu, e tiramos várias fotos pela viagem, tanto nos giants quanto na rope bridge. Sempre atraindo olhares estrangeiros. Acho que as pessoas amam os brasileiros, é nos ver e abrir um sorriso.
Dos Giants para casa, dessa vez dormindo a maior parte do caminho. Em casa a bela surpresa, banheiro com luz queimada, dia de tomar banho com porta aberta. Mas hoje tive uma bela surpresa, quando fui aprontar a janta, o Tadeu já estava com o macarrão cozido, o restante do meu molho esquentado e as almôndegas enlatadas prontas. Comi bem, janta gostosa e agora era hora de escrever.
Só não posso esquecer de registrar no texto de hoje que os lugares que fomos hoje, Giants of Causeway e Rope Bridge, eram tão fodas que até o Bruno elogiou. Coisa difícil de se ver.
Amanhã é dia de aula, com turma nova, vou nessa.
Abraços
Igor Reis Moreira Mathias
sexta-feira, 25 de março de 2011
Canção do Intercâmbio
Tantos já fizeram alguma Parafrase do Gonçalves Dias, que estava eu aqui e resolvi tentar. Ficou meio muito ruim mas resolvi postar.
Minha terra tem caipirinha,
Pão de queijo feijoada e torresmo
A comida da terrinha
Não parece com a daqui mesmo
Nossa comida tem mais temperos
Nossos pratos tem mais cores
Nossas refeições mais sal
Mas como sou hipertenso não ligo para isso
Em andar por alguns mercados
Achei feijão enlatado
Na minha terra tem PF,
Self- Service e a La Carte
Minha terra tem comidas
Que eu até encontro aqui
Mas vou ter que pagar uma fortuna
Para falar que eu comi
Minha terra tem pagode e sertanejo
Onde canta até o Molejo
Não permita Deus que acabe meus créditos
Só assim consigo falar no celular
Seja com meus amigos e minha família
Quem sabe um dia eu volto para cá
Só para fazer compras
Ou mostrar pros meu piá
Igor Reis Moreira Mathias
Minha terra tem caipirinha,
Pão de queijo feijoada e torresmo
A comida da terrinha
Não parece com a daqui mesmo
Nossa comida tem mais temperos
Nossos pratos tem mais cores
Nossas refeições mais sal
Mas como sou hipertenso não ligo para isso
Em andar por alguns mercados
Achei feijão enlatado
Na minha terra tem PF,
Self- Service e a La Carte
Minha terra tem comidas
Que eu até encontro aqui
Mas vou ter que pagar uma fortuna
Para falar que eu comi
Minha terra tem pagode e sertanejo
Onde canta até o Molejo
Não permita Deus que acabe meus créditos
Só assim consigo falar no celular
Seja com meus amigos e minha família
Quem sabe um dia eu volto para cá
Só para fazer compras
Ou mostrar pros meu piá
Igor Reis Moreira Mathias
A Saga de Dublin – Procurando casa, conhecendo David e cantando no PUB
O dia começou muito bem, acordei, criei coragem, levantei da cama e fui para a cozinha, até então o Tadeu não ia para aula. Só depois que eu comi, fiz meu lanche e tudo mais é que o meu companheiro de quarto resolveu ir para escola. Resultado, atrasados de novo, mas de boa o Song Ho sempre chega depois de mim. Na segunda aula resolvemos que íamos para Kildade Shopping, um shopping num lugarejo aqui perto cheio de Outlets, mas como a passagem dava uns 20 euros para ir e voltar, acabamos desistindo e fomos procurar casa para morar.
Sentamos nos PCs da escola e começamos a procura, achamos algumas e mandamos alguns emails. Logo, logo recebemos uma ligação, um apê perto do que estou morando aqui. E lá fomos ver, casa legal, 3 quartos, 2 camas de casal, cama de solteiro, banheiro, sala, cozinha, mas as camas ainda eram um problema. Perguntamos a moça e ela disse que tinha certeza que pelo menos um dos quartos ela conseguia colocar camas de solteiro, que o contrato talvez pudesse ser para 10 meses e que precisaria de nossas referências e extratos bancários para comprovar que podemos arcar com as dívidas.
O apê era legal, mas, cheio de coisinhas, fomos procurar mais lugares. Mas antes paramos num Take Away aqui perto de casa e compramos uma comida, fomos para casa, almoçamos e nada de pesquisas, pois ainda estávamos sem internet. O jeito então era voltar para a escola. Lá fomos, pegamos mais alguns lugares, ligamos para outros e enfim resolvemos ir para nosso Happy Hour, lógico que antes de chegar ao primeiro PUB paramos em várias lojas de roupas, tênis e óculos ao longo da Grafton.
No primeiro PUB, fomos logo pedindo uma Paulaner, cerveja encorpada, de trigo, muito boa. Resolvemos sentar na parte de fora, onde conhecemos David, um “jovem senhor” que nos falou um pouco mais sobre a Itália, país do nosso amigo Alessandro, falou sobre as recessões que o país passou, a história de imigração irlandesa, sobre a França, ópera, estudar inglês, morar em Londres e várias outras coisas. Foi muito bom, primeiro pois consegui entender 99% das palavras, e segundo pois o David é um senhor muito gente boa, falou que geralmente está naquele PUB e que era pra voltarmos lá qualquer dia para conversamos mais. Mas uma coisa eu notei, falar inglês é como respirar, você não pode parar para pensar como se faz, simplesmente tem que fazer. Já tentou parar para ver como é respirar? Você geralmente faz força para continuar e tals, é como o inglês, simplesmente mude a opção da linguagem para inglês e fale, garanto que será muito mais fácil do que tentar pensar em falar. È algo que tem que se tornar natural.
Conselhos e percepções a parte, foi hora de dar uma volta, coisa que o Alessandro mais gosta, ele não consegue ficar em um PUB só, ele que sempre fazer caminhadas alcológicas pela cidade, conhecendo vários lugares num mesmo dia. Mas hoje acabamos voltando ao PUB do jogo Irlanda e Inglaterra, lugar legal e com alguns petiscos interessantes. Descobrimos uma espécie de doritos lá que você compra um refil e eles repõem quanta vezes você pedir. Muito bom, ou como diria o Italiano, “Maneiro pacaralho”. Sim estamos ensinando nossa língua para ele, a maioria besteiras, como o “muito gostosa”, diferentes nomes para pinto e coisas do tipo. Mas não achem vocês que só ele aprende. Aprendemos alguns palavrões em italiano e até ganhamos um convite para conhecer a Sardenha.
No mesmo PUB estava rolando uma espécie de clube de Karaokê e adivinhem, Tadeu, Alessandro e Ike resolveram cantar Beatles. Foi legal, cantaram bem o “Let it be”, para delírio do meu amigo Renatinho, e até foram solicitados para fazer um bis, mas no “She’s got a ticket to ride” não foram tão bem.
Do “The Back of the Border” viemos para casa, onde finalmente pude acessar a internet, falar com minha família, alguns amigos, postar meu texto, colocar fotos, vídeos e até descobrir sobre o mais novo empregado do Brasil, Ivan Murad Gotango Panzé da Silva, parabéns mulecão.
Amanhã vou para Belfast, capital da Irlanda do Norte, sim há mais do que uma Irlanda, já são meia noite e meia, tenho que arrumar malas e acordar as 9 para ir pra escola pegar o busão. Espero conseguir escrever amanhã, já postar, acho que será meio difícil.
Bjundas
Igor Reis Moreira Mathias
Sentamos nos PCs da escola e começamos a procura, achamos algumas e mandamos alguns emails. Logo, logo recebemos uma ligação, um apê perto do que estou morando aqui. E lá fomos ver, casa legal, 3 quartos, 2 camas de casal, cama de solteiro, banheiro, sala, cozinha, mas as camas ainda eram um problema. Perguntamos a moça e ela disse que tinha certeza que pelo menos um dos quartos ela conseguia colocar camas de solteiro, que o contrato talvez pudesse ser para 10 meses e que precisaria de nossas referências e extratos bancários para comprovar que podemos arcar com as dívidas.
O apê era legal, mas, cheio de coisinhas, fomos procurar mais lugares. Mas antes paramos num Take Away aqui perto de casa e compramos uma comida, fomos para casa, almoçamos e nada de pesquisas, pois ainda estávamos sem internet. O jeito então era voltar para a escola. Lá fomos, pegamos mais alguns lugares, ligamos para outros e enfim resolvemos ir para nosso Happy Hour, lógico que antes de chegar ao primeiro PUB paramos em várias lojas de roupas, tênis e óculos ao longo da Grafton.
No primeiro PUB, fomos logo pedindo uma Paulaner, cerveja encorpada, de trigo, muito boa. Resolvemos sentar na parte de fora, onde conhecemos David, um “jovem senhor” que nos falou um pouco mais sobre a Itália, país do nosso amigo Alessandro, falou sobre as recessões que o país passou, a história de imigração irlandesa, sobre a França, ópera, estudar inglês, morar em Londres e várias outras coisas. Foi muito bom, primeiro pois consegui entender 99% das palavras, e segundo pois o David é um senhor muito gente boa, falou que geralmente está naquele PUB e que era pra voltarmos lá qualquer dia para conversamos mais. Mas uma coisa eu notei, falar inglês é como respirar, você não pode parar para pensar como se faz, simplesmente tem que fazer. Já tentou parar para ver como é respirar? Você geralmente faz força para continuar e tals, é como o inglês, simplesmente mude a opção da linguagem para inglês e fale, garanto que será muito mais fácil do que tentar pensar em falar. È algo que tem que se tornar natural.
Conselhos e percepções a parte, foi hora de dar uma volta, coisa que o Alessandro mais gosta, ele não consegue ficar em um PUB só, ele que sempre fazer caminhadas alcológicas pela cidade, conhecendo vários lugares num mesmo dia. Mas hoje acabamos voltando ao PUB do jogo Irlanda e Inglaterra, lugar legal e com alguns petiscos interessantes. Descobrimos uma espécie de doritos lá que você compra um refil e eles repõem quanta vezes você pedir. Muito bom, ou como diria o Italiano, “Maneiro pacaralho”. Sim estamos ensinando nossa língua para ele, a maioria besteiras, como o “muito gostosa”, diferentes nomes para pinto e coisas do tipo. Mas não achem vocês que só ele aprende. Aprendemos alguns palavrões em italiano e até ganhamos um convite para conhecer a Sardenha.
No mesmo PUB estava rolando uma espécie de clube de Karaokê e adivinhem, Tadeu, Alessandro e Ike resolveram cantar Beatles. Foi legal, cantaram bem o “Let it be”, para delírio do meu amigo Renatinho, e até foram solicitados para fazer um bis, mas no “She’s got a ticket to ride” não foram tão bem.
Do “The Back of the Border” viemos para casa, onde finalmente pude acessar a internet, falar com minha família, alguns amigos, postar meu texto, colocar fotos, vídeos e até descobrir sobre o mais novo empregado do Brasil, Ivan Murad Gotango Panzé da Silva, parabéns mulecão.
Amanhã vou para Belfast, capital da Irlanda do Norte, sim há mais do que uma Irlanda, já são meia noite e meia, tenho que arrumar malas e acordar as 9 para ir pra escola pegar o busão. Espero conseguir escrever amanhã, já postar, acho que será meio difícil.
Bjundas
Igor Reis Moreira Mathias
A Saga de Dublin – Jardim Botânico Nacional
Mais um dia e mais um dia sem internet, pois é, estou escrevendo pois sou pirracento.Não nego, to meio muito puto com essa internet. Mas putesas e putarias a parte, tudo aqui em Dublin ta sendo muito bom. O ruim é ficar sem falar com meus amigos, minha família e sem postar meus textos, tudo por causa da falta de internet.
O dia de hoje foi legal, mais uma vez utilizamos os acréscimos do juiz para entrar na primeira aula. Primeira aula esta que me da vontade de me jogar do 4° andar do prédio. Imaginem aquela sua chata aula de gramática, em português claro, multiplique por 10 e troca a opção idioma para inglês. Então é um pouco pior que isso. Vivo pescando na aula, e sempre desço e subo pelo menos uma vez aquele lance de escadas, aquelas 89 que já falei, para lavar minha cara com água fria, fria mesmo.
Hoje fomos em uma excursão, gratuita, da escola para o Jardim Botânico Nacional. O lugar é maravilhoso, várias espécies diferentes, lagos, riozinho, patos, esquilos, pombas gigantes, e flores maravilhosas. Pena que a primavera está só no começo, assim terei que voltar lá novamente quando ela estiver no pico para ver a maioria das plantas floridas.
O jardim botânico foi um ótimo lugar, até para matar um pouco a saudade de casa e nos mostrar como aqui fora damos importância aos pequenos detalhes. Foi ver uma cana de açúcar, sim aquela comum para nós ai, que eu e Bruno ficamos todo bobo, falando “essa aqui é do Brasil”, depois vi outra planta e falei “essa aqui tem no jardim de casa”. Depois dessa estufa foi a hora de ver as grandes samambaias, nem preciso falar como ficamos né, e as primeiras orquídeas.
Dessa estufa fomos rodar por um jardim na parte baixa onde avistamos o primeiro esquilo, tiramos foto, chamamos, assoviamos, relinchamos, imitamos todos os tipos de animal a fim de tentar estabelecer comunicação com o não tão comum esquilo. Nessa jardim eu tive um papo cabeça com a estátua do Sócrates e lá avistamos mais um monte de esquilos, por fim nem ligávamos de ser um esquilo.
Tiramos várias fotos, andamos, andamos e andamos um pouco mais e resolvemos ir à estufa central. Ao entrar lá, eu e Bruno achamos que estávamos no Brasil, lugar quente, úmido e cheio de plantas comuns para nós brasileiros. Enquanto isso o Tadeu procurava a entrada para o cemitério que tem atrás do jardim botânico, para conhecer o lugar. Da estufa central fomos a uma estufa menos onde finalmente achei as minhas amadas orquídeas, nem eram tantas, umas 300 no máximo, mas eu me amarrei em ver várias espécies que eu também tenho, tirei foto de toda orquídea que estava florida, expliquei o pouco que sei sobre o assunto para o Bruno e pensei comigo, “quando eu for grande quero uma estufa foda que nem essa”.
De lá íamos embora até que vimos que não tínhamos moeda para o ônibus e aqui eles não te dão troco, então ou você leva trocado, ou ganha um ticket para trocar lá na casa do carvalho. Fomos a uma lojinha e o Tadeu compro um refri achando ser Gatorade, pegamos moedas e fomos embora.
Entrei no ônibus, pedi duas passagens mas esqueci de falar para onde. Recebi dois tickets para um lugar lá, que era 20 centavos mais barato que o centro. Assim o motorista nos levou 40 cents, e nos deixou numa enrrascada, se entra um fiscal estávamos na merda. Graças a Deus nenhum entrou, mas quase entro. O pior é que dinheiro para 2 passagens de 1,65 nós tínhamos, pois tínhamos trocado 3,67, exatos 3 centavos longe dos 3,70 que precisávamos para entrar no bus sem precisar que o Tadeu tomasse refrigerante.
Do ônibus para casa, mas no meio do caminho parando no Spar para eu comprar carne, só para mim já que o Tadeu achou caro e falou que não come carne mesmo. Chegamos em casa, fomos buscar a correspondência e tivemos uma bela surpresa, estávamos sem net de novo mas nosso cartão da conta daqui, o extrato e a senha da conta pela internet tinham chegado. Alegria, amanhã podemos tirar o visto, espero não ter problemas para isso.
Fui tomar banho e quando saí o Tadeu disse, “o Curirim vem jantar aqui e está trazendo carne”, guardei a minha e esperei a dele né. Fiz arroz, cozinhei batata, brócolis, couve flor, cenoura e cogumelos, e quando o cara chego foi só fazer as coxinhas de frango. Agora vou lá jantar, já salvando esse texto e o de ontem num pen drive para postar da escola amanhã, já que to achando que essa história vai virar A Saga da Internet em Dublin.
Abraços
Igor Reis Moreira Mathias
O dia de hoje foi legal, mais uma vez utilizamos os acréscimos do juiz para entrar na primeira aula. Primeira aula esta que me da vontade de me jogar do 4° andar do prédio. Imaginem aquela sua chata aula de gramática, em português claro, multiplique por 10 e troca a opção idioma para inglês. Então é um pouco pior que isso. Vivo pescando na aula, e sempre desço e subo pelo menos uma vez aquele lance de escadas, aquelas 89 que já falei, para lavar minha cara com água fria, fria mesmo.
Hoje fomos em uma excursão, gratuita, da escola para o Jardim Botânico Nacional. O lugar é maravilhoso, várias espécies diferentes, lagos, riozinho, patos, esquilos, pombas gigantes, e flores maravilhosas. Pena que a primavera está só no começo, assim terei que voltar lá novamente quando ela estiver no pico para ver a maioria das plantas floridas.
O jardim botânico foi um ótimo lugar, até para matar um pouco a saudade de casa e nos mostrar como aqui fora damos importância aos pequenos detalhes. Foi ver uma cana de açúcar, sim aquela comum para nós ai, que eu e Bruno ficamos todo bobo, falando “essa aqui é do Brasil”, depois vi outra planta e falei “essa aqui tem no jardim de casa”. Depois dessa estufa foi a hora de ver as grandes samambaias, nem preciso falar como ficamos né, e as primeiras orquídeas.
Dessa estufa fomos rodar por um jardim na parte baixa onde avistamos o primeiro esquilo, tiramos foto, chamamos, assoviamos, relinchamos, imitamos todos os tipos de animal a fim de tentar estabelecer comunicação com o não tão comum esquilo. Nessa jardim eu tive um papo cabeça com a estátua do Sócrates e lá avistamos mais um monte de esquilos, por fim nem ligávamos de ser um esquilo.
Tiramos várias fotos, andamos, andamos e andamos um pouco mais e resolvemos ir à estufa central. Ao entrar lá, eu e Bruno achamos que estávamos no Brasil, lugar quente, úmido e cheio de plantas comuns para nós brasileiros. Enquanto isso o Tadeu procurava a entrada para o cemitério que tem atrás do jardim botânico, para conhecer o lugar. Da estufa central fomos a uma estufa menos onde finalmente achei as minhas amadas orquídeas, nem eram tantas, umas 300 no máximo, mas eu me amarrei em ver várias espécies que eu também tenho, tirei foto de toda orquídea que estava florida, expliquei o pouco que sei sobre o assunto para o Bruno e pensei comigo, “quando eu for grande quero uma estufa foda que nem essa”.
De lá íamos embora até que vimos que não tínhamos moeda para o ônibus e aqui eles não te dão troco, então ou você leva trocado, ou ganha um ticket para trocar lá na casa do carvalho. Fomos a uma lojinha e o Tadeu compro um refri achando ser Gatorade, pegamos moedas e fomos embora.
Entrei no ônibus, pedi duas passagens mas esqueci de falar para onde. Recebi dois tickets para um lugar lá, que era 20 centavos mais barato que o centro. Assim o motorista nos levou 40 cents, e nos deixou numa enrrascada, se entra um fiscal estávamos na merda. Graças a Deus nenhum entrou, mas quase entro. O pior é que dinheiro para 2 passagens de 1,65 nós tínhamos, pois tínhamos trocado 3,67, exatos 3 centavos longe dos 3,70 que precisávamos para entrar no bus sem precisar que o Tadeu tomasse refrigerante.
Do ônibus para casa, mas no meio do caminho parando no Spar para eu comprar carne, só para mim já que o Tadeu achou caro e falou que não come carne mesmo. Chegamos em casa, fomos buscar a correspondência e tivemos uma bela surpresa, estávamos sem net de novo mas nosso cartão da conta daqui, o extrato e a senha da conta pela internet tinham chegado. Alegria, amanhã podemos tirar o visto, espero não ter problemas para isso.
Fui tomar banho e quando saí o Tadeu disse, “o Curirim vem jantar aqui e está trazendo carne”, guardei a minha e esperei a dele né. Fiz arroz, cozinhei batata, brócolis, couve flor, cenoura e cogumelos, e quando o cara chego foi só fazer as coxinhas de frango. Agora vou lá jantar, já salvando esse texto e o de ontem num pen drive para postar da escola amanhã, já que to achando que essa história vai virar A Saga da Internet em Dublin.
Abraços
Igor Reis Moreira Mathias
A Saga de Dublin – Praia, Sol e nada de Internet
Ontem como eu já havia adiantado, fomos a Diceys, mais uma vez. O lugar é maneiro, pint barato, nego de tudo quanto é canto, estudante da minha escola não paga até 8h da noite, mas parece balada brasileira, onde você vai escuta o português.
Resumindo, fim da noite tava todo mundo meio louco. No caminho de casa falei com meu pai pelo telefone, cheguei em casa, falei com minha família pela net e também com outras pessoas.
Hoje foi dia de não ir a aula, seria o teste para mudança de nível, e como eu cheguei só a uma semana e meia, resolvi não mudar de nível agora. Tenho tempo para fazer o curso com calma e da melhor forma possível.
As 2 fui para a escola encontrar o pessoal para irmos a praia, isso mesmo, a praia aqui em Dublin. Fomos até a estação do DART, uma espécie de trem aqui da cidade, perto da Trinity. De lá fomos a um lugar, que não lembro o nome, mas que mais parecia uma cidadezinha pacata dentro de Dublin. Lá já saltamos na estação do lado de um porto aqui.
Descemos, andamos e chegamos ao mar, não era bem uma praia, aliás, acho que não tem praias por aqui, mas foi um belo contato com o mar. Foi interessante tinha até um canhão lá que me lembrou o forte São Matheus, em Cabo Frio.
Andamos por uma espécie de píer de concreto e chegamos perto de um farol, o qual não pudemos visitar pois estava em obra. O melhor foi poder estar em contato com o mar e ter a bela visão que tivemos, o tempo hoje estava lindo, céu azul e sol, o que tornou a vista mais bonita ainda.
Rodamos por lá, tiramos algumas fotos, fiz alguns vídeos e fomos rodar pelo pequeno lugarejo. Passamos por uma igreja belíssima, que hoje é um museu marítimo, e também por uma torre com sinos. De lá decidimos voltar para casa, com aquela parada no meio do caminho na Grafton para comprar um dicionário, tomar um chocolate quente e dar uma olhada na loja de sapatos.
Depois de andar kilômetros chegamos em casa e pudemos constatar que a net, que já não estava funcionando pela manhã, não havia voltado. Agora lá vou eu, pela primeira vez aqui em Dublin, não vou postar um texto no dia, mas mesmo assim resolvi escrevê-lo para postar outro dia.
Agora vou lá, dar sinal de vida para minha família, e dormir cedo, até porque to morrendo de sono e não tem net pra eu conversar com o pessoal hoje.
É isso ai. See you guys.
Igor Reis Moreira Mathias
Resumindo, fim da noite tava todo mundo meio louco. No caminho de casa falei com meu pai pelo telefone, cheguei em casa, falei com minha família pela net e também com outras pessoas.
Hoje foi dia de não ir a aula, seria o teste para mudança de nível, e como eu cheguei só a uma semana e meia, resolvi não mudar de nível agora. Tenho tempo para fazer o curso com calma e da melhor forma possível.
As 2 fui para a escola encontrar o pessoal para irmos a praia, isso mesmo, a praia aqui em Dublin. Fomos até a estação do DART, uma espécie de trem aqui da cidade, perto da Trinity. De lá fomos a um lugar, que não lembro o nome, mas que mais parecia uma cidadezinha pacata dentro de Dublin. Lá já saltamos na estação do lado de um porto aqui.
Descemos, andamos e chegamos ao mar, não era bem uma praia, aliás, acho que não tem praias por aqui, mas foi um belo contato com o mar. Foi interessante tinha até um canhão lá que me lembrou o forte São Matheus, em Cabo Frio.
Andamos por uma espécie de píer de concreto e chegamos perto de um farol, o qual não pudemos visitar pois estava em obra. O melhor foi poder estar em contato com o mar e ter a bela visão que tivemos, o tempo hoje estava lindo, céu azul e sol, o que tornou a vista mais bonita ainda.
Rodamos por lá, tiramos algumas fotos, fiz alguns vídeos e fomos rodar pelo pequeno lugarejo. Passamos por uma igreja belíssima, que hoje é um museu marítimo, e também por uma torre com sinos. De lá decidimos voltar para casa, com aquela parada no meio do caminho na Grafton para comprar um dicionário, tomar um chocolate quente e dar uma olhada na loja de sapatos.
Depois de andar kilômetros chegamos em casa e pudemos constatar que a net, que já não estava funcionando pela manhã, não havia voltado. Agora lá vou eu, pela primeira vez aqui em Dublin, não vou postar um texto no dia, mas mesmo assim resolvi escrevê-lo para postar outro dia.
Agora vou lá, dar sinal de vida para minha família, e dormir cedo, até porque to morrendo de sono e não tem net pra eu conversar com o pessoal hoje.
É isso ai. See you guys.
Igor Reis Moreira Mathias
terça-feira, 22 de março de 2011
A Saga de Dublin – Preso no Estacionamento
O texto de hoje começa na verdade com um acontecimento de ontem. Após escrever o texto, jantar e tomar banho, resolvi explorar o prédio atrás do tal estacionamento. Assim entrei no elevador do meio, e apertei o novo botão, -1, novo pois no elevador que usamos no dia a dia o mínimo que se pode ir é ao 0 ou térreo. Chegando no subsolo tive a impressão de estar num desses filmes de suspense, onde o protagonista anda sozinho por lugares iluminados mas que são completamente isolados e macabros. Foi aí que avistei uma porta, abri e notei que não havia maçaneta por fora, então segurei a porta, mas quando fui olhar o lixo sem querer deixei que a mesma trancasse.
A porta trancou e o desespero bateu, corri pelo estacionamento, mesmo ele estando todo escuro, a fim de achar uma saída, até achei mas era um baita portão de ferro que ia até o teto. Foi então que resolvi voltar a porta para bater nela ou simplesmente tentar arrombá-la. Nessa hora eu mesmo me xingava em umas 80 línguas diferentes. O pior é que apesar de eu ter comentado, nenhum dos meninos sabiam onde eu estava, e muito menos onde era a garagem. Foi ai que bateu aquele medo de ficar por lá a noite toda, ainda mais que eu estava de short e chinelo e lá embaixo era extremamente frio. Foi quando lembrei do filme 127 Horas, sem mentira, e falei pra mim mesmo que eu tinha que fazer algo, tirando meu exagero eu realmente estava ferrado e podia morrer de hipotermia lá embaixo. Foi quando comecei a dar porrada na porta, tentando arrombá-la, mas ao contrário do Brasil a porta aqui é muito forte. Foi então que escutei o barulho de uma porta de carro fechando, quando olhei vinha uma menina no desespero nem o inglês funcionava, mandei logo um “are you going inside” todo torto mesmo a fim só que ela me entendesse, mas ela era brasileira e me respondeu falando que a amiga dela estava indo abrir a porta. Quando a amiga dela abriu eu tratei logo de agradecer e sumir, pois estava morrendo de vergonha. Cheguei em casa e contei a todos sobre o ocorrido e para tomar cuidado, ainda mais que celular não funciona lá, o que não ia fazer diferença, eu também estava sem celular.
Após o susto vim para casa, lemos o blog do Curirim, que hoje se despediu de nós a procura de uma nova moradia. Triste, pois o paulista é muito gente boa. Conversamos em casa sobre política e sobre fronteiras, sobre nacionalidades, escritores famosos e outras baboseiras.
Ao acordar olhei para o Tadeu e falei”vamos embora” ai ele me respondeu dizendo que não tinha feito o homework, foi quando resolvi ir só na segunda aula também, pois não tinha feito o meu. Enfim acordamos, tomamos café e fomos para a escola, que hoje estava lotada, alguns austríacos estavam de partida e resolveram levar suas malas para lá. Na escola combinamos de ir na Diceys hoje, novamente, até porque hoje o pint é 2 euros, o que é um ótimo preço aqui nessas bandas.
Da escola para a Grafton, sim de novo, fomos so St Stephen’s Shopping onde achamos perfumes extremamente baratos, aproveitei e comprei um Azzarro de 100 ml por 24 euros, sem falar no Ferrari por 16 e no Polo de 125 ml por 48, mixaria se comparado ao preço do Brasil, mesmo após a conversão da moeda. Vimos óculos também, alguns Rayban e Okley por 100, 120 euros. Sem falar no Tadeu que comseguiu comprar 2 filmes por 4 euros. De lá lá resolvemos ir na Dunnes uma espécie de Penneys, mas com roupas de uma qualidade melhor. Comprei um travesseiro, um roupão, cabides e um chinelão diferente. Tudo muito barato, o mais caro acho que custou 13 euros. No total minha compra 32 euros. Dá Dunnes para a Starbucks, afinal era hora de tomar um bom café. Eu tomei um capuccino, o Bruno um cacao capuccino, o Tadeu um hazelnuts hot chocolate e o Alessandro um café expresso SEM AÇUCAR. Pois é diz ele que lá na Itália é assim. Lá ganhamos um convite de ir a Sardenha, ilha italiana, visitar e quem sabe ficar na casa dele.
Da Starbucks, para delírio da Ana Paula, fomos a uma loja que vende alguns Adidas e camisas de time. Encontramos camisas da Adidas por 20 euros, camisas do Chelsea, Manchester e Liverpool originais por 30, 35 euros cada. Achamos alguns tênis da La Coste por 40 euros, isso mesmo 40 euros, sem falar das camisas dos All Blacks, pena que era o segundo uniforme, se não tinha comprado uma para mim e uma pro meu irmão. Nessa loja, acho que se chama Champion, fomos a loja da frente para ver o preço do Play 3, acreditem, 300 euros, coisa de 700 reais no Brasil, e jogos por 2, 5 euros, usados, mas mesmo assim muito mais barato que por aí.
De lá nos despedimos e eu e Tadeu viemos para casa, no caminho, lógico, passamos mais uma vez por dentro do jardim da catedral de São Patrício, o que é meio que um caminho obrigatório, pois é lindíssimo e mais curto do que ir pela rua. Lá vimos algumas cerejeiras já lotadas de flores e outras lotadas de botões. A primavera mal chegou e os jardins já estão lindos. Quero ver quando estiverem totalmente floridos.
Em casa fizemos capeleti com molho vermelho com carne, enlatada que parece comida de cachorro mas é deliciosa e produzida no Brasil, e cogumelos. Agora resolvi parar para escrever pois são quase 6 horas aqui e já já vamos para a Diceys, é só tempo de postar o texto e tomar um banho. Agora o importante é resolver o que vou comprar, tênis da La Coste, ou Óculos da Oakley ou RayBan ou camisa de futebo, ou Play 3, ou sei lá o que, as coisas aqui são muito baratas. Da vontade de você comprar tudo, foda é ter dinheiro pra isso né.
See you around
Igor Reis Moreira Mathias
A porta trancou e o desespero bateu, corri pelo estacionamento, mesmo ele estando todo escuro, a fim de achar uma saída, até achei mas era um baita portão de ferro que ia até o teto. Foi então que resolvi voltar a porta para bater nela ou simplesmente tentar arrombá-la. Nessa hora eu mesmo me xingava em umas 80 línguas diferentes. O pior é que apesar de eu ter comentado, nenhum dos meninos sabiam onde eu estava, e muito menos onde era a garagem. Foi ai que bateu aquele medo de ficar por lá a noite toda, ainda mais que eu estava de short e chinelo e lá embaixo era extremamente frio. Foi quando lembrei do filme 127 Horas, sem mentira, e falei pra mim mesmo que eu tinha que fazer algo, tirando meu exagero eu realmente estava ferrado e podia morrer de hipotermia lá embaixo. Foi quando comecei a dar porrada na porta, tentando arrombá-la, mas ao contrário do Brasil a porta aqui é muito forte. Foi então que escutei o barulho de uma porta de carro fechando, quando olhei vinha uma menina no desespero nem o inglês funcionava, mandei logo um “are you going inside” todo torto mesmo a fim só que ela me entendesse, mas ela era brasileira e me respondeu falando que a amiga dela estava indo abrir a porta. Quando a amiga dela abriu eu tratei logo de agradecer e sumir, pois estava morrendo de vergonha. Cheguei em casa e contei a todos sobre o ocorrido e para tomar cuidado, ainda mais que celular não funciona lá, o que não ia fazer diferença, eu também estava sem celular.
Após o susto vim para casa, lemos o blog do Curirim, que hoje se despediu de nós a procura de uma nova moradia. Triste, pois o paulista é muito gente boa. Conversamos em casa sobre política e sobre fronteiras, sobre nacionalidades, escritores famosos e outras baboseiras.
Ao acordar olhei para o Tadeu e falei”vamos embora” ai ele me respondeu dizendo que não tinha feito o homework, foi quando resolvi ir só na segunda aula também, pois não tinha feito o meu. Enfim acordamos, tomamos café e fomos para a escola, que hoje estava lotada, alguns austríacos estavam de partida e resolveram levar suas malas para lá. Na escola combinamos de ir na Diceys hoje, novamente, até porque hoje o pint é 2 euros, o que é um ótimo preço aqui nessas bandas.
Da escola para a Grafton, sim de novo, fomos so St Stephen’s Shopping onde achamos perfumes extremamente baratos, aproveitei e comprei um Azzarro de 100 ml por 24 euros, sem falar no Ferrari por 16 e no Polo de 125 ml por 48, mixaria se comparado ao preço do Brasil, mesmo após a conversão da moeda. Vimos óculos também, alguns Rayban e Okley por 100, 120 euros. Sem falar no Tadeu que comseguiu comprar 2 filmes por 4 euros. De lá lá resolvemos ir na Dunnes uma espécie de Penneys, mas com roupas de uma qualidade melhor. Comprei um travesseiro, um roupão, cabides e um chinelão diferente. Tudo muito barato, o mais caro acho que custou 13 euros. No total minha compra 32 euros. Dá Dunnes para a Starbucks, afinal era hora de tomar um bom café. Eu tomei um capuccino, o Bruno um cacao capuccino, o Tadeu um hazelnuts hot chocolate e o Alessandro um café expresso SEM AÇUCAR. Pois é diz ele que lá na Itália é assim. Lá ganhamos um convite de ir a Sardenha, ilha italiana, visitar e quem sabe ficar na casa dele.
Da Starbucks, para delírio da Ana Paula, fomos a uma loja que vende alguns Adidas e camisas de time. Encontramos camisas da Adidas por 20 euros, camisas do Chelsea, Manchester e Liverpool originais por 30, 35 euros cada. Achamos alguns tênis da La Coste por 40 euros, isso mesmo 40 euros, sem falar das camisas dos All Blacks, pena que era o segundo uniforme, se não tinha comprado uma para mim e uma pro meu irmão. Nessa loja, acho que se chama Champion, fomos a loja da frente para ver o preço do Play 3, acreditem, 300 euros, coisa de 700 reais no Brasil, e jogos por 2, 5 euros, usados, mas mesmo assim muito mais barato que por aí.
De lá nos despedimos e eu e Tadeu viemos para casa, no caminho, lógico, passamos mais uma vez por dentro do jardim da catedral de São Patrício, o que é meio que um caminho obrigatório, pois é lindíssimo e mais curto do que ir pela rua. Lá vimos algumas cerejeiras já lotadas de flores e outras lotadas de botões. A primavera mal chegou e os jardins já estão lindos. Quero ver quando estiverem totalmente floridos.
Em casa fizemos capeleti com molho vermelho com carne, enlatada que parece comida de cachorro mas é deliciosa e produzida no Brasil, e cogumelos. Agora resolvi parar para escrever pois são quase 6 horas aqui e já já vamos para a Diceys, é só tempo de postar o texto e tomar um banho. Agora o importante é resolver o que vou comprar, tênis da La Coste, ou Óculos da Oakley ou RayBan ou camisa de futebo, ou Play 3, ou sei lá o que, as coisas aqui são muito baratas. Da vontade de você comprar tudo, foda é ter dinheiro pra isso né.
See you around
Igor Reis Moreira Mathias
segunda-feira, 21 de março de 2011
A Saga de Dublin – Comida Brasileira
Hoje como todo dia, acordamos tarde, mais um dia meu celular despertou e eu não escutei. Corremos e conseguimos chegar na escola a tempo. Hoje almocei, ou pelo menos tentei, levei lanche aqui de casa e pedi para a menina da cantina, a Rebeca, colocar no tost. Pão quentinho, era hora de comprar a primeira coca em solo irlandês. Delicia comer um mistão 3 andares com coca.
Da escola para o Prédio do departamento de auxílio social, íamos requerer o PPS, uma espécie de identidade para poder trabalhar aqui. Na Grafton deparamos com uma espécie de Bike Táxi, onde um “piloto” leva duas pessoas a algumas partes da cidade de graça. Isso mesmo, gratuitamente. Eles são meio que patrocinados por outras empresas, então dentro deste veículo você recebe amostra grátis do produto para experimentar, além de o mesmo circular pela cidade fazendo propaganda do produto, como se fosse um outdoor móvel.
Era grátis, mas o Tadeu resolveu dar um euro para o motorista dele e do Bruno, enquanto eu achando que ninguém ia dar nada, deixei de dar um trocado pro rapaz que pilotava o meu. Cometendo gafes em Dublin.
Chegando no prédio para solicitar o PPS, vimos uma galera esperando atendimento, recebemos a senha, e nela mesmo já vinha escrito, “há 59 pessoas na sua frente”, quase duas horas de espera, um telefonema para eu e Bruno falarmos com o Salomão enfim fomos atendidos. O Tadeu não fez o dele, ele esqueceu a carta da escola em casa e perdeu a oportunidade de fazer o PPS hoje. O bom é que não precisamos voltar para pegar, a parada já chega em nossa casa em 7 dias.
Saímos de lá e encontramos o Tadeu que tinha ido no Aldi, um mercado aqui, ver como estavam os preços. Ele acabou comprando bananas, salada, chocolate e kani. De la para o Lidl, outro mercado, compramos alguns feijões enlatados, queijo, presunto, carne enlatada e outras coisas.
Indo para a O’Connel, onde aproveitamos para tirar fotos no Spire e no Main Post Oficce, vimos placas de uma Mercearia Brasileira. Lógicamente entramos no shopping e fomos ver. Cara parecia o paraíso, arroz tio João, batata palha, guaraná, feijão de verdade, açaí, pão de queijo, passatempo, Nescau, enfim, tudo que um brasileiro precisa para viver. Mas ao mesmo tempo tudo muito caro, uma passatempo 2 euros, um Nescau 3 euros e 50 cents. Não compramos nada, mas já começamos a combinar um almoço brasileiro aqui em casa. Que felicidade de ver coisas de casa aqui na terra dos duendes.
Depois de passar pela O’Connel, e tirar fotos como já disse, viemos para casa, no caminho a hora de tirar foto da ponte sobre o Liffey mais tradicional de Dublin. De lá para casa. Hoje algumas coisas de morar junto começaram a me estressar, banheiro todo cheio de pés pretos, cozinha zoniada, nosso azeite usado por alguém, panelas sujas, enfim, agora começo a entender porque minha mãe fica puta com zona lá em casa e porque a Natty, Pomps e Ciça, que moram em rep ai no Brasil, se estressam com algumas coisas.
Amanhã é outro dia e volto a escrever, abraços a todos.
Igor Reis Moreira Mathias
Da escola para o Prédio do departamento de auxílio social, íamos requerer o PPS, uma espécie de identidade para poder trabalhar aqui. Na Grafton deparamos com uma espécie de Bike Táxi, onde um “piloto” leva duas pessoas a algumas partes da cidade de graça. Isso mesmo, gratuitamente. Eles são meio que patrocinados por outras empresas, então dentro deste veículo você recebe amostra grátis do produto para experimentar, além de o mesmo circular pela cidade fazendo propaganda do produto, como se fosse um outdoor móvel.
Era grátis, mas o Tadeu resolveu dar um euro para o motorista dele e do Bruno, enquanto eu achando que ninguém ia dar nada, deixei de dar um trocado pro rapaz que pilotava o meu. Cometendo gafes em Dublin.
Chegando no prédio para solicitar o PPS, vimos uma galera esperando atendimento, recebemos a senha, e nela mesmo já vinha escrito, “há 59 pessoas na sua frente”, quase duas horas de espera, um telefonema para eu e Bruno falarmos com o Salomão enfim fomos atendidos. O Tadeu não fez o dele, ele esqueceu a carta da escola em casa e perdeu a oportunidade de fazer o PPS hoje. O bom é que não precisamos voltar para pegar, a parada já chega em nossa casa em 7 dias.
Saímos de lá e encontramos o Tadeu que tinha ido no Aldi, um mercado aqui, ver como estavam os preços. Ele acabou comprando bananas, salada, chocolate e kani. De la para o Lidl, outro mercado, compramos alguns feijões enlatados, queijo, presunto, carne enlatada e outras coisas.
Indo para a O’Connel, onde aproveitamos para tirar fotos no Spire e no Main Post Oficce, vimos placas de uma Mercearia Brasileira. Lógicamente entramos no shopping e fomos ver. Cara parecia o paraíso, arroz tio João, batata palha, guaraná, feijão de verdade, açaí, pão de queijo, passatempo, Nescau, enfim, tudo que um brasileiro precisa para viver. Mas ao mesmo tempo tudo muito caro, uma passatempo 2 euros, um Nescau 3 euros e 50 cents. Não compramos nada, mas já começamos a combinar um almoço brasileiro aqui em casa. Que felicidade de ver coisas de casa aqui na terra dos duendes.
Depois de passar pela O’Connel, e tirar fotos como já disse, viemos para casa, no caminho a hora de tirar foto da ponte sobre o Liffey mais tradicional de Dublin. De lá para casa. Hoje algumas coisas de morar junto começaram a me estressar, banheiro todo cheio de pés pretos, cozinha zoniada, nosso azeite usado por alguém, panelas sujas, enfim, agora começo a entender porque minha mãe fica puta com zona lá em casa e porque a Natty, Pomps e Ciça, que moram em rep ai no Brasil, se estressam com algumas coisas.
Amanhã é outro dia e volto a escrever, abraços a todos.
Igor Reis Moreira Mathias
domingo, 20 de março de 2011
Dublin News
Bom, após nossa primeira semana aqui em solo dos duendinhos, resolvi escrever esse texto para mostrar um pouquinho do meu ponto de vista sobre as coisas.
Como puderam ver, quem acompanha assiduamente a nova novela da TV Nhonho News em parceria com a Passos.com, muitas coisas aconteceram.
Desde a despedida festiva no RJ, o desencontro em Madrid, a chegada em Dublin e o primeiro vento irlandês gelado na cara, uma semana corridíssima impossibilitou a comunicação efetiva com amigos, famílias, paixões (essa parte é especialmente para o Inhonho) e até mesmo saber se o Mengão está ainda sem freio.
E muitos me perguntam: “Pô, vc está afastadão dos muleks?” e “Vc nunca esta nas histórias deles?”
Pois é, nesse mês não estou podendo vivenciar a vida de solteiro sem dono deles hehehehe.
Cheguei na minha casa, fui recebido por duas pessoas maravilhosas, Marie e Brian, e já posso considera-los meus pais por aqui. Me orientam em tudo, me ajudam no inglês, são super pacientes. Como todo dia batata + batata + batata + mistura...hahahh
Acho que o Inhonho já disse a vocês, aqui eles ALWAYS DINNER POTATO.
Para eles é mais ou menos como nosso Feijão com Arroz, mas neste caso, é Batata com Batata.
Moro com mais um aluno da escola, Alessadro, um italian boy! Típico galã de cinema! Hahahahah
Quase um irmão já e quase um brazilian também. Onde está o grupo de brasileiros, lá está o italiano!
Bom...primeira semana corrida, quase não entro no país, me perdi dos moleques em Madrid, E Murph sempre comigo. Ao menos sobre a casa não posso reclamar, apesar de ser loooonge da escola, aqui tenho um conforto fudido! Comidinha na hora, lanchinho para escola, cama de casal e um quarto que mais parece ser o dos donos da casa hahahahaha.
Terça-feira, primeira festa, segunda Pint, a primeira já havia sido no domingo assim que cheguei juntamente com meu novo Pai e irmão =)
Tentei gostar, mas não dá. Parece café!
Aos amigos que sempre perguntam...SIM, AQUI SÓ TEM MULHER LINDA!
Nem todas são gostosas, aliás, isso aqui é raridade, e quando você vê uma gostosa na rua, 90% chance de ser brasileira.
Em cada esquina, pub, loja, escola, casa, bus, em casa ar, há um brasileiro! Ô povo que brota num sei da onde viu?!
Continuando...rsrsrs
Festa na terça, documentação na quarta, e Paddy’s Day na quinta.
Quem foi que disse que isso lembra carnaval? Hahahahahaha
Povo é divertidíssimo, festivo, bebem pra caralho, mas acho que as leis por aqui os proíbem de chegar aos pés do nosso carnaval. O tal desfile, chamado de “Parade”, lembra mais um desfile de 7 de setembro, onde após encerrar, todos vão para suas casas, e a única região da cidade que fica ligada é o Temple Bar. Aliás, este sim vale a pena!
Podemos dizer, exagerando é óbvio, que lembra a nossa Lapa no RJ.
Mas aqui não se bebe na rua, e ninguém é louco de testar o sistema! Então, entre em um Pub e enjoy!
É fantástico! As musicas, o clima, as cervejas, as mulheres, só o preço que arrebenta, mas se vc ficar no sapatinho, consegue arrastar uma Pint por uma hora mais ou menos, ou mais até. No final da noite você vai pra casa e bebeu apenas duas, e se divertiu muito.
Well...sexta, aula, e chega o fim de semana...
Sábado com jogo de Rugbi entre England and Ireland, rivalidade como Brasil e Argentina no soccer.
Confesso que detesto esse esporte, mas estar aqui e ver todos torcendo, é loucura.
Clima de copa, e eu lá, aprendendo com o Inhonho, ou tentando, as regras desse tal jogo. No fim, acho que deu pra entender alguma coisa. No final tava torcendo como se fosse futebol! Hahahah
Além das jogas espetaculares e inteligentes, ainda da pra se divertir com a porradaria...e são muitas!
Domingão, passeio pelos parques à espera da hora para a abertura dos museus, e lá estávamos nós.
É riquíssima esta cultura! Você mergulha num mundo em que no Brasil seria impossível. Vai de Roma ao Egito antigo, passa pelos Vikings e chega a um mundo louco! Viajei por completo aqui! Enquanto todos tomavam coffee no café, eu, que não gosto nada de história hehehe, me degustava com tudo isso.
Primeira semana, primeira impressão, por enquanto tudo ótimo!
A mãe do Alex veio visita-lo esse fim de semana e acabei de jantar com eles. Domigo ótimo para uma semana que espero ser melhor ainda e que nos espera.
Beijos e abraços a todos!
Have a good week!
Bruno Passos
Como puderam ver, quem acompanha assiduamente a nova novela da TV Nhonho News em parceria com a Passos.com, muitas coisas aconteceram.
Desde a despedida festiva no RJ, o desencontro em Madrid, a chegada em Dublin e o primeiro vento irlandês gelado na cara, uma semana corridíssima impossibilitou a comunicação efetiva com amigos, famílias, paixões (essa parte é especialmente para o Inhonho) e até mesmo saber se o Mengão está ainda sem freio.
E muitos me perguntam: “Pô, vc está afastadão dos muleks?” e “Vc nunca esta nas histórias deles?”
Pois é, nesse mês não estou podendo vivenciar a vida de solteiro sem dono deles hehehehe.
Cheguei na minha casa, fui recebido por duas pessoas maravilhosas, Marie e Brian, e já posso considera-los meus pais por aqui. Me orientam em tudo, me ajudam no inglês, são super pacientes. Como todo dia batata + batata + batata + mistura...hahahh
Acho que o Inhonho já disse a vocês, aqui eles ALWAYS DINNER POTATO.
Para eles é mais ou menos como nosso Feijão com Arroz, mas neste caso, é Batata com Batata.
Moro com mais um aluno da escola, Alessadro, um italian boy! Típico galã de cinema! Hahahahah
Quase um irmão já e quase um brazilian também. Onde está o grupo de brasileiros, lá está o italiano!
Bom...primeira semana corrida, quase não entro no país, me perdi dos moleques em Madrid, E Murph sempre comigo. Ao menos sobre a casa não posso reclamar, apesar de ser loooonge da escola, aqui tenho um conforto fudido! Comidinha na hora, lanchinho para escola, cama de casal e um quarto que mais parece ser o dos donos da casa hahahahaha.
Terça-feira, primeira festa, segunda Pint, a primeira já havia sido no domingo assim que cheguei juntamente com meu novo Pai e irmão =)
Tentei gostar, mas não dá. Parece café!
Aos amigos que sempre perguntam...SIM, AQUI SÓ TEM MULHER LINDA!
Nem todas são gostosas, aliás, isso aqui é raridade, e quando você vê uma gostosa na rua, 90% chance de ser brasileira.
Em cada esquina, pub, loja, escola, casa, bus, em casa ar, há um brasileiro! Ô povo que brota num sei da onde viu?!
Continuando...rsrsrs
Festa na terça, documentação na quarta, e Paddy’s Day na quinta.
Quem foi que disse que isso lembra carnaval? Hahahahahaha
Povo é divertidíssimo, festivo, bebem pra caralho, mas acho que as leis por aqui os proíbem de chegar aos pés do nosso carnaval. O tal desfile, chamado de “Parade”, lembra mais um desfile de 7 de setembro, onde após encerrar, todos vão para suas casas, e a única região da cidade que fica ligada é o Temple Bar. Aliás, este sim vale a pena!
Podemos dizer, exagerando é óbvio, que lembra a nossa Lapa no RJ.
Mas aqui não se bebe na rua, e ninguém é louco de testar o sistema! Então, entre em um Pub e enjoy!
É fantástico! As musicas, o clima, as cervejas, as mulheres, só o preço que arrebenta, mas se vc ficar no sapatinho, consegue arrastar uma Pint por uma hora mais ou menos, ou mais até. No final da noite você vai pra casa e bebeu apenas duas, e se divertiu muito.
Well...sexta, aula, e chega o fim de semana...
Sábado com jogo de Rugbi entre England and Ireland, rivalidade como Brasil e Argentina no soccer.
Confesso que detesto esse esporte, mas estar aqui e ver todos torcendo, é loucura.
Clima de copa, e eu lá, aprendendo com o Inhonho, ou tentando, as regras desse tal jogo. No fim, acho que deu pra entender alguma coisa. No final tava torcendo como se fosse futebol! Hahahah
Além das jogas espetaculares e inteligentes, ainda da pra se divertir com a porradaria...e são muitas!
Domingão, passeio pelos parques à espera da hora para a abertura dos museus, e lá estávamos nós.
É riquíssima esta cultura! Você mergulha num mundo em que no Brasil seria impossível. Vai de Roma ao Egito antigo, passa pelos Vikings e chega a um mundo louco! Viajei por completo aqui! Enquanto todos tomavam coffee no café, eu, que não gosto nada de história hehehe, me degustava com tudo isso.
Primeira semana, primeira impressão, por enquanto tudo ótimo!
A mãe do Alex veio visita-lo esse fim de semana e acabei de jantar com eles. Domigo ótimo para uma semana que espero ser melhor ainda e que nos espera.
Beijos e abraços a todos!
Have a good week!
Bruno Passos
A Saga de Dublin – Domingo de Sol
Ao contrário da música dos Mamonas, aqui não era um sábado de sol e sim um domingo. Acordei perguntei ao Tadeu se ele ia com o pessoal no museu, mas como ele chegou tarde ontem, preferiu ficar dormindo.
Então lá fui eu, tomei meu café, fiz um sanduiche, passei na Spar e comprei um iogurte e fui pro St Stephen’s. O combinado era nos encontrarmos as 11 horas mas o Bruno e o pessoal chegaram quase meio dia e meio. Nessa uma hora e meia estava eu no parque, tirando fotos, fazendo filmagens, falando sozinho e pensando. O mais incrível é que falava comigo mesmo e pensava em inglês. Mas enfim, foi uma boa hora para pensar, refletir e agradecer, ainda mais no St Stephen’s, um lindo parque.
Fotos tiradas, filmagens feitas, foi hora de encontrar o Bruno e a galera. De lá fomos a outro parque da Merrion Square, muito bonito também, lá almoçamos e ficamos observando os pais e seus filhos. Isso sim é qualidade de vida. Lindos parques, famílias unidas, coisas que precisamos ver mais por ai. No caminho entre o museu e o parque haviam pessoas dando cereais da Nestle de graça para as pessoas provarem, na ida para o parque peguei algumas caixas e na volta complementei a compra da semana, cheguei em casa com 8 caixinhas. O que deve dar pra uma semana ai se tomarmos somente nos nossos momentos de fome aguda.
Depois do parque fomos ao Museu de História Natural, muitos, mas, muitos animais de todos os cantos do mundo. Um lugar realmente muito interessante, pena que meu irmão não estava aqui, ele ia adorar, metido a biólogo como ele é, ia me explicar tudo sobre aqueles bichos.
Do museu de História Natural pro Museu Nacional de História. Lá vi alguns cadáveres, em ótimo estado de conservação, inúmeras peças de ouro, lindas e muito bem detalhadas, tão finas que parecia ser impossível para a época, já que algumas datam de 2000 A.D.. Depois passamos pelas outras seções do museu e fomos para o Café, já que estavam todos cansados. No café a unanimidade era comida brasileira. Todos queriam aquele pão de queijo ou uma coxinha, até mesmo um Nescau seria sensacional. Mas não aqui não temos nada disso, ou ainda não encontramos.
De volta para casa, hora de tirar mais algumas fotos na catedral de São Patrício. Em casa era dia de fazer a barba, estava parecendo um bárbaro já, tomar banho e fazer a janta, hoje auxiliada pelo Tadeu que cozinhou os legumes e o macarrão. Deixando só o molho para mim. Molho feito com uma carne enlatada que mais parecia comida de cachorro, aquelas latinhas sabe, mas no fim ficou delicioso e barato, o que também é muito importante.
Agora é ir dormir cedo e acordar cedo amanhã. Semana movimentada, com testes na escola e viagem pra Belfast no fim de semana.
Slancha
Igor Reis Moreira Mathias
Então lá fui eu, tomei meu café, fiz um sanduiche, passei na Spar e comprei um iogurte e fui pro St Stephen’s. O combinado era nos encontrarmos as 11 horas mas o Bruno e o pessoal chegaram quase meio dia e meio. Nessa uma hora e meia estava eu no parque, tirando fotos, fazendo filmagens, falando sozinho e pensando. O mais incrível é que falava comigo mesmo e pensava em inglês. Mas enfim, foi uma boa hora para pensar, refletir e agradecer, ainda mais no St Stephen’s, um lindo parque.
Fotos tiradas, filmagens feitas, foi hora de encontrar o Bruno e a galera. De lá fomos a outro parque da Merrion Square, muito bonito também, lá almoçamos e ficamos observando os pais e seus filhos. Isso sim é qualidade de vida. Lindos parques, famílias unidas, coisas que precisamos ver mais por ai. No caminho entre o museu e o parque haviam pessoas dando cereais da Nestle de graça para as pessoas provarem, na ida para o parque peguei algumas caixas e na volta complementei a compra da semana, cheguei em casa com 8 caixinhas. O que deve dar pra uma semana ai se tomarmos somente nos nossos momentos de fome aguda.
Depois do parque fomos ao Museu de História Natural, muitos, mas, muitos animais de todos os cantos do mundo. Um lugar realmente muito interessante, pena que meu irmão não estava aqui, ele ia adorar, metido a biólogo como ele é, ia me explicar tudo sobre aqueles bichos.
Do museu de História Natural pro Museu Nacional de História. Lá vi alguns cadáveres, em ótimo estado de conservação, inúmeras peças de ouro, lindas e muito bem detalhadas, tão finas que parecia ser impossível para a época, já que algumas datam de 2000 A.D.. Depois passamos pelas outras seções do museu e fomos para o Café, já que estavam todos cansados. No café a unanimidade era comida brasileira. Todos queriam aquele pão de queijo ou uma coxinha, até mesmo um Nescau seria sensacional. Mas não aqui não temos nada disso, ou ainda não encontramos.
De volta para casa, hora de tirar mais algumas fotos na catedral de São Patrício. Em casa era dia de fazer a barba, estava parecendo um bárbaro já, tomar banho e fazer a janta, hoje auxiliada pelo Tadeu que cozinhou os legumes e o macarrão. Deixando só o molho para mim. Molho feito com uma carne enlatada que mais parecia comida de cachorro, aquelas latinhas sabe, mas no fim ficou delicioso e barato, o que também é muito importante.
Agora é ir dormir cedo e acordar cedo amanhã. Semana movimentada, com testes na escola e viagem pra Belfast no fim de semana.
Slancha
Igor Reis Moreira Mathias
sábado, 19 de março de 2011
A Saga de Dublin – Irlanda e Inglaterra no Rugby
Para variar eu e Tadeu acordamos tarde. Eram quase 13h e lá estávamos acordando. Recebemos algumas ligações e combinamos de ir comer uma feijoada em Dublin. Mas, como somos meio enrolados, o tempo passou, eram duas e meia e estávamos em casa ainda. Foi a hora então de desmarcar a feijoada e partir para um PUB. Afinal hoje era dia de Irlanda e Inglaterra.
E assim fomos, encontramos o Renato, não Re infelizmente não era você, e fomos pro PUB. Lá conseguimos uma boa mesa e ficamos tomando uma Guiness a espera do resto da galera. Eram quase quatro e meia e o Bruno estava meio perdido com o Alessandro procurando o nosso PUB, mas enfim eles nos acharam.
È realmente mágico ver Irlanda e Inglaterra em um PUB inglês, a atmosfera é fantástica, todos com suas camisas verdes e seu copo de Guiness, gritando GO IRELAND outras músicas típicas e tals. Ver a Irlanda ganhar foi melhor ainda, digamos que foi até engraçado, uma mesa cheia de brasileiros e italianos, comemorando cada ponto da Irlanda. Eramos quase Irishs.
Depois da vitória de nossa nova pátria, fomos ao Burguer King comer algo, pois mais uma vez, lá estávamos sem almoço. Do Burguer King partimos para o Temple Bar, tiramos algumas fotos e entramos, aliás, tentamos entrar. O lugar já estava socado de gente aí demos meia volta e procuramos outro lugar.
Foi então que fomos a um PUB, parecido com o Piano’s Bar, ou seja, o Tadeu ficou apaixonado e eu e Bruno loucos para escutar um pagode ou sertanejo. Aí como eu já não tava muito a fim de ficar lá dentro eu fui lá fora ficar com os cara enquanto eles fumavam. No meio do caminho um rapaz abriu a porta pra mim e disse: Sorry big Irish Man. Nem preciso dizer que fiquei me achando né, eu lá com minha blusa verde retro da seleção irlandesa de rugby, comprado com meros 10 euros, e o cara me manda uma dessa, meu moral se elevou bastante nesse momento.
Após dar tchau ao inferninho nos separamos, uma galera foi para um PUB que toca metal e eu, Curirim, Bruno e Alessandro fomos a um outro PUB encontrar o Rasta, amigo do Curirim. Chegando o PUB o Rasta ainda não tinha chegado, portanto eu fui embora deixando o resto da galera para traz. Passei numa Spar, comprei leite e pão que estavam acabando e vim ficar sozinho em casa.
Sozinho eu fiz minha janta e deixei a do Tadeu pronta no microondas. Agora é ir dormir, afinal já são uma e meia e amanhã as onze eu me encontrarei no Stephen’s Green com Bruno e Alessandro para conhecermos alguns museus de Dublin.
See You
Igor Reis Moreira Mathias
E assim fomos, encontramos o Renato, não Re infelizmente não era você, e fomos pro PUB. Lá conseguimos uma boa mesa e ficamos tomando uma Guiness a espera do resto da galera. Eram quase quatro e meia e o Bruno estava meio perdido com o Alessandro procurando o nosso PUB, mas enfim eles nos acharam.
È realmente mágico ver Irlanda e Inglaterra em um PUB inglês, a atmosfera é fantástica, todos com suas camisas verdes e seu copo de Guiness, gritando GO IRELAND outras músicas típicas e tals. Ver a Irlanda ganhar foi melhor ainda, digamos que foi até engraçado, uma mesa cheia de brasileiros e italianos, comemorando cada ponto da Irlanda. Eramos quase Irishs.
Depois da vitória de nossa nova pátria, fomos ao Burguer King comer algo, pois mais uma vez, lá estávamos sem almoço. Do Burguer King partimos para o Temple Bar, tiramos algumas fotos e entramos, aliás, tentamos entrar. O lugar já estava socado de gente aí demos meia volta e procuramos outro lugar.
Foi então que fomos a um PUB, parecido com o Piano’s Bar, ou seja, o Tadeu ficou apaixonado e eu e Bruno loucos para escutar um pagode ou sertanejo. Aí como eu já não tava muito a fim de ficar lá dentro eu fui lá fora ficar com os cara enquanto eles fumavam. No meio do caminho um rapaz abriu a porta pra mim e disse: Sorry big Irish Man. Nem preciso dizer que fiquei me achando né, eu lá com minha blusa verde retro da seleção irlandesa de rugby, comprado com meros 10 euros, e o cara me manda uma dessa, meu moral se elevou bastante nesse momento.
Após dar tchau ao inferninho nos separamos, uma galera foi para um PUB que toca metal e eu, Curirim, Bruno e Alessandro fomos a um outro PUB encontrar o Rasta, amigo do Curirim. Chegando o PUB o Rasta ainda não tinha chegado, portanto eu fui embora deixando o resto da galera para traz. Passei numa Spar, comprei leite e pão que estavam acabando e vim ficar sozinho em casa.
Sozinho eu fiz minha janta e deixei a do Tadeu pronta no microondas. Agora é ir dormir, afinal já são uma e meia e amanhã as onze eu me encontrarei no Stephen’s Green com Bruno e Alessandro para conhecermos alguns museus de Dublin.
See You
Igor Reis Moreira Mathias
sexta-feira, 18 de março de 2011
Saudade
Como dizem as músicas por ai, “os dias vão e essa saudade de vocês no coração”. É assim que é, desde o momento que comecei as despedidas, dizendo tchau para o Mário, Ju e Tia Ângela. Depois falando até logo para meu vô, minha vó, e o Rafa. Nem puder ver o Kiko, Gabi e o meu calouro Renan. O que falar da despedida? Cerveja + despedida = Choro. Assim mesmo, uma fórmula matemática. Depois despedir da minha mãe e minha irmã em casa, dos meus cachorros. E por fim despedir da galera no aeroporto, do meu pai, do meu irmão.
“Saudade, saudade hoje eu posso dizer o que é dor de verdade.”
Saudade é um sentimento ou estado de alma tão complexo que será impossível qualquer escola ou nativo daqui me ensinar a falá-la em inglês, até porque não existe tradução.
No dia a dia confesso, é difícil sentir falta, porque ta tudo tão corrido. Mas é ver um filhotinho na Grafton que meus olhos enchem de lágrima. É ver alguns velhinhos na rua que lembro dos meus avós. É ver a loja da Rolex que lembro do meu pai, cozinhar me lembra minha mãe, até o PUB gay me lembra minha irmã, por causa das músicas como Justin Bibier que tocavam lá.
Aqui em casa na quarta teve uma prézinha, era eu e o Rafael, um cara aqui, com os olhos cheios de lágrima. Um mostrando para o outro fotos dos cachorros e tals.
Podem ter certeza todos estão aqui comigo. É uma festa, um jogo do fla pela net, a camisa de Braz, as fotos, as cartas. Meus pais e meus irmãos são a foto do meu celular.
Esses dias me peguei procurando por um amigo na cantina da escola, depois que lembrei, ele não estava aqui, ele está no Brasil. Engraçado como a mente prega sustos em nós.
Ao mesmo tempo que a saudade é meio incomoda ela é um sentimento sensacional, como já disseram sabiamente antes de mim, saudade é a prova de que valew a pena. Ou seja, se sinto falta de todos é porque realmente fizeram por onde. São importantes para mim.
Mas eu vou tranqüilo, quando a saudade bater de verdade, lerei as cartas, verei as fotos, ligarei ou simplesmente mandarei um oi nas redes sociais ou nos emails.
Agora é hora de aproveitar, por mim, pela minha família, meus amigos e por todos que estão comigo. Como é bom achar bilhetes dentro da mala, receber arquivos de texto, falar no MSN, ligar do meu Vodafone ou simplesmente olhar suas fotos.
Agora vou me indo, seguindo o conselho do poeta, onde eu estiver não me esquecerei de vocês, vocês estarão no meu pensamento.
“Onde você estiver, não se esqueça de mim / Quando você se lembrar não se esqueça que eu / Que eu não consigo apagar você da minha vida / Onde você estiver não se esqueça de mim.”
Igor Reis Moreira Mathias
“Saudade, saudade hoje eu posso dizer o que é dor de verdade.”
Saudade é um sentimento ou estado de alma tão complexo que será impossível qualquer escola ou nativo daqui me ensinar a falá-la em inglês, até porque não existe tradução.
No dia a dia confesso, é difícil sentir falta, porque ta tudo tão corrido. Mas é ver um filhotinho na Grafton que meus olhos enchem de lágrima. É ver alguns velhinhos na rua que lembro dos meus avós. É ver a loja da Rolex que lembro do meu pai, cozinhar me lembra minha mãe, até o PUB gay me lembra minha irmã, por causa das músicas como Justin Bibier que tocavam lá.
Aqui em casa na quarta teve uma prézinha, era eu e o Rafael, um cara aqui, com os olhos cheios de lágrima. Um mostrando para o outro fotos dos cachorros e tals.
Podem ter certeza todos estão aqui comigo. É uma festa, um jogo do fla pela net, a camisa de Braz, as fotos, as cartas. Meus pais e meus irmãos são a foto do meu celular.
Esses dias me peguei procurando por um amigo na cantina da escola, depois que lembrei, ele não estava aqui, ele está no Brasil. Engraçado como a mente prega sustos em nós.
Ao mesmo tempo que a saudade é meio incomoda ela é um sentimento sensacional, como já disseram sabiamente antes de mim, saudade é a prova de que valew a pena. Ou seja, se sinto falta de todos é porque realmente fizeram por onde. São importantes para mim.
Mas eu vou tranqüilo, quando a saudade bater de verdade, lerei as cartas, verei as fotos, ligarei ou simplesmente mandarei um oi nas redes sociais ou nos emails.
Agora é hora de aproveitar, por mim, pela minha família, meus amigos e por todos que estão comigo. Como é bom achar bilhetes dentro da mala, receber arquivos de texto, falar no MSN, ligar do meu Vodafone ou simplesmente olhar suas fotos.
Agora vou me indo, seguindo o conselho do poeta, onde eu estiver não me esquecerei de vocês, vocês estarão no meu pensamento.
“Onde você estiver, não se esqueça de mim / Quando você se lembrar não se esqueça que eu / Que eu não consigo apagar você da minha vida / Onde você estiver não se esqueça de mim.”
Igor Reis Moreira Mathias
A Saga de Dublin – Primeiro Almoço em Dublin e primeiro almoço Irlandês
Estou destruído. Hoje acho que o cansaço de toda uma semana bateu na minha porta.
Acordamos hoje e eu e Tadeu resolvemos ir dar uma volta e tirar algumas fotos no Saint Stephen’s Green Park, um parque em Dublin que muitas pessoas vão para comer, sentados nas sempre verdes gramas irlandesas, ou até mesmo tirar uma soneca entre uma aula e outra. O lugar é simplesmente mágico, muito lindo mesmo, e olha que estamos no fim do inverno e começo de primavera aqui, mas já é possível ver bastante plantas com brotos para flores. Na primavera esse lugar deve ser simplesmente esplendido.
Depois da aula foi a hora de ter o primeiro almoço em Dublin comendo pela primeira vez uma comida irlandesa, ou seja batatas e mais batatas. Pagamos um bom preço, cerca de 6 euros e 50 cents, mas to lotado até agora. Eu comi dois grandes pedaços de carne, com batata frita, batata soutê, purê de batata, purê de batata batida com espinafre, molho e farofa, que devia ter batata também. Mas o prato foi simplesmente delicioso.
Depois de botar a barriga no lugar foi a hora de ir ao banco depositar dinheiro. Sim, aqui você abre a conta em um dia, deposita uns 2 dias depois e 3 dias depois eles mandam um extrato para sua casa, burocracia pior que a do Brasil.
Dinheiro depositado, hora de fazer um lanche no Stephen’s Green, lanche para o Bruno e para o Alessandro, porque o resto não agüentava mais nada. Ai então sentamos no parque para admirar aquele lindo visual. Eu preferi deitar, o que não deixou devendo nada, olhar para aquele céu azul, ver as aves voando, o galho das árvores, foi simplesmente maravilhoso.
Posso descrever o dia de hoje como emocionante, até porque hoje recebi uma mensagem de uma pessoa que me fez muito bem, sem falar no bilhetes que minha mãe escondeu dentro da mala.
Depois de tudo isso, hora do Bruno ir na Penney’s. Eu não agüento mais aquela loja, tudo é muito barato, da vontade de você levar tudo. Mas hoje fui atrás de uma bota mas não achei. Já o Bruno, que deve tirar férias no Alasca, mais uma vez comprou roupas de frio. Lógico reclamando um pouco que não achava seu tamanho. A sua fama de reclamão agora é internacional, até o italiano, Alessandro já está sacaneando o Bruno. Like we say here, Bruno is always complaining. Sem falar que ele parece uma menina para comprar roupa. Ele sabe o tamanho da blusa mas sempre que experimentar a loja toda. Brincadeiras a parte, hoje tiramos nossa primeira foto só dos três e recebemos uma boa notícia. No próximo fim de semana teremos uma viagem para Belfast, capital da Irlanda do Norte, pela escola. Com direito a ir nos Cliff of Moher e Giants Causeway, pontos turísticos da Irlanda e lugares indicados pelo livro “Mil lugares para conhecer antes de morrer”.
Amanhã é dia de arrumar um PUB para ver Irlanda e Inglaterra no rugby. Vai ser que nem final de copa. Se a Inglaterra ganhar ela será campeã do Grand Slam, se a Irlanda ganhar ela leva a decisão para os próximos jogos. Ver esse jogo em um PUB deve ser algo fantástico ainda mais levando em conta toda a atmosfera do jogo.
Aos meus amigos digo que minhas fotos estão sendo postadas no facebook. Acompanhem por lá, vou ver se tomo uma cerveja hoje e amanhã mando notícias.
Abraços
Igor Reis Moreira Mathias
Acordamos hoje e eu e Tadeu resolvemos ir dar uma volta e tirar algumas fotos no Saint Stephen’s Green Park, um parque em Dublin que muitas pessoas vão para comer, sentados nas sempre verdes gramas irlandesas, ou até mesmo tirar uma soneca entre uma aula e outra. O lugar é simplesmente mágico, muito lindo mesmo, e olha que estamos no fim do inverno e começo de primavera aqui, mas já é possível ver bastante plantas com brotos para flores. Na primavera esse lugar deve ser simplesmente esplendido.
Depois da aula foi a hora de ter o primeiro almoço em Dublin comendo pela primeira vez uma comida irlandesa, ou seja batatas e mais batatas. Pagamos um bom preço, cerca de 6 euros e 50 cents, mas to lotado até agora. Eu comi dois grandes pedaços de carne, com batata frita, batata soutê, purê de batata, purê de batata batida com espinafre, molho e farofa, que devia ter batata também. Mas o prato foi simplesmente delicioso.
Depois de botar a barriga no lugar foi a hora de ir ao banco depositar dinheiro. Sim, aqui você abre a conta em um dia, deposita uns 2 dias depois e 3 dias depois eles mandam um extrato para sua casa, burocracia pior que a do Brasil.
Dinheiro depositado, hora de fazer um lanche no Stephen’s Green, lanche para o Bruno e para o Alessandro, porque o resto não agüentava mais nada. Ai então sentamos no parque para admirar aquele lindo visual. Eu preferi deitar, o que não deixou devendo nada, olhar para aquele céu azul, ver as aves voando, o galho das árvores, foi simplesmente maravilhoso.
Posso descrever o dia de hoje como emocionante, até porque hoje recebi uma mensagem de uma pessoa que me fez muito bem, sem falar no bilhetes que minha mãe escondeu dentro da mala.
Depois de tudo isso, hora do Bruno ir na Penney’s. Eu não agüento mais aquela loja, tudo é muito barato, da vontade de você levar tudo. Mas hoje fui atrás de uma bota mas não achei. Já o Bruno, que deve tirar férias no Alasca, mais uma vez comprou roupas de frio. Lógico reclamando um pouco que não achava seu tamanho. A sua fama de reclamão agora é internacional, até o italiano, Alessandro já está sacaneando o Bruno. Like we say here, Bruno is always complaining. Sem falar que ele parece uma menina para comprar roupa. Ele sabe o tamanho da blusa mas sempre que experimentar a loja toda. Brincadeiras a parte, hoje tiramos nossa primeira foto só dos três e recebemos uma boa notícia. No próximo fim de semana teremos uma viagem para Belfast, capital da Irlanda do Norte, pela escola. Com direito a ir nos Cliff of Moher e Giants Causeway, pontos turísticos da Irlanda e lugares indicados pelo livro “Mil lugares para conhecer antes de morrer”.
Amanhã é dia de arrumar um PUB para ver Irlanda e Inglaterra no rugby. Vai ser que nem final de copa. Se a Inglaterra ganhar ela será campeã do Grand Slam, se a Irlanda ganhar ela leva a decisão para os próximos jogos. Ver esse jogo em um PUB deve ser algo fantástico ainda mais levando em conta toda a atmosfera do jogo.
Aos meus amigos digo que minhas fotos estão sendo postadas no facebook. Acompanhem por lá, vou ver se tomo uma cerveja hoje e amanhã mando notícias.
Abraços
Igor Reis Moreira Mathias
quinta-feira, 17 de março de 2011
A Saga de Dublin – St Patrick’s Day
Na verdade o texto de hoje começa com aventuras de ontem. Depois de escrever para vocês a galera do colégio veio aqui em casa para tomar umas cervejas, conhecer o apê e irmos para a rua.
Como era véspera de St Patrick’s Day não havia lugar melhor para ir do que no Temple Bar. E para lá fomos. Na verdade Temple Bar é mais do que um bar é o nome de toda uma região em Dublin, como se fosse um bairro.
No Temple Bar tratei de fazer uma “compras”, todo PUB que vou aqui peço para os garçons e pego aquelas bolachas de chopp para minha coleção, mas no Temple Bar tinha que ser algo mais. Lá tinham alguns post cards na parede para você pegar e levar, alguns flyers, carta de wiskyes e coisas mais. Trouxe várias lembrancinhas, inclusive um cardápio e a notinha com a data, valor, pedido e uma imagem do local. Tudo para montar um quadro em casa.
O local parece ser mágico, o Pint é “caro”, 6 euros, mas vale a pena. 2h da manhã eles param de servir cerveja e lá estavam os Irlandeses cantando músicas tradicionais de sua terra e cantos de guerra dos campos de Rugby e outros esportes. Sem falar na banda que tocou durante a noite várias músicas locais, enfim, um local mágico, onde uma blusa da seleção irlandesa pode fazer mágica. Por eu estar vestido com uma blusa da seleção de futebol Irlandesa, vários irlandeses, simpáticos como sempre, vinham e me cumprimentavam e falavam comigo. Realmente pessoas muito patriotas. Fim da noite fomos comer numa parada chamada Abra Kabadra, ou algo assim, eu detestei, hambúrguer para magro, cheio de salada e coisas mais.
Na Grafton encontramos dois Irlandeses muito gente boa, que falaram conosco sobre o jogo de sábado, Irlanda e Inglaterra no rugby, o que parece ser pior que Brasil e Argentina no futebol. Um deles até deu um chapéu de St Patrick’s Day para um amigo nosso. No caminho para casa “ganhamos” vários copos da Heineken, Guinness, Bulmers e outras marcas de cerveja que estavam deixados de lado pelas ruas da cidade.
Hoje acordamos e fomos a rua, vestidos de verde para entrar no clima. As ruas estavam lotadas, todos vestidos de verde, laranja e branco. Crianças com bandeiras e bottons, pessoal pintado na rua, vários trevos de 4 folhas nas camisas. Enfim, um momento de patriotismo muito bonito e empolgante de se ver. A parada não é nada parecida com nosso carnaval, mas é muito legal e bonito de se ver.
Depois da parada fomos a Grafton e entramos na Friday’s para tomar um pint de Guiness. Nada bom pois a Friday’s é um restaurante americano e não tem nada a ver com aquele clima de PUB Irlandês. Então fomos encontrar o resto da galera que estava em um PUB perto do Temple Bar. Um lugar chamado The Dragon, sim lá mesmo.
Nada contra, mas era um PUB para gays, mas o povo estava bebendo lá, pois o pint era 3 euros, metade do preço do Temple Bar. O problema é que mesmo não tendo nada contra, sempre rola aquele bloqueio. Mas como não tínhamos nada a temer, entramos, ficamos lá confraternizamos com alguns franceses e francesas, nossos amigos italianos, Alex e Cláudia e fomos embora do PUB umas 8h. Ai é que eu e Tadeu fizemos nossa primeira refeição, metade de um sanduiche de presunto e mostarda para cada um e um iogurte morango. Cansado demais eu resolvi vir para casa para tomar banho, cozinhar e enfim comer algo e ai veio a minha mais nova descoberta. O alho que compramos aqui é banguela, sim ele não tem dentes. É como se fosse uma cebola, onde você tira a casca que está em volta e ele se torna uma cabeça sem dentes.
Foi bom o dia de hoje, principalmente por poder ver minha família pela web can. St Patrick’s Day é realmente um dia e tanto aqui na Irlanda e que realmente pode ser comparado ao nosso carnaval. Tanto pela forma de festejar como pelo movimento nas ruas.
Amanhã é mais um dia de correr atrás das burocracias daqui. Por isso vou nessa. Amanhã posto mais fotos e mais um texto para vocês.
See you
Igor Reis Moreira Mathias
Como era véspera de St Patrick’s Day não havia lugar melhor para ir do que no Temple Bar. E para lá fomos. Na verdade Temple Bar é mais do que um bar é o nome de toda uma região em Dublin, como se fosse um bairro.
No Temple Bar tratei de fazer uma “compras”, todo PUB que vou aqui peço para os garçons e pego aquelas bolachas de chopp para minha coleção, mas no Temple Bar tinha que ser algo mais. Lá tinham alguns post cards na parede para você pegar e levar, alguns flyers, carta de wiskyes e coisas mais. Trouxe várias lembrancinhas, inclusive um cardápio e a notinha com a data, valor, pedido e uma imagem do local. Tudo para montar um quadro em casa.
O local parece ser mágico, o Pint é “caro”, 6 euros, mas vale a pena. 2h da manhã eles param de servir cerveja e lá estavam os Irlandeses cantando músicas tradicionais de sua terra e cantos de guerra dos campos de Rugby e outros esportes. Sem falar na banda que tocou durante a noite várias músicas locais, enfim, um local mágico, onde uma blusa da seleção irlandesa pode fazer mágica. Por eu estar vestido com uma blusa da seleção de futebol Irlandesa, vários irlandeses, simpáticos como sempre, vinham e me cumprimentavam e falavam comigo. Realmente pessoas muito patriotas. Fim da noite fomos comer numa parada chamada Abra Kabadra, ou algo assim, eu detestei, hambúrguer para magro, cheio de salada e coisas mais.
Na Grafton encontramos dois Irlandeses muito gente boa, que falaram conosco sobre o jogo de sábado, Irlanda e Inglaterra no rugby, o que parece ser pior que Brasil e Argentina no futebol. Um deles até deu um chapéu de St Patrick’s Day para um amigo nosso. No caminho para casa “ganhamos” vários copos da Heineken, Guinness, Bulmers e outras marcas de cerveja que estavam deixados de lado pelas ruas da cidade.
Hoje acordamos e fomos a rua, vestidos de verde para entrar no clima. As ruas estavam lotadas, todos vestidos de verde, laranja e branco. Crianças com bandeiras e bottons, pessoal pintado na rua, vários trevos de 4 folhas nas camisas. Enfim, um momento de patriotismo muito bonito e empolgante de se ver. A parada não é nada parecida com nosso carnaval, mas é muito legal e bonito de se ver.
Depois da parada fomos a Grafton e entramos na Friday’s para tomar um pint de Guiness. Nada bom pois a Friday’s é um restaurante americano e não tem nada a ver com aquele clima de PUB Irlandês. Então fomos encontrar o resto da galera que estava em um PUB perto do Temple Bar. Um lugar chamado The Dragon, sim lá mesmo.
Nada contra, mas era um PUB para gays, mas o povo estava bebendo lá, pois o pint era 3 euros, metade do preço do Temple Bar. O problema é que mesmo não tendo nada contra, sempre rola aquele bloqueio. Mas como não tínhamos nada a temer, entramos, ficamos lá confraternizamos com alguns franceses e francesas, nossos amigos italianos, Alex e Cláudia e fomos embora do PUB umas 8h. Ai é que eu e Tadeu fizemos nossa primeira refeição, metade de um sanduiche de presunto e mostarda para cada um e um iogurte morango. Cansado demais eu resolvi vir para casa para tomar banho, cozinhar e enfim comer algo e ai veio a minha mais nova descoberta. O alho que compramos aqui é banguela, sim ele não tem dentes. É como se fosse uma cebola, onde você tira a casca que está em volta e ele se torna uma cabeça sem dentes.
Foi bom o dia de hoje, principalmente por poder ver minha família pela web can. St Patrick’s Day é realmente um dia e tanto aqui na Irlanda e que realmente pode ser comparado ao nosso carnaval. Tanto pela forma de festejar como pelo movimento nas ruas.
Amanhã é mais um dia de correr atrás das burocracias daqui. Por isso vou nessa. Amanhã posto mais fotos e mais um texto para vocês.
See you
Igor Reis Moreira Mathias
quarta-feira, 16 de março de 2011
A Saga de Dublin – Primeira aula Perdida
Depois de ir ontem a noite na Dyces e tomar alguns Pints de várias cervejas diferentes a somente 2 euros cada. Hoje de manhã perdemos a primeira aula. Chegamos cedo em casa ontem era meia noite mais ou menos e já estávamos em casa. Na Dyces encontrei um francês de Bordeoux, Kevin, trocamos uma idéia e foi bom falar com ele, porque tinha que ser all in english e ele gostou do meu inglês e eu do dele. Enfim encontrei um francês que fala inglês sem aquele ù.
Acordei hoje as 7h da manhã com uma sede daquelas, Tadeu acordou também e foi procurar seu passaporte, mas onde ele havia deixado seu passaporte? Procurou, procurou e nada. Até que eu fiquei preocupado e levantei para procurar. Olhamos dentro do armário, das malas, gavetas, de baixo da cama e nada. Até que fui a sala e olhei, os documentos estavam todos atrás de um pacote de passatempo dentro da mochila dele. Enfim não havia perdido, isso seria um transtorno gigante para nós.
Após tudo isso fomos para a escola, mas infeliz ou felizmente perdemos a primeira aula, a chata gramática. Se não entendo gramática nem em português imaginem como me perco em inglês. Além de ter que andar para todo lugar aqui em Dublin, cada vez que vou para a sala de aula subo 89 degraus e paga ir ao banheiro desço e subo os mesmos 89 degraus. Acho que além de mais careca, vou voltar para o Brasil mais magro.
Depois da aula fomos ao banco, para o restante da galera abrir a conta. Descobri um país pior que o Brasil para isso. Cerca de 20 minutos para abrir cada conta. Mas a atendente, Anne, era muito gente boa. Até deu um esporro em mim e no Tadeu, pois estávamos a falar em português um com o outro. Ai quando voltamos ao inglês ela disse que era pra continuarmos assim, pois nosso inglês estava bom.
E assim fomos, aquele grupo de uns 10 brasileiros mais a Claudia, uma italiana que conhecemos, tirar a carteira de estudante da Trinity College. Chegamos na Grafton St e mais uma vez nosso grupo se dividiu, cheio de gente e vitrines, uma galera ficou para traz e eu e Bruno fomos para a Trinity. Lá tiramos nossa carteira de estudante e nos despedimos combinando de nos encontrar mais tarde. Amanhã é St Patrick’s Day e as comemorações vão de hoje até sábado, e como o povo Irlandês quase não bebe, já viram né.
Depois de nos despedir da galera eu e Tadeu fomos ao Tesco, mercado aqui, pois precisávamos comprar algumas coisas que faltavam. Lá compramos várias comidas prontas por preços bem baixos e mais alguns legumes e complementos, como batata e cogumelos irlandeses. O problema foi na hora de pagar, mercado com auto-serviço, você mesmo paga e passa seus produtos, HORRÍVEL, ficamos meio perdidos mas enfim conseguimos pagar.
Agora estou em casa, hoje almocei mais cedo, 19h. Com direito a arroz, camarão, batatas e cogumelos irlandeses. Delicioso, ainda mais depois de um dia inteiro andando.
Daqui a pouco vamos em algum lugar e amanhã vamos festejar nas ruas. Todos vestidos de verde e tomando cerveja em algum PUB. Hoje postei fotos no meu facebook, confiram lá.
Abraços.
See you soon
Igor Reis Moreira Mathias
Acordei hoje as 7h da manhã com uma sede daquelas, Tadeu acordou também e foi procurar seu passaporte, mas onde ele havia deixado seu passaporte? Procurou, procurou e nada. Até que eu fiquei preocupado e levantei para procurar. Olhamos dentro do armário, das malas, gavetas, de baixo da cama e nada. Até que fui a sala e olhei, os documentos estavam todos atrás de um pacote de passatempo dentro da mochila dele. Enfim não havia perdido, isso seria um transtorno gigante para nós.
Após tudo isso fomos para a escola, mas infeliz ou felizmente perdemos a primeira aula, a chata gramática. Se não entendo gramática nem em português imaginem como me perco em inglês. Além de ter que andar para todo lugar aqui em Dublin, cada vez que vou para a sala de aula subo 89 degraus e paga ir ao banheiro desço e subo os mesmos 89 degraus. Acho que além de mais careca, vou voltar para o Brasil mais magro.
Depois da aula fomos ao banco, para o restante da galera abrir a conta. Descobri um país pior que o Brasil para isso. Cerca de 20 minutos para abrir cada conta. Mas a atendente, Anne, era muito gente boa. Até deu um esporro em mim e no Tadeu, pois estávamos a falar em português um com o outro. Ai quando voltamos ao inglês ela disse que era pra continuarmos assim, pois nosso inglês estava bom.
E assim fomos, aquele grupo de uns 10 brasileiros mais a Claudia, uma italiana que conhecemos, tirar a carteira de estudante da Trinity College. Chegamos na Grafton St e mais uma vez nosso grupo se dividiu, cheio de gente e vitrines, uma galera ficou para traz e eu e Bruno fomos para a Trinity. Lá tiramos nossa carteira de estudante e nos despedimos combinando de nos encontrar mais tarde. Amanhã é St Patrick’s Day e as comemorações vão de hoje até sábado, e como o povo Irlandês quase não bebe, já viram né.
Depois de nos despedir da galera eu e Tadeu fomos ao Tesco, mercado aqui, pois precisávamos comprar algumas coisas que faltavam. Lá compramos várias comidas prontas por preços bem baixos e mais alguns legumes e complementos, como batata e cogumelos irlandeses. O problema foi na hora de pagar, mercado com auto-serviço, você mesmo paga e passa seus produtos, HORRÍVEL, ficamos meio perdidos mas enfim conseguimos pagar.
Agora estou em casa, hoje almocei mais cedo, 19h. Com direito a arroz, camarão, batatas e cogumelos irlandeses. Delicioso, ainda mais depois de um dia inteiro andando.
Daqui a pouco vamos em algum lugar e amanhã vamos festejar nas ruas. Todos vestidos de verde e tomando cerveja em algum PUB. Hoje postei fotos no meu facebook, confiram lá.
Abraços.
See you soon
Igor Reis Moreira Mathias
terça-feira, 15 de março de 2011
A Saga de Dublin – Primeira Festa
Hoje foi complicado acordar, fomos dormir as 2h da manhã de ontem aqui e para acordar as 7:40 foi complicado.
A cada dia que passa nosso PortInglês fica mais apurado. Hoje me peguei falando com o Alessandro, o italiano que mora na host family com o Bruno, e terminando a fazer em um “também né”.
Estou tendo que me reacostumar com as aulas e tals, na faculdade eu entrava e saia na hora que queria, agora tenho que agüentar as chatas aulas de inglês no primeiro horário. Já no segundo o tempo voa, um Irish (Irlandês) chamado Billy nos da aula e ele é muito gente boa sua aula voa.
Depois da aula hoje fomos ao banco abrir nossa conta, porém só 4 de nós pode abrir, a conta demora em média 20 minutos para ser aberta e assim a mulher do banco mando o restante voltar amanhã. Enquanto uma galera abria a conta, eu fui para a Grafton St. Comprei um cel e uma máquina fotográfica, depois de amanhã é St Patrick’s Day, dia do padroeiro da Irlanda, feriado nacional e espécie de carnaval local. Todos na rua, sem beber, pois beber na rua na Irlanda é proibido, mas dentro dos PUBs é totalmente liberado, aliás, acho até que é anti-ético não beber em um PUB Irlandês.
Depois da Grafton o pessoal que foi abrir conta nos encontrou e voltamos na Penney’s, hoje consegui comprar blusas de frio a 3 euros e o Bruno achou um casacão de 30 por 16. Depois disso tudo aquele grupo de brasileiros e italiano tinha que ir em algum lugar, e na Irlanda, nada melhor que um PUB para comemorar.
Terça aqui é dia de Dyces, um PUB onde um Pint, copo de 500ml, de cerveja sai a 2 euros e ninguém paga pra entrar até as 19h. Fomos para lá tomamos alguns Pints e chegamos em casa meio altos. Aí é que vem o problema. Cozinhar. A fome estava negra, ainda mais depois de beber, rolo então aquele arroz, bife e ovo. Delicioso, ainda mais com a fome que eu tava.
Agora já são 01:10 e nada de eu durmir. Vou arrumar minhas coisas e deitar, talvez eu consiga dormir. Um abração e até breve.
Igor Reis Moreira Mathias
A cada dia que passa nosso PortInglês fica mais apurado. Hoje me peguei falando com o Alessandro, o italiano que mora na host family com o Bruno, e terminando a fazer em um “também né”.
Estou tendo que me reacostumar com as aulas e tals, na faculdade eu entrava e saia na hora que queria, agora tenho que agüentar as chatas aulas de inglês no primeiro horário. Já no segundo o tempo voa, um Irish (Irlandês) chamado Billy nos da aula e ele é muito gente boa sua aula voa.
Depois da aula hoje fomos ao banco abrir nossa conta, porém só 4 de nós pode abrir, a conta demora em média 20 minutos para ser aberta e assim a mulher do banco mando o restante voltar amanhã. Enquanto uma galera abria a conta, eu fui para a Grafton St. Comprei um cel e uma máquina fotográfica, depois de amanhã é St Patrick’s Day, dia do padroeiro da Irlanda, feriado nacional e espécie de carnaval local. Todos na rua, sem beber, pois beber na rua na Irlanda é proibido, mas dentro dos PUBs é totalmente liberado, aliás, acho até que é anti-ético não beber em um PUB Irlandês.
Depois da Grafton o pessoal que foi abrir conta nos encontrou e voltamos na Penney’s, hoje consegui comprar blusas de frio a 3 euros e o Bruno achou um casacão de 30 por 16. Depois disso tudo aquele grupo de brasileiros e italiano tinha que ir em algum lugar, e na Irlanda, nada melhor que um PUB para comemorar.
Terça aqui é dia de Dyces, um PUB onde um Pint, copo de 500ml, de cerveja sai a 2 euros e ninguém paga pra entrar até as 19h. Fomos para lá tomamos alguns Pints e chegamos em casa meio altos. Aí é que vem o problema. Cozinhar. A fome estava negra, ainda mais depois de beber, rolo então aquele arroz, bife e ovo. Delicioso, ainda mais com a fome que eu tava.
Agora já são 01:10 e nada de eu durmir. Vou arrumar minhas coisas e deitar, talvez eu consiga dormir. Um abração e até breve.
Igor Reis Moreira Mathias
segunda-feira, 14 de março de 2011
A Saga de Dublin – Primeiro dia de Aula
Hoje foi o primeiro dia de aula e para cumprir os protocolos o Tadeu chegou atrasado, tudo bem que eu também cheguei atrasado com ele, mas acordamos as 8:30 para entrarmos as 9:00.
Chegando na escola, aquele esporrinho básico e com classe, porque chegamos atrasado e eu mandei logo aquele português para falar com o Bruno. Depois de feito os testes, eu, Bruno e Tadeu fomos alocados em nossas salas, cada um em um nível de inglês diferente. Tadeu no Avançado, eu no Intermediário Avançado e o Bruno eu não sei ainda. Conhecemos um Italiano, não lembro o nome, que mora com o Bruno na Home Stay, um rapaz da Arábia Saudita, Abdula, que mora com o Leonardo de Curitiba.
Uma coisa eu digo, nem sempre ficar em moradia estudantil é mais vantajoso do que casa de família. Chegamos eu e Tadeu, sem tomar café da manhã, na escola e lá estava o Bruno com a pança cheia, lanchinho pro almoço e tinha atá jantado ontem. Aliás almoço e janta eu nem conheço mais. Desde que cheguei em Dublin comi um foot long (30cm) no Subway e um pão com queijo e presunto em casa. Agora a noite é que eu e Tadeu fomos ao mercado e conseguimos fazer compras, mas isso eu já falo a seguir.
Na parte da tarde a escola nos forneceu um pequeno e rápido tour pela cidade, onde um professor nos levou e foi falando sobre as coisas. Passamos pelo St. Stephen’s Green Garden, um local muito bonito, pela Grafton Street, uma espécie de calçadão com um várias lojas de caras a baratas, Trinity College, a faculdade mais antiga e clássica da Irlanda, fomos até a O’Connel Street e Parnell, ruas famosas de Dublin. Terminamos o tour em um pub onde a escola nos pagou um copo de cerveja. Eu e outras pessoas preferimos tomar a conhecida Guinness, marca registrada de Dublin, já Tadeu e o Bruno, se não me engano, tomaram a já nossa conhecida Heineken.
Eu, particularmente, gostei muito da escola, e parece que os meninos também. Minha sala tem 5 brasileiros, contando comigo, 1 francês, 1 francesa, 1 espanhola, 1 chilena e um maluco da Coréia do Sul. O que é muito bom pois ai todos falam somente em inglês durante as aulas.
Como na hora do almoço fomos tentar comprar o celular, acabei ficando sem almoço, pois saímos da escola as 13h para voltar as 14h. Compramos um chip da Vodafone aqui fala de graça com outro e custa 9 centavos de euro para ligação para telefone fixo no Brasil, sem contar que todo brasileiro aqui tem um. Depois de todo tour pela cidade fizemos quase que um caminho de volta e voltamos a Penny’s Store, sim esse nome mesmo, para comprar roupas de frio, já que aqui ta muito frio ainda. Lá encontramos calças jeans a 6 euros, casacão contra chuva e tals por 25 euros, blusa de frio por 6 também, enfim, uma loucura só.
Chegamos em casa lá pelas 19h e fomos enfim comer algo, primeira refeição do dia, comemos um pão com queijo e presunto, registramos nossos chips e fomos pra rua outra vez, dessa vez no Lidl, um mercado aqui perto de casa.
Mercado aqui é muito diferente, achei meio desorganizado, mas não achei caro, na verdade até que é em conta. Compramos o básicão, macarrão, alguns enlatados, carne, frango e até mesmo alguns vegetais.
Depois disso tudo viemos pra casa tomar aquele banho, fazer a janta, que foi a primeira refeição de verdade em Dublin, macarrão com molho branco e pedaços de frango. Mas para completar meu dia meu adaptador de tomada quebrou e tive que pegar o do Tadeu. AVISO: Jamais comprem adaptador de tomada nas lojas BAGAGGIO, são uma bosta e caros.
Agora vou deitar, já são 1h da manhã em Dublin e amanhã tenho aula as 9h, e não posso chegar atrasado.
Um abraço a todos.
Igor Reis Moreira Mathias
Chegando na escola, aquele esporrinho básico e com classe, porque chegamos atrasado e eu mandei logo aquele português para falar com o Bruno. Depois de feito os testes, eu, Bruno e Tadeu fomos alocados em nossas salas, cada um em um nível de inglês diferente. Tadeu no Avançado, eu no Intermediário Avançado e o Bruno eu não sei ainda. Conhecemos um Italiano, não lembro o nome, que mora com o Bruno na Home Stay, um rapaz da Arábia Saudita, Abdula, que mora com o Leonardo de Curitiba.
Uma coisa eu digo, nem sempre ficar em moradia estudantil é mais vantajoso do que casa de família. Chegamos eu e Tadeu, sem tomar café da manhã, na escola e lá estava o Bruno com a pança cheia, lanchinho pro almoço e tinha atá jantado ontem. Aliás almoço e janta eu nem conheço mais. Desde que cheguei em Dublin comi um foot long (30cm) no Subway e um pão com queijo e presunto em casa. Agora a noite é que eu e Tadeu fomos ao mercado e conseguimos fazer compras, mas isso eu já falo a seguir.
Na parte da tarde a escola nos forneceu um pequeno e rápido tour pela cidade, onde um professor nos levou e foi falando sobre as coisas. Passamos pelo St. Stephen’s Green Garden, um local muito bonito, pela Grafton Street, uma espécie de calçadão com um várias lojas de caras a baratas, Trinity College, a faculdade mais antiga e clássica da Irlanda, fomos até a O’Connel Street e Parnell, ruas famosas de Dublin. Terminamos o tour em um pub onde a escola nos pagou um copo de cerveja. Eu e outras pessoas preferimos tomar a conhecida Guinness, marca registrada de Dublin, já Tadeu e o Bruno, se não me engano, tomaram a já nossa conhecida Heineken.
Eu, particularmente, gostei muito da escola, e parece que os meninos também. Minha sala tem 5 brasileiros, contando comigo, 1 francês, 1 francesa, 1 espanhola, 1 chilena e um maluco da Coréia do Sul. O que é muito bom pois ai todos falam somente em inglês durante as aulas.
Como na hora do almoço fomos tentar comprar o celular, acabei ficando sem almoço, pois saímos da escola as 13h para voltar as 14h. Compramos um chip da Vodafone aqui fala de graça com outro e custa 9 centavos de euro para ligação para telefone fixo no Brasil, sem contar que todo brasileiro aqui tem um. Depois de todo tour pela cidade fizemos quase que um caminho de volta e voltamos a Penny’s Store, sim esse nome mesmo, para comprar roupas de frio, já que aqui ta muito frio ainda. Lá encontramos calças jeans a 6 euros, casacão contra chuva e tals por 25 euros, blusa de frio por 6 também, enfim, uma loucura só.
Chegamos em casa lá pelas 19h e fomos enfim comer algo, primeira refeição do dia, comemos um pão com queijo e presunto, registramos nossos chips e fomos pra rua outra vez, dessa vez no Lidl, um mercado aqui perto de casa.
Mercado aqui é muito diferente, achei meio desorganizado, mas não achei caro, na verdade até que é em conta. Compramos o básicão, macarrão, alguns enlatados, carne, frango e até mesmo alguns vegetais.
Depois disso tudo viemos pra casa tomar aquele banho, fazer a janta, que foi a primeira refeição de verdade em Dublin, macarrão com molho branco e pedaços de frango. Mas para completar meu dia meu adaptador de tomada quebrou e tive que pegar o do Tadeu. AVISO: Jamais comprem adaptador de tomada nas lojas BAGAGGIO, são uma bosta e caros.
Agora vou deitar, já são 1h da manhã em Dublin e amanhã tenho aula as 9h, e não posso chegar atrasado.
Um abraço a todos.
Igor Reis Moreira Mathias
domingo, 13 de março de 2011
A Saga de Dublin – Início da Viagem
14:30 da tarde em Volta Redonda, os carros começam a chegar para levar e também para irem se despedir de 3 malucos que resolveram se aventurar na terra dos duendes.
Aos poucos chegou a Ranger, o 206 do Pomps com Natty, Saloma e Madella, chegaram também Tadeu e seus pais no eternizado Fox Vermelho, Badaui e seu Celtinha mágico com Rapha e Renato dentro e por fim o Corolla com o Tio do Bruno, sua mãe, seu padrasto, mas onde estava o Bruno? Lógico que um dos meus parceiros enrolados teria que comprar aos 48 do segundo tempo aquele mágico adaptador de tomada universal.
E assim fomos, descendo a serra, tomando cuidado para evitar multas por conta dos trocentos radares de 40 km/h. Chegamos ao aeroporto e beleza, mas onde estavam as vagas do estacionamento? Aeroporto Brasileiro em fim de carnaval, achar vaga é mais difícil que achar deputado que trabalha segunda feira em Brasília.
Após todo estes acontecimentos, lá fomos nós para a fila do Cech-In, despachar as malas, digo as malas de verdade e não as outras, e lá estava, mais um vez, mais enrolado do que nunca, o Tadeu tendo que mexer em sua bagagem por causa de uma tesourinha de criança que queria levar a Irlanda para cortar os lacres de sua mala. Enquanto isso, nosso amigo Rapha, estoquia os gringos, se passando por um atendente da Aerolineas Argentinas e cobrando por informações e fotos, cobrando em Euro e Dolár diga-se de passagem, até ser advertido pela segurança do aeroporto.
Fomos fizemos um lanche, e ai começaram as despedidas, após a entrega das carta-fotos, Ciça, Mika e Demutti foram embora, isso é o que pensávamos, porque elas voltariam para nos abalar emocionalmente de novo lá embaixo. Onde todos se reuniram deram as mãos e rezaram para que nossa viagem fosse um sucesso. Foi ai que recebi também a carta da Natty, a camisa do Fla do Renato e onde ganhamos a camisa de Braz com a assinatura de toda gangue. Gangue essa que cantaria mais uma vez o mais consagrado La la ia da história, Hey Jude, na versão Banda Soverte de Açaí, agora a consagrada assinatura desse bando.
E lá fomos nós, eu, Tadeu e Bruno, esperar pelo avião para Madri, lógico que babando por aquele monte de coisas do free shop. Eu escapei, mas Tadeu e Bruno já começaram comprando, o primeiro um adaptador de tomada e o segundo uma camisa da seleção canarinho.
Ficamos sentados por mais ou menos 2 horas até escutar, ou achar que tínhamos escutado, aquela voz de tele-sexo com fanhura nos chamar para o embarque. E lá fomos os três bonitões e? Não era nossa fila, nossa fila era do outro lado, aquele lado era somente para os assentos 30 a 50 e nós estávamos no 23. Erros aparte, enfim entramos no avião, eu morrendo de medo para variar, o Bruno reclamando e dizendo que helicóptero é muito pior e o Tadeu que nem falava. Nesse momento minha maior preocupação era, será que o motorista verificou o óleo, a calibragem dos pneus e a água do radiador? Se o motor bate como íamos encostar a aeronave no meio do Atlântico?
Para alegria a geral da nação eu consegui dormir mas acordei ao fim do Bravura Indômita, a rádio do avião era tão boa que era só colocar o fone que todo mundo dormia. Chego a janta e eu preferi por comer pasta, que era um tipo de ravióli que acabo virando meio que uma lasanha. Enquanto isso o Bruno, que for sorteado e ficou no meio de um casal de velhinhos, que dormiram o vôo todo, e um Holandês que não fez diferente dos velinhos. E eu estava lá, naquela poltrona que o Thielman não caberia, e que eu mal cabia, empurrando um pouco o Tadeu pro lado.
Após a bela visão, em meio a tanta nuvem, uma bela montanha coberta de neve, enfim chegamos a Madri. No Barajas, aeroporto espanhol, é que começou toda confusão. Eu e Tadeu passamos pela imigração, enquanto o Bruno foi mandado para um portão paralelo. De um lado o Bruno fazendo sinais e imitando um avião com os braços abertos, e do outro eu e Tadeu gritando, mandando ele voltar e tomando esporro da guardinha espanhola. Após rodar todo aeroporto e sair de uma ponta dele para outra, chegamos ao tão sonhado portão H6, onde perguntamos sobre o Bruno e o rapaz da Ibéria disse que ele poderia ter sido retido para maiores informações. Já no hora do embarque, na boca da ponte para o avião descobrimos que o Bruno já havia feito o embarque. Cheguei dentro do avião e nada, dessa vez o Bruno que iria do meu lado e nada. Até que chega um ônibus e lá estava o Bruno e mais uma renca de brasileiros que também haviam sido informados de forma equivocada.
Embarque feito, apaguei, mas apaguei de lesar e ter que a aeromoça me acordar para eu entrar em posição de pouso. Foi nesse momento que entendi o porquê a Irlanda é chamada de Ilha Esmeralda. Grandes e lindos campos verdes, cercados por paredões de rocha, imagens lindíssimas, até achamos um pedaço de praia, para felicidade do Bruno. Nessa hora já estávamos mais relaxados, pois no vôo sentou um Curitibano na minha frente, uma loirinha, e um cara de Paraisópolis, sim a cidade vizinha de Brazópolis, que também iam para a Atlas School.
Na imigração eu, a loirinha e o Paraíso passamos tranqüilos, enquanto Bruno, Tadeu e o Curitiba ficaram retidos e tiveram que conversar com eles novamente. Enquanto isso eu corria para pegar a mala dos malas. Após o final feliz entramos em dois táxis.
Ao chegar em NewMarket St, o novo endereço do Tadeu e o meu, ficamos perdidos a procurar nossa casa por conta de um erro de digitação, onde era para constar New Market House estava escrito New Market Hall, ainda bem que estamos na Irlanda e o povo Irlandês parece ser muito simpático. Um jovem logo notou nossa desorientação, ofereceu ajuda e até mesmo ligou de seu celular para o celular do responsável pela nossa moradia, que logo chegou e nos resgatou. Chegando em casa foi muito bom sentir aquele cheirinho de churrasco, que estava acontecendo em um dos apês aqui. Logo que nos informamos e fomos a rua. Fomos dar uma passeada e ir atrás de um celular da Vodafone que parece oferecer ligações para o Brasil a 9 centavos o minuto. Muito mais barato que ligar da minha casa para casa do Pomps em Braz. Demos uma volta, compramos alguns artigos para frio e uma camisa de Rugby da seleção Irlandesa. Após não comer por umas 14h um Subway foi nossa salvação.
De olho no relógio passamos num mercadinho compramos leite, pão, queijo, um presunto muito louco e lógico, 2 latas de Guiness para vermos o Fla-Flu e comemorar nossa chegada a terra dos leprechauns. Mas nada nisso tudo foi melhor do que tomar banho e achar uma carta da minha mãe escondida na minha nécessaire.
Aos amigos e familiares digo que estamos todos bem. O Bruno disse que está numa mansão e que ia para um PUB com sua host family aqui. Eu e Tadeu estamos vendo Fla-Flu em um link muito louco, tomando cerveja e conversando com nossa colega de casa, casa que por sinal é muito boa, mas falto aquela televisão.
Igor Reis Moreira Mathias
Aos poucos chegou a Ranger, o 206 do Pomps com Natty, Saloma e Madella, chegaram também Tadeu e seus pais no eternizado Fox Vermelho, Badaui e seu Celtinha mágico com Rapha e Renato dentro e por fim o Corolla com o Tio do Bruno, sua mãe, seu padrasto, mas onde estava o Bruno? Lógico que um dos meus parceiros enrolados teria que comprar aos 48 do segundo tempo aquele mágico adaptador de tomada universal.
E assim fomos, descendo a serra, tomando cuidado para evitar multas por conta dos trocentos radares de 40 km/h. Chegamos ao aeroporto e beleza, mas onde estavam as vagas do estacionamento? Aeroporto Brasileiro em fim de carnaval, achar vaga é mais difícil que achar deputado que trabalha segunda feira em Brasília.
Após todo estes acontecimentos, lá fomos nós para a fila do Cech-In, despachar as malas, digo as malas de verdade e não as outras, e lá estava, mais um vez, mais enrolado do que nunca, o Tadeu tendo que mexer em sua bagagem por causa de uma tesourinha de criança que queria levar a Irlanda para cortar os lacres de sua mala. Enquanto isso, nosso amigo Rapha, estoquia os gringos, se passando por um atendente da Aerolineas Argentinas e cobrando por informações e fotos, cobrando em Euro e Dolár diga-se de passagem, até ser advertido pela segurança do aeroporto.
Fomos fizemos um lanche, e ai começaram as despedidas, após a entrega das carta-fotos, Ciça, Mika e Demutti foram embora, isso é o que pensávamos, porque elas voltariam para nos abalar emocionalmente de novo lá embaixo. Onde todos se reuniram deram as mãos e rezaram para que nossa viagem fosse um sucesso. Foi ai que recebi também a carta da Natty, a camisa do Fla do Renato e onde ganhamos a camisa de Braz com a assinatura de toda gangue. Gangue essa que cantaria mais uma vez o mais consagrado La la ia da história, Hey Jude, na versão Banda Soverte de Açaí, agora a consagrada assinatura desse bando.
E lá fomos nós, eu, Tadeu e Bruno, esperar pelo avião para Madri, lógico que babando por aquele monte de coisas do free shop. Eu escapei, mas Tadeu e Bruno já começaram comprando, o primeiro um adaptador de tomada e o segundo uma camisa da seleção canarinho.
Ficamos sentados por mais ou menos 2 horas até escutar, ou achar que tínhamos escutado, aquela voz de tele-sexo com fanhura nos chamar para o embarque. E lá fomos os três bonitões e? Não era nossa fila, nossa fila era do outro lado, aquele lado era somente para os assentos 30 a 50 e nós estávamos no 23. Erros aparte, enfim entramos no avião, eu morrendo de medo para variar, o Bruno reclamando e dizendo que helicóptero é muito pior e o Tadeu que nem falava. Nesse momento minha maior preocupação era, será que o motorista verificou o óleo, a calibragem dos pneus e a água do radiador? Se o motor bate como íamos encostar a aeronave no meio do Atlântico?
Para alegria a geral da nação eu consegui dormir mas acordei ao fim do Bravura Indômita, a rádio do avião era tão boa que era só colocar o fone que todo mundo dormia. Chego a janta e eu preferi por comer pasta, que era um tipo de ravióli que acabo virando meio que uma lasanha. Enquanto isso o Bruno, que for sorteado e ficou no meio de um casal de velhinhos, que dormiram o vôo todo, e um Holandês que não fez diferente dos velinhos. E eu estava lá, naquela poltrona que o Thielman não caberia, e que eu mal cabia, empurrando um pouco o Tadeu pro lado.
Após a bela visão, em meio a tanta nuvem, uma bela montanha coberta de neve, enfim chegamos a Madri. No Barajas, aeroporto espanhol, é que começou toda confusão. Eu e Tadeu passamos pela imigração, enquanto o Bruno foi mandado para um portão paralelo. De um lado o Bruno fazendo sinais e imitando um avião com os braços abertos, e do outro eu e Tadeu gritando, mandando ele voltar e tomando esporro da guardinha espanhola. Após rodar todo aeroporto e sair de uma ponta dele para outra, chegamos ao tão sonhado portão H6, onde perguntamos sobre o Bruno e o rapaz da Ibéria disse que ele poderia ter sido retido para maiores informações. Já no hora do embarque, na boca da ponte para o avião descobrimos que o Bruno já havia feito o embarque. Cheguei dentro do avião e nada, dessa vez o Bruno que iria do meu lado e nada. Até que chega um ônibus e lá estava o Bruno e mais uma renca de brasileiros que também haviam sido informados de forma equivocada.
Embarque feito, apaguei, mas apaguei de lesar e ter que a aeromoça me acordar para eu entrar em posição de pouso. Foi nesse momento que entendi o porquê a Irlanda é chamada de Ilha Esmeralda. Grandes e lindos campos verdes, cercados por paredões de rocha, imagens lindíssimas, até achamos um pedaço de praia, para felicidade do Bruno. Nessa hora já estávamos mais relaxados, pois no vôo sentou um Curitibano na minha frente, uma loirinha, e um cara de Paraisópolis, sim a cidade vizinha de Brazópolis, que também iam para a Atlas School.
Na imigração eu, a loirinha e o Paraíso passamos tranqüilos, enquanto Bruno, Tadeu e o Curitiba ficaram retidos e tiveram que conversar com eles novamente. Enquanto isso eu corria para pegar a mala dos malas. Após o final feliz entramos em dois táxis.
Ao chegar em NewMarket St, o novo endereço do Tadeu e o meu, ficamos perdidos a procurar nossa casa por conta de um erro de digitação, onde era para constar New Market House estava escrito New Market Hall, ainda bem que estamos na Irlanda e o povo Irlandês parece ser muito simpático. Um jovem logo notou nossa desorientação, ofereceu ajuda e até mesmo ligou de seu celular para o celular do responsável pela nossa moradia, que logo chegou e nos resgatou. Chegando em casa foi muito bom sentir aquele cheirinho de churrasco, que estava acontecendo em um dos apês aqui. Logo que nos informamos e fomos a rua. Fomos dar uma passeada e ir atrás de um celular da Vodafone que parece oferecer ligações para o Brasil a 9 centavos o minuto. Muito mais barato que ligar da minha casa para casa do Pomps em Braz. Demos uma volta, compramos alguns artigos para frio e uma camisa de Rugby da seleção Irlandesa. Após não comer por umas 14h um Subway foi nossa salvação.
De olho no relógio passamos num mercadinho compramos leite, pão, queijo, um presunto muito louco e lógico, 2 latas de Guiness para vermos o Fla-Flu e comemorar nossa chegada a terra dos leprechauns. Mas nada nisso tudo foi melhor do que tomar banho e achar uma carta da minha mãe escondida na minha nécessaire.
Aos amigos e familiares digo que estamos todos bem. O Bruno disse que está numa mansão e que ia para um PUB com sua host family aqui. Eu e Tadeu estamos vendo Fla-Flu em um link muito louco, tomando cerveja e conversando com nossa colega de casa, casa que por sinal é muito boa, mas falto aquela televisão.
Igor Reis Moreira Mathias
sábado, 12 de março de 2011
Até Breve
Primeiramente me desculpo com alguns leitores, mas é impossível fazer esse texto sem citar alguns autores já consagrados.
Até breve. Sim, soa melhor que adeus. Adeus parece ser pra sempre, até breve da a impressão de um pequeno desencontro. Sei que para alguns será adeus. Sabemos como a vida é e infelizmente ela nos causa certas baixas ao longo do caminho, mas espero que para a grande maioria seja um até logo.
Não fiquem tão felizes, escondam estes sorrisos, eu vou, mas eu volto, tenho muito a atrapalhar e curtir com vocês ainda.
Muitos vão sem a vontade de voltar. Mas como vou viver sem carnaval e samba enredo, sem feijoada e cachaça, sem Flamengo e Maracanã, e principalmente, sem meus amigos e minha família.
Vou sentir falta do Nicky me lambendo pra acordar, da Sofia me pedindo comida, da Nina latindo pra quem invadir meu quarto, da Babi chorando porque acabou a água. Como não sentir falta da Marcella fazendo tudo, minha mãe e meu pai me chamando pro Gugas e o Iago querendo ir nas festas comigo.
Será difícil comer um churrasco que não seja do Pomps, ou ir pras baladas sem o Renan, ter aquele papo cabeça na balada sem o Salomão do lado, ver jogo do Fla sem o Renato. Quem vai bater no peito e dizer que tem coração de pedra Ivan? Como vou viver só com sol, sem a Natty pra chamar chuva e fazer aquela oratória, a Cecília para desabafar e me dar esporro, a Mika pra nos alegrar com sua beleza e a Demutti para me demonstrar todo carinho e ter aqueles papos sobre sexo no MSN. Como vou ao banco sem ver aquela linda e simpática atendente eim Paulinha? Onde farei pré se não na casa da Sheilinha e companhia. Ainda bem que para a Lescura estarei sempre no twitter, onde também poderei ler as reclamações do Periard e as palhaçadas do cabeção. Como serão as peladas sem Zico e a galera? Quem vai ficar chorando na pelada se não o Rapha? Quem vai levar a levar a galera da carro se não o Badauí? Quem vai atrasar minhas viagens se não a Elisa? Quem vai arrumar uma amiga se não a Nayara? E que amiga por sinal!
Como me disseram, 1 ano, 12 meses, 365 dias, 8760 horas. Passa rápido. Já já estou aqui de volta para os churrascos na piscina e as caronas com 800 pessoas dentro do carro. Como cantou Milton Nascimento “seja o que vier, venha o que vier, qualquer dia amigo eu volto a te encontrar, qualquer dia amigo, a gente vai se encontrar.”
Mas nem tudo é tristeza. Estamos indo em uma oportunidade única em nossas vidas, conhecer lugares novos, cultura nova, aprender um idioma. Tomar porrada, levantar, apanhar de novo e levantar. Crescer, sair do rabo da saia da mamãe. Me virar por mim mesmo, sem pleonasmos. Aprender com a vida.
Tenham certeza, todos vocês, citados ou não, farão muita falta e serão nossa maior razão para regressar para casa. E voltaremos, de uma forma ou de outra, estaremos sempre com vocês assim como vocês estarão sempre conosco.
Mas é isso, como diz a música “então fica assim: a gente se encontra em outra ocasião, na festa junina, festa de peão, no bar da esquina. O MUNDO É TÃO PEQUENO AFINAL.”
Amo todos Vocês
Igor Reis Moreira Mathias
Até breve. Sim, soa melhor que adeus. Adeus parece ser pra sempre, até breve da a impressão de um pequeno desencontro. Sei que para alguns será adeus. Sabemos como a vida é e infelizmente ela nos causa certas baixas ao longo do caminho, mas espero que para a grande maioria seja um até logo.
Não fiquem tão felizes, escondam estes sorrisos, eu vou, mas eu volto, tenho muito a atrapalhar e curtir com vocês ainda.
Muitos vão sem a vontade de voltar. Mas como vou viver sem carnaval e samba enredo, sem feijoada e cachaça, sem Flamengo e Maracanã, e principalmente, sem meus amigos e minha família.
Vou sentir falta do Nicky me lambendo pra acordar, da Sofia me pedindo comida, da Nina latindo pra quem invadir meu quarto, da Babi chorando porque acabou a água. Como não sentir falta da Marcella fazendo tudo, minha mãe e meu pai me chamando pro Gugas e o Iago querendo ir nas festas comigo.
Será difícil comer um churrasco que não seja do Pomps, ou ir pras baladas sem o Renan, ter aquele papo cabeça na balada sem o Salomão do lado, ver jogo do Fla sem o Renato. Quem vai bater no peito e dizer que tem coração de pedra Ivan? Como vou viver só com sol, sem a Natty pra chamar chuva e fazer aquela oratória, a Cecília para desabafar e me dar esporro, a Mika pra nos alegrar com sua beleza e a Demutti para me demonstrar todo carinho e ter aqueles papos sobre sexo no MSN. Como vou ao banco sem ver aquela linda e simpática atendente eim Paulinha? Onde farei pré se não na casa da Sheilinha e companhia. Ainda bem que para a Lescura estarei sempre no twitter, onde também poderei ler as reclamações do Periard e as palhaçadas do cabeção. Como serão as peladas sem Zico e a galera? Quem vai ficar chorando na pelada se não o Rapha? Quem vai levar a levar a galera da carro se não o Badauí? Quem vai atrasar minhas viagens se não a Elisa? Quem vai arrumar uma amiga se não a Nayara? E que amiga por sinal!
Como me disseram, 1 ano, 12 meses, 365 dias, 8760 horas. Passa rápido. Já já estou aqui de volta para os churrascos na piscina e as caronas com 800 pessoas dentro do carro. Como cantou Milton Nascimento “seja o que vier, venha o que vier, qualquer dia amigo eu volto a te encontrar, qualquer dia amigo, a gente vai se encontrar.”
Mas nem tudo é tristeza. Estamos indo em uma oportunidade única em nossas vidas, conhecer lugares novos, cultura nova, aprender um idioma. Tomar porrada, levantar, apanhar de novo e levantar. Crescer, sair do rabo da saia da mamãe. Me virar por mim mesmo, sem pleonasmos. Aprender com a vida.
Tenham certeza, todos vocês, citados ou não, farão muita falta e serão nossa maior razão para regressar para casa. E voltaremos, de uma forma ou de outra, estaremos sempre com vocês assim como vocês estarão sempre conosco.
Mas é isso, como diz a música “então fica assim: a gente se encontra em outra ocasião, na festa junina, festa de peão, no bar da esquina. O MUNDO É TÃO PEQUENO AFINAL.”
Amo todos Vocês
Igor Reis Moreira Mathias
sexta-feira, 4 de março de 2011
Despedidas
Ainda faltam 8 dias mas as despedidas não param de ocorrer. Seja despedida do Cana, que te deixa feliz, ou a despedida de algumas pessoas.
A vida é engraçada, do nada conhecemos alguém, que simpatizamos, gostamos e agora fará falta também.
É o último beijo, o último abraço, o último deslizar de mãos sobre seus cabelos. Ou talvez não, mas isso só vamos saber daqui a um ano, ou menos. Vou com a vontade e disposição para voltar somente antes do carnaval do ano que vem, que ainda não sei quando será.
Queria acreditar que quando eu voltar tudo estará tranqüilo e no mesmo lugar. Mas já parto com a certeza que não, mesmo aos 45 minutos do segundo tempo, tem sempre um Pet para meter um gol né. Até dia 12, acho que ainda teremos muitos capítulos nessa novela da vida.
Ainda faltam 8 dias mas já chorei tanto, já fiquei tão triste ao me despedir de algumas pessoas. Ainda faltam 8 dias mas já fiquei tão feliz ao ver pessoas que ainda estarão muito tempo ao meu lado, pessoas que, assim como eu vou sentir, sentirão minha falta.
Amanhã é carnaval, cada dia uma despedida diferente, despedida de algo ou alguém. Amanhã é carnaval e tristeza e carnaval são duas palavras que não combinam, quase antônimos naturais. Acho que na nova regra ortográfica, tristeza e carnaval deveriam ser proibidos de constar na mesma frase, ou melhor, no mesmo texto.
Assim agora é curtir o carnaval, curtir com amigos, bebendo, zoando, rindo. Cada dia será uma nova despedida, e assim tenho que valorizar cada segundo que terei com eles.
O carnaval, assim como outras coisas, infelizmente, duram pouco, mas como já disseram por aí, “só o que é bom dura tempo bastante pra se tornar inesquecível.”
Igor Reis Moreira Mathias
A vida é engraçada, do nada conhecemos alguém, que simpatizamos, gostamos e agora fará falta também.
É o último beijo, o último abraço, o último deslizar de mãos sobre seus cabelos. Ou talvez não, mas isso só vamos saber daqui a um ano, ou menos. Vou com a vontade e disposição para voltar somente antes do carnaval do ano que vem, que ainda não sei quando será.
Queria acreditar que quando eu voltar tudo estará tranqüilo e no mesmo lugar. Mas já parto com a certeza que não, mesmo aos 45 minutos do segundo tempo, tem sempre um Pet para meter um gol né. Até dia 12, acho que ainda teremos muitos capítulos nessa novela da vida.
Ainda faltam 8 dias mas já chorei tanto, já fiquei tão triste ao me despedir de algumas pessoas. Ainda faltam 8 dias mas já fiquei tão feliz ao ver pessoas que ainda estarão muito tempo ao meu lado, pessoas que, assim como eu vou sentir, sentirão minha falta.
Amanhã é carnaval, cada dia uma despedida diferente, despedida de algo ou alguém. Amanhã é carnaval e tristeza e carnaval são duas palavras que não combinam, quase antônimos naturais. Acho que na nova regra ortográfica, tristeza e carnaval deveriam ser proibidos de constar na mesma frase, ou melhor, no mesmo texto.
Assim agora é curtir o carnaval, curtir com amigos, bebendo, zoando, rindo. Cada dia será uma nova despedida, e assim tenho que valorizar cada segundo que terei com eles.
O carnaval, assim como outras coisas, infelizmente, duram pouco, mas como já disseram por aí, “só o que é bom dura tempo bastante pra se tornar inesquecível.”
Igor Reis Moreira Mathias
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