quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A Saga de Dublin – Despedida do Iago

Como de costume temos que fazer uma despedida para quem volta ao Brasil e como o Iago não tem idade para Diceys, fomos para o Temple Bar. Mas isso eu falo depois.

Logo cedo o Iago me acordou pois ele estava indo para os Cliffs e tudo mais e eu iria para a aula, dormi, perdi a hora e fui só para a segunda. Almocei na escola e saí para ver as coisas dele.

Vi óculos, camisa, ima, tralhas e voltei para casa, cozinhei e fui ver capitão América a espera do meu irmão. Eram umas 7 e pouca quando ele chegou, tomou banho, começamos a nos arrumar, esperamos a Paula e lá fomos em direção do Temple Bar com o Ricardo e Alban aqui de casa e depois o japa apareceu por lá.

Tomamos umas cervejas, brincamos, escutamos uma música irish e viemos para casa. Enquanto a Paula ia dormir, Tadeu me deu a má notícia de falecimento de um membro de sua família e eu fui cozinhar para meu batalhão. Logo chegou o Bruno e depois os meninos.

Sentei na sala e fui escrever os postais e acabar de guardar as coisas, afinal ontem como sempre chegamos em casa com mais 3 pints diferentes para levar para o Brasil.

Fiquei escrevendo e vendo jogo do fla até umas 3 e meia da manhã, quando não agüentava mais e tive que ir dormir.

Acordamos hoje, fomos para rua comprar os faltantes. Compramos as encomendas do Brasil, só não achamos o perfume do Re, rodamos e viemos para casa, para eu cozinhar e depois irmos ao aeroporto.

Eram umas 4 e meia na hora que juntamos as coisas e fomos em direção ao aeroporto para levar o Iago. Cheguei lá fomos no guichê e recebemos a boa notícia, o vôo havia sido cancelado. Agora o Iago só vai amanhã de madrugada. Mas mesmo assim ele ia chegar em Paris as 9 e pouca e seu vôo seria só as 11 da noite. Reclamamos e conseguimos um vôo para as 11 da manhã.

Saímos de lá na missão de conseguir todas as notinhas do que gastarmos a mais por conta desse erro deles. De cara o taxista já cobrou mais caro por saber da história e também querer ganhar o dele, depois falamos que isso é coisa de brasileiro. Assim fomos de cara lanchar no fast food de burritos que a Paula ta trabalhando e depois fomos para a Dunnes comprar salmão, camarão, sorvete, corneto, pão e tals para a janta e o café da manhã de amanhã.

Agora estamos aqui decidindo qual pizza pedir no take away, afinal a Air France vai pagar nossa janta.

Valew

Igor Reis Moreira Mathias

Igor Reis Moreira Mathias

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A Saga de Dublin – Arrumando as Malas ... do Iago

Infelizmente está chegando a hora. Após uns 40 dias aqui meu irmão terá que voltar para Volta Redonda. Fato que me deixa meio triste já que sua estadia tem sido muito boa aqui comigo. Ter um pedacinho da família aqui na Irlanda é muito bom.

E pela volta do Iago que temos que começar a arrumar malas. Primeiro passo, organizar os 20 e poucos pints e copos de cerveja, uísque e etc que já estou mandando para casa. Os agrupamos em torres de 5, colocamos jornal, envolvemos em roupa e os cobrimos e forramos de todos os lados também.

O problema de arrumar a mala é que sempre aparece algo que estamos esquecendo. Primeiro foram coisas que comprei lá para casa, depois postais, depois isso, depois aquilo. Sei que comecei a arrumar as malas as 4 da tarde e acabei das 10 da noite. E tira coisa e põe coisa, que trabalho.

Agora parece que as coisas estão andando bem com a mala e que bom que o Iago não foi aos cliffs hoje. Apesar de termos acordado cedo e tudo mais a empresa lá teve um problema e não foi. Acho que ele vai amanhã, aos 45 do segundo tempo.

Assim ficamos por conta de arrumar as coisas e ver o que ainda falta comprar. Recebi umas encomendas de última hora aí e vamos ver se consigo atender a todas.

Agora é tomar um banho, preparar a janta e já reservar um pouco dela para o meu almoço amanhã, já que irei na rua ver algumas coisas enquanto o Iago desbrava os Cliffs of Moher.

Valew Galera

Igor Reis Moreira Mathias

terça-feira, 2 de agosto de 2011

A Saga de Dublin – Feriado Bancário

Acho que esta para nascer lugar melhor para feriados do que a Irlanda. Ontem mais uma vez contamos com esse delicioso privilégio. No começo é meio estranho mas depois você acostuma.

Aqui a situação dos feriados funciona mais ou menos assim, se tem feriado que cai no fim de semana eles jogam para a segunda-feira pois não é justo perder feriado e se não tem feriado eles meio que criam esse feriado bancário na primeira segunda do mês. Não é bem assim mas é mais ou menos isso, se é que me entendem. Isso assim como o horário de funcionamento das coisas aqui é algo que deve viver com mas não tentar compreender.

Ontem então pegamos e como era feriado e tínhamos nada a fazer fomos almoçar na casa da Paula. As meninas fizeram uma costela de almoço para nós que por sinal ficou muito boa. Costela de boa feita no forno temperada com alho, cebola e pimentão (calma mãe eu catei tudo que eu não como), acompanhado de arroz, maionese de batata, ovo e milho e salada pra quem gosta dessas coisas.

Ficamos conversando, falamos das viagens, dos jogos de rugby, de futebol, torcidas, política e enfim viemos para casa. Fui sacar dinheiro no Spar a Paula também e logo depois vim buscar as coisas em casa, ia dormir lá para liberar uma cama pro Iago dar uma descansada e para inaugurar a casa já que nunca tinha dormido lá.

Pegamos as coisas, liguei para a agência de viagens que faz tour para os Cliffs aqui, agendei para o Iago e amanhã veremos no que isso vai dar. Agora é hora de ir assistir um clássico dos cinemas, Robin Hood e depois dormir.

Valew

Igor Reis Moreira Mathias

domingo, 31 de julho de 2011

A Saga de Dublin – Dublin e Edimburgo e Lago Ness na Escócia

Enfim de volta a Dublin, já que voltar ao Brasil é mais difícil uma bela descansada em casa vale muito a pena. Voltei a Dublin, resolvi o que tinha que resolver descansei, ficamos mais em casa, pelo menos eu, já que o Iago quis sair um pouco com os caras para tomar umas cervejas.

Chegamos na segunda a tarde e quarta a tarde já estávamos de ida para Edimburgo, o vôo foi tranqüilo e rápido mas eu estava com mais medo dessa vez, tempo nubladasso, um pouco mais de tremores no avião mas enfim chegamos a bela cidade de Edimburgo.

O dia ainda contava com raios de sol então resolvemos sair para dar uma volta. Vimos um pouco do lugar, tiramos umas fotos e fomos atrás do tão bem escondido KFC, rodamos, rodamos e não achamos até agora.

Voltamos ao hostel fizemos aquela zona antes de dormir e fomos dormir.

No dia seguinte acordamos e para nossa surpresa estava chovendo e como eu tranquei a chave do cadeado dentro da mala eu acabei tendo que abrir um buraco no outro compartimento para a Paula meter a mão e pegar a chave, o que fez com que perdêssemos o café da manhã.

Demos uma rodada pelo centro debaixo de chuva mesmo, fomos a empresa que faz viagens de mini bus até o Lago Ness e as Highlands, bookamos nossa viajem para o dia seguinte, partimos para a Calton Hill, tiramos uma fotos, descemos fomos ao centro, compramos guarda-chuva para quem precisava, olhamos uns Kilts, vimos uns suvenires e decidimos subir até o castelo.

Subida longa e cansativa, mas até que vale a pena já que o castelo é muito bonito. Mas como chovia bastante resolvemos que não iríamos no castelo aquele dia e que se no sábado houvesse sol cogitávamos a idéia novamente. Tentamos rodar pela cidade mas o fato de estar chovendo muito e nossas roupas a prova de água não estarem funcionando mais, fomos para o hostel. Antes passamos no subway compramos comida e fomos comer. Depois do almoço, com aquele frio e chuva acabamos dando uma dormida. A noite com a chuva já quase parada fomos rodar atrás de mercado, que achamos, compramos as coisas para lanche no dia seguinte, para jantar e voltamos para o nosso hostel.

Lá conhecemos um cara de Volta Redonda, que morou em Resende e hoje mora no Rio. O mundo é realmente pequeno. Conversamos um pouco e depois era hora de apagar novamente.

Acordamos cedo no dia seguinte, já que o busão sairia as 8 da manhã e ainda tínhamos que tomar café da manhã. Fomos para a agência de viagens mas como fomos uns dos último a chegar nem pegamos bons lugares, mas do jeito que estávamos cansados dormimos bastante na viagem.

Nas primeira horas eu dormi e acordei achando que tinham passando somente 10 minutos, mas depois me mantive acordado, pois estávamos passando pelas Highlands escocesas, um lugar maravilhoso, muito lindo mesmo, uma das mais belas paisagens que já vi. E depois de um bom tempo chegamos ao tão falado Lago Ness. Que como já esperávamos não tem nada de tão especial. O lugar é lindo, paisagem muito maneira mas não é a oitava maravilha do mundo. Lá ganhamos um lanche e eu escolhi de ovo com maionese, já que todos os outros tinham vegetais, e o ovo não desceu muito bem, acabei virando um homem bomba.

Rodamos um pouco pelo lugar, vimos uma apresentação de gaita de folie de um escocês todo vestido a caráter. Comemos na beira do lago e aproveitamos o local enquanto podíamos. Na volta uma das melhores partes da viagem, assistir no ônibus ao filme Coração Valente, em meio as highlands. Algo que realmente só se faz uma vez na vida. Dessa vez permaneci acordado a maior parte do tempo, até que cochilei e logo o ônibus parou para o pessoal ir ao banheiro e tals, acordei de vez e vi o filme até o fim.

Chegamos em Edimburgo de volta, aproveitamos o lindo e ensolarado dia para rodar mais um pouco e tirar algumas fotos. Depois disso fomos para o mercado, compramos comida, fomos para o hostel, jantamos, vimos um pouco de filme e apagamos.

No dia seguinte o tempo colaborou novamente, assim resolvemos fazer os jardins que ficam abaixo do castelo, rodamos um pouco na rua também e resolvemos entrar no castelo, o único problema é que resolvemos escalar o morro ao lado do castelo, passando pelo parque a fim de cortar caminho. Chegamos lá em cima, botando todos os bofes para fora, sem fôlego mas até que foi legal, achamos uma saída e fomos para o castelo. Ficamos na fila um tempo para pegar nossos ingressos e enfim entramos.

Como entramos já eram quase 1 hora da tarde fomos rapidamente ao museu de armas vimos duas galerias e saímos para ver o tiro de canhão da 1 hora. Vimos, voltamos e fomos terminar o museu que é bem legal com espadas e revolveres antigos, armaduras, fardas e tudo mais.

Passamos pelas jóias da coroa, capela, canhão de bola de pedra, prisão, aproveitamos o lindo visual e saímos. Na verdade estávamos meio assim de entrar no lugar, mas valeu muito a pena, o castelo é muito maneiro, lógico que não se compara a quantidade de atrações da Tower of London mas também tem sua beleza.

Do castelo descemos para comer, rodamos um pouco na Royal Mile e fomos atrás da estátua do cachorro Greyfriars Boby que passou 14 anos de sua vida velando o túmulo de seu dono. Quase de frente para a estátua estava o museu nacional escocês, recém reinaugurado e muito legal. O museu conta com carros de corrida de formula 1 do Sir Jackie Stewart, peças antigas da história do país, e novas alas com animais empalhados, robôs, carros antigos, TVs, máquinas e até mesmo uma cápsula espacial e a ovelha Dolly. Ela mesmo, o “primeiro” animal clonado, está lá empalhado nesse museu. Pena que ele fechou cedo, eram 5 horas da tarde, e fomos meio que expulsos lá de dentro.

Assim resolvemos tirar mais algumas fotos por lá e voltar ao hostel para pegar nossas coisas e partir para o aeroporto.

Chegando no aeroporto vimos vários coelhos cavando e destruindo os jardins próximos o que nos fez rir um pouco. No aeroporto passamos tranqüilo, mesmo eu trazendo um pint de presente para mim. Passamos no free shop, comprei umas coisas para minha mãe e fomos embora. Chegando no portão de embarque perguntei ao Iago de sua passagem e ele havia perdido, pior que eu tinha acabado de entregá-la de volta a ele. Fomos até o portão a moça pediu para esperarmos e sermos os últimos, então eu e Iago esperamos enquanto a Paula, o Victor e a Letícia entravam no vôo para guardar lugar para nós e nossas malas.

Sem problemas, a moça imprimiu um papel para o Iago, entramos no avião, o pessoal foi muito educado e sentemos para voltar para Dublin, onde viemos a pousar cerca de 50 minutos depois. Passamos pela imigração, pegamos um táxi viemos para casa e dormimos.

Hoje eu fiz foi dormir bastante e arrumar a cozinha, coisa que parecia que ninguém fazia aqui a um bom tempo. Eu e Paula fizemos almoço e a Paula ainda fez Cuca de sobremesa, juro que nunca tinha visto isso mas é muito bom.

Levei ela para casa, voltei para falar com meus pais e vim escrever. Agora acho que vou dormir, afinal são 2 e meia da matina e todo mundo está dormindo.

Até mais

Igor Reis Moreira Mathias

A Saga de Dublin – Berlim na Alemanha e Estocolmo na Suécia

Chegamos. A cidade que já foi dividida por um muro e por várias nações diferentes, a cidade que traz em sua história várias coisas tristes e uma linda mostra de recuperação. Berlim é o lugar.

Chegamos a rodoviária da cidade, que mais uma vez se mostrava ser pior que as rodoviárias do Brasil, pegamos um metrô, que lutamos um pouco para entender de começo e fomos para o hostel.

Dessa vez ficamos em um bom hostel, com staff muito gente boa, boa estrutura, mas meio mal localizado. O tempo já se mostrava meio rebelde nesse dia mas mesmo assim fizemos nosso check-in e já fomos direto para a rua. Primeira coisa que fomos ver era a galeria de East Side que preserva uma grande parte do Muro de Berlim ainda intacta e todo pintado em uma forma de galeria ao céu aberto. Em meio a tantas pinturas o que mais chamou a minha atenção e do Iago foi uma estátua de um urso pintado por Romero Brito, um artista brasileiro.

De lá partimos para a praça principal para vermos a tão famosa Berliner Fernsehturm, ou Torre de Televisão de Berlim, em português. Tiramos algumas fotos e vimos uma Dunckin Donuts para eu comer a tão famosa rosquinha pela primeira vez. De lá passamos pela prefeitura da cidade e por outras partes até chegar a ilhota que abriga vários museus e a catedral da cidade.

Essa ilhota é muito interessante e muito bonita, até mesmo com a chuva era um lugar maravilhoso. A Berlim Dom é uma igreja impressionante que tivemos a felicidade de visitar enquanto uma pessoa tocava seu gigantesco órgão. É impressionante a quantidade de detalhes e o tamanho das colunas que compõem tal local.

Saímos da igreja fomos dar uma volta por perto dos museus que já estavam fechados e fomos para casa. Chegando em casa passamos pelas proximidades para compra comida e achamos o La Romantica, um restaurante italiano que servia uma boa porção de massa a um ótimo valor e com um sabor delicioso. Compramos nossa janta e fomos para o hostel. No hostel jantamos e enquanto eu ia para o quarto aprontar as coisas e tals o Iago ficava lá embaixo jogando guittar hero.

Dia seguinte acordamos e lá estava o tempo uma grande bosta, chovendo e ventando, fazendo muito frio em pleno verão europeu. Assim resolvemos gastar nosso dia andando por dentro dos museus da ilhota que mencionei. E lá fomos para o primeiro museu o Altes Museum, onde compramos nosso passe dos museus e vimos várias estátuas e obras gregas e tals.

Do Altes partimos para o Neues Museum que apresentava várias obras egípcias de lá partimos para o Alte Nationalgalerie para ver algumas pinturas de artistas famosos e finalmente fomos para o Museu Bode onde vimos várias pinturas e esculturas barrocas bem legais, foi lá também que vimos uma imensa coleção de moedas que inclui uma moeda cunhada em ouro que vale um milhão de dólares canadenses, em homenagem a rainha inglesa. Infelizmente não fomos ao Pergamonmuseum já que o mesmo parecia estar em obras.

Saímos dos museus e resolvemos explorar outra área de Berlim, fomos ao museu Topografia do Terror, que conta a história de judeus ao redor da Europa, o crescimento do partido nazista, a ascensão de Hitler ao poder e tudo mais, sem falar do pedaço do muro de Berlim, esse sem estar pintado e tals, na sua frente.

Do topografia do terror fomos para o Checkpoint Charlie, uma porta de entrada entre a Berlim comunista e a Berlim capitalista na época do muro. A casinha de madeira continua lá, como essa era na época, com placas de entrada e saída da zona e próximo a esse local existe um museu que fala sobre esse lugar, mas que devido a seu alto valor resolvemos não entrar. Dalí pegamos um metrô e partimos para casa para comprar nosso macarrão noturno e apagar na cama.

Dia seguinte começou com o tempo pior que o dia anterior, chovendo mais, ventando mais e fazendo mais frio. Fomos para a praça que contém duas catedrais idênticas erguidas para simbolizar a paz entre França e Alemanha. Lá o frio apertou de vez e a chuva realmente incomodou, o que fez com que tivéssemos que voltar ao centro para o Iago e a Letícia comprarem um casaco a prova de água para si.

Comemos algo, e fomos para o tão famoso e falado portão de Brandenburgo, lugar legal principalmente quando vemos fotos do local durante a queda do muro, aquilo se transforma em algo sensacional. Dali fomos dar um pulo no parlamento alemão que fica ao lado, infelizmente não pudemos entrar pois não tínhamos reservado nada, mas foi possível tirar umas fotos e rir de um cara que ficou peladão naquele frio para tirar um foto nú em frente ao local.

Saímos então andando por Tiergarten até chegar a estátua dourada que se encontra no meio do mesmo. Lugar bonita, muito maneira a vista, mas precisávamos voltar para ver o monumento aos judeus que havíamos esquecido de ver. Fomos de bus para o local, já que quando se compra o bilhete do dia pode-se usar metrô, trem ou ônibus em Berlim e de lá partimos para uma zona mais central onde queríamos ver a igreja que foi afetada por bombardeios durante a segunda guerra mundial e ir ao shopping center da cidade.

Chegamos ao local, tiramos uma fotos na porta do zoo, um dos maiores do mundo, e fomos para o shopping, fomos a loja de eletrônicos, vimos uns preços, Iago jogou videogame e fomos para a rua. Entramos na loja da Adidas e depois fomos a uma loja da Nike. Nunca vi algo igual, um lojão, com várias seções dedicadas a diversos esportes, montagem do seu próprio tênis.

Saímos da loja, procuramos a igreja e enfim achamos. Infelizmente, ou felizmente, ela se encontra em reformas e esta toda cercada por andaimes e placas de aço. Fomos então para casa, comemos macarrão mais uma vez e capotamos.

No último dia enfim parou de chover mas o tempo ainda se encontrava feio. Fomos então para o estádio Olímpico de Berlim, onde ocorreu a final da copa do mundo da Alemanha e onde também o afro americano Jesse Owens ganhou 4 medalhas de ouro na olimpíadas de 1936, dentro do quintal de Hitler. Resolvemos entrar no local e pegamos um tour guiado. O estádio é fantástico e sofreu a maior reforma de um estádio na Europa onde foram gastos cerca de 300 milhões de euros, uns 700 milhões de reais. Enquanto isso o Maracanã passa pela 3 reforma em alguns anos gastando quase um bilhão e o Corinthians ganha um estádio feito com dinheiro do povo. Realmente os políticos brasileiros merecem uma salva de palma para sua incompetência e o povo uma por sua otariedade.

Mas enfim, rodamos o lugar, passamos pela tribuna, o local onde Hitler sentava e fomos parar até mesmo no vestiário que o Zidane teve que assistir a final depois de ser expulso por sua bela cabeçada no Materazzi.

Saímos do histórico estádio e fomos ao Schloss Charlottenburg, um palácio onde não entramos e resolvemos ver somente seus jardins. Jardins bonitos mas nada comparado aos jardins dos palácios de Viena ou de Versailles na França.

Do lugar resolvemos ir para a igreja Memorial do Imperador Guilherme, para vermos a mesma por dentro e ver o memorial erguido ao lado. Muito interessante a nova igreja erguida ao lado, feita com os vidros que sobraram da primeira. Pena é a igreja estar toda tapada para restaurações. Da igreja fomos finalmente para o hostel onde descansamos para acordarmos cedo e ir para o aeroporto pegar nosso avião para Estocolmo.

E assim foi, levantamos, e enfim o tempo estava ensolarado, mas tínhamos que correr. Fomos andando pela rua e pela primeira vez na vida eu vi um taxista rejeitar uma corrida e dizer que o local fica a uns 10 minutos andando e nos mostrar no mapa ainda.

Chegamos a estação de trem e ele estava lá, como tínhamos que comprar o bilhete ainda, acabamos perdendo este e pegando o próximo. Chegamos ao aeroporto e o mesmo estava meio que mais seguro que o normal. Com raio-x já na entrada para o check-in e tudo mais. Tudo correu bem, pegamos nosso vôo e fomos para Estocolmo. Chegamos a cidade eram meio dia mais ou menos, depois de pousar, pegar o ônibus até a cidade e tudo mais.

Fomos para o hostel, dessa vez ia ser tenso, 18 no mesmo quarto, e lá já pegamos informações para andar pela rua. E assim fomos, começamos pela cidade velha, passando pelo castelo, parlamente, museu Nobel, igrejas, ópera e tudo mais.

A cidade é muito linda e o tempo ensolarado ajudou muito, assim fomos rodando a cidade e aproveitando a paisagem aos poucos.

O problema na Suécia era só o dinheiro, uma garrafa de água custava em torno de 3,2 euros uns 7 reais, por uma garrafinha de água. Por isso andamos segurando a bebelança e comelança. Fomos até chegar ao museu Viking, um lugar super maneiro, que conta com uma embarcação Viking que foi resgatada de seu naufrágio em águas suecas. O navio é muito grande e muito bonito e sua história é muito maneira, resumindo ele afundou pois tinha pouco peso no fundo.

Do museu saímos e não agüentávamos mais, assim eu, Iago e Letícia fomos para o hostel enquanto o japa foi tirar outras fotos. Pegamos um tram e lá veio o outro espanto, nós não tínhamos comprado bilhete e havia um cobrador dentro do lugar, falamos em pagar lá dentro e o cara falou que estava tranqüilo. Chegamos ao ponto final ele nos disse para descer e não nos cobrou. Vai entender esse povo de país desenvolvido né.

No hostel conhecemos um brazuca americano, um rapaz que mora nos states há 21 anos e fala um bom português. Conversamos bastante com ele, adicionamos no face e vamos ver se mantemos contato.

Comemos um subway, fomos dormir e enfim chegava a hora de vir para Dublin. Na volta para casa o rapazda imigração encrencou um pouco pois estávamos viajando a maior tempo e só tínhamos o carimbo de entrada na Noruega e nada dos outros países, mas fomos tranqüilos afinal não era nossa culpa, já que por nós teríamos todos esses carimbos.

Valew galera.

Esse é o fim da viagem.

Igor Reis Moreira Mathias

terça-feira, 19 de julho de 2011

A Saga de Dublin – Viena na Áustria e Praga na Rep. Tcheca

Após acordar mais um dia em Bratislava e pegar aquele café da manhã, fomos para a estação de trem pegar um desses que iria para Viena. Segundo o rapaz do hostel a viagem seria muito mais bonita de trem.

Nada de mais durante a viagem e no fim de suas 1 hora e 10 minuto, aproximadamente, eu já cambaleava ameaçando pegar no sono, até que avistamos o fim da linha e tivemos que descer. Viena, ao contrário das outras cidades, estava nublada e chovendo um pouco. Logo que chegamos tivemos que colocar as roupas ante chuva para poder ir até ao trem e ao metrô.

Um pouco de dificuldade para nos comunicar no começo mas logo, logo fomos nos virando. O único problema é que eu, Iago, Victor e Letícia compramos passagem no valor de meia e só depois descobrimos que este desconto era somente para crianças. Ainda bem que nenhum fiscal apareceu.

Chegamos a estação de metrô do hostel e de frente já tinha um Spar. Como estava chovendo um pouco eu e Victor resolvemos ir comprar coisas para fazer um macarrão de almoço. Entramos, olhamos e achamos uma Skol, sim a cerveja brasileira, mas em embalagem um pouco diferente e escrito padrão internacional em inglês.

Compramos as coisas, saimos do Spar e fomos para o hostel que ficava a menos de 2 minutos caminhando dali. Chegamos ao local que parecia ser um puta hostel, muito bem localizado, cheio de pompa, mas que acabou nos dando uma certa dor de cabeça.

Quando cheguei eu havia feito reserva para todos no mesmo quarto, porém só ficariamos assim no primeiro dia segundo o rapaz do hostel por conta de um erro no sistema deles e um alagamento que teve em um andar.

Pegamos então a chave e resolvemos averiguar para ver o que tava rolando, chegamos ao quarto e havia uma goteira no teto, mas haviam feito trocas em nossa reserva e nos cobrado a mais por isso. Assim o pessoal foi reclamar e acabamos ganhando uma parte do dinheiro de volta e café da manhã, que eram 4 euros a parte, para todos os dias grátis.

Menos insatisfeitos fomos la preparar o rango, problema era que a cozinha não era lá essas coisas e demorou um pouco para fazer a comida nos fogareiros.

Barriga cheia, subimos para o quarto fomos nos preparar para começar a rodar em Viena. Conversamos no hostel e descobrimos que para nós seria interessante comprar um passe de ônibus Hop on Hop of de 24h.

Fomos então até o centro, tentamos negociar, negociação falhou mas compramos mesmo assim e fomos fazer parte do tour, isso já eram lá pelas 5h da tarde. Logo chegou um ônibus, subimos e fomos para o que seria a primeira parada do dia, uma espécie de roda gigante construída de vagões de trem em 1890, aproximadamente. Porém além disso no lugar era um baita parque de diversões por onde rodamos e fui acelerando meu irmão, se não ele participaria de tudo naquele lugar.

Saimos do parque e eu e Iago estavamos naquela vontade de fazer xixi. Foi então que avistamos na rua um banheiro químico, e naquela onda de achar que país desenvoldido tudo é diferente nos estrepamos. O banheiro não devia ser limpado a um século mais ou menos, com cocôs de todas as eras diferentes da Terra, nojento mas aliviante. Logo voltamos para o ponto e pegamos o ônibus novamente. Passamos pela região do novo curso do rio Danúbio, passamos próximo a alguns pontos turísticos e enfim chegamos ao ponto final onde trocaríamos para outra linha do busão para vermos o que faríamos no dia seguinte.

Pegamos a linha vermelha e lá fomos nós vendo o Imperial Palace, Museum Quarter, St Stephens Cathedral e enfim descendo em um parque próximo ao hotel Hilton. O parque é muito legal e tem estátuas de vários nomes famosos. Havia no parque também um andarilho amigo dos patos, um cara que parece ser morador de rua mas que alimenta os patos do local e o qual os patos respeitam bem. E foi o Iago começar a dar pedacinhos de maça aos patos que o cara ficou meio com ciúmes, começou a alimentá-los novamente e logo os patos noa abandonaram. Continuamos a rodar o parque e tals até cansar e ir para a estação de metrô próxima ao local e irmos para o hostel.

Chegando lá os nossos planos foram frustados já que o Spar estava fechado, então tivemos que correr atrás de comida. Eu não aguentava mais Mac, mas também não tava afim de comer a comida chinesa que tinha ali perto, até que o japa achou um lugar que tinha umas promoções de kebab e de Pizza e fomos pegar comida lá para comer. A pizza não estava lá essas coisas, mas era muito melhor do que comer Mac novamente.

Jantamos, eu fiquei vegetando e o Iago foi com o pessoal comprar nossas passagens de busão para Praga. Voltou arrumamos umas coisas e fomos dormir.

Dia seguinte acordamos cedo e fomos ao café da manhã que tinhamos ganhado. Café bom cheio de opções, não era nenhum café de hotel 4 ou 5 estrelas mas para um hostel já era algo muito bom, com direito a queijo, presunto, uma moltadela louca e até mesmo salame, para alegria dos meus amigos brasileiros Renan, Tadeu, e Bruno Vicente.

Comemos, fizemos uns sandubas para levar e fomos embora, afinal para fazer tudo que queríamos teríamos que correr um pouco. O dia estava lindo então resolvemos partir logo para o tour.

Chegamos a State Opera, ponto inicial do bus, e fomos fazer a linha azul, que incluia o Schonbrunn Pacale, o museu de história militar, que pulamos, e o Belvedere Palace. O primeiro palácio é um lugar muito bonito, inspirado em Versailles e com um monumento maravilhoso ao fundo de seu jardim, que também é muito lindo e é contemplado pela maravilhosa fonte aos seus fundos, próximo a entrada do jardim zoológico de Viena. Ficamos lá por um tempo, fizemos juz a nossa brasileirisse e o Iago foi mijar no meio do mato do palácio.

Do alto do jardim monumento da para se ver parte de Viena do alto e contemplar a linda vista da cidade. Descemos e lá embaixo encontramos uma orquesta sinfônica japonesa que se apresentava nos fundos do palácio gratuitamente e que foi muito legal. Mais legal foi ver os japoneses emocionados com as palmas chorarem de orgulho.

Do Schonbrunn Pacale partimos rumo ao Belvedere Palace, o qual eu não achei tão bonito quanto o primeiro mas que tem todo um tom histórico, já que foi lá que na década de 50 o território austríaco foi devolvido ao seu povo e voltou a se tornar um país independente em um acordo assinado pelos EUA, Rússia, Inglaterra e França. Foi nessa palácio também que o Iago sentou no cantinho perto do banco, ligou pagode no seu celular e alegrou a gringaiada, que passava aos batuques e risos próximos a nós dois.

Logo pegamos o ônibus de volta e fomos para a ópera pegar a outra linha e rodar a cidade. Entramos na linha vermelha e fomos em direção a St Stephens Cathedral, rodamos, dormimos e nada do ôbinus parar lá, foi quando no fim do tour perguntamos ao guia e ele disse que havia morrido algo como o último filho do Kaises, ou algo assim, e por isso a rua estava fechada. Não entendi direito mas parece que o cara era importante.

Descemos novamente na ópera e fomos rodar o resto a pé. Começamos ali mesmo e fomos comprar o imã de geladeira da minha mãe e as minhas bandeirinhas com com o Iago. Mas na alegria de meu irmão ele acabou acidentalmente derrubando uma lembrancinha lá, aquelas com água e coisinhas brancas que simulam neve, e tivemos que pagar por esta também. Mas logicamente já que pagamos, levamos a parada, só quebrou o vidro então dava para utilizar ainda.

Fomos andando até que recebi uma ótima ligação com boas noticias e continuamos até o palácio imperial, onde havia um telão transmitindo ao vivo o enterro do célebre defunto. Vislumbramos o lugar e logo partimos para a praça em frente ao Leopold Museum e onde se encontra a estátua de Maria Tereza, lugar muito legal também. Partimos de lá e fomos em direção ao parlamente austríaco, uma bela construção baseada nos moldes romanos, com uma bela estátua de Athenas a sua frente e duas mulheres simbolizando os poderes executivo e legislativo.

Mais a frente encontramos o Rathaus Platz mais um ponto turístico local, mas que estava realizando uma feirinha a sua frente e não deu para ser devidamente apreciado, passamos logo depois pelo teatro nacional e pela universidade, até que resolvemos sentar em um Mac, tomar uma água e logo depois partir para compras das coisas da janta e depois passar pela igreja que esteve fechada durante todo o dia. E assim fomos, chegamos, conseguimos entrar na igreja, vimos várias pessoas voltando do velério, todo acervo sendo desmontado e dali partimos para casa.

Chegamos no hostel, eu e Iago fomos para um quarto e o pessoal para outro, já que por erro deles ficamos separados na segunda noite. O único problema nisso tudo foi o sumiço do chinelo do Iago, que foi achado no dia seguinte antes de fazermos o check out. Tomamos um banho e descemos para cozinhar. Chegamos na cozinha onde havia um grupo de espanhóis e os esperamos acabar para começar a montar nosso aparato. O único problema é que o grupo misto de franceses, americanos e a holandesa que chegaram depois de nós não tiveram a mesma educação e começaram a disputar a cozinha conosco.

Enquanto lavavamos a louça os americanos iam roubando os pratos, enquanto eu ligava o fogareiro a holandesa roubava-me uma boca. Sem problemas, visão sistemeca existe para isso. Eles pensaram nos pratos e na boca mas esqueceram que precisariam de mais de uma boca e de talheres e copos para comer. E assim foi. Logo eu separei todos nossos talheres, o japa pegou outros pratos, pegamos os copos e assumimos lugar nos sofazinhos para comer, enquanto eles pensavam estar indo bem. Ocupei a melhor boca do fogareiro e enquanto isso a holandesa cozinhava o macarrão dela em uma outra e pensava cozinhar o tomate em outra boca, que eu e japa morríamos de rir pois já sabiamos que não funcionava.

Enquanto nós fizemos, arroz, purê, mini chicken e um mechidão de ovo, eles acabaram somente o macarrão com molho de tomate e enquanto comíamos eles aguardavam por lugares, copos e talheres para fazerem a refeição. O problema do povo do primeiro mundo é achar que a galera do terceiro é trouxa, mas nesse mundo globalizado estamos ficando um pouco espertos.

Passado o engraçado incidente o Iago foi imprimir nossas passagens enquanto eu falava com o japa. Tudo pronto fomos dormir para levantar cedo no dia seguinte. Foda foi ver as americanas rindo de mim que estava, estou, igual a um panda, com a cara marcada do óculos e ver a chinesa puta com o Iago roncando a noite. Quer privacidade vai pra um hotel.

Acordamos no dia seguinte, catamos as coisas, tomamos café, fizemos mais uns sandubas e pegamos nosso busão rumo a Praga. O problema no busão dessa vez é que entramos e estava vazio, assim cada um catou um lugar e achou que ia sozinho, até aparecer uns austríacos folgados e sentarem ao nosso lado. Eles não eram folgados por conta disso e sim pois quebraram uma parte do bus, um ia roubando espaço do meu banco quando deixei meu cutuvelo de presente para a costela dele, o outro queria dormir no colo do Iago e todos eles fediam a desodorante vencido e cigarro. Mas fora isso a viagem de ônibus entre Viena e Praga é muito bonita podendo-se ver castelos, algumas cidades bonitas e várias plantações, como a de Girassol que a Paula já tinha me dito ser muito linda.

Chegamos em praga, trocamos uma grana, pegamos o metrô e viemos para o hostel. Chegamos tivemos que trocar mais dinheiro para pagar o hostel a vista, já que não aceitam cartão, fizemos check in, fomos ao mercado, compramos algumas coisas e fomos cozinhar. Dessa vez passamos um perrengue com uns porcão aqui do hostel que usavam as panelas e as paradas e só jogavam uma água e diziam ter lavado as coisas.

Demos uma limpadinha na cozinha e começamos a preparação do nosso risoto e bife. Fizemos, comemos e logo fomos capotar, todos nas camas e eu no cafofo do tablado na parte de cima do quarto, que eu fico sozinho mas faz um pouco mais de calor. E por causa do calor acordei a noite e fui deitar um pouco na madeira gelada para ver se passava. Depois de acordar todo duro, voltei para a cama onde fiquei até o outro dia cedo.

Logo acordamos, tomamos café e fomos em direção do destrito do castelo. Passamos pela ponte Charles e suas várias esculturas de santo e fomos ao igreja de São Nicolau, fomos subindo o morro rumo ao castelo, que na verdade é um complexo com o palácio, igrejas e tals. Vimos o palácio, suas igrejas, a troca da guarda e logo estavamos na praça do lado de fora. Lugar esse que o Iago resolveu acabar de arrancar a sola de seu tênis e transformá-lo em uma sapatilha. Rodamos mais um pouco ali pelo lugar e logo descemos para ver um pouco mais do centro velho e voltar para fazer almoço, as 5 horas da tarde, no hostel. Almoçamos, alguns dormiram, entre eles eu, enquanto outros ficaram na cozinha conversando e bebendo com o pessoal do hostel, caso do meu irmão. Eu estava meio triste, fiquei um pouco pelo quarto, rezei, tomei um banho para refrescar corpo e mente e depois fui comprar uma pizza com o Iago, japa e sua irmã. Compramos, comemos e logo fui dormir.

Acordamos hoje, tomamos aquele café da manhã, conversei com um inglês que quer visitar Rondônia, falei para ele tirar uma foto lá e me mandar para eu acreditar que existe, brincadeira, e fomos para a rua. Eu sinceramente não achei Praga tudo que as pessoas falavam, achei Viena, Budapeste e até Cracóvia melhores do que aqui, mas é um lugar que valeu conhecer, principalmente pela torre com o relógio astronômico e os apóstolos que aparecem para tocar o sino de hora em hora com o esqueleto da morte que puxa o cabinho do sino e o músico que toca uma música no alto da torre toda hora.

Bom mas hoje começamos pelo centro velho, fomos ver alguns monumentos nessa parte da cidade próxima ao hostel, que fica a menos de 2 minutos andando da torre e da praça velha. Fomos hoje a praça Venceslau, Stavovské Divadio, fomos descendo rumo a praça central e encontramos uns amigos de Dublin, o Rafael e a Flavinha. Conversamos, trocamos informações sobre a viagem nos despedimos e depois fomos almoçar.

Almoçamos no KFC, onde ficamos um bom tempo tomando refri e chá no nosso inesgotável refil e comendo nosso balde de frango frito, enfim um fast food com bastante carne para me alegrar. O problema é o enjoo que o Iago está sentindo agora.

Passamos pela ponte Charles novamente, fomos a igreja do Menino Jesus de Praga, onde comprei alguns suveniers e peguei alguns santinhos, voltamos e conferimos a batida entre um Tram e um carro, nada demais só um encostão mesmo e voltamos para o centro.

Fomos comprar as lembrancinhas, imas e bandeirinhas, o pessoal foi para o hostel e eu resolvi andar um pouco mais pelo centro antigo sozinho, tirei algumas fotos, observei o lugar, a torre do relógio astronômico e igreja Tyn.

Voltei ao hostel onde subi e tomei aquele banho para refrescar e agora estou aqui escrevendo e colocando o blog em dia.

Agora vou me ir, amanhã partimos para Berlim cedo.

Fui

Igor Reis Moreira Mathias

quinta-feira, 14 de julho de 2011

A Saga de Dublin – Budapeste na Hungria e Bratislava na Eslováquia

Após uma longa espera na rodoviária de Cracóvia enfim pegamos o ônibus e partimos para Budapeste. A viagem que estava prevista para durar 8 horas acabou sendo feita em 6 horas e meia pela dupla de pilotos da equipe Orange Ways.

Chegamos em Budapeste já bem noite, era quase meia noite, e fomos tirar uns forins no caixa rápido local. Nunca saquei tanto dinheiro na minha vida, 15000 forins o que dava uns 60 euros.

Nossa sorte foi que havia um português, que ficou na rodoviária de Cracóvia esperando o ônibus conosco, que tinha um amigo húngaro que o foi buscar na rodoviária e assim ligou para um taxi para pegar-nos 5, se não estaríamos ate agora na rodoviária esperando por um taxi de 5 pessoas.

Pegamos o taxi, taxista lega, e fomos para o nosso flat, na chegada já uma bela demonstração da hospitalidade húngara, um raio de um atendente mal humorado que mal nos atendeu e já fomos para o quarto. Dividi cama com meu irmão e passei aquele calor durante a noite.

No dia seguinte acordamos e fomos em busca de um barato ônibus hop on hop off para fazermos o tur pela cidade. Acabamos fechando um que ficou cerca de 16 euros para cada para os dois dias, com direito a 2 passeios de barco pelo rio Danúbio e uns descontos em alguns lugares e umas coisas free.

No ônibus descemos logo na praça dos heróis, lugar bonito com várias estátuas de heróis húngaros e cercado por dois palácios muito legais. Próximo a essa praça havia um parque com um castelo medieval e uma pista de patinação descongelada. Era nesse parque também que ficava uma das termas famosas da cidade, onde tiramos algumas fotos na porta, demos uma olhada pelo salão principal e partimos rumo a outros monumentos.

Budapeste e uma cidade interessante, na verdade eram duas cidades Buda e Peste que foram unidas e tudo mais. Em cada cidade dessa se encontra um cartão postal, em Buda o castelo e em Peste o parlamento. E como ficaríamos dois dias resolvemos fazer parlamento no primeiro e castelo no segundo.

E assim fomos, fizemos a sinagoga e depois citadela. Na citadela já estávamos no ônibus para ir embora para outro lugar, quando a irmã do japa descobriu que nosso cupom de descontos dava um goulash de graça para nos no restaurante dali. Foi então que paramos o ônibus, descemos e fomos comer o tradicional prato húngaro, uma sopa de carne com batata e cenoura em uma água misturada ao molho da carne e tals.

Saímos do restaurante, fomos para o ônibus e descemos na Chain Bridge para atravessarmos esse cartão postal e irmos para o parlamento. Logo já estávamos no parlamento e já estávamos procurando por um ônibus para irmos para o que seria o primeiro passeio de barco.

Achamos a linha rosa, pegamos e fomos em direção a um local para comer antes de embarcar. Vimos um restaurante que te levava para casa de limusine após o almoço ou o jantar, mas fomos para o Mac não correr riscos e comer uma refeição no ar condicionado.

Do Mac partimos para o barco que foi um passeio legalzinho, vendo a cidade por dentro do rio Danúbio de manha. Após 1 hora já estávamos fora do barco e fomos andando ate em casa. Fizemos janta, tomamos banho, lavamos roupa, isso mesmo dentro da banheira do flat e na mão, e capotamos.

Dia seguinte começou estranho, pelo menos para mim, que estava num estado de humor bem alterado e tals. Mas fomos que fomos, pegamos o bus e fomos rumo ao castelo.
Descemos e perto do castelo começamos a encontrar a brasileirada que anda pelo mundo. Passamos por um mercadinho de suvenires, mas nada de barato, alias o cidade para ter suvenires a um preço caro.

Fizemos a igreja do castelo, o castelo, que mais e um palácio e fomos rumo ao busão para irmos para o Gran Market Hall, um mercado de produtos e comidas húngaras. O preço lá também não estava satisfatório, mas estava melhor e era mais fácil negociar com os vendedores. La compramos as tradicionais bonecas húngaras, nossas bandeirinhas, cartões postais e o ima de geladeira da minha mãe.

Ameaçamos comer por lá, mas não aceitavam cartão de credito então acabamos indo para o Burguer King. Comemos e partimos para a tão espera, pelo resto da galera, casa de banho termal.

Fomos para o lugar e na porta vimos o termômetro que marcava 37 graus, meu recorde na Europa. Entramos, pagamos, pegamos nosso desconto de 500 forins e entramos para o que eu descobri ser uma espécie de clube chamado por eles de casa termais.

Havia cerca de 7 piscinas no local, uma termal dedicada a cada sexo, 2 para ambos e 2 sem águas termais. Gostaria de deixar claro que só é permitido banho nu nas piscinas de membros do mesmo sexo e logicamente eu não me arrisquei a ficar como eu vim ao mundo. O local é interessante, bonito e as piscinas de águas termais mais parecem uma piscina que um monte de gente fez xixi e acabou ficando quente, mas valeu a experiência.

Saímos de lá e o japa resolveu fazer o outro passeio de barco à noite para ver a cidade iluminada, assim eu resolvi acompanhá-lo e tive uma bela surpresa ao ver a cidade literalmente se acendendo. Digamos que o passeio da noite e muito melhor que o de dia.

Fomos para casa, mas no meio do caminho passamos no mercado e enquanto o pessoal comprava as coisas eu matava a saudade de casa falando com minha mãe. Depois do mercado fomos para casa tomar banho, conversar no celular, jantar e brincar de dormir. Eu deitei lá pelas 1 e meia e acordei as 4 para vir para Bratislava.

Antes de sair do flat eu e japa fomos fazer o check out e pedir para o mal humorado atendente pedir um taxi, mas o gente boa com toda sua vontade acabou pedindo 2 e tivemos que negociar com os tiozinhos, que não ficaram muitos felizes, mas nos levaram a rodoviária com o dinheiro que tínhamos.

Pegamos então o bus, que dessa vez chegou no horário marcado e viemos capotados para Bratislava. Chegando aqui pegamos um ônibus elétrico, uma espécie de carrinho de bate bate que anda pelas ruas aqui no leste europeu, e rapidamente estávamos em casa por um valor muito barato de 50 cents de euro.

Chegamos no hostel, guardamos nossas coisas e fomos para rua. Bratislava e uma cidade pequena e nem tão legal assim, vale a pena conhecer e é boa para descansar já que não se tem muito a fazer.

Andamos pelo centro velho, ao qual chegamos de Tram por 50 cents também e fomos andar. Os suvenires aqui são mais caros que Budapeste, mas acabamos comprando os cartões postais e as nossas bandeirinhas.

Fizemos os principais locais que não são muitos, fomos ao tal UFO, um restaurante em formato de disco voador que fica sobre uma ponte e cobra uma taxa para subir em seu mirante. Pagamos subimos e descemos, assim mesmo, já que chegamos lá em cima e a vista nem era nada de mais, a não ser pelo binóculo que meu irmão tentou tapear e acabou sendo tapeado. O binóculo era grátis e meu irmão ia tentando tapear o mesmo colocando slots, ele perdeu suas moedas e nos vimos pela parada de graça como ela sempre foi.

Descemos e fomos ao castelo de Bratislava, eu, Iago e japa somente, vimos o castelo que esta em reformas e logo descemos para almoçar também. Acabamos parando em um restaurante onde experimentamos o prato típico daqui, uma espécie de gnhoque com um molho de queijo de cabra e um torresmo por cima, gostoso, mas meio forte.

Voltamos passamos no super Tesco, um mercado grandão que vendia de tudo, parecia uma mistura de Tesco com Penneys, compramos um macarrão para a janta e viemos para o hostel. Fizemos check in e enquanto o pessoal ia dormir eu fiquei aqui no subsolo do hostel escrevendo para colocar o blog em dia. Na verdade fazer mais de 3 horas que estou aqui escrevendo.

Agora me vou indo tomar um banho e fazer um macarrão com o japa para deitar e apagar ate amanha que vamos para Viena por trem.

Um abraço a todos

Igor Reis Moreira Mathias